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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

OPINIÃO: O tempo dirá se o presidente Bolsonaro será ou não vingativo com o NE

"Não posso fazer uma guerra com os governadores do Nordeste, atrapalhando a população. O homem mais sofrido do Brasil está na região, exatamente pela mentalidade desses governadores", afirmou
Foto: Divulgação/Reprodução
Da FOLHA DE PERNAMBUCO (Inaldo Sampaio)
charlesnasci@yahoo.com.br

Foi numa entrevista ao SBT, na última quinta-feira, que o presidente Bolsonaro foi questionado a primeira vez sobre a ausência dos governadores do Nordeste em sua posse. Ele não encarou o gesto dos governadores como uma "declaração de guerra", mas não gostou de saber que alguns deles estariam dispostos a não colocar a foto do presidente da República nas repartições oficiais.

"Eu já ouvi dizer, também não sei se é verdade, que eles não vão ter o meu retrato em suas salas. Espero que, quando vierem pedir dinheiro para mim, pelo menos digam o seguinte, ou melhor, que não venham pedir nada para mim porque eu não sou o presidente. O presidente deles (Lula) está em Curitiba", afirmou Jair Bolsonaro, negando, no entanto, que pretenda retaliá-los por causa disto. "De minha parte, eu não posso fazer uma guerra com os governadores do Nordeste, atrapalhando a população. O homem mais sofrido do Brasil está na região, exatamente pela mentalidade desses governadores", acrescentou.

Bolsonaro perdeu a eleição para o candidato do PT, Fernando Haddad, em todos os estados da região (em Pernambuco, venceu apenas em Santa Cruz do Capibaribe). Seja como for, os governadores têm que abrir urgentemente um canal de diálogo com o presidente da República porque todos eles dependem de recursos federais para tocar as suas obras. O deputado Luciano Bivar pode ser este canal, dada a sua condição de presidente nacional do PSL, o partido do presidente da República.