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sábado, 13 de junho de 2026

A estreia na Copa do Mundo: empate insosso em 1 a 1 contra o Marrocos

A lição da partida inaugural: Ancelotti está longe de ter uma equipe azeitada e confiável para tentar o hexa
Da VEJA, por Fábio Altman, de Nova Jérsey
charlesnasci@yahoo.com.br

Foi ruim a estreia do Brasil na Copa do Mundo, com um empate em 1 a 1 contra o Marrocos. Há evidente preocupação para as próximas partidas. O calor de 32 graus no início do jogo fez o treinador Carlos. Ancelotti mudar a escalação. Ibañez entrou na lateral-direita no lugar de Danilo, e a diferença de idade é que levou o italiano à mudança de última hora. Ibañez tem 27 anos. Danilo está com 34 anos.

Na frente, em outro movimento surpreendente, tirou Matheus Cunha, que viria mais de trás, com gosto por armar o jogo, e pôs um atacante a que se denomina "rompedor", Igor Thiago. "Para esse jogo, Igor tem força na frente, é agressivo, pode lutar na bola aérea. Creio que o Igor pode fazer bem para a equipe nesse jogo", disse Ancelotti. Não funcionou, a começar pela cabeçada para fora, aos 13 minutos do primeiro tempo – uma rara chance do Brasil, diante da pressão do Marrocos, em 15 minutos iniciais avassaladores.

No primeiro tempo, o time de vermelho é que parecia o de amarelo de outros jornadas, entrosado, com deslocamentos evidentemente ensaiados. O onze inicial de Ancelotti, que nunca havia jogado antes, soava como um catadão sem conjunto, perdido. A marcação era lenta e mal feita. Casemiro errava passes, sempre um segundo atrasado. E então, aos 20 minutos saiu o gol dos Leões do Atlas, que envolvia a seleção com facilidade.

Gabriel Magalhães deixou que a bola passasse, em lançamento do meio de campo feito por Brahim Díaz, do Real Madrid. Marquinhos e Douglas Santos pareciam dormir. Salibari cortou, deixou Alisson para trás e fez o 1 a 0. Justo, justíssimo, em jogada que nasceu de um passe mal dado de Ibañez para Paquetá. Paquetá, aliás, que errou muito durante todo o primeiro tempo.

E então, numa rara escapada, Vinicius Jr., aos 31 minutos, um dos únicos jogadores de amarelo lúcidos em campo, fez um golaço – e foi então o Vinicius Jr. que nos habituamos a ver no Real Madrid. Dali para a frente, a seleção equilibrou o jogo, e por pouco não virou com um bonito voleio de Paquetá. Mas é triste imaginar, para o restante a Copa, que o Brasil dependa de brilho individual, e não do conjunto. No segundo tempo, Ancelotti tirou os dois amarelados, Ibañez e Casemiro. Entraram Danilo e Fabinho. A equipe melhorou, com mais calma, e toque de bola.

Os quinze minutos finais, pelo cansaço, pelo calor americano, foram monótonos – em monotonia traduzida pelo comportamento silencioso das 80 000 pessoas que lotaram o New Jersey New York Stadium. A seleção de Carlo Ancelotti precisa melhorar, e muito, para sonhar com o hexa. Ao Marrocos talvez tenha faltado alguma ousadia, que quase fez o segundo gol ao final. O empate não foi terrível, mas também não foi bom. Ficará em primeiro lugar no grupo C, muito provavelmente, quem fizer mais gols contra o Haiti.