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quinta-feira, 11 de junho de 2026

São João, Copa e pré-campanha num tempo só

Do BLOG DANTAS BARRETO
charlesnasci@yahoo.com.br

A cada quatro anos, dois assuntos se misturam durante o período de 37 dias: São João e Copa do Mundo. Mas outro entra nesse meio, querendo se aproveitar dos dois climas de festa: eleição.

Tudo bem que ainda estamos na pré-campanha dos pretensos candidatos a presidente da República, governos estaduais e para os parlamentos, só que cada um vai buscar as brechas, de hoje até 19 de julho, para ser mais forrozeiro e torcedor do que qualquer outro brasileiro.

Nos dias de jogos da Seleção Brasileira, o ritmo nas ruas tende a diminuir, mas como os jogos serão nos horários de final de tarde e início da noite, sempre vai ter um tempinho para as visitas às bases eleitorais. E se tiver uma festinha junina, melhor ainda. E tem as "ajudinhas" para os arraiais e festas para os torcedores assistirem às partidas da Canarinho, acreditando que que nosso time chegue até à final da Copa.

Assim como as eleições, a Seleção Brasileira não terá uma disputa fácil para avançar, mas não resta outra alternativa, senão torcer pelo hexa. Enquanto isso, os pré-candidatos vão continuar gastando sola de sapato, rodando pelos festejos juninos e onde tiver jogo que junte gente/eleitor.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Durante missa, prefeito exige presença de servidores nos eventos da Prefeitura de Machados e oposição reage

Do BLOG DO AGRESTE - Alfredo Neto
charlesnasci@yahoo.com.br

Durante missa, no encerramento do Mês Mariano, utilizando o sistema de som da igreja, o prefeito de Machados, Juarez Rodrigues (PSD), foi direto ao deixar um recado aos funcionários (contratados e comissionados) da gestão municipal. Juarez disse querer que eles estejam em todos os eventos da prefeitura, inclusive, citando que é lá que eles ganham o "pão".

Mesmo em um ambiente voltado ao cunho religioso, o prefeito de Machados seguiu com o tom político. Em determinado momento, ponderou, mostrando ser ciente de que todos têm compromissos pessoais, ou seja, tem casa, mas, em seguida, afirmou que não abre mão: "Eu quero que todo mundo participe dos eventos, do que se passa na prefeitura".

O vídeo vem gerando grande repercussão na cidade. O ex-prefeito Cido Plácido, que atua no campo de oposição, utilizou as redes sociais para tecer críticas ao comportamento do atual chefe do executivo e classificou a situação de "assédio moral" e de "abuso de poder". "Estamos diante de uma cena lamentável", pontuou.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Trajetória de sucesso fortalece o nome de Janjão para a Alepe

Do BLOG DO ALBERES XAVIER
charlesnasci@yahoo.com.br

Jovem, competente, testado e aprovado. Assim podemos definir o perfil do Janjão, que até bem pouco tempo ocupava o posto de prefeito da cidade de Bom Jardim, mas que no início do mês renunciou ao cargo para disputar um mandato de deputado estadual. Janjão está filiado ao PSD, da governadora Raquel Lyra, que tem incentivado e apoiado o seu novo voo eleitoral.

Janjão passou pouco mais de cinco anos e três meses como prefeito de Bom Jardim, período no qual se dedicou a reconstruir a cidade, colocando-a como destaque em toda a região Agreste. Recentemente ele recebeu a notícia de que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) havia aprovado suas contas de governo referentes ao ano de 2024.

Para Janjão, a aprovação por parte do TCE é uma prova incontestável de que o trabalho da sua gestão foi feito com planejamento, responsabilidade e compromisso com a população. "A Prefeitura de Bom Jardim vai bem, com uma gestão pública organizada, transparente e voltada para o desenvolvimento do nosso município", disse ele à Coluna, deixando evidente o orgulho de ter feito uma gestão de ponta.

Sobre o desafio de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, o prefeito afirmou que está preparado para a missão e que o seu projeto tem sido bem recebido pela população. "O compromisso com o nosso povo é o que nos trouxe até aqui e o que nos dá fôlego para buscar muito mais agora por todo Pernambuco. Seguimos juntos, firmes e com esperança, acreditando que é possível construir um futuro melhor, com trabalho, união e compromisso de verdade".

Janjão troca a segurança da prefeitura pelo desafio da Alepe e consolida nome como nova força política de PE

Do BLOG DO EDNEY
charlesnasci@yahoo.com.br

Poucos nomes da nova geração política pernambucana chegam a 2026 reunindo tantos atributos quanto o do Professor Janjão. Jovem, preparado, experiente na gestão pública e respaldado por resultados concretos, o ex-prefeito de Bom Jardim inicia uma nova etapa de sua trajetória ao deixar o comando do município para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A decisão, longe de representar um salto no escuro, surge como consequência natural de uma caminhada construída com trabalho, planejamento e forte aprovação popular.

Filiado ao PSD, partido da governadora Raquel Lyra, Janjão encerrou um ciclo de pouco mais de cinco anos e três meses à frente da Prefeitura de Bom Jardim. Durante esse período, protagonizou uma profunda transformação administrativa que colocou o município em evidência no Agreste pernambucano. A cidade passou a ser citada como referência em organização, investimentos públicos, modernização administrativa e recuperação da capacidade de gestão, conquistando reconhecimento dentro e fora da região.

A solidez desse legado ganhou mais um importante capítulo recentemente com a aprovação, pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), das contas de governo referentes ao exercício de 2024. A decisão representa mais do que um parecer técnico favorável. Trata-se de uma chancela institucional ao modelo administrativo adotado pelo ex-prefeito, marcado pelo equilíbrio fiscal, responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e compromisso com a transparência.

Ao comentar a aprovação, Janjão destacou que o resultado confirma o compromisso assumido desde o primeiro dia de gestão. Segundo ele, a Prefeitura de Bom Jardim construiu uma administração organizada, transparente e voltada para o desenvolvimento do município. A declaração reflete o sentimento de quem encerra um ciclo administrativo com a sensação de dever cumprido e com a confiança de ter deixado uma estrutura sólida para a continuidade do crescimento local.

Mas talvez o aspecto mais significativo de sua decisão política tenha sido justamente abrir mão de uma posição confortável para enfrentar um novo desafio. Reeleito para governar Bom Jardim até 2028, Janjão poderia permanecer no cargo e concluir seu mandato sem sobressaltos. Optou, porém, por um caminho mais desafiador. Renunciou à prefeitura para ampliar sua atuação política e buscar representar não apenas os moradores de sua cidade, mas os pernambucanos de todas as regiões do estado.

Aos 39 anos, Janjão representa uma geração de gestores públicos que chegou à política trazendo uma combinação cada vez mais valorizada pelo eleitorado: juventude aliada à experiência administrativa. Diferentemente de muitos que ainda buscam construir uma identidade política, ele chega à disputa estadual carregando a marca de quem já administrou uma cidade, enfrentou desafios reais, tomou decisões difíceis e entregou resultados mensuráveis.


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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Integrante da campanha de Lula confirma palanque duplo com Raquel e João

Do JC PE - Igor Maciel
charlesnasci@yahoo.com.br

Pela primeira vez, um nome de peso da coordenação da campanha de Lula no Nordeste afirmou diretamente que o presidente terá dois candidatos em Pernambuco. A declaração é de Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento Social e ex-governador do Piauí, em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta segunda-feira (8). Senador licenciado, Dias foi escalado pelo próprio Lula para articular a estratégia eleitoral na região e deve se afastar do ministério a partir de julho, durante o período das convenções.

Confirmação

A afirmação de Dias não deixa margem para ambiguidade. "Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra", disse ao Globo, listando Pernambuco ao lado de Maranhão e Paraíba como estados onde a estratégia do duplo palanque está em curso. O ministro ainda contextualizou a relação do PT com a governadora: Lyra se colocou como oposição em 2022, adotou neutralidade no segundo turno, mas parte considerável do campo petista permaneceu ao seu lado. O enquadramento é de cooptação progressiva, não de aliança consolidada.
A declaração tem peso político específico porque vem de quem vai coordenar a campanha. Não é mais leitura de bastidores nem sinalização difusa. É posição oficial de quem responde pela estratégia eleitoral de Lula no Nordeste.

Contexto

A confirmação chega em momento particular da disputa pelo Governo de Pernambuco. A pesquisa Datafolha divulgada em 28 de maio mostrou Raquel Lyra (PSD) com 48% das intenções de voto no primeiro turno, contra 43% de João Campos (PSB). É a primeira vez que a governadora aparece numericamente à frente do ex-prefeito do Recife em levantamento do instituto.

O dado é relevante porque antecede justamente o período em que o PSB apostava numa virada de cenário. As principais apostas estratégicas do campo socialista não produziram os resultados esperados. A migração em massa de prefeitos para o palanque de Campos nunca aconteceu. A governadora mantém influência sobre a esmagadora maioria dos gestores municipais do estado. O desgaste da máquina estadual, alvo de ofensiva parlamentar e discursiva do PSB nos últimos meses, também não apareceu nas pesquisas. Pelo contrário: a aprovação da gestão Lyra avançou de 60% para 67% no mesmo levantamento.

Variável

Restava, então, a terceira frente. O apoio exclusivo de Lula era tratado internamente no PSB como a única carta com potencial real de alterar o equilíbrio da disputa. Era a variável capaz de compensar as demais, de dar ao ex-prefeito do Recife o impulso necessário para superar uma governadora sentada na cadeira, com aprovação crescente e cobertura de prefeitos. A viagem de Campos a Brasília, em 28 de maio, foi lida nos bastidores exatamente como uma tentativa de pressionar Lula a definir posição.

O que circulou depois foi que nada havia mudado. E agora, com a declaração de Wellington Dias ao Globo, o cenário está formalmente posto: Lula manterá os dois palanques. A lógica do presidente é clara. Pernambuco é estado relevante para a disputa presidencial, Lyra administra um governo bem avaliado, e o PT não tem interesse em escolher entre dois aliados quando pode tentar abraçar os dois.

Pressão

A sequência dos últimos dias ajuda a entender o timing da declaração. Na semana passada, a Coluna do Estadão revelou que dirigentes do PSB, irritados com o que chamam de fogo amigo do PT, já descartam apoiar um nome petista à Presidência em 2030. A nota citou diretamente o cenário indefinido em Pernambuco como um dos motivos do mal-estar. Segundo o Estadão, após a reunião de Campos com Lula no Planalto, o presidente teria se comprometido a declarar palanque único no estado. O anúncio nunca veio. A declaração de Wellington Dias ao Globo, publicada dias depois, é a resposta que chegou, mas não era a que o PSB esperava.

Afunilamento

A eleição em Pernambuco ainda está longe de ser decidida. O estado tem histórico de campanhas que mudam de direção com velocidade. João Campos é um político com capital eleitoral real, construído na Prefeitura do Recife, e tende a fazer uma disputa acirrada contra Lyra. Mas o quadro atual é de estreitamento de opções para o ex-prefeito. Os prefeitos não migraram. O desgaste da gestão estadual não apareceu nas pesquisas. O apoio exclusivo de Lula não vai acontecer. As dificuldades, hoje, são maiores para ele do que para a governadora.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Tendência de vitória no primeiro turno muda de lado

Do BLOG CENÁRIO
charlesnasci@yahoo.com.br

Um dado relevante da mais recente pesquisa Datafolha para o Governo de Pernambuco passou despercebido no debate público até o momento. Embora o instituto divulgue tradicionalmente os percentuais de intenção de voto sobre o total da amostra, a legislação eleitoral considera os votos válidos para definir o vencedor de uma eleição majoritária.

No levantamento realizado entre os dias 25 e 27 de maio, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 48% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 43% do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), e 2% de Ivan Moraes (PSOL). A pesquisa registra ainda 4% de votos brancos, nulos ou em ninguém, além de 2% de eleitores que não souberam responder.

Quando esses percentuais são retirados da conta, como ocorre na apuração oficial das eleições, o cenário muda de forma significativa. Considerando apenas os dados relacionados aos candidatos, o universo dos votos válidos soma 93%. O recálculo aponta Raquel com 51,6%, João com 46,2% e Ivan com 2,2%, percentual suficiente para garantir uma vitória da governadora no primeiro turno.

O dado ganha ainda mais relevância quando comparado ao cenário observado nos meses anteriores. Até pouco tempo, eram os aliados de João Campos que comemoravam a possibilidade de uma definição da disputa ainda no primeiro turno, impulsionados pelo desempenho do socialista nas pesquisas. Agora, com Raquel Lyra aparecendo à frente e alcançando, nos votos válidos, a marca necessária para liquidar a eleição já na primeira etapa, a perspectiva se inverteu.

Cultura pernambucana perde Alfredo Bertini, idealizador do Cine PE

Com Alfredo Bertini, no festival de 2011, no
Centro de Convenções, Olinda
Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

Recebi com tristeza a notícia da morte de Alfredo Bertini, idealizador do Festival Cine PE, ocorrida na noite de ontem. Pernambuco perde um grande incentivador da cultura, um homem que dedicou boa parte da sua vida ao fortalecimento do cinema brasileiro.

Tive o prazer de conhecê-lo no início dos anos 2000, quando o Cine PE já havia se tornado um dos festivais mais prestigiados do país. Em uma conversa rápida, mas muito especial, ele se surpreendeu ao encontrar um apaixonado por cinema vindo do interior, que acompanhava de perto tudo o que acontecia no festival através dos jornais da época. Foi ali que recebi dele o convite para participar do evento.

Estive no Cine PE em três oportunidades, duas delas em 2011 e 2012, no Centro de Convenções, em Olinda. Sempre fui recebido com atenção, simpatia e generosidade por Bertini, características que ajudaram a transformá-lo em uma figura tão querida no meio cultural.

Ao completar 30 anos em 2026, o Cine PE perde seu criador, mas preserva um legado que continuará inspirando novas gerações. Alfredo Bertini deixa sua marca na história da cultura pernambucana e na memória de todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele.

Alfredo Bertini faleceu aos 65 anos, em decorrência de complicações após uma cirurgia de transplante de fígado. Além de deixar um legado marcante para a cultura pernambucana através do Cine PE, ele também era economista e figura bastante conhecida no Sport Club do Recife, clube pelo qual nutria grande paixão.

O velório acontece hoje, a partir das 10h, na sede social do Sport, na Ilha do Retiro, enquanto a cerimônia de cremação está marcada para as 16h, no Memorial Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes. Como forma de homenagem, a organização do Cine PE anunciou um tributo especial durante as sessões do festival nesta sexta.

Do Agreste para a Alepe: a estratégia política de Zé Martins para 2026

Do BLOG DO ALBERES XAVIER
charlesnasci@yahoo.com.br

O prefeito de João Alfredo, Zé Martins, chega ao segundo mandato consolidado como uma das principais lideranças políticas do Agreste Setentrional. Reeleito com votação expressiva e mantendo forte influência no cenário regional, o gestor agora trabalha para transformar o capital político acumulado em protagonismo estadual, apostando na pré-candidatura do filho, Fellype Martins, à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A movimentação de Zé Martins vai além da sucessão política familiar. Nos bastidores, a estratégia busca preencher um espaço de representação do Médio Capibaribe e do Agreste, região que há alguns anos vem perdendo força dentro do Legislativo estadual. O próprio prefeito tem defendido que a candidatura de Fellype nasce da necessidade de construir uma voz mais ativa para os municípios do interior dentro da Alepe.

Filiado ao Podemos, Fellype deixou a Secretaria de Assistência Social de João Alfredo para entrar de vez na disputa eleitoral. O jovem político tenta unir o legado administrativo do pai com uma imagem de renovação, construída a partir da atuação na área social e do diálogo com lideranças da região. Desde o lançamento da pré-candidatura, vem ampliando apoios e articulações em diversos municípios do Agreste.

Outro movimento importante de Zé Martins foi a construção da chamada "casadinha" com Juliana de Chaparral (União Brasil) para a Câmara Federal. A aliança aproxima João Alfredo de importantes polos políticos do Agreste e fortalece um projeto eleitoral que pretende atuar de forma integrada em várias cidades da região. O entendimento entre Zé Martins e o grupo liderado por Chaparral ampliou o alcance das duas pré-candidaturas e criou uma das articulações mais observadas para 2026 no interior pernambucano.

quarta-feira, 3 de junho de 2026

O tabuleiro eleitoral ficou bem mais estreito para João Campos

Do JC PE - Igor Maciel
charlesnasci@yahoo.com.br

A missão de João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco começa a ficar mais difícil. Não porque tenha deixado de ser competitivo ou porque a eleição esteja definida. Faltam meses para a votação e a política costuma produzir reviravoltas. O problema é que as principais apostas estratégicas construídas pelo grupo socialista para tentar derrotar a governadora Raquel Lyra (PSD) vão encontrando obstáculos cada vez maiores. As opções que pareciam capazes de alterar o equilíbrio da disputa estão se afunilando uma a uma.

PREFEITOS

A primeira delas era a expectativa de uma migração em massa de prefeitos para o palanque socialista. Desde o ano passado, aliados de João Campos repetem que muitos gestores municipais permaneceriam ao lado de Raquel Lyra apenas por conveniência administrativa e desembarcariam no momento politicamente adequado. Diversas datas foram apontadas como marcos dessa mudança. A mais recente era justamente a saída de João da Prefeitura do Recife para disputar o governo.

O movimento nunca aconteceu. Pelo contrário. A governadora segue ampliando sua influência entre os prefeitos e, nos bastidores, a estimativa é de que possa chegar à campanha com algo próximo de 150 dos 185 gestores municipais em seu campo político. Quanto mais as pesquisas indicam força eleitoral da atual governadora, maior tende a ser a resistência dos prefeitos a trocar de lado.

DESGASTE

A segunda frente era o desgaste administrativo do governo estadual. A estratégia foi colocada em prática ao longo dos últimos meses. Parlamentares alinhados ao PSB intensificaram críticas na Assembleia Legislativa. João Campos também passou a abordar temas ligados à saúde, infraestrutura e prestação de serviços públicos. Os resultados, porém, não acompanharam a ofensiva política.

A mais recente pesquisa mostrou exatamente o contrário do que esperavam os adversários da governadora. A aprovação da gestão estadual avançou de 60% para 67%. Em vez de enfraquecimento, os números indicam fortalecimento da imagem administrativa de Raquel Lyra junto ao eleitorado. Isso não significa ausência de problemas na máquina pública. Todo governo acumula dificuldades. O dado politicamente relevante é outro. As críticas feitas até aqui não conseguiram produzir impacto perceptível na avaliação popular da gestão.

LULA

Resta então a terceira variável. O apoio exclusivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Formalmente, essa discussão continua aberta. Na prática, entretanto, cresce a percepção de que ela dificilmente será resolvida a favor dos socialistas, por mais que Campos insista. Lula tem demonstrado interesse em preservar os dois palanques. Pernambuco é um estado relevante para a disputa presidencial e Raquel Lyra administra um governo bem avaliado, além de apresentar desempenho eleitoral consistente.

Dentro do PSB existe quem enxergue no apoio exclusivo do presidente a única carta capaz de alterar significativamente o rumo da disputa. Foi justamente por isso que ganhou importância a viagem de João Campos a Brasília na última quinta-feira (28). Nos bastidores, a leitura predominante era de que o encontro serviria para pressionar Lula a definir posição. O que circulou depois da reunião foi que nada teria mudado. O presidente permaneceria disposto a apoiar simultaneamente João Campos e Raquel Lyra.

AFUNILAMENTO

Nenhuma eleição é decidida em maio. O próprio histórico político de Pernambuco mostra que campanhas podem mudar de direção rapidamente. Ainda assim, o quadro atual apresenta um desafio evidente para o ex-prefeito do Recife. Os prefeitos não migraram. O desgaste da gestão estadual não apareceu nas pesquisas. O apoio exclusivo de Lula continua uma dúvida. Não está fácil.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

PSB já não quer Marília senadora e chapa de Campos entra em crise

Do BLOG RICARDO ANTUNES – Thays Werllania
charlesnasci@yahoo.com.br

Bastou uma semana de más notícias para tumultuar o ambiente interno no PSB. Quem é mais versado sobre o partido confidencia que a crise é a maior já vista, desde o período da escolha de Paulo Câmara para a sucessão de Eduardo Campos, em 2014. Com João Campos sendo ultrapassado em três pesquisas pela governadora Raquel Lyra (PSD), os versados socialistas apontam para uma necessária correção de rumos. Assim, tem início uma sigilosa operação para retirar a candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado.

Com ela mantendo a liderança nas pesquisas com folga, tornou-se um perigo iminente. A avaliação é que uma eventual derrota de Campos e com ela vitoriosa quem assume a liderança da oposição e o protagonismo seria a então senadora. "Quatro anos depois ela seria candidata a sucessão de Raquel sem nem pensar no primo", pontuam os defensores dessa tese. E com alguma razão.

A verdade é uma só. O PSB nunca engoliu Marília. A avaliação de personalista e destoante das pregações dos Campos permanece, mesmo com a aliança costurada por seu primo com vias à disputa esse ano. Em março, perto do prazo de deixar a prefeitura, João Campos viu-se numa encruzilhada. Precisava manter o lulismo, mas não queria colocar Marília na majoritária. Como ela foi conversar com a governadora Raquel Lyra (PSD), e o papo rendeu, o socialista não teve outra forma. Teve que dar a segunda vaga na chapa para ela – a primeira já seria de Humberto Costa, para manter o PT e Lula num palanque único.

Só que a liderança de Marília até agora não se reverte em intenções de votos para João, talvez muito em função de diversos atritos do passado. Vendo a diferença nas pesquisas que já foi de mais de 30 pontos ser reduzida, e agora com a governadora liderando, a ansiedade dos socialistas acabou. O PSB não pode se sentir refém de Marília, mesmo que seja. Ele também não admite ser refém do presidente Lula, mesmo o sendo.

E a crise agora ganha camadas profundas, com o risco de derrota em primeiro turno do outrora chamado de "príncipe", que deixou uma prefeitura ávido por mais poder, e atabalhoado por querer queimar etapas. O plano perfeito de João consistia em se eleger prefeito em 2024, governador em 2026 e presidente da República em 2030. Muita sede ao pote de um jovem de 32 anos que se vê com diversos tensionamentos e às caras com uma célebre expressão da política: faltou combinar esse plano mirabolante com os russos. No caso, o povo.

domingo, 31 de maio de 2026

Governadora sinaliza composição da chapa na abertura do São João de Caruaru: "É a foto da chapa da vitória"

Da FOLHA DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

Quem acompanhou a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), na abertura do São João de Caruaru na noite deste sábado (30), acredita que a gestora tenha sinalizado os nomes que vão compor a chapa na disputa pela reeleição. Raquel Lyra pediu para registrar a imagem com ela, a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e os pré-candidatos ao Senado Miguel Coelho (União Brasil) e Túlio Gadêlha (PSD). Os mais próximos ouviram quando ela disparou sem cerimônia: "É a foto da chapa da vitória".

Os outros dois pré-candidatos à Casa Alta - o deputado federal Eduardo da Fonte (Progressistas) e o senador Fernando Dueire (PSD) - não estavam na comitiva que fez a festa na Capital do Forró. Candidata natural à reeleição, a governadora tem repetidas vezes argumentado que "a eleição acontecerá no tempo certo", e esse tempo, segundo ela, começa com as convenções, de 20 de julho a 5 de agosto. Admite que na condição de presidente estadual do PSD tem articulado a composição das chapas majoritária e proporcionais, mas sem perder o foco na gestão.

ADVERSÁRIO

Sempre que é questionada sobre o principal adversário - o ex-prefeito do Recife João Campos - já ter definido os nomes e colocado o pé na estrada, ressalta que essa preocupação é dos que não estão no governo. Reforça que a cadeira no Palácio das Princesas lhe dá a missão de administrar o estado. Ao lado do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), a governadora puxou o laço e decretou abertos os festejos na cidade que administrou durante cinco anos. O presidente estadual do PSD, André Teixeira, e Miguel Coelho seguravam a bandeira de Pernambuco. Túlio Gadêlha juntou-se ao grupo depois.

ANIMAÇÃO

Embalada pelos números positivos da pesquisa do Instituto Datafolha, a governadora cantou ao lado da ex-vocalista da banda Aviões do Forró, a baiana Solange Almeida, uma das atrações do palco principal, no Pátio de Eventos Luiz Lua Gonzaga. Em outro momento, dançou com a vice Priscila Krause. O governo do estado, de acordo com Raquel Lyra, investiu R$ 5 milhões na festa e disponibilizou 1.300 policiais militares. "Vamos fazer o maior, o melhor, o mais bonito e mais seguro São João da história de Pernambuco", disse ao cumprimentar a tropa.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Corrida pelo Senado segue aberta

Do BLOG DO ELIELSON
charlesnasci@yahoo.com.br

A corrida pelo Senado em Pernambuco segue completamente aberta, mesmo com a liderança isolada de Marília Arraes e Humberto Costa nas pesquisas. O desempenho de Eduardo da Fonte e Miguel Coelho também chama atenção e reforça o cenário indefinido da disputa. Outro fator que passa a entrar na conta é a saída de Anderson Ferreira da corrida pela Casa Alta.

O porquê do crescimento de Raquel

Da CBN RECIFE — Blog do Elielson
charlesnasci@yahoo.com.br

O avanço da governadora Raquel Lyra nas pesquisas não aconteceu por acaso. Os números da nova rodada do Datafolha ajudam a explicar por que a gestora conseguiu virar o jogo em um cenário que, até poucos meses atrás, parecia praticamente improvável.

A própria pesquisa traz alguns sinais importantes. O primeiro deles é o crescimento da aprovação do governo. Raquel saiu de 62% para 67% de aprovação, consolidando uma curva positiva de avaliação da gestão. Quando um governo melhora seus índices de aprovação, naturalmente isso começa a refletir no ambiente eleitoral.

Outro fator que chama atenção é que esta foi a primeira sondagem Datafolha sem a presença do então pré-candidato do Novo, Eduardo Moura, que confirmou sua postulação para deputado federal. Na prática, a tendência observada é que boa parte da intenção de voto que antes orbitava em Eduardo acabou migrando, por gravidade, para a governadora Raquel Lyra, fortalecendo ainda mais sua posição no cenário eleitoral.

Sem falar que a governadora passou a ocupar uma posição híbrida no cenário eleitoral. Raquel conseguiu consolidar apoio quase integral entre os eleitores bolsonaristas e, ao mesmo tempo, avançar sobre uma parcela do eleitorado lulista. Isso acontece mesmo após o presidente Lula confirmar apoio formal à pré-candidatura da Frente Popular.

O conjunto desses fatores, aliado ao forte volume de ações e presença do governo, mexeu diretamente no ponteiro das pesquisas. E essa tendência já vinha sendo captada anteriormente pela pesquisa Simplex divulgada pelo Blog do Elielson e CBN, que foi a primeira a detectar o movimento de crescimento da governadora no cenário estadual.

Datafolha reposiciona disputa em Pernambuco a quatro meses da eleição

Do BLOG DE EDMAR LYRA
charlesnasci@yahoo.com.br

A quatro meses da eleição, a nova pesquisa Datafolha para o Governo de Pernambuco ganha peso ainda maior no ambiente político e eleitoral do Estado. Divulgado nesta quinta-feira (28), o levantamento contratado pela TV Tribuna mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) com 48% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) aparece com 43%. Ivan Moraes (PSOL) soma 2%, enquanto brancos e nulos representam 4% e outros 2% não souberam responder.

O dado mais significativo, porém, está na comparação com a rodada anterior do instituto: João liderava com 50%, contra 38% da atual governadora. A inversão em um intervalo tão curto e já em período pré-eleitoral avançado sugere uma mudança concreta de percepção do eleitorado, sobretudo porque ocorre em um momento no qual as campanhas começam a entrar em sua reta decisiva de organização política, comunicação e mobilização territorial.

O crescimento de Raquel Lyra coincide diretamente com a elevação da aprovação de sua gestão, que saltou de 61% para 67%. Em disputas estaduais, especialmente quando o candidato ocupa o governo, aprovação elevada costuma representar um ativo eleitoral determinante, pois reduz o espaço para discursos de ruptura e fortalece a narrativa de continuidade administrativa. A leitura predominante nos bastidores é que o governo conseguiu transformar entregas administrativas e presença institucional em recuperação política.

Além da intensificação de agendas no interior, aliados avaliam que a gestão passou a comunicar melhor ações em áreas estratégicas, como infraestrutura, segurança e programas sociais. A vantagem registrada também no segundo turno — 51% para Raquel contra 44% de João Campos — reforça a ideia de que parte do eleitorado que antes demonstrava resistência à governadora passou a enxergá-la de forma mais competitiva e consolidada.

Ao mesmo tempo, o cenário permanece aberto e longe de qualquer definição antecipada. João Campos continua apresentando índices robustos e mantém forte presença eleitoral, sobretudo na Região Metropolitana do Recife, onde o PSB historicamente concentra influência política e administrativa. A diferença entre os dois candidatos está dentro de uma faixa que ainda permite movimentações importantes ao longo da campanha, especialmente diante do peso do guia eleitoral, dos debates e da entrada mais intensa das estruturas partidárias nas ruas.

Há ainda um componente político relevante: eleições estaduais em Pernambuco costumam sofrer influência direta da dinâmica nacional e da formação de alianças locais, o que pode alterar estratégias, ampliar palanques e redefinir prioridades dos grupos políticos nas semanas finais da disputa. O retrato desenhado pelo Datafolha, portanto, é o de uma eleição competitiva, polarizada e marcada por um reposicionamento claro da atual governadora no jogo eleitoral. Se antes João Campos aparecia como favorito mais confortável, agora o cenário aponta equilíbrio com vantagem para Raquel Lyra em um momento considerado decisivo do calendário político.

A quatro meses da votação, a tendência é que a campanha se torne mais intensa e menos baseada apenas em projeções futuras. O eleitor pernambucano começa a comparar, de forma mais objetiva, gestão, capacidade de articulação e perspectiva administrativa. Nesse contexto, a aprovação elevada de Raquel fortalece sua condição de favorita momentânea, enquanto João Campos precisará reorganizar narrativa e estratégia para recuperar o terreno perdido em uma disputa que entra definitivamente em sua fase mais sensível.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Datafolha e a virada de Raquel Lyra sobre João Campos na eleição em Pernambuco

Da VEJA - Anna Satie
charlesnasci@yahoo.com.br

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 28 de maio, mostra uma reviravolta em Pernambuco: na simulação de segundo turno, a atual governadora, Raquel Lyra (PSD), supera o então líder das pesquisas, o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB). Raquel passou a ter 51% das intenções de voto, contra 44% de Campos em um cenário de embate direto.

No levantamento do mês passado do mesmo instituto, o ex-prefeito tinha 52%, enquanto a adversária possuía 42%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Os dois permanecem empatados tecnicamente no cenário de primeiro turno, mas Raquel aparece numericamente à frente de João Campos — ela tem 48% ante 43% do adversário. Não é possível comparar a evolução deste cenário com o da pesquisa anterior porque a lista de nomes testados mudou: nesta rodada, não consta o nome do deputado estadual Eduardo Moura (Novo).

O Datafolha entrevistou 1.022 eleitores pernambucanos entre os dias 25 e 27 de maio. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o protocolo de registro na Justiça Eleitoral é PE-07888/2026.

Puxada pelo interior, Raquel Lyra é aprovada por 67% dos pernambucanos, diz Datafolha

Levantamento aponta maior apoio entre eleitores consevadores e moradores do interior
Do BLOG DE JAMILDO
charlesnasci@yahoo.com.br

Após três anos e quatro meses de gestão, a governadora Raquel Lyra (PSD) registra aprovação de 67% entre os eleitores pernambucanos, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (28), do Instituto Datafolha, pela TV Tribuna. Outros 28% desaprovam a administração estadual e 4% não souberam ou preferiram não responder. O índice de aprovação é mais elevado entre os moradores do interior do Estado, segmento em que a governadora alcança 72%, contra 61% na Região Metropolitana do Recife.

O levantamento também aponta diferença relevante conforme o alinhamento político do eleitorado: entre os que pretendem votar em Flávio Bolsonaro na eleição presidencial, a aprovação da gestão estadual chega a 80% — parcela minoritária do eleitorado. Entre os eleitores de Lula, o percentual é de 62% — parcela majoritária no estado.

A pesquisa ainda mostra que a aprovação da governadora é praticamente consolidada entre os eleitores que afirmam votar nela na disputa estadual. Nesse grupo, o índice chega a 96%. Já entre os eleitores do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), adversário de Raquel na eleição de outubro, a aprovação da atual gestão é de 43%.

AVALIAÇÃO POSITIVA SUPERA REPROVAÇÃO

Na avaliação qualitativa da administração estadual, 45% dos entrevistados classificam o governo Raquel Lyra como ótimo ou bom. Outros 37% consideram a gestão regular, enquanto 16% avaliam o governo como ruim ou péssimo. O percentual dos que não opinaram foi de 2%. Os melhores índices de avaliação positiva também aparecem no interior do Estado, onde 50% classificam a gestão como ótima ou boa. Na Região Metropolitana, esse percentual é de 40%.

Entre os eleitores que afirmam votar na reeleição de Raquel Lyra, 72% avaliam o governo positivamente. O levantamento reforça a concentração de apoio da governadora fora da capital e entre segmentos alinhados ao campo conservador e bolsonarista, ao mesmo tempo em que mantém maioria de aprovação também entre eleitores ligados ao presidente Lula.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Flávio se reúne com Trump e é recebido em salão da Casa Branca. Imprensa tratava encontro como fake news

Do CONEXÃO POLÍTICA BRASIL
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A comitiva do senador Flávio Bolsonaro (PL) materializou uma foto ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ontem, na Casa Branca. A imagem enterra a narrativa construída por parte da imprensa brasileira e de aliados do governo Lula nos dias anteriores, que descreveu o convite de Trump como improvável, exagerado ou diretamente como fake news. O encontro aconteceu.

Nos dias anteriores à viagem, veículos alinhados ao campo governista, comentaristas políticos e até integrantes do Itamaraty minimizaram ou negaram a possibilidade do encontro. A Revista Fórum publicou que Flávio estava "fora da agenda oficial da Casa Branca" e que o senador "corre atrás de Trump em tentativa desesperada de conseguir uma foto". O governo Lula afirmou publicamente não ter informações sobre a agenda. A reunião aconteceu no Salão Oval, onde presidentes americanos recebem seus principais interlocutores internacionais.

O convite teria sido enviado por e-mail ao gabinete de Flávio no Senado após articulação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado e mantém interlocução com integrantes do governo estadunidense. O secretário de Estado Marco Rubio também é apontado como interlocutor no processo. A foto publicada pela comitiva mostra Trump e Flávio juntos dentro da Casa Branca, confirmando o caráter formal da reunião.

A conversa com Trump, segundo apurou o Conexão Política, incluiu pontos como crime organizado, tarifas comerciais, minerais críticos e big techs. Flávio também defendeu que facções como o PCC e o Comando Vermelho sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Outro ponto de interesse da Casa Branca são as jazidas brasileiras de minerais críticos, como as terras raras, essenciais para a tecnologia e defesa americana.

O ajuntamento se dá menos de um mês após a visita do presidente Lula a Trump em Washington, em 7 de maio, da qual o petista saiu sem acordos concretos.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Equipe de Flávio minimiza efeito 'Dark Horse'; aliados de Lula esperavam impacto maior

Da FOLHA DE S.PAULO
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A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) minimizou a queda nas intenções de voto do senador na pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22), apontando que o resultado foi melhor que o esperado e que Lula (PT) oscilou para cima no segundo turno, mas dentro da margem de erro. O recuo de quatro pontos percentuais no primeiro turno foi tratado por dois aliados de Flávio como "um arranhão".

Eles consideram que a intenção de voto do pré-candidato do PL migrou, majoritariamente, para outros nomes da direita, enquanto Lula só variou dois pontos - o que, na visão do grupo, indica que o eleitorado voltaria para Flávio no segundo turno. O entorno do presidente da República também esperava uma queda maior de Flávio, após a revelação de que ele pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, para financiar o filme "Dark Horse" e o visitou em casa quando ele já usava tornozeleira eletrônica.

No primeiro turno, Flávio caiu de 35 para 31 pontos, enquanto Lula passou de 38 para 40, na comparação com o levantamento divulgado no último sábado (16). No segundo turno, porém, Lula tem 47% das intenções de voto e Flávio, 43%. Antes, eles estavam empatados. Desde a última semana, o petista oscilou dois pontos percentuais para cima, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dois pontos para baixo, no limite da margem de erro. Dessa forma, aliados celebram o fato de, diante da crise, Flávio não ter se distanciado do patamar da pesquisa anterior. Agora, apontam a consolidação do pré-candidato do PL e avaliam que qualquer discussão sobre troca de candidatura está morta.

Outro ponto que anima os bolsonaristas é a rejeição de Lula. O petista tem 45% dos entrevistados afirmando que não votariam nele (antes eram 47%). Flávio ultrapassou apenas numericamente o presidente, sendo rejeitado por 46% (antes eram 43%), uma situação de empate. "Flávio continua viável, Lula continua com rejeição alta. A rejeição de Flávio é reversível. A pesquisa prova que a candidatura é altamente competitiva. Mesmo com fortes ataques nos últimos sete dias, alterou pouco", afirma o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

O senador Efraim Filho (PL-PB), pré-candidato ao Governo da Paraíba, diz que a pesquisa mostra que a candidatura de Flávio continua competitiva. "Acho que o resultado coloca por água abaixo qualquer discussão sobre mudança de candidatura do nosso campo, do PL. Agora é tratar de recuperar esses pontos perdidos. A candidatura continua competitiva e vamos trabalhar para voltar para o empate", afirma.

Duda Lima, marqueteiro do PL, afirmou a jornalistas na tarde desta sexta que os números do Datafolha estão dentro do esperado e de acordo com outras pesquisas analisadas pelo partido. "O estrago foi, e daqui para a frente ele [Flávio Bolsonaro] volta a subir, começa a recuperar", disse após participação em evento do grupo Esfera no Guarujá (SP). "Não é que as pessoas vão esquecer, é que outras variáveis vão passar a valer."

Zema se projeta para tentar ser a terceira via

Da CBN RECIFE - Blog de Elielson
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O desgaste envolvendo o pré-candidato Flávio Bolsonaro no caso das ligações com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, abriu uma nova discussão nos bastidores da política nacional: a busca por um nome de direita menos radicalizado e com menor rejeição.

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, começa a aparecer nesse debate como alternativa possível dentro de um campo que tenta se reorganizar para 2026. O mineiro endureceu o discurso após a repercussão do caso e passou a marcar distância pública de Flávio Bolsonaro, enquanto Ronaldo Caiado também elevou o tom sobre o episódio.

A avaliação de aliados e analistas é de que Zema precisará romper a bolha do eixo do Sudeste e investir fortemente em regiões como o Nordeste para tentar viabilizar uma chegada ao segundo turno. Há quem enxergue, inclusive, a possibilidade de uma composição com Caiado ocupando a vice, numa tentativa de unir diferentes alas da centro-direita.

O entendimento é de que, com um perfil mais moderado e menos bolsonarizado, Zema poderia ocupar o espaço da tão sonhada terceira via nacional, sobretudo diante do desgaste provocado pela crise envolvendo o Banco Master e seus desdobramentos na corrida presidencial.

Juliana de Chaparral participa da Marcha dos Prefeitos e reforça caminhada rumo à Câmara Federal: "Meu nome está à disposição de Pernambuco"

Da REDAÇÃO
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A ex-prefeita de Casinhas e pré-candidata a deputada federal, Juliana de Chaparral (União Brasil), cumpriu agenda política e institucional em Brasília ao longo desta semana, acompanhando a comitiva de gestores municipais do Agreste Setentrional pernambucano durante a 27ª Marcha dos Prefeitos em Defesa dos Municípios, considerada a maior mobilização municipalista do mundo. Juliana integrou a comitiva liderada pelo prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), participando de encontros, articulações políticas e agendas voltadas à busca de investimentos, fortalecimento de parcerias e discussão de pautas prioritárias para os municípios pernambucanos.
"Com muita alegria, participei da Marcha dos Prefeitos, em Brasília, ao lado do nosso líder e esposo, Chaparral, buscando ações públicas e recursos que vão beneficiar o nosso povo e engrandecer a terra da Vaquejada, a minha querida Casinhas e todo o estado de Pernambuco. Foi uma semana importante de diálogo, fortalecimento de parcerias e busca por mais investimentos para o povo pernambucano", destacou Juliana. Durante a passagem pela capital federal, a pré-candidata também reencontrou lideranças políticas e participou de importantes articulações ao lado de representantes de diversas regiões do estado.
"Tivemos a alegria de reencontrar grandes amigos, como o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros, e a futura deputada estadual Andrea Medeiros. Ao lado da nossa governadora Raquel Lyra, do deputado estadual Edson Vieira, do deputado federal Fernando Filho, do atual prefeito de Casinhas, Lúcio Silva, do prefeito de Orobó, Biu Abreu, da vice-prefeita Lia de Chaparral, dos vereadores de Toritama, Nailson e Jéssyca, todos unidos, trabalhando com dedicação e compromisso pelo crescimento da nossa região e pela melhoria da vida de todos os pernambucanos", afirmou.
Em tom emocionado, Juliana também relembrou sua trajetória política e destacou o simbolismo do retorno à Brasília, agora colocando seu nome à disposição de Pernambuco na disputa por uma vaga na Câmara Federal. "Esses corredores já me viram passar muitas vezes buscando recursos e oportunidades para Casinhas. Hoje volto diferente. Com o coração cheio de gratidão e meu nome à disposição de Pernambuco. Só de saber que posso ter a oportunidade de representar nosso povo, já me enche de orgulho. E eu sigo sonhando em um dia ocupar um desses gabinetes para continuar lutando por quem mais importa: o nosso povo”, pontuou.

Veja no vídeo:
Com forte presença política no Agreste, Zona da Mata e ampliando bases em diversas regiões do estado, Juliana de Chaparral desponta nos bastidores como um dos nomes mais competitivos da disputa proporcional em Pernambuco. Nos meios políticos, a pré-candidata é apontada como cotadíssima nas projeções eleitorais para a Câmara dos Deputados, sendo considerada por aliados e analistas como um nome com vaga praticamente assegurada na futura bancada pernambucana em Brasília, com expectativa de ultrapassar a marca dos 150 mil votos nas eleições deste ano.