Do BLOG DE NOÉLIA BRITO
charlesnasci@yahoo.com.br
Há uma pergunta que merece ser feita no debate político de Pernambuco: se a opção pela remuneração do cargo efetivo era aceita quando Paulo Câmara governava o Estado, por que agora virou alvo de questionamento quando envolve Raquel Lyra?
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Há uma pergunta que merece ser feita no debate político de Pernambuco: se a opção pela remuneração do cargo efetivo era aceita quando Paulo Câmara governava o Estado, por que agora virou alvo de questionamento quando envolve Raquel Lyra?
Em fevereiro de 2015, o Diario de Pernambuco registrou que Paulo Câmara, então governador e auditor do TCE-PE, optou por receber a remuneração de auditor das contas públicas, abrindo mão da remuneração correspondente ao cargo de governador. Paulo governou Pernambuco por oito anos nessa condição.
E há um detalhe que torna a história ainda mais curiosa: João Campos conhecia essa realidade por dentro. Em 2016, João, então com 22 anos, foi nomeado chefe de gabinete de Paulo Câmara e passou a integrar diretamente o governo estadual. Hoje, como adversário político de Raquel Lyra, João questiona a situação remuneratória da governadora, que também possui vínculo efetivo com o Estado.
Questionar é legítimo. Pedir transparência e explicações também. Mas a pergunta permanece: por que aquilo que foi praticado no governo do qual João Campos fez parte agora é apresentado como problema quando envolve sua adversária?
E há um detalhe que torna a história ainda mais curiosa: João Campos conhecia essa realidade por dentro. Em 2016, João, então com 22 anos, foi nomeado chefe de gabinete de Paulo Câmara e passou a integrar diretamente o governo estadual. Hoje, como adversário político de Raquel Lyra, João questiona a situação remuneratória da governadora, que também possui vínculo efetivo com o Estado.
Questionar é legítimo. Pedir transparência e explicações também. Mas a pergunta permanece: por que aquilo que foi praticado no governo do qual João Campos fez parte agora é apresentado como problema quando envolve sua adversária?
João Campos acusa a adversária de receber remuneração acima do teto, de forma inconstitucional, mas não mostrou qualquer decisão seja do TCE, seja do STF que corrobore suas acusações. Por que só agora na campanha ele resolveu fazer tal questionamento? Em política, coerência também é patrimônio público.
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