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domingo, 2 de agosto de 2026

As mensagens de João

Do BLOG DE ELIELSON
charlesnasci@yahoo.com.br

A convenção da Frente Popular de Pernambuco, no Clube Internacional, serviu para apresentar o tom que o grupo adotará na campanha. Vale aqui reforçar dois pontos. O primeiro: a grande aposta é convencer o eleitor que dá para replicar, em todo estado, aquilo que João Campos (PSB) fez no Recife. Antes de sair da cadeira de prefeito, Campos sustentava uma aprovação expressiva. Isso conta.

E o segundo: o lado opositor – leia-se, o da governadora Raquel Lyra (PSD) – será comumente associado à extrema-direita e às elites. Fato é que o próprio João Campos (PSB) disse, durante o discurso, que "tirará as grades do Palácio do Campo das Princesas" para que o povo não somente se aproxime, mas entre nele. Seja, então, parte da gestão. Implicitamente, a fala reforça a tradição populista do ex-prefeito do Recife, herdada do seu bisavô, Miguel Arraes, e do seu pai, Eduardo Campos.

Passada a convenção, o gosto que fica é o de que a semana de pesquisas com resultados não tão agradáveis, em parte, não foi suficiente para desanimar a Frente Popular de Pernambuco. Que por sinal, agora vê o outro lado fechar a semana com uma grande interrogação: o que de bom e de ruim trará a escolha por Eduardo da Fonte (PP)? Se depender do prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), aliado de Miguel Coelho (UB), uma verdadeira virada pode acontecer nos próximos dias.

Aliás, pode-se dizer que Evilásio foi um dos personagens mais importantes da convenção. Não teve Alckmin – nem mesmo fala de Álvaro Porto pedindo desculpas por ter apoiado a governadora – capaz de tirar o destaque daquilo que pontuou o prefeito de Araripina: "eu abri a porteira do grupo". Estava falando dos outros prefeitos aliados de Miguel Coelho (UB). Após a fala, João Campos (PSB) deu um sorriso largo.