Da CBN RECIFE - Blog do Elielson
charlesnasci@yahoo.com.br
Hoje o Brasil entra em campo contra o Japão por uma vaga na sequência da Copa do Mundo. Fora das quatro linhas, porém, há outra disputa que também se aproxima do apito inicial: a corrida eleitoral. Com as convenções batendo à porta e o calendário político prestes a acelerar, futebol e política voltam a dividir o mesmo relógio.
Na política, a Copa nunca foi apenas futebol. Ela ocupa o noticiário, monopoliza as conversas e empurra a agenda eleitoral para o segundo tempo ou até para uma prorrogação. Quanto mais longe a Seleção avança, menos tempo os pré-candidatos têm antes que a campanha entre definitivamente no centro das atenções.
E há um detalhe interessante: quem lidera as pesquisas, em regra, costuma ser beneficiado por esse compasso de espera. Quem está na frente prefere um ambiente de menor exposição e menos confrontos, preservando o patrimônio eleitoral já construído. Uma Copa longa ajuda justamente nisso: adia o aquecimento da campanha e reduz o espaço para ataques e mudanças bruscas no cenário.
Já para quem aparece atrás, o raciocínio costuma ser o inverso. Quanto antes o debate eleitoral dominar o noticiário, maior a oportunidade de crescer, apresentar propostas, confrontar adversários e tentar alterar a fotografia das pesquisas. O tempo, nesse caso, passa a ser um adversário.
Por isso, o resultado de hoje produz efeitos que vão além da classificação esportiva. Se o Brasil vencer e seguir vivo na Copa, o país continuará dividido entre a emoção do futebol e os bastidores da política. Se a eliminação vier, o calendário eleitoral ocupará rapidamente o espaço deixado pela Seleção, antecipando o clima de campanha em um momento decisivo para as articulações.
charlesnasci@yahoo.com.br
Hoje o Brasil entra em campo contra o Japão por uma vaga na sequência da Copa do Mundo. Fora das quatro linhas, porém, há outra disputa que também se aproxima do apito inicial: a corrida eleitoral. Com as convenções batendo à porta e o calendário político prestes a acelerar, futebol e política voltam a dividir o mesmo relógio.
Na política, a Copa nunca foi apenas futebol. Ela ocupa o noticiário, monopoliza as conversas e empurra a agenda eleitoral para o segundo tempo ou até para uma prorrogação. Quanto mais longe a Seleção avança, menos tempo os pré-candidatos têm antes que a campanha entre definitivamente no centro das atenções.
E há um detalhe interessante: quem lidera as pesquisas, em regra, costuma ser beneficiado por esse compasso de espera. Quem está na frente prefere um ambiente de menor exposição e menos confrontos, preservando o patrimônio eleitoral já construído. Uma Copa longa ajuda justamente nisso: adia o aquecimento da campanha e reduz o espaço para ataques e mudanças bruscas no cenário.
Já para quem aparece atrás, o raciocínio costuma ser o inverso. Quanto antes o debate eleitoral dominar o noticiário, maior a oportunidade de crescer, apresentar propostas, confrontar adversários e tentar alterar a fotografia das pesquisas. O tempo, nesse caso, passa a ser um adversário.
Por isso, o resultado de hoje produz efeitos que vão além da classificação esportiva. Se o Brasil vencer e seguir vivo na Copa, o país continuará dividido entre a emoção do futebol e os bastidores da política. Se a eliminação vier, o calendário eleitoral ocupará rapidamente o espaço deixado pela Seleção, antecipando o clima de campanha em um momento decisivo para as articulações.























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