Do PORTAL DA CIDADE SURUBIM - Paulo Lago
charlesnasci@yahoo.com.br
Com o início oficial da campanha para as Eleições Gerais de 2026, a Justiça Eleitoral intensifica os preparativos para a votação e a fiscalização das regras que devem ser observadas por candidatos, partidos e eleitores. Em entrevista ao programa Café com Notícias, da Rádio Surubim FM, o juiz Paulo César Amorim falou sobre o trabalho da 34ª Zona Eleitoral, que abrange Surubim, Casinhas e Vertente do Lério. Depois de dois anos, ele volta a ser o juiz eleitoral em Surubim, intercalando com o trabalho como juiz da 1ª vara cível do Fórum de Justiça no município.
Segundo o magistrado, por se tratar de uma eleição geral, parte das atribuições relacionadas ao processo fica sob responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). No âmbito local, a Justiça Eleitoral atuará principalmente na fiscalização da campanha e na adoção de medidas diante de eventuais irregularidades. A 34ª Zona já realizou reunião com representantes partidários e deverá promover novos encontros para ampliar as orientações.
PREPARAÇÃO PARA A VOTAÇÃO
A preparação também envolve mesários, voluntários, equipes e estrutura dos locais de votação. As urnas eletrônicas que serão utilizadas na região já foram recebidas e, entre os dias 21 e 28 de setembro, deverão passar pelos procedimentos de preparação, incluindo geração de mídias e inserção dos dados necessários para a eleição. "Nós estamos nos bastidores preparando, verificando a questão dos mesários, verificando também a questão dos voluntários que vão trabalhar nas eleições e também o pessoal que vai trabalhar nas seções eleitorais", afirmou Paulo César Amorim.
Os locais de votação também passam por avaliações. Segundo o juiz, já houve inspeção para verificar questões como fornecimento de energia elétrica e necessidade de reparos. Uma seção eleitoral deverá ser transferida porque a escola onde funciona passará por intervenções. O novo local será divulgado posteriormente pela Justiça Eleitoral.
FISCALIZAÇÃO DA CAMPANHA
Durante a campanha, a fiscalização local deverá acompanhar situações envolvendo bandeiras, distribuição de panfletos, carros de som, caminhadas, passeatas e carreatas. Materiais instalados nas ruas não podem comprometer a circulação ou a visibilidade no trânsito. Quando uma ocorrência não estiver dentro da competência da Zona Eleitoral, o caso poderá ser encaminhado ao TRE-PE ou ao TSE.
Eleitores que identificarem possíveis irregularidades podem utilizar o aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, ou procurar diretamente o Cartório Eleitoral. A partir da denúncia, o fato poderá ser analisado e as providências cabíveis adotadas.
👉 Confira mais sobre o Aplicativo Pardal
SOBRE AS REDES SOCIAIS
As redes sociais estão entre os pontos que deverão receber atenção especial durante a campanha. Para Paulo César Amorim, a velocidade e o alcance das publicações na internet aumentam a preocupação com informações falsas, conteúdos ofensivos e outras práticas que possam ultrapassar os limites da legislação eleitoral. "A liberdade de expressão não é ilimitada. A internet não é uma terra sem dono, sem lei. Tem os limites a serem observados", ressaltou.
Em casos envolvendo conteúdos irregulares na internet, a Justiça poderá atuar para interromper a divulgação e apurar responsabilidades. A análise poderá alcançar tanto quem produziu ou publicou inicialmente determinado conteúdo quanto aqueles que contribuíram para sua disseminação, dependendo das circunstâncias. Ministério Público Eleitoral e autoridades policiais também poderão participar das apurações.
COMPRA DE VOTOS E VOTO CONSCIENTE
Outro alerta feito pelo juiz envolve a corrupção eleitoral, popularmente conhecida como compra de votos. O magistrado explicou que a legislação alcança condutas como dar, oferecer ou prometer vantagem com finalidade eleitoral, além da aceitação da vantagem pelo eleitor. Havendo elementos que indiquem a prática do crime, os fatos poderão ser investigados e os envolvidos responsabilizados.
Ao final da entrevista, Paulo César Amorim destacou que a campanha deve ser utilizada para apresentação de ideias, projetos e propostas, permitindo que os cidadãos conheçam os candidatos e façam uma escolha consciente. Ele também defendeu respeito entre os adversários e uma atuação dentro das regras eleitorais.
"A mensagem que a gente deixa é exatamente essa: que os candidatos que estiverem divulgando suas ideias, que estiverem participando do processo eleitoral, possam fazer de forma consciente, dentro dos limites da lei, respeitando inclusive os adversários políticos", afirmou.
charlesnasci@yahoo.com.br
Com o início oficial da campanha para as Eleições Gerais de 2026, a Justiça Eleitoral intensifica os preparativos para a votação e a fiscalização das regras que devem ser observadas por candidatos, partidos e eleitores. Em entrevista ao programa Café com Notícias, da Rádio Surubim FM, o juiz Paulo César Amorim falou sobre o trabalho da 34ª Zona Eleitoral, que abrange Surubim, Casinhas e Vertente do Lério. Depois de dois anos, ele volta a ser o juiz eleitoral em Surubim, intercalando com o trabalho como juiz da 1ª vara cível do Fórum de Justiça no município.
Segundo o magistrado, por se tratar de uma eleição geral, parte das atribuições relacionadas ao processo fica sob responsabilidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). No âmbito local, a Justiça Eleitoral atuará principalmente na fiscalização da campanha e na adoção de medidas diante de eventuais irregularidades. A 34ª Zona já realizou reunião com representantes partidários e deverá promover novos encontros para ampliar as orientações.
PREPARAÇÃO PARA A VOTAÇÃO
A preparação também envolve mesários, voluntários, equipes e estrutura dos locais de votação. As urnas eletrônicas que serão utilizadas na região já foram recebidas e, entre os dias 21 e 28 de setembro, deverão passar pelos procedimentos de preparação, incluindo geração de mídias e inserção dos dados necessários para a eleição. "Nós estamos nos bastidores preparando, verificando a questão dos mesários, verificando também a questão dos voluntários que vão trabalhar nas eleições e também o pessoal que vai trabalhar nas seções eleitorais", afirmou Paulo César Amorim.
Os locais de votação também passam por avaliações. Segundo o juiz, já houve inspeção para verificar questões como fornecimento de energia elétrica e necessidade de reparos. Uma seção eleitoral deverá ser transferida porque a escola onde funciona passará por intervenções. O novo local será divulgado posteriormente pela Justiça Eleitoral.
FISCALIZAÇÃO DA CAMPANHA
Durante a campanha, a fiscalização local deverá acompanhar situações envolvendo bandeiras, distribuição de panfletos, carros de som, caminhadas, passeatas e carreatas. Materiais instalados nas ruas não podem comprometer a circulação ou a visibilidade no trânsito. Quando uma ocorrência não estiver dentro da competência da Zona Eleitoral, o caso poderá ser encaminhado ao TRE-PE ou ao TSE.
Eleitores que identificarem possíveis irregularidades podem utilizar o aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, ou procurar diretamente o Cartório Eleitoral. A partir da denúncia, o fato poderá ser analisado e as providências cabíveis adotadas.
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SOBRE AS REDES SOCIAIS
As redes sociais estão entre os pontos que deverão receber atenção especial durante a campanha. Para Paulo César Amorim, a velocidade e o alcance das publicações na internet aumentam a preocupação com informações falsas, conteúdos ofensivos e outras práticas que possam ultrapassar os limites da legislação eleitoral. "A liberdade de expressão não é ilimitada. A internet não é uma terra sem dono, sem lei. Tem os limites a serem observados", ressaltou.
Em casos envolvendo conteúdos irregulares na internet, a Justiça poderá atuar para interromper a divulgação e apurar responsabilidades. A análise poderá alcançar tanto quem produziu ou publicou inicialmente determinado conteúdo quanto aqueles que contribuíram para sua disseminação, dependendo das circunstâncias. Ministério Público Eleitoral e autoridades policiais também poderão participar das apurações.
COMPRA DE VOTOS E VOTO CONSCIENTE
Outro alerta feito pelo juiz envolve a corrupção eleitoral, popularmente conhecida como compra de votos. O magistrado explicou que a legislação alcança condutas como dar, oferecer ou prometer vantagem com finalidade eleitoral, além da aceitação da vantagem pelo eleitor. Havendo elementos que indiquem a prática do crime, os fatos poderão ser investigados e os envolvidos responsabilizados.
Ao final da entrevista, Paulo César Amorim destacou que a campanha deve ser utilizada para apresentação de ideias, projetos e propostas, permitindo que os cidadãos conheçam os candidatos e façam uma escolha consciente. Ele também defendeu respeito entre os adversários e uma atuação dentro das regras eleitorais.
"A mensagem que a gente deixa é exatamente essa: que os candidatos que estiverem divulgando suas ideias, que estiverem participando do processo eleitoral, possam fazer de forma consciente, dentro dos limites da lei, respeitando inclusive os adversários políticos", afirmou.


















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