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sábado, 25 de abril de 2026

Janjão chama atenção da juventude para prazo do título de eleitor

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O ex-prefeito de Bom Jardim e pré-candidato a deputado estadual, Janjão (PSD), utilizou as redes sociais para alertar jovens eleitores sobre o prazo final para emissão, regularização ou transferência do título de eleitor.

De acordo com a publicação, o prazo segue até o dia 6 de maio, sendo possível realizar grande parte dos procedimentos de forma digital, por meio dos canais oficiais da Justiça Eleitoral.

Veja no vídeo:
''Vai ficar de fora dessa? Dá pra resolver a maior parte das coisas direto pelo celular'', destacou o pré-candidato, incentivando a participação dos jovens no processo democrático.

Para os casos que exigem atendimento presencial, Janjão orientou a procura pelo cartório da 33ª Zona Eleitoral, localizado no Centro de Bom Jardim, além de unidades em outros municípios.

A mobilização reforça a importância do alistamento eleitoral, especialmente entre os jovens, ampliando a participação cidadã e garantindo o direito ao voto nas eleições deste ano.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Contas de 2024 de Janjão são aprovadas, fechando ciclo de 2021 a 2024

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O ex-prefeito de Bom Jardim e pré-candidato a deputado estadual Janjão (PSD) comemorou, nesta quarta-feira (22 de abril), a aprovação das contas referentes ao exercício de 2024, último ano de sua primeira gestão à frente do município, pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). Com a decisão, todas as contas do período entre 2021 e 2024 foram aprovadas, o que, segundo o ex-gestor, reforça o compromisso com a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos públicos.

''Nossa prestação de contas foi aprovada, reforçando que a gestão segue no caminho certo, com seriedade e respeito aos recursos públicos. As contas dos anos de 2021, 2022, 2023 e agora também de 2024 foram aprovadas, mostrando que nosso trabalho é feito com planejamento, responsabilidade e compromisso com cada bonjardinense'', afirmou em publicação nas redes sociais.

Janjão também destacou a continuidade administrativa no município. ''Isso prova que a Prefeitura de Bom Jardim vai bem, com uma gestão organizada, transparente e voltada para o desenvolvimento. Agora, sob a condução do prefeito Arsênio, seguimos firmes, mantendo esse compromisso e trabalhando para fazer Bom Jardim avançar ainda mais. Cuidar bem da cidade é cuidar das pessoas'', concluiu.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Flávio ficará inelegível se condenado por calúnia, diz especialista

Do METRÓPOLES
charlesnasci@yahoo.com.br

Advogado especializado em direito eleitoral, Carlos Frota afirma que uma eventual condenação do senador Flávio Bolsonaro (PL) pode resultar na suspensão de seus direitos políticos e impedir que ele concorra ao Planalto. Conforme revelou a coluna na quarta-feira (15 de abril), o ministro Alexandre de Moraes (STF) determinou a abertura de um inquérito para investigar possível crime de calúnia do parlamentar contra o presidente Lula.

Mestre em sociologia política, Frota destacou que a Constituição prevê a suspensão dos direitos políticos em caso de condenação. "Sem entrar no caso concreto, a Constituição Federal de 1988 é clara ao estabelecer que a sentença penal condenatória, inclusive por crimes contra a honra, pode ensejar a suspensão dos direitos políticos", disse o especialista.

Segundo o advogado eleitoral, Flávio Bolsonaro ficaria impedido de obter certidão de quitação eleitoral. "No caso da suspensão dos direitos políticos, o cidadão não é sequer registrável: não obtém certidão de quitação eleitoral, não pode se filiar a partido político e tampouco votar, uma vez que o título eleitoral fica cancelado". Alexandre de Moraes determinou a instauração do inquérito para esclarecer se o parlamentar cometeu crime de calúnia contra o presidente Lula em uma postagem nas redes sociais, feita em 3 de janeiro de 2026.

EDUARDO BOLSONARO CITA ELEIÇÃO

A determinação de Moraes foi tomada a partir de representação da Polícia Federal (PF), requerida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Além de autorizar a abertura do inquérito, o magistrado determinou o envio dos autos à PF, que terá prazo de 60 dias para realizar as diligências iniciais. Após a publicação da reportagem, Flávio Bolsonaro disse que recebeu "com profunda estranheza" a decisão de Moraes. "A medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal", afirmou.

Eduardo Bolsonaro acusou Moraes de tentar influenciar a candidatura do senador à Presidência. "Ele manda abrir o inquérito, a sua Polícia Federal investiga e depois, adivinha quem vai julgar os casos? Ele também. Um jogo de cartas marcadas para não permitir a eleição de Flávio", disse.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

TSE elege indicados por Bolsonaro para comandar eleições de 2026

Do PODER 360 - Nino Guimarães
charlesnasci@yahoo.com.br

Em uma eleição protocolar na última 3ª feira (14.abr.2026), os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) escolheram Kassio Nunes Marques e André Mendonça para o comando da Justiça Eleitoral. A indicação já era esperada, uma vez que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) revezam a presidência do tribunal. Todos os ministros utilizaram uma urna eletrônica, tal como nas eleições gerais, para depositar o voto. O resultado foi lido pela ministra mais nova do colegiado, Estela Aranha.

A posse dos ministros ainda não tem data confirmada, mas a expectativa é que seja em maio. Kassio Nunes Marques declarou que a presidência do TSE é uma "das maiores honras da sua vida". Mendonça agradeceu a condução das eleições pela presidente Cármen Lúcia e desejou boa sorte para Nunes Marques. "Que o TSE tenha, neste ano de 2026, uma festa muito bonita de eleições", afirmou.

NOVA COMPOSIÇÃO DO TSE


A coordenação dos trabalhos da Justiça Eleitoral será do ministro Kassio Nunes Marques e do ministro André Mendonça, que assume a vice-presidência – ambos foram indicados ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O 1º turno das eleições de 2026 será em 4 de outubro. O 2º turno será realizado em 25 de outubro. Mendonça tem o fim do seu 1º biênio em 25 de junho de 2026. Por ser ministro do STF, deve ser reconduzido e ficar mais 2 anos na Corte. Ele será o vice-presidente do Tribunal. Com isso, Dias Toffoli ocupará a 3ª vaga do TSE destinada a ministros do Supremo.

Já o ministro Antonio Carlos Ferreira finaliza seu 1º biênio em 19 de setembro. Como ele é do STJ (Superior Tribunal de Justiça), pela tradição do Tribunal, ocupa o assento durante 2 anos para que outros integrantes possam compor a Corte. Após a saída de Ferreira, o ministro efetivo Ricardo Villas Bôas Cueva assumirá a função de corregedor-geral eleitoral.

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Moraes manda PF abrir inquérito contra Flávio por suposta calúnia a Lula

Da CNN BRASIL
charlesnasci@yahoo.com.br

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a PF (Polícia Federal) abra um inquérito para apurar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A representação da PF cita uma publicação de Flávio, nas redes sociais, em que associa o petista com a imagem de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, sendo preso e acompanhado do seguinte texto: "Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…"

Na decisão, Moraes menciona parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República). "A providência pleiteada está amparada em publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República (tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e fraudes eleitorais)", diz a Procuradoria.

Segundo o andamento processual, Moraes foi escolhido relator por meio de sorteio entre todos os ministros. O magistrado determina que a PF adote as "providências cabíveis" no prazo de 60 dias. Flávio e Lula devem se enfrentar nas eleições deste ano e são favoritos para chegar ao segundo turno, segundo todas as pesquisas registradas perante o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Surubim recebe ações da Semana Nacional do Registro Civil para ampliar acesso à documentação básica

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

Moradores de Surubim, no Agreste pernambucano, estão sendo beneficiados com a 4ª edição da Semana Nacional do Registro Civil, iniciativa que teve início nesta segunda-feira (13 de abril) em todo o país. A mobilização, coordenada pela Corregedoria Nacional de Justiça, busca ampliar o acesso à documentação básica, especialmente para a população em situação de vulnerabilidade.

A campanha "Registre-se" segue até o dia 17 de abril e reúne cartórios e diversas instituições, com o objetivo de reduzir o sub-registro de nascimentos no Brasil e garantir cidadania por meio da regularização documental.

Durante o mutirão, estão sendo ofertados serviços como emissão de segunda via de certidões de nascimento e casamento — documentos essenciais para a obtenção de outros registros, como a Carteira de Identidade Nacional (CIN), título de eleitor e carteira de trabalho. Além disso, a população também pode ter acesso a orientações jurídicas, atendimentos de saúde, inclusão em programas sociais e suporte assistencial.

Em Surubim, a ação acontece em diferentes pontos da cidade e da zona rural, facilitando o acesso da população. Os atendimentos estão sendo realizados no CRAS São José (14 de abril), no CRAS Baraúnas (17 de abril), na Rua Euclides da Cunha (dias 13, 15 e 16) e na Cozinha Comunitária do Lério, na zona rural, no dia 15 de abril.

Para participar, é recomendado que os interessados levem qualquer documento ou registro anterior que contenha dados pessoais, como RG antigo ou cópia de certidões. A iniciativa reforça a importância da documentação civil como porta de entrada para direitos básicos, ampliando o acesso da população de Surubim a serviços essenciais e políticas públicas.

quarta-feira, 25 de março de 2026

O destino de Eduardo da Fonte e a virada dos Coelho: o que a federação União-PP muda em Pernambuco

Federação União Progressista será homologada nesta quinta, no TSE, e vai criar maior bloco do país, com fundo eleitoral e tempo de TV cobiçados
Do JC PE - Rodrigo Fernandes
charlesnasci@yahoo.com.br

A homologação da federação entre o União Brasil e o Partido Progressistas (PP), marcada para esta quinta-feira (26), às 10h, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, vai além de uma formalidade partidária nacional. Em Pernambuco, o ato pode repercutir no tabuleiro eleitoral para as eleições de 2026, especialmente na disputa pelo Senado. A sessão está sob análise da ministra Estela Aranha e já conta com parecer favorável do Ministério Público Eleitoral.

A criação de uma federação partidária permite que duas ou mais legendas atuem de forma conjunta como uma única agremiação por um período mínimo de quatro anos. Na prática, os partidos passam a compartilhar estrutura partidária, atuação parlamentar e estratégias eleitorais em todo o país.

No caso do União Brasil e do PP, a fusão criaria o maior bloco político do país, reunindo 103 deputados federais, 12 senadores e cerca de 1,3 mil prefeitos. O objetivo das cúpulas nacionais é centralizar o poder político e garantir acesso a aproximadamente R$ 900 milhões do fundo eleitoral.

O xadrez pernambucano

Em Pernambuco, a federação coloca frente a frente dois líderes partidários: o deputado federal Eduardo da Fonte, que preside o diretório estadual do PP, e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, presidente local do União Brasil. Os dois têm interesse em disputar o Senado, mas protagonizaram divergências de percurso.

Há pouco tempo, Miguel Coelho iniciou sua pré-campanha ao lado do prefeito do Recife, João Campos. Eduardo da Fonte, por sua vez, caminhava com a governadora Raquel Lyra. O tabuleiro, no entanto, se inverteu. Eduardo passou a dialogar com João Campos, o que desagradou a governadora e fez Raquel exonerar do governo quadros indicados pelo PP, fechando as portas para Da Fonte.

Do outro lado, Miguel perdeu espaço na chapa de João após o prefeito fechar alianças com Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT). Sem saída no campo do prefeito, Miguel migrou para o grupo da governadora e já apareceu em eventos públicos como pré-candidato ao Senado na chapa de Raquel, com aval da direção nacional do União Brasil.

A virada do União Brasil

A entrada de Miguel Coelho no grupo da governadora trouxe resultados imediatos. O partido entregou cargos que tinha na prefeitura do Recife e, com as exonerações dos quadros do PP no governo estadual, as vagas passaram a ser cobiçadas pelo partido. Nos bastidores, já se comenta que as posições devem ser preenchidas por indicações da legenda.

Em contrapartida, Raquel Lyra ganhou um aliado inesperado na Assembleia Legislativa de Pernambuco: o deputado Antônio Coelho (União Brasil), presidente da Comissão de Finanças, Orçamento e Tributação e irmão de Miguel. Até pouco tempo atrás, Antônio era um dos principais opositores do governo dentro da Alepe, mas passou a sinalizar uma mudança de comportamento após a virada política da família.

Na semana passada, Antônio conduziu uma reunião que garantiu a aprovação parcial do projeto que devolve ao governo o controle de 20% do orçamento de 2026. Na segunda-feira (23), uma reunião extraordinária foi convocada para votar o parecer geral da matéria, mas o parlamentar adiou a votação para evitar que a oposição derrubasse a proposta.


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terça-feira, 24 de março de 2026

Policial militar surubinense lança livro sobre desafios da segurança pública

Do PORTAL DA CIDADE SURUBIM - Paulo Lago
charlesnasci@yahoo.com.br

O 3º Sargento da Polícia Militar de Pernambuco, o surubinense Evandro Barbosa, lança o livro "Entre a Farda e o Código: O papel do Policial Militar na Justiça e Sociedade – Desafios e Soluções para a Segurança Pública", obra que discute os principais desafios jurídicos e operacionais enfrentados pelos profissionais da área. O lançamento será acompanhado de uma palestra do autor durante o Congresso Ciências Penais e Segurança Pública, marcado para o dia 4 de abril, em Belo Horizonte.

A publicação, da editora Juruá, reúne reflexões baseadas na experiência prática de Evandro na atividade policial, aliadas à sua formação em Direito e especialização em Direito Penal Militar. Entre os temas abordados estão a atuação policial, os limites legais da intervenção estatal, a responsabilização funcional e a necessidade de aprimoramento contínuo das instituições de segurança.
Segundo o autor, o objetivo do livro é contribuir para o debate técnico e social sobre a atuação policial no contexto contemporâneo, oferecendo conteúdo relevante tanto para profissionais da área quanto para estudantes e operadores do Direito. "A obra também propõe uma reflexão sobre a relação entre polícia e sociedade, destacando a importância da qualificação profissional e do respeito aos princípios constitucionais na atividade policial", enfatizou Evandro.

Além de atuar na corporação, Evandro Barbosa é instrutor em cursos de formação policial e desenvolve projetos educacionais voltados à preparação de candidatos para concursos na área da segurança pública. Além do evento em Belo Horizonte, o autor planeja a realização de lançamentos do livro, com eventos em Recife e Surubim. Esses eventos vão integrar uma agenda de atividades acadêmicas e institucionais voltadas ao fortalecimento das políticas públicas e das práticas de segurança cidadã.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Dez anos de sangria: STF blindou na CPMI chefe da Contag que faturou R$3,8 bilhões de aposentados

Do DIÁRIO DO PODER - Davi Soares
charlesnasci@yahoo.com.br

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), lamentou a nova dispensa da obrigatoriedade do depoimento de peças-chave para esclarecer o roubo bilionário a aposentados e pensionistas do INSS. O parlamentar alagoano ressalta que, desta vez, o Supremo Tribunal Federal (STF) amparou com habeas corpus Aristides Veras dos Santos, nada mais que o ex-presidente da Contag, entidade responsável por quase 40% dos descontos usados como meio de roubar beneficiários da Previdência, ao longo de dez anos.


"É lamentável que peças importantes para esclarecer o roubo contra aposentados e pensionistas estejam se amparando em habeas corpus para não comparecer às oitivas. Mais uma vez somos obrigados a suspender reuniões por ausência de depoentes", criticou Alfredo, após a decisão do ministro André Mendonça ter favorecido Veras.

A Contag é uma das entidades investigadas pela Polícia Federal, na Operação Sem Desconto, por ter faturado R$ 3,8 bilhões com descontos em contracheques de beneficiários do INSS, desde 2016. E já foi alvo da indignação de Alfredo Gaspar, em fevereiro, quando o relator condenou o fato de o órgão previdenciário do governo do presidente Lula (PT) manter vigente o acordo de cooperação técnica (ACT), viabilizando a continuidade dos descontos nos rendimentos de brasileiros vulneráveis.

Após o encontro, Viana chegou a dizer que Mendonça iria rever o habeas corpus que desobrigou o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, de ir depor à CPMI. E, na sexta-feira (13), a comissão apelou ao STF pela prorrogação dos trabalhos da CPMI, prevista para encerrar neste mês de março.

terça-feira, 10 de março de 2026

Caso Master: Congresso Nacional avança com CPI contra STF

Do CORREIO BRAZILIENSE
charlesnasci@yahoo.com.br

Arrastado para o escândalo de fraudes do Banco Master, ante as suspeitas envolvendo as condutas dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta uma saraivada de críticas, que colocam em dúvida a confiança na Corte, e é alvo de ofensivas do meio político. No Congresso, está sendo gestada uma "CPI da Toga", que depende do aval do presidente do Parlamento, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para ser instalada.

Nessa segunda-feira, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou um pedido para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito voltada a apurar as condutas de Toffoli e Moraes no escândalo do Master. "Protocolamos agora, com 35 assinaturas, o requerimento de CPI específica para apurar as condutas dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no 'caso Master'. Agora começa o trabalho para a efetiva instalação da comissão. A justiça deve ser igual para todos", escreveu Vieira no X, na noite dessa segunda-feira.

Mensagens obtidas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que ele mantinha conversas com Moraes. Já empreendimento de familiares de Toffoli tinha vínculo com fundos ligados ao Master. "Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições", frisou o senador horas antes.

A oposição no Senado Federal é que move a linha de frente contra os dois ministros do Supremo. Apesar disso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, só assinou o requerimento depois que os 27 apoios mínimos já haviam sido obtidos. A assinatura de Flávio foi a 29ª da lista. Ele vinha sendo cobrado, sobretudo nas redes sociais, para que prestasse seu aval ao requerimento. Dados extraídos do celular de Vorcaro revelam que ele prestava contas a Moraes sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

Outras mensagens mostram que Vorcaro consultou Moraes sobre a lista de convidados para um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. O magistrado determinou que o empresário Joesley Batista, da J&F, fosse "bloqueado" do evento, e Vorcaro levou o tema à organização do fórum. Para manter o sigilo, Vorcaro e Moraes usavam, segundo as apurações, o recurso de visualização única. Por essa razão, as respostas do ministro não estão disponíveis, mas as notas do dono do Master permaneceram acessíveis no histórico do aparelho celular do banqueiro.

Farra: Vorcaro bancou degustação milionária de whisky para Moraes e Toffoli em Londres

Do DIÁRIO DO PODER - Juan Araujo
charlesnasci@yahoo.com.br

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em sessão sigilosa realizada no dia 12 de fevereiro de 2026, retirar o ministro Dias Toffoli da função de relator de um inquérito que envolve o Banco Master. A determinação ocorreu após a análise de um dossiê de 200 páginas elaborado pela Polícia Federal (PF), que expôs a relação de proximidade entre o magistrado e o fundador da instituição financeira, Daniel Vorcaro.

O ponto focal da discussão foi um evento de degustação de whisky de alto luxo ocorrido em Londres, em abril de 2024, integralmente financiado pelo banqueiro, que é alvo de investigações por supostas irregularidades no Banco Master. A lista de aproximadamente 40 presentes incluiu figuras proeminentes do cenário jurídico e político brasileiro, como os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o presidente da Câmara Hugo Motta e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

A celebração aconteceu no George Club, um estabelecimento exclusivo no sofisticado bairro de Mayfair, durante a realização do 1º Fórum Jurídico, Brasil de Ideias. Segundo registros encaminhados pela PF à CPMI do INSS, apenas a sessão de degustação de rótulos da marca Macallan teve um custo aproximado de US$ 640,8 mil (cerca de R$ 3,2 milhões na cotação do período).

O valor cobriu serviços de gastronomia, entretenimento e o fornecimento de charutos. Ao término da experiência, cada convidado foi presenteado com uma garrafa da bebida, cujas edições especiais podem variar de R$ 1 mil a mais de US$ 100 mil. O empresário Daniel Vorcaro, que também atuou como palestrante no fórum, chegou a celebrar a composição do público em mensagens privadas: "Todos os ministros do Brasil, do STF, STJ etc, e euzinho discursando".

Dados adicionais revelam que a programação completa na capital inglesa alcançou cifras de US$ 6 milhões. Os custos abrangeram hospedagem no hotel The Peninsula, apresentações musicais de artistas como o cantor Seal e os DJs Hugel e Keinemusik, além de logística para até 70 pessoas. No dia posterior à degustação, um grupo reduzido participou de um jantar e happy hour no clube Annabel’s.

Questionado sobre o episódio durante a sessão do tribunal, o ministro Alexandre de Moraes confirmou sua ida ao evento, mas descartou que a participação gerasse qualquer tipo de impedimento legal. "Nesse encontro, vários estávamos lá", disse, minimizando o evento. "Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub, tomamos Macallan".

A investigação também destacou vínculos profissionais entre familiares dos magistrados e o grupo econômico de Vorcaro. À época dos fatos, Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, já atuava como advogada para o Banco Master. Da mesma forma, o escritório da família de Ricardo Lewandowski manteve contrato com o empresário entre agosto de 2023 e setembro de 2025, período que coincidiu com sua gestão à frente do Ministério da Justiça no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

sábado, 7 de março de 2026

Moraes apagando mensagens: triste fim do xerife das milícias digitais

Da GAZETA DO POVO
charlesnasci@yahoo.com.br

Não tem como ignorar a ironia. O ministro do STF Alexandre de Moraes, que nos últimos anos adotou linha duríssima contra o apagamento de mensagens em redes sociais, agora se vê pressionado a explicar justamente isso: conversas de WhatsApp trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro que eram apagadas após a leitura, pelos dois, para não deixar rastros.

Quem deve estar com um sorriso no rosto com tudo isso é a cabeleireira Débora Rodrigues, presa e condenada por pichar com batom a frase "Perdeu Mané" na estátua da Justiça durante os eventos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Na decisão condenatória, Moraes afirmou que ela teria apagado conteúdos do celular, o que demonstraria "desprezo ao Poder Judiciário e à ordem pública". Na prática, porém, a polícia não concluiu que ela apagou mensagens relacionadas aos atos, apenas constatou que o aparelho ficou quase dois meses sem registros.

O mundo deu suas voltas. Quem cobrava explicações rigorosas sobre mensagens apagadas precisa explicar as próprias conversas que desapareceram. Terá Moraes demonstrado desprezo ao Poder Judiciário e à ordem pública? O argumento que condenou Débora não servirá para condená-lo, e de forma ainda mais grave, por suspeita de tráfico de influência e corrupção passiva em um dos mais altos cargos da República?

VIROU MEME: "CONSEGUIU BLOQUEAR?"

Agora se sabe que Moraes e Vorcaro fizeram intensa troca de mensagens no dia em que o banqueiro foi preso pela primeira vez, em novembro do ano passado. Nos diálogos, o banqueiro demonstrava urgência e perguntava repetidamente ao ministro se havia conseguido "bloquear" algo importante. "Conseguiu bloquear?", "Alguma novidade?", insistia.

Por que Vorcaro recorreu ao ministro? Que tipo de ligações os dois tinham? Teria alguma coisa a ver com o contrato de 129 milhões de reais do Banco Master com o escritório da esposa de Moraes?

Como diz aquela frase antiga, frequentemente atribuída a Abraham Lincoln e a Winston Churchill: "Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo, ou todas por algum tempo. Mas não pode enganar todas as pessoas o tempo todo." Por certo, a opinião pública brasileira saberá julgar os fatos. E pressionará o Senado para que cumpra seu dever constitucional de votar o impeachment de ministros do STF, em caso de crimes comprovados.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Pai milionário: Lulinha movimentou R$19,5 milhões em 4 anos, diz relatório

Documentos vazados explicam por que Lula não queria sigilo quebrado
Do DIÁRIO DO PODER - Juan Araujo
charlesnasci@yahoo.com.br

Um levantamento detalhado de dados bancários e fiscais revelou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, empresário e filho do presidente da República, registrou um fluxo financeiro de R$ 19,5 milhões ao longo de quatro anos. As informações, obtidas por meio de quebra de sigilo autorizada pela CPMI do INSS, abrangem o intervalo entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro de 2026. No montante analisado, constam repasses que somam R$ 721,3 mil efetuados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao filho.

As transações foram processadas em uma conta no Banco do Brasil e dividem-se de forma equilibrada entre entradas e saídas: o total de créditos somou R$ 9,774 milhões, enquanto os débitos atingiram a marca de R$ 9,758 milhões. Diante da exposição desses dados, o corpo jurídico que representa Fábio Luís nega a existência de ilícitos e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de anular a quebra de seus sigilos.

De acordo com o relatório, o grosso da atividade financeira está concentrado em aplicações financeiras e transações entre duas entidades das quais Lulinha é titular: a G4 Entretenimento e Tecnologia e a LLF Tech Participações. Ambas as empresas atuam em frentes como consultoria de gestão, marketing e serviços tecnológicos. Especificamente, a G4 gerou movimentações de R$ 772 mil, ao passo que a LLF contabilizou registros de R$ 2,3 milhões.

Quanto aos repasses diretos do pai, os documentos listam três operações distintas. O valor mais expressivo, de R$ 384 mil, foi transferido pelo petista em 22 de julho de 2022. As outras duas remessas que completam o total de R$ 721,3 mil ocorreram em 27 de dezembro de 2023. O relatório também mapeia o destino de recursos enviados por Fábio Luís a antigos parceiros de negócios da desativada Gamecorp. Os registros indicam que Kallil Bittar foi beneficiário de R$ 750 mil, enquanto Jonas Suassuna recebeu transferências que totalizaram R$ 704 mil.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Miguel Coelho aponta “ação espalhafatosa” da PF em ano eleitoral

Do DIARIO DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

Um dos investigados pela Operação Vassalos, da Polícia Federal, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) vê "ação espalhafatosa", em pleno ano eleitoral. Ele se pronunciou através das redes sociais, afirmando que seu grupo político conseguiu, ao longo dos últimos anos, buscar recursos para garantir o desenvolvimento do município sertanejo. Miguel é pré-candidato a senador e garante que a suspeita de desvio de recursos que tentam lhe imputar não o intimidará.

Além dele, são investigados seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Filho (União Brasil), o prefeito Simão Durando (União Brasil) e pessoas ligadas à família e ao grupo político. As suspeitas envolvem desvios de recursos federais provenientes de emendas parlamentares de autoria de Bezerra Coelho e Fernando Filho, além de convênios com a Codevasf.

Veja no vídeo:
"Não vamos nos intimidar por aqueles que querem manter Pernambuco no atraso. Vamos continuar trabalhando e lutando para trazer investimentos para o nosso Estado. Durante a última década, transformamos Petrolina na cidade que mais cresce no Nordeste. Trabalhamos com diferentes governos, sempre com transparência, fiscalização dos órgãos competentes, contas aprovadas e obras entregues à população. Mesmo assim, em ano eleitoral, criaram uma ação espalhafatosa para tentar manchar nosso mérito", diz Miguel.

O ex-prefeito lembra que sua família já foi alvo de outras operações investigadas e nada foi comprovado. "Não é a primeira vez que enfrentamos ataques. Se acham que vão nos intimidar, estão enganados. Eles não conhecem a força do Sertão. Aqui nada cai do céu. Aqui a gente trabalha e faz acontecer. Vivemos do trabalho e nada, e nem ninguém, vai nos parar", conclui Miguel Coelho.

MPPE alerta gestores para evitar promoção pessoal e propaganda antecipada

Do BLOG DO AGRESTE
charlesnasci@yahoo.com.br

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) publicou recomendações direcionadas aos prefeitos, secretários, vereadores e agentes públicos envolvidos nas festividades financiadas ou apoiadas pelo poder público em 2026.

O objetivo é garantir a igualdade de oportunidades no período de pré-campanha e evitar práticas consideradas irregulares. As recomendações orientam as autoridades a se absterem de condutas que possam caracterizar promoção pessoal, propaganda antecipada ou uso indevido da máquina pública.

A realização de eventos com finalidade político-eleitoral e uso promocional de programas sociais estão entre os alertas. Os documentos reforçam que apresentações artísticas e festejos, como o Carnaval, a Semana Santa, o São João e a Emancipação Política não podem ser utilizados para favorecer candidaturas.

As promotorias alertam ainda para possíveis penalidades em caso de descumprimento das normas, incluindo multas, cassação de registros e mandatos, declaração de inelegibilidade e responsabilização por improbidade administrativa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Miguel Coelho e Fernando Filho garantem estar tranquilos em relação à operação da PF. Eles apontam viés político

Do DIARIO DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

Presidentes estadual do União Brasil, pré-candidato a senador e ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho divulgou nota conjunta com o deputado federal Fernando Filho (União Brasil), afirmando que foi surpreendido com a Operação Vassalos, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (25 de fevereiro). Considera que o "alvo principal é o crescimento da cidade de Petrolina", devido aos investimentos realizados por seu grupo político no município. Além de Miguel e Fernando Filho, a PF fez buscas e apreensões em endereços ligados ao pai, ex- senador Fernando Bezerra Coelho.

"A petição do STF para tudo o que vimos hoje, apresenta como motivação emendas parlamentares destinadas durante o mandato de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, para a nossa terra, emendas estas que transformaram o município, que foi o que mais cresceu no Nordeste na última década, com a melhor qualidade de vida, indicadores educacionais e desenvolvimento humano. Com a convicção que nossa força política é fundamental neste processo, reafirmamos que iremos continuar lutando para que mais recursos cheguem à cidade. Petrolina não vai parar de crescer e nem voltar ao passado", diz o texto.

"Por meio da decisão do Ministro Flávio Dino, constatou-se que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). Segundo consta na decisão do Ministro, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal", acrescentam Miguel Coelho e Fernando Filho.

Segundo eles, é "impossível não destacar o viés político desse tipo de operação, uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle, sejam estaduais ou federais". "As contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas. Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira. Nossa luta política não será abalada por perseguições de onde quer que elas venham", concluem os irmãos Coelho.

Miguel Coelho e Fernando Filho criticam operação sobre emendas em Petrolina

Da FOLHA DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), e o deputado federal Fernando Filho (União Brasil) se manifestaram nesta quarta-feira (25 de fevereiro) contra uma operação que investiga as emendas parlamentares destinadas durante o mandato do ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e Fernando Filho. Em nota conjunta, os irmãos destacaram o viés político da operação, afirmando que nunca deixaram de prestar informações aos órgãos de controle.

Ainda segundo a nota, O STF já apurou alguns dos fatos e por meio da decisão do ministro Flávio Dino arquivou o processo. Na decisão do ministro consta que a Procuradoria Geral da República (PGR) manifestou-se contra a atitude da polícia federal. Eles também reafirmaram que as contas de Petrolina estão reguladas e aprovadas.

Confira abaixo a nota completa:

Na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, o Estado de Pernambuco foi surpreendido com uma operação cujo alvo principal é o crescimento da cidade de Petrolina.

A petição do STF para tudo o que vimos hoje, apresenta como motivação emendas parlamentares destinadas durante o mandato de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, para a nossa terra, emendas estas que transformaram o município, que foi o que mais cresceu no Nordeste na última década, com a melhor qualidade de vida, indicadores educacionais e desenvolvimento humano.

Com a convicção que nossa força política é fundamental neste processo, reafirmamos que iremos continuar lutando para que mais recursos cheguem à cidade. Petrolina não vai parar de crescer e nem voltar ao passado.

Por meio da decisão do Ministro Flávio Dino, constatou-se que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). Segundo consta na decisão do Ministro, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal.

Impossível não destacar o viés político desse tipo de operação, uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle, sejam estaduais ou federais. As contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas.

Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira. Nossa luta política não será abalada por perseguições de onde quer que elas venham.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Mico: desfile eleitoral debochado de Lula na Sapucaí rebaixa escola, que ficou em último lugar

Do DIÁRIO DO PODER
charlesnasci@yahoo.com.br

A Acadêmicos de Niterói, escola de samba responsável pelo polêmico desfile-bajulação a Lula (PT), foi rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026. Antes mesmo do encerramento da votação, nesta Quarta-feira de Cinzas (18), a escola já ocupava a última colocação e volta para a "série B" do Carnaval da cidade no ano que vem.

A distância na pontuação foi grande para o penúltimo colocado, Mocidade. A nona colocada Tuiuti obteve 268,5 pontos, a décima, Portela, 267,9, a penúltima 267,4, distâncias apertadas por décimos de pontos, enquanto a escola que bajulou Lula conquistou apenas 264,6 pontos.

Primeira a desfilar no domingo (15), na Marquês de Sapucaí, a escola recebeu apenas duas notas 10 nos nove quesitos avaliados. O desfile concentrou-se na trajetória política de Lula e provocou grande polêmica, acusada de servir apenas como propaganda eleitoral antecipada em pleno ano eleitoral.

Desfile sobre Lula no Carnaval ataca famílias e evangélicos

De O TEMPO - Alexander Barroso
charlesnasci@yahoo.com.br

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, apresentado na Marquês de Sapucaí no domingo (15 de fevereiro), provocou forte reação ao exibir alas que colocavam evangélicos e a chamada "família tradicional" dentro de latas de conserva, gesto interpretado como desrespeito à fé cristã e um ataque direto a valores religiosos. As fantasias traziam rótulos como "Evangélico de Conserva", "Crente Conservador", "Suco de Ódio" e "Falso Moralista", acentuando o tom pejorativo percebido por lideranças e fiéis.
Ofensa em território decisivo — e para um público decisivo

A repercussão se tornou ainda mais significativa porque o episódio ocorreu justamente no Rio de Janeiro, um dos estados mais politicamente disputados do país e onde o voto do público evangélico — numeroso, organizado e altamente mobilizado — costuma ser decisivo em eleições nacionais e locais. Embora as fontes jornalísticas não tratem diretamente desse aspecto eleitoral, elas confirmam que o alvo da sátira foram os evangélicos, um grupo que reagiu fortemente ao ocorrido.

Ao atacar simbolicamente um segmento tão expressivo e sensível, o desfile acabou sendo interpretado como um tiro no pé, sobretudo em um cenário de alta polarização, no qual qualquer gesto percebido como ofensivo a uma comunidade religiosa pode gerar custos políticos significativos.

REAÇÕES IMEDIATAS: LÍDERES CRISTÃOS E POLÍTICOS FALAM EM PRECONCEITO RELIGIOSO

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, denunciou o caso como "preconceito religioso" e anunciou intenção de acionar a Justiça, destacando que "ridicularizar a fé de milhões de brasileiros é preconceito religioso". A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que a "fé cristã foi exposta ao escárnio". A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional (FPE) emitiu uma Nota de Repúdio.

"A Frente Parlamentar Evangélica manifesta seu mais veemente repúdio à Escola de Samba Acadêmicos de Niterói pela conduta desrespeitosa e afrontosa apresentada neste Carnaval. É inadmissível que o direito à manifestação cultural seja distorcido para promover o escárnio contra a fé cristã e o deboche aberto aos valores conservadores que sustentam a nossa sociedade. A liberdade de expressão não é um salvo-conduto para o vilipêndio religioso nem para a perseguição ideológica institucionalizada."

Lideranças cristãs e juristas evangélicos reforçaram a acusação de "cristofobia", alegando que a encenação desumanizava milhões de fiéis ao retratá-los como mercadoria.

SÁTIRA QUE VIROU CRISE: QUANDO A ARTE ULTRAPASSA OS LIMITES

A Acadêmicos de Niterói justificou a ala como crítica ao "aprisionamento ideológico", mas o efeito foi amplamente negativo. A metáfora da lata de conserva — inicialmente proposta como sátira social — foi percebida como ataque direto à espiritualidade e à identidade de uma comunidade religiosa numerosa e influente.

A controvérsia acabou obscurecendo o enredo em homenagem ao presidente Lula, transformando o que deveria ser uma celebração artística em um episódio de forte desgaste público. Críticas destacam que a escola, ao tentar produzir impacto, acabou provocando divisão, sobretudo por atacar um grupo que representa força cultural e eleitoral expressiva no país.

E SE FOSSE COM OUTRAS RELIGIÕES?

A polêmica também levantou um questionamento recorrente entre líderes religiosos e comentaristas: como seria a reação se o mesmo tipo de sátira fosse direcionado a outras religiões, como judaísmo, islamismo, religiões de matriz africana ou mesmo espiritualista
s? No caso concreto, a ala das "latas de conserva" mirou especialmente evangélicos, conforme amplamente registrado nas reportagens que descreveram fantasias rotuladas como "Evangélico de Conserva" e "Crente Conservador".

A comparação hipotética reforça o argumento de que o desfile teria ultrapassado o limite do humor carnavalesco ao personificar um grupo religioso específico como objeto de desprezo, e que o tratamento seria considerado inaceitável se dirigido a minorias religiosas historicamente protegidas contra intolerância. Diversas autoridades políticas classificaram o episódio como "preconceito religioso" e "escárnio à fé cristã", destacando justamente essa discrepância.

Essa pergunta — "e se fosse com outra religião?" — tornou-se central na reação pública, usada para ilustrar que, quando se trata de crença, o respeito deveria ser uniforme, independentemente de qual grupo esteja no alvo.

CONCLUSÃO: UM TIRO NO PÉ EM PLENA SAPUCAÍ

O caso deixa lições claras: em um estado politicamente estratégico como o Rio de Janeiro e atingindo um público altamente relevante como o dos evangélicos, uma sátira mal calibrada pode transformar arte em crise.
O desfile, que pretendia provocar reflexão, acabou reforçando tensões e sendo lido como uma ofensa gratuita, ampliando o desgaste e sendo visto por analistas e lideranças cristãs como um erro estratégico com consequências políticas.

Além da forte reação de lideranças cristãs e conservadoras ao episódio das "latas de conserva", a polêmica ganhou ainda mais peso após declarações do ex-marqueteiro do PT, João Santana, um dos nomes mais influentes das campanhas presidenciais de Lula no passado.

Em entrevista em vídeo publicada em seu perfil oficial no Instagram, Santana criticou a decisão de Lula e sua equipe de participar ativamente do Carnaval no Rio de Janeiro, classificando a estratégia como arriscada e potencialmente danosa. Segundo ele, a presença do presidente e da primeira-dama na Sapucaí — especialmente diante da polêmica envolvendo evangélicos, um público eleitoralmente sensível — poderia "sair pela culatra", gerando prejuízo político em vez de ganhos.

Santana enfatizou que o Carnaval, por sua natureza irreverente e crítica, costuma desconstruir mais do que construir imagens públicas, alertando que essa exposição tende a provocar desgaste em regiões onde Lula enfrenta maior resistência, inclusive entre o eleitorado evangélico.

Esculacho de Lula na Sapucaí fez pouco do dinheiro público, da lei e do TSE

Do DIÁRIO DO PODER - Cláudio Humberto
charlesnasci@yahoo.com.br

No Carnaval do Rio destaca este ano a face sombria da politicagem mais rastaquera. Escola de samba irrelevante, regiamente paga com dinheiro público (R$ 10,3milhões), degenerou uma celebração cultural em propaganda eleitoral, violando abertamente a Lei e com isso expondo ao deboche à Justiça Eleitoral. E o Tribunal Superior Eleitoral em particular, que, mais uma vez, inclina-se a fechar os olhos à esquerda. Como a lembrar que, se a lei eleitoral é para todos, parece valer só para alguns.

CARNAVALIZANDO O ÓDIO

O carnaval dos marqueteiros se dedicou a tripudiar sobre adversários e a bajular o governo, ignorando os escândalos de corrupção da era Lula.

COVARDIA ALEGÓRICA

O esculacho lulista incluiu até os evangélicos, até porque sabia que, por convicção religiosa e assepsia, eles não estariam lá para reagir.

LADO ESTÁ DEFINIDO

Ao ignorar alertas de abuso de poder político e econômico, a Justiça Eleitoral pareceu sugerir de que lado está, e estará em outubro.

PAGUE A CONTA, CIDADÃO

Como alegoria final do deboche, Lula fechou o desfile na avenida como se quisesse destacar: isto aqui é mesmo promoção pessoal, mas e daí?