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quinta-feira, 16 de abril de 2026

União Brasil reafirma apoio a Raquel Lyra e diz que respeita decisões do PP em Pernambuco

Da FOLHA DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

O União Brasil afirmou que respeita as decisões do PP de Pernambuco e os processos internos da legenda, reforçando que mantém diálogo institucional com os aliados no estado. Para as eleições em Pernambuco, o partido já definiu apoio à governadora Raquel Lyra (PSD), que deve disputar a reeleição.

A decisão, segundo integrantes da sigla, está alinhada à estratégia política do grupo no estado e ao cenário de composição das forças locais. O União Brasil avalia que a construção desse apoio ocorre de forma consolidada e dentro do planejamento para 2026, com articulação entre lideranças estaduais e nacionais.

O debate sobre a federação União Progressistas em Pernambuco ainda não foi realizado. Apesar disso, o partido afirma que irá defender sua posição internamente, com base no entendimento das suas lideranças e no alinhamento político já estabelecido no estado.

A sigla destaca que o processo federativo seguirá sendo discutido entre as duas legendas, respeitando as instâncias partidárias e as negociações em andamento.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Lula fica nervoso com Datafolha e manda apressar projetos

Do DIÁRIO DO PODER - Cláudio Humberto
charlesnasci@yahoo.com.br

Foi com irritação que Lula (PT) recebeu os números do Datafolha no fim de semana, com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do petista em um eventual segundo turno. A crise fez o presidente mandar os ministros adiantarem os projetos com algum apelo popular para estancar a sangria na popularidade. A previsão é que um programa que mira o endividamento familiar seja antecipado e saia já na próxima semana. O fim da escala 6×1 também deve encorpar dentro do governo.

VAI PIORAR

A estratégia é reverter a maré para Lula e mitigar o estrago eleitoral da inflação, que ainda deve aparecer, em razão da alta dos combustíveis.

LIGOU O ALERTA

Um dos pontos que mais preocupam a turma petista é que Flávio superou numericamente Lula antes mesmo de anunciar o vice na chapa.

SEGUNDO TURNO

No Planalto, a leitura é de cenário mais favorável para o herdeiro de Jair Bolsonaro, que naturalmente deve herdar votos da direita no 2º turno.

FICA, AINDA

Apesar da alteração que coloca Flávio em vantagem, Lula ainda tem dito que segue na disputa e espera melhora no segundo semestre.

sábado, 11 de abril de 2026

'Flávio Bolsonaro é uma folha em branco e pode ganhar no 1º turno', diz marqueteiro de Ratinho Jr.

Do ESTADÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

Há 14 anos trabalhando ao lado de Ratinho Jr. (PSD), o estrategista político Jorge Gerez, de 50 anos, diz ainda estar de "luto" pela decisão do governador do Paraná de não concorrer à Presidência da República. A desistência, no entanto, não o surpreendeu: segundo Gerez, desde o ano passado, a família do governador já demonstrava forte resistência ao projeto nacional.

Sem o paranaense na disputa, Gerez vê a terceira via sem espaço e o cenário eleitoral caminhar para uma polarização entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Questionado, o marqueteiro não titubeia ao apontar quem considera o favorito. "Com 81% dos brasileiros querendo mudança, segundo o Instituto Alfa, é quase impossível o Flávio Bolsonaro não ganhar no primeiro turno", afirma.

Nascido em Almirante Brown, ao sul de Buenos Aires, Gerez é formado em Publicidade e Comunicação Social pela Universidad del Salvador, na capital argentina, e seguiu um caminho menos comum entre marqueteiros políticos: começou sua carreira no setor privado. Uma de suas passagens foi pelo Grupo Carrefour, onde atuou como gerente de publicidade e imagem. Gerez diz que foi no varejo que aprendeu a simplificar mensagens e a falar "com Dona Maria e seu João", lógica que depois exportou para as campanhas eleitorais.

Com o fim da campanha de Ratinho Jr., Gerez foi sondado para atuar junto à equipe de Flávio Bolsonaro e esteve com o senador na semana passada. Na entrevista, Gerez foi taxativo ao dizer que Lula perdeu a reeleição no Carnaval, no momento em que a escola de samba Acadêmicos de Niterói levou à avenida a ala "neoconservadores em conserva".

Clique aqui e leia a entrevista completa.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Janjão amplia articulação no Agreste e firma parceria com Rosa Amorim

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O ex-prefeito de Bom Jardim
e pré-candidato a deputado estadual Janjão (PSD) avançou nas articulações políticas no Agreste pernambucano ao firmar parceria com a deputada estadual Rosa Amorim (PT), que se coloca como pré-candidata à Câmara Federal.

A aproximação fortalece a presença dos dois nomes no interior do estado, especialmente em municípios do Agreste, e é vista como um movimento estratégico de ampliação de base política.

Com atuação voltada para pautas ligadas à agricultura familiar, movimentos sociais e desenvolvimento rural, a aliança reúne agendas convergentes e reforça o diálogo com comunidades do campo.

Nos bastidores, a parceria é avaliada como um passo importante para ampliar a capilaridade política de ambos. Janjão tem intensificado agendas na região, enquanto Rosa Amorim projeta sua atuação para o cenário federal.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Em primeiro: Oposição aposta que Janjão será majoritário em João Alfredo

Do BLOG DO LUIZ NETO
charlesnasci@yahoo.com.br

A movimentação política em João Alfredo ganhou um novo capítulo após a consolidação de apoios em torno do ex-prefeito de Bom Jardim, Janjão (PSD), pré-candidato a deputado estadual. A costura que reúne nomes tradicionais e lideranças da oposição já começa a produzir discurso alinhado: a promessa é de que Janjão saia majoritário no município.

De um lado, o grupo ligado à oposição, que tem entre seus quadros Vânia Laura, a Vânia de Oim (PODE), e o vereador Júlio César, o Júlio de Oim (PODE), reforça que a união de forças pode garantir um desempenho expressivo nas urnas. A avaliação interna é de que há um ambiente favorável para consolidar um voto de enfrentamento ao grupo governista.

Na mesma linha, o bloco político liderado pelo vice-prefeito Caboclo (PSB), que recentemente rompeu com o prefeito Zé Martins (PSD), também sustenta a tese de que Janjão deve liderar a votação no município. A leitura é de que o desgaste da gestão e a reorganização das forças locais abrem espaço para uma nova maioria eleitoral. O reforço desse palanque passa ainda pela presença da ex-prefeita Maria Sebastiana (PP), nome com forte recall político na cidade, e pela dobradinha com o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), que buscará a reeleição.

Nos bastidores, o tom é de confiança. Mas, como ensina a velha máxima da política, promessa de bastidor só se confirma nas urnas. Até lá, João Alfredo deve seguir como um dos termômetros mais interessantes do jogo eleitoral do agreste pernambucano.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Janjão junta toda oposição em João Alfredo e ganha força no Agreste rumo à Alepe

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O ex-prefeito de Bom Jardim e pré-candidato a deputado estadual, Janjão (PSD), deu um importante passo na articulação política regional ao conseguir unificar as principais lideranças da oposição no município de João Alfredo em torno de seu projeto eleitoral para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A movimentação amplia de forma estratégica sua base de apoio na cidade e cimenta um palanque robusto, reunindo diferentes correntes políticas que, até então, atuavam de forma independente no cenário local.

Entre os novos apoios estão a ex-candidata a prefeita Vânia de Oim (Podemos) e o vereador Júlio de Oim (Podemos), que integra a bancada de oposição em seu primeiro mandato. O grupo também passa a contar com a adesão da ex-prefeita Maria Sebastiana (PP), que acumula três mandatos à frente do Executivo municipal e é a única mulher a governar o município, conhecido como "Cidade Feliz".

Outro reforço importante é o vice-prefeito Caboclo (PSB), que está em seu segundo mandato consecutivo. Apesar de integrar a atual gestão, Caboclo rompeu politicamente com o prefeito Zé Martins (PSD) no início do atual governo. Em 2024, ele chegou a assumir interinamente a Prefeitura por 60 dias durante o afastamento do titular para tratamento de saúde.

Com a articulação, Janjão passa a reunir, em um mesmo grupo, praticamente todo o campo de oposição de João Alfredo, configurando um cenário político relevante para as eleições deste ano. No município, a estratégia também inclui a chamada "dobradinha" com o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), que buscará a reeleição.

O novo mapa da Alepe

Do BLOG DO ELIELSON
charlesnasci@yahoo.com.br

A nova composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco, após a janela partidária, escancara o tamanho da rearrumação política no estado e antecipa o tom da eleição de 2026. E mexe diretamente na correlação de forças entre governo e oposição, sobretudo no efeito cascata na montagem das comissões.

A maior força passa a ser a federação União Progressista (PP e União Brasil), com 11 deputados. Mais do que número, o bloco ganha peso estratégico: tempo de TV, capilaridade e poder de barganha. Vira fiel da balança no jogo majoritário e entra na eleição como peça-chave para qualquer projeto competitivo.

Logo atrás, o PSD, partido da governadora Raquel Lyra, chega a 9 deputados e obteve um número expressivo. Saiu praticamente do zero para uma bancada robusta, consolidando musculatura institucional e fortalecendo o palanque governista dentro da Alepe. É crescimento com digital da articulação do Palácio.

O bloco da federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) aparece com 8 deputados. Mantém densidade, mas sem expansão relevante. Continua competitivo, sobretudo pela ligação com o presidente Lula. O PSB, partido de João Campos, também fecha com 8 deputados. Mesmo mantendo uma bancada relevante, perde numericamente, mas terá candidatura própria a governador com João Campos e pode voltar a crescer na próxima legislatura.

O Podemos, com 7 deputados, surge como uma força intermediária importante. Não lidera o jogo, mas pode influenciar decisões e composições, sobretudo em votações estratégicas. Na base mais à direita, o PL fica com 3 deputados, mantendo presença, mas sem expansão. Já MDB, Novo e Republicanos, com um deputado cada, ocupam posições mais periféricas, com atuação pontual. O Solidariedade e PSDB sumiram.

A Alepe, hoje, já reflete o que será a eleição: um cenário menos polarizado por partidos e mais organizado por blocos de poder. A disputa não será apenas de nomes, mas de estruturas.

sábado, 4 de abril de 2026

Sem espaço no MDB, Fernando Dueire e Jarbas Filho se filiam ao PSD de Raquel

Do LEIA JÁ
charlesnasci@yahoo.com.br

O senador Fernando Dueire e o deputado estadual Jarbas Filho deixaram o MDB e se filiaram ao PSD, da governadora Raquel Lyra, para as eleições de outubro. A mudança foi comunicada neste sábado (4).

Isolado no partido fundado em Pernambuco pelo próprio pai e padrinho político
— o ex-senador Jarbas Vasconcelos —, Jarbinhas deixa a legenda em virtude da aliança do MDB favorável à candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado. Fernando Dueire, que assumiu o mandato de Jarbas no Senado, seguiu o caminho.

Representantes da minoria dissidente do MDB em Pernambuco, os parlamentares migram de sigla em busca de viabilidade para suas próprias candidaturas à reeleição. Nesse sentido, Jarbas Filho e Fernando Dueire vão continuar percorrer o estado para fortalecer a campanha de Raquel Lyra.

A bandeira, Lula e a eleição

Do BLOG DO ELIELSON
charlesnasci@yahoo.com.br

A política é também disputa de símbolos. E os dois atos da última quinta-feira deixaram isso escancarado em Pernambuco. Mais do que agendas administrativas ou movimentos isolados de campanha, o que se viu foi o desenho cada vez mais nítido dos eixos que devem nortear a guerra eleitoral entre João Campos e Raquel Lyra neste ano.

O primeiro ato foi o movimento em torno do lulismo. Ficou claro que a briga para saber quem estará mais perto do presidente Lula será central na campanha. De um lado, a Frente Popular trabalha para consolidar a tese de que João Campos será o único palanque de Lula em Pernambuco. Do outro, a filiação de Túlio Gadelha ao grupo da governadora embaralha esse jogo ao puxar o presidente um pouco mais para perto de Raquel. Ao se colocar como senador de Lula e defensor da reeleição do petista, Túlio oferece à governadora um discurso que tenta quebrar a ideia de isolamento junto ao campo lulista.

O segundo ato foi ainda mais simbólico: a disputa pela bandeira de Pernambuco. Há tempos Raquel Lyra vem se apropriando politicamente desse emblema, associando sua imagem ao símbolo maior do estado e alimentando uma narrativa de pertencimento, identidade e pernambucanidade. Não é algo trivial. Em eleição majoritária, símbolos importam. E muito.

João Campos percebeu isso. No seu último discurso como prefeito do Recife, horas da renúncia, empunhou a bandeira de Pernambuco e mandou um recado direto, ainda que sem citar nominalmente a adversária: disse que a bandeira não pertence a ele nem a nenhum político. Foi uma forma clara de reagir ao que seu grupo enxerga como um apoderamento desse símbolo pela governadora.

No fundo, o que aconteceu nesta quinta foi a apresentação dos dois campos de batalha que devem dominar a eleição: a guerra pelo lulismo e a guerra pelos símbolos de Pernambuco. Lula, de um lado. A bandeira, do outro. A campanha nem começou oficialmente, mas a narrativa já está em curso.

O antídoto de Raquel

Do BLOG DE EDMAR LYRA
charlesnasci@yahoo.com.br

A movimentação que levou o deputado federal Túlio Gadelha ao PSD para disputar o Senado na chapa de reeleição da governadora Raquel Lyra não é apenas mais uma articulação partidária — trata-se de um movimento cirúrgico dentro de um tabuleiro político altamente sensível. Em um estado marcadamente lulista, que deu expressivos 66% dos votos válidos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, qualquer estratégia eleitoral que ignore esse dado está fadada ao fracasso. Raquel, ao contrário, demonstra leitura refinada do cenário.

Ao atrair Túlio, um parlamentar com dois mandatos consolidados em Brasília e trânsito fluido na centro-esquerda, a governadora não apenas reforça sua chapa — ela reposiciona sua imagem. Em vez de ser enquadrada como adversária direta do lulismo, passa a orbitar em uma zona mais moderada, onde o diálogo com o eleitorado progressista se torna possível. Túlio, nesse contexto, funciona como um “antídoto político”: sua presença neutraliza tentativas da oposição de colar em Raquel o rótulo de antagonista de Lula, algo que, em Pernambuco, teria alto custo eleitoral.

Há ainda um efeito colateral — e estratégico — dessa escolha. A entrada de Túlio na disputa tende a fragmentar o campo da esquerda para o Senado. Com três candidaturas competitivas disputando duas vagas, abre-se espaço para que a chapa governista avance com mais segurança. Trata-se de uma clássica tática de divisão de forças adversárias, aplicada com sofisticação e timing adequado. Raquel não apenas fortalece seu palanque, como também reorganiza o jogo no campo oposto.

No fim das contas, a filiação de Túlio Gadelha ao PSD e sua projeção como candidato ao Senado revelam uma governadora que aprendeu rapidamente as regras do jogo político estadual. Mais do que uma aliança eleitoral, o movimento simboliza uma estratégia de sobrevivência e expansão em território adverso. Se bem executada, poderá não só pavimentar sua reeleição, como também consolidar uma nova forma de fazer política em Pernambuco: menos ideológica na aparência, mas profundamente estratégica na essência.

terça-feira, 31 de março de 2026

Prazo esgotando

Do DIARIO DE PERNAMBUCO - Blog Dantas Barreto
charlesnasci@yahoo.com.br

Esta semana será bem mais curta que o normal, já que o feriado da Páscoa começa para muita gente na próxima quinta-feira, dia 2. O prazo para troca de partido acaba na sexta e o sábado é o dia para entrega e renúncia de cargos executivos para quem será candidato neste ano.

Justamente por conta do feriadão por motivação religiosa, a grande maioria dos políticos tende a antecipar as decisões. Um exemplo é o prefeito João Campos (PSB), que renunciará ao cargo na quinta, depois que inaugurar o Hospital da Criança. Ele entendeu que não seria simpático deixar para o Sábado de Aleluia.

O presidente Lula (PT) vai trocar seus ministros-candidatos amanhã em reunião reservada e, na quarta-feira, acontecerão as transmissões de cargos nos ministérios. Devido às articulações nos estados, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Mota (Rep-PB), decidiu que não haverá sessões nesta semana.

Na Assembleia Legislativa de Pernambuco terá trabalho, no entanto a maior preocupação dos deputados é com a rearrumação das bancadas. Já houve muito troca troca, só que há parlamentares ainda negociando com outros partidos e calculando a melhor alternativa.

Outra expectativa é quanto ao futuro da Federação União Progressista, mesmo com o União Brasil já entrando no Governo Raquel e os parlamentares progressistas compondo a base da situação. O que se ouve é que o presidente do PP e da federação, Eduardo da Fonte, está tramando algo para depois do dia 4, que foi o prazo estabelecido por ele.

segunda-feira, 30 de março de 2026

Janjão intensifica agenda política, amplia base em Pernambuco e se prepara para disputa estadual

Do BLOG DO EDNEY
charlesnasci@yahoo.com.br

Em um movimento que reforça sua presença política e sinaliza os próximos passos rumo a um novo desafio eleitoral, o prefeito de Bom Jardim, Janjão, protagonizou no último domingo uma agenda estratégica no município de Limoeiro, marcada pelo diálogo direto com lideranças e pela consolidação de alianças que atravessam o Agreste e avançam por diversas regiões de Pernambuco.

A agenda, considerada produtiva por aliados, contou com a participação do vereador Ronaldo Morais, apontado como uma das principais lideranças políticas de Limoeiro, além do pré-candidato a deputado federal Ricardo Teobaldo e do vereador Nido. O encontro foi marcado por conversas alinhadas em torno de pautas municipais e estaduais, com foco na construção de um projeto político que, segundo os participantes, prioriza o bem comum e o fortalecimento das bases populares.
Durante a agenda, Janjão destacou a importância de intensificar o diálogo com a população e com as lideranças locais, ressaltando que o momento exige articulação, escuta e compromisso. A presença de nomes com forte atuação política reforça a estratégia de ampliar o alcance do projeto, criando uma rede de apoio que se consolida a partir de lideranças já estabelecidas e de novos aliados que chegam para somar.

Nos bastidores, o cenário já aponta para uma mudança significativa na trajetória do gestor. Janjão deverá se afastar do cargo de prefeito nos próximos dias para se dedicar integralmente à campanha rumo a uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A decisão, aguardada por aliados, representa um passo calculado dentro de uma articulação que vem sendo construída há meses.
Com atuação política já consolidada no Agreste Setentrional, o pré-candidato amplia agora seu raio de influência. Segundo interlocutores, Janjão já conta com articulação em mais de 65 municípios pernambucanos, reunindo um amplo leque de apoios que inclui prefeitos, ex-prefeitos, vice-prefeitos, ex-vice-prefeitos, vereadores, ex-vereadores e lideranças comunitárias. Esse conjunto de forças tem sido fundamental para dar sustentação a um projeto que se apresenta como coletivo e com capilaridade em todas as regiões do estado.

A movimentação em Limoeiro, mais do que um compromisso de agenda, simboliza o ritmo que deverá marcar os próximos meses: presença constante nos municípios, fortalecimento de alianças e construção de um discurso voltado para o desenvolvimento regional. Para aliados, Janjão aposta na proximidade com as bases e na experiência administrativa como diferenciais para conquistar espaço no cenário estadual.

sábado, 28 de março de 2026

Miguel Coelho confortável no novo ambiente

Do BLOG CENÁRIO - Américo Rodrigo
charlesnasci@yahoo.com.br

Após o anúncio da aliança entre seu grupo político e a governadora Raquel Lyra (PSD), o pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, já cumpriu três agendas ao lado da chefe do Executivo estadual. Uma delas foi a posse de indicados do União Brasil em órgãos estaduais, sinalizando, na prática, a consolidação do acordo com o Palácio do Campo das Princesas.

Ontem (27), em Caruaru, terra natal de Raquel, o ex-prefeito de Petrolina discursou e assumiu uma postura combativa na defesa política e institucional da mais nova aliada. O tom adotado não deixou dúvidas de que Miguel embarcou de vez no campo governista e revela disposição para atuar como uma das vozes de sustentação do Governo de Pernambuco.

As movimentações de Miguel expressam que ele não está apenas adaptado, mas bem inserido no novo ambiente. A articulação além de indicar disposição para defender o governo e ocupar espaços estratégicos, pode fortalecer seu nome para a Casa Alta, ampliando seu protagonismo político junto à base governista.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Com o coração em luto, digo adeus ao meu irmão Joário

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

A semana tem sido pesada. Ainda com o coração apertado pela despedida recente de uma amiga querida da comunidade do Diogo, em Casinhas, recebo mais um golpe duro: perdi, nesta quinta-feira (26 de março), meu irmão, Joário Deodato do Nascimento, aos 75 anos. Ele faleceu às 15h10, no Hospital do IMIP, no Recife.

Joário construiu sua história com trabalho e dignidade. Comerciante bastante conhecido no distrito de Umari, em Bom Jardim, foi durante muitos anos referência à frente de sua padaria, um ponto tradicional da comunidade. Nos últimos tempos, o negócio vinha sendo conduzido por seu filho André, o do meio, mas também deixa Adelson, o caçula, e Adriano, o primogênito, três homens de bem, que carregam o legado do pai com honra.

As lembranças que tenho são vivas. Voltam como cenas antigas, lá do sítio, onde nos reuníamos entre risos e simplicidade, ao lado dos meus irmãos Zé Roberto e Eufrásio Júnior, junto com meu pai e minha mãe, Dona Maria Borges. Em nome da minha irmã Dona Tetinha, tão querida no bairro da Cabaceira, em Surubim, estendo esse abraço de dor a todos os meus irmãos e irmãs por parte de pai, filhos de Seu Eufrásio Deodato do Nascimento, o nosso inesquecível "Mestre Frásio", que já partiu, mas segue presente em tudo que somos. E, em nome da minha sobrinha Rejane, abraço todos os sobrinhos, que hoje também sentem esse vazio.
A caminhada de Joário foi marcada por coragem. Enfrentou por anos a dura rotina da hemodiálise, passou por um transplante de rim que acabou não sendo bem-sucedido, mas não desistiu. Recentemente, havia realizado um novo procedimento e se recuperava bem, já se preparando para deixar a UTI e ir para a enfermaria. Mas, há cerca de oito dias, seu quadro se agravou após uma hemorragia, e hoje Deus o chamou para descansar.

Fica aqui também meu abraço mais apertado à sua companheira de vida, a professora Dona Aliete, mulher guerreira, de fé, que esteve ao seu lado em todos os momentos. Aos netos Carlos Henrique, Heloísa e Mathias, deixo meu carinho e minha solidariedade. Mesmo com os caminhos que a vida nos impõe, o carinho, o respeito e a gratidão permanecem intactos, eternos.

O corpo de Joário está sendo velado em sua residência, na Rua A da Alegria, nº 32, em Umari, Bom Jardim. O sepultamento será realizado nesta sexta-feira (27), às 16h, no Cemitério São José, em Surubim, sua terra natal. Hoje, escrevo não apenas como quem informa, mas como quem sente. E sente muito.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Uma lágrima para Neide

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

Recebi com profunda tristeza a notícia do falecimento de Josineide Sales de Oliveira, nossa querida Neide de Zé Sales, aos 59 anos, na manhã desta quarta-feira (25 de março), no Hospital São Luiz, em Surubim, em decorrência de complicações de saúde. Moradora da Rua José Gomes de Lima, na comunidade do Diogo, Neide era daquelas pessoas que parecem ter nascido para fazer o bem. A notícia foi inesperada, dessas que silenciam o dia e apertam o coração de todo mundo ao mesmo tempo.

Confesso que não tive uma convivência próxima com ela. Mas, nas raríssimas vezes em que nos encontramos, sempre recebi um olhar acolhedor, um sorriso sincero, uma atenção genuína. Era aquele tipo de presença leve, que marca mesmo sem precisar de muito tempo. E hoje, vendo as mensagens se espalhando, nas conversas de WhatsApp, nas redes sociais, fica ainda mais evidente: Neide era unanimidade. Uma pessoa querida por todos. Uma dessas almas bonitas que a gente reconhece logo.

Me tocou especialmente o relato do meu amigo Adriano Jailton, que hoje mora em Brasília, lembrando o quanto ela vibrava com suas conquistas, sempre incentivando, sempre torcendo. Gratidão é a palavra que ele usou. E acho que resume bem o sentimento de muita gente.

À família, fica um abraço apertado, cheio de respeito e solidariedade. Ao esposo Celso, o eterno amor da sua vida, aos filhos Raullyson, Cassiane e Victória, à sua mãe Dona Lourdes, aos netos Kássia, Mábilly, Melyna e Ravy, e aos seus irmãos — Jair (in memoriam), Josafá, Josinaldo, Jarbas, Jucélio, Jerfesson, Jairo, Gerailton, Josiano e Josimere — minha força e minhas orações.

Jucélio, um de seus dez irmãos, em mensagem compartilhada nas redes sociais, traduziu com muita sensibilidade o que todos estão sentindo: "Hoje o céu recebe um anjo especial: minha irmã Neide. Peço a Deus que acolha com amor e conforte o coração de todos nós que ficamos com a saudade. A dor é imensa, mas o que nos conforta é saber que seu amor por nós nos torna mais fortes para seguirmos".

E nessas horas, sempre me vem à mente aquela frase de João Guimarães Rosa: "As pessoas não morrem, ficam encantadas. A gente morre é para provar que viveu". 
Que Jesus a receba de braços abertos. Hoje, fica a saudade. E uma lágrima silenciosa por alguém que fez da vida um gesto constante de carinho.

A despedida acontece na Sala de Homenagens da Girassol Master, na Rua Cônego Benigno Lira, no Centro de Surubim. O sepultamento será na manhã desta quinta-feira (26), às 9h, no Cemitério de Lagoa de Pedra, em Casinhas.

Reviravolta entre Raquel Lyra e Eduardo da Fonte? Veja o que ela disse

Do BLOG PONTO DE VISTA - Wellington Ribeiro
charlesnasci@yahoo.com.br

Na tarde desta quarta-feira (25.03), durante a filiação do deputado federal Guilherme Uchôa Júnior ao PSD, em Brasília, a governadora Raquel Lyra afirmou estar aberta ao diálogo com o deputado federal e pré-candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP). A declaração foi dada após questionamento do jornalista Ricardo Antunes. "É claro que nós estamos abertos ao diálogo", afirmou a governadora.

O gesto ocorre às vésperas da homologação da Federação União Progressista, que em Pernambuco ficará sob o comando de Eduardo da Fonte. A aliança é considerada estratégica no xadrez eleitoral, já que reúne mais de um quinto do tempo de rádio e televisão, ativo valioso para as disputas majoritárias, além disso, Eduardo da Fonte lidera um grupo robusto de deputados, prefeitos, vereadores e outras lideranças políticas.

Nas últimas semanas, Raquel vinha adotando um movimento de distanciamento do líder progressista no estado, com a exoneração de indicados do partido em órgãos como Lafepe, Detran e Porto do Recife, e investidas em pré-candidatos a deputado estadual e federal da sigla. o que elevou a tensão entre os grupos.

QUEM TEM TEMPO, NÃO TEM PRESSA

Em uma entrevista no último sábado (21), ao O Povo de Vitória, Eduardo da Fonte fez questão de reforçar que ainda não há definição sobre o apoio na disputa pelo Governo do Estado. Na ocasião o pré-candidato a senador destacou que a decisão será tomada com base no diálogo interno e no respeito ao calendário eleitoral.

Segundo ele, a federação irá aguardar os prazos estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral, que incluem as filiações partidárias, as convenções e o dia da eleição. O deputado enfatizou que o posicionamento entre o grupo da governadora Raquel Lyra e o do prefeito do Recife João Campos será definido pela maioria da legenda e da federação.

"Vamos fazer isso com muita tranquilidade, obedecendo e respeitando os prazos que o TSE colocou. Essa decisão será tomada pela maioria do nosso partido e da Federação União Progressistas", afirmou.

O destino de Eduardo da Fonte e a virada dos Coelho: o que a federação União-PP muda em Pernambuco

Federação União Progressista será homologada nesta quinta, no TSE, e vai criar maior bloco do país, com fundo eleitoral e tempo de TV cobiçados
Do JC PE - Rodrigo Fernandes
charlesnasci@yahoo.com.br

A homologação da federação entre o União Brasil e o Partido Progressistas (PP), marcada para esta quinta-feira (26), às 10h, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, vai além de uma formalidade partidária nacional. Em Pernambuco, o ato pode repercutir no tabuleiro eleitoral para as eleições de 2026, especialmente na disputa pelo Senado. A sessão está sob análise da ministra Estela Aranha e já conta com parecer favorável do Ministério Público Eleitoral.

A criação de uma federação partidária permite que duas ou mais legendas atuem de forma conjunta como uma única agremiação por um período mínimo de quatro anos. Na prática, os partidos passam a compartilhar estrutura partidária, atuação parlamentar e estratégias eleitorais em todo o país.

No caso do União Brasil e do PP, a fusão criaria o maior bloco político do país, reunindo 103 deputados federais, 12 senadores e cerca de 1,3 mil prefeitos. O objetivo das cúpulas nacionais é centralizar o poder político e garantir acesso a aproximadamente R$ 900 milhões do fundo eleitoral.

O xadrez pernambucano

Em Pernambuco, a federação coloca frente a frente dois líderes partidários: o deputado federal Eduardo da Fonte, que preside o diretório estadual do PP, e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, presidente local do União Brasil. Os dois têm interesse em disputar o Senado, mas protagonizaram divergências de percurso.

Há pouco tempo, Miguel Coelho iniciou sua pré-campanha ao lado do prefeito do Recife, João Campos. Eduardo da Fonte, por sua vez, caminhava com a governadora Raquel Lyra. O tabuleiro, no entanto, se inverteu. Eduardo passou a dialogar com João Campos, o que desagradou a governadora e fez Raquel exonerar do governo quadros indicados pelo PP, fechando as portas para Da Fonte.

Do outro lado, Miguel perdeu espaço na chapa de João após o prefeito fechar alianças com Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT). Sem saída no campo do prefeito, Miguel migrou para o grupo da governadora e já apareceu em eventos públicos como pré-candidato ao Senado na chapa de Raquel, com aval da direção nacional do União Brasil.

A virada do União Brasil

A entrada de Miguel Coelho no grupo da governadora trouxe resultados imediatos. O partido entregou cargos que tinha na prefeitura do Recife e, com as exonerações dos quadros do PP no governo estadual, as vagas passaram a ser cobiçadas pelo partido. Nos bastidores, já se comenta que as posições devem ser preenchidas por indicações da legenda.

Em contrapartida, Raquel Lyra ganhou um aliado inesperado na Assembleia Legislativa de Pernambuco: o deputado Antônio Coelho (União Brasil), presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação e irmão de Miguel. Até pouco tempo atrás, Antônio era um dos principais opositores do governo dentro da Alepe, mas passou a sinalizar uma mudança de comportamento após a virada política da família.

Na semana passada, Antônio conduziu uma reunião que garantiu a aprovação parcial do projeto que devolve ao governo o controle de 20% do orçamento de 2026. Na segunda-feira (23), uma reunião extraordinária foi convocada para votar o parecer geral da matéria, mas o parlamentar adiou a votação para evitar que a oposição derrubasse a proposta.


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segunda-feira, 23 de março de 2026

Insegurança atinge 69% e chega a 93% entre quem desaprova Lula, aponta Datafolha

Da GAZETA DO POVO - Vinícius Sales
charlesnasci@yahoo.com.br

Pesquisa divulgada pelo Datafolha na última sexta-feira (20 de março) indica que sentimentos negativos dominam a percepção dos brasileiros sobre a situação atual do país. A insegurança é a emoção mais citada, mencionada por 69% dos entrevistados, enquanto apenas 29% afirmam se sentir seguros. O levantamento também mostra níveis elevados de desânimo e medo do futuro, ambos com 61%, além de tristeza, apontada por 59%. Em contraste, sentimentos positivos aparecem em menor proporção. Segundo a pesquisa, 38% dos entrevistados relatam felicidade, enquanto 37% dizem se sentir animados e o mesmo percentual declara confiança no cenário atual.

Os dados revelam ainda uma forte correlação entre as emoções e a avaliação do governo. Entre os que desaprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 93% afirmam se sentir inseguros, 88% desanimados e 87% tristes. Já entre os que aprovam a gestão, predominam percepções mais positivas: 53% dizem se sentir seguros, enquanto 66% relatam animação e felicidade.

A divisão também aparece na intenção de voto. Entre eleitores que declaram preferência pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 89% relatam insegurança, percentual que cai para 41% entre os que pretendem votar em Lula. O mesmo padrão se repete ao considerar o voto de 2022: 90% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PL) dizem se sentir inseguros, contra 46% dos que apoiaram o atual presidente.

Entre os que indicam voto no governador Ratinho Junior (PSD-PR), 88% afirmam se sentir inseguros, enquanto entre apoiadores de Romeu Zema (Novo-MG) o índice é de 81%. No grupo que declara intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, o percentual chega a 87%. A percepção negativa também se reflete na avaliação econômica. O número de brasileiros que consideram que a situação piorou subiu de 41% para 46% entre dezembro e março. Além disso, cresce o pessimismo em relação ao futuro, com mais entrevistados projetando aumento da inflação e do desemprego.

Outros sentimentos aparecem de forma mais equilibrada. A sensação de raiva é relatada por 49% dos entrevistados, próxima dos 47% que dizem sentir tranquilidade. Já a divisão entre medo e esperança é apertada: 51% afirmam sentir mais medo, enquanto 48% dizem ter mais esperança.

METODOLOGIA

A pesquisa foi realizada pelo Datafolha de 3 a 5 de março de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no TSE sob o nº BR-03715/2026.

No aguardado ano da colheita, Lula lida com uma safra indigesta

Em vez de recuperar popularidade, presidente acumula problemas que colocam em risco a sua reeleição
Da VEJA - Daniel Pereira
charlesnasci@yahoo.com.br

Preparando-se para a sua sétima candidatura presidencial, Lula esperava que 2026, como ele disse mais de uma vez, fosse o ano da colheita, em que a população finalmente perceberia as realizações do governo, a popularidade da gestão melhoraria e sua campanha à reeleição ganharia tração. Até aqui, não é o que está acontecendo.

As pesquisas mostram que a desaprovação ao governo continua maior do que a aprovação. Pior, a diferença entre os dois indicadores aumentou um pouco nos últimos levantamentos. Apesar de a publicidade oficial ressaltar o avanço em importantes índices econômicos, especialmente o aquecimento do mercado de trabalho e a ampliação da renda média do trabalhador, o mau humor da população tem crescido nessa área.

A Genial/Quaest detectou que subiram entre fevereiro e março os percentuais de eleitores que acham que a economia piorou (43% para 48%) e que o poder de compra diminuiu (61% para 64%). A corrupção também voltou a assombrar o país. Filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, voltou à pauta do noticiário e de uma CPI no Congresso em razão de sua relação mal-explicada com Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", apontado pela Polícia Federal como operador do esquema bilionário de roubo contra aposentados e pensionistas.

A oposição também tem tentado colar o escândalo do Banco Master no governo, cujos integrantes reconhecem que as investigações podem desgastar a imagem de Lula, mesmo que ele não tenha nada a ver com a maior fraude bancária da história do país, que deixou um rombo de mais de 50 bilhões de reais.

Não bastassem as dificuldades domésticas, o cenário internacional não tem sido favorável. Os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã fizeram subir o preço do petróleo no mundo e dos combustíveis no Brasil. Em resposta, o governo zerou o PIS e o Cofins sobre o óleo diesel numa tentativa de baixar o valor do produto e evitar uma greve de caminhoneiros. A paralisação não foi realizada, mas não está descartada. Além dela, os aliados temem que o conflito externo provoque mais inflação no Brasil, o que teria efeitos eleitorais explosivos.

Os custos da safra 2026 são visíveis no quadro eleitoral. As simulações de segundo turno realizadas por quatro institutos renomados revelam um empate entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Na Genial/Quaest, o oposicionista apareceu pela primeira vez à frente do presidente no eleitorado independente, considerado o fiel da balança da próxima votação: 32% a 27%. Quando falava em colheita, Lula sabia que a sucessão presidencial não seria fácil. Ele só não esperava, como ocorre até agora, tanta dificuldade.

domingo, 22 de março de 2026

A formação de Raquel

Da CBN RECIFE - Blog do Elielson
charlesnasci@yahoo.com.br

Com João Campos avançando na construção de sua chapa ao Governo de Pernambuco, o foco agora se volta para o movimento da governadora Raquel Lyra: montar sua própria "formação de ataque e defesa" para 2026. Não basta ter nomes, é preciso ter peças que agreguem voto, sustentem a narrativa da gestão e ampliem alianças.

Alguns movimentos já começam a aparecer. Miguel Coelho, que antes orbitava outro campo, hoje se posiciona como defensor da governadora. Priscila Krause, atual vice, mantém lealdade, mas há dúvidas sobre sua permanência na chapa. Nesse espaço, surge o nome de Fernando Dueire, que vem ganhando musculatura política e pode abrir mão do Senado para compor como vice.

No campo mais sensível, estão as peças que podem tanto somar quanto afastar. Anderson Ferreira, com aval do bolsonarismo, quer o Senado, mas sua presença pode tensionar a relação de Raquel com o eleitorado de Lula. É uma equação delicada: avançar à direita sem romper a ponte construída com o governo federal. Já Eduardo da Fonte, que vinha sendo ventilado, perdeu espaço recente no entorno da gestão, mas segue como nome competitivo e imprevisível no tabuleiro.

Com uma base de prefeitos estruturada, Raquel tem terreno político para montar sua chapa. Mas há uma variável externa que pode mexer com tudo, o possível racha no PT de Pernambuco. Caso o partido não entre em consenso, abre-se uma brecha, inclusive com especulações sobre um movimento mais pragmático de Humberto Costa, enquanto Teresa Leitão mantém alinhamento com João Campos. Para uma eleição deste tamanho, vai ser preciso montar um time decisivo, e o tempo está contando.