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terça-feira, 10 de março de 2026

Caso Master: Congresso Nacional avança com CPI contra STF

Do CORREIO BRAZILIENSE
charlesnasci@yahoo.com.br

Arrastado para o escândalo de fraudes do Banco Master, ante as suspeitas envolvendo as condutas dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta uma saraivada de críticas, que colocam em dúvida a confiança na Corte, e é alvo de ofensivas do meio político. No Congresso, está sendo gestada uma "CPI da Toga", que depende do aval do presidente do Parlamento, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para ser instalada.

Nessa segunda-feira, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou um pedido para a criação de uma comissão parlamentar de inquérito voltada a apurar as condutas de Toffoli e Moraes no escândalo do Master. "Protocolamos agora, com 35 assinaturas, o requerimento de CPI específica para apurar as condutas dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no 'caso Master'. Agora começa o trabalho para a efetiva instalação da comissão. A justiça deve ser igual para todos", escreveu Vieira no X, na noite dessa segunda-feira.

Mensagens obtidas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que ele mantinha conversas com Moraes. Já empreendimento de familiares de Toffoli tinha vínculo com fundos ligados ao Master. "Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições", frisou o senador horas antes.

A oposição no Senado Federal é que move a linha de frente contra os dois ministros do Supremo. Apesar disso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, só assinou o requerimento depois que os 27 apoios mínimos já haviam sido obtidos. A assinatura de Flávio foi a 29ª da lista. Ele vinha sendo cobrado, sobretudo nas redes sociais, para que prestasse seu aval ao requerimento. Dados extraídos do celular de Vorcaro revelam que ele prestava contas a Moraes sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

Outras mensagens mostram que Vorcaro consultou Moraes sobre a lista de convidados para um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. O magistrado determinou que o empresário Joesley Batista, da J&F, fosse "bloqueado" do evento, e Vorcaro levou o tema à organização do fórum. Para manter o sigilo, Vorcaro e Moraes usavam, segundo as apurações, o recurso de visualização única. Por essa razão, as respostas do ministro não estão disponíveis, mas as notas do dono do Master permaneceram acessíveis no histórico do aparelho celular do banqueiro.

Farra: Vorcaro bancou degustação milionária de whisky para Moraes e Toffoli em Londres

Do DIÁRIO DO PODER - Juan Araujo
charlesnasci@yahoo.com.br

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em sessão sigilosa realizada no dia 12 de fevereiro de 2026, retirar o ministro Dias Toffoli da função de relator de um inquérito que envolve o Banco Master. A determinação ocorreu após a análise de um dossiê de 200 páginas elaborado pela Polícia Federal (PF), que expôs a relação de proximidade entre o magistrado e o fundador da instituição financeira, Daniel Vorcaro.

O ponto focal da discussão foi um evento de degustação de whisky de alto luxo ocorrido em Londres, em abril de 2024, integralmente financiado pelo banqueiro, que é alvo de investigações por supostas irregularidades no Banco Master. A lista de aproximadamente 40 presentes incluiu figuras proeminentes do cenário jurídico e político brasileiro, como os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o presidente da Câmara Hugo Motta e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

A celebração aconteceu no George Club, um estabelecimento exclusivo no sofisticado bairro de Mayfair, durante a realização do 1º Fórum Jurídico, Brasil de Ideias. Segundo registros encaminhados pela PF à CPMI do INSS, apenas a sessão de degustação de rótulos da marca Macallan teve um custo aproximado de US$ 640,8 mil (cerca de R$ 3,2 milhões na cotação do período).

O valor cobriu serviços de gastronomia, entretenimento e o fornecimento de charutos. Ao término da experiência, cada convidado foi presenteado com uma garrafa da bebida, cujas edições especiais podem variar de R$ 1 mil a mais de US$ 100 mil. O empresário Daniel Vorcaro, que também atuou como palestrante no fórum, chegou a celebrar a composição do público em mensagens privadas: "Todos os ministros do Brasil, do STF, STJ etc, e euzinho discursando".

Dados adicionais revelam que a programação completa na capital inglesa alcançou cifras de US$ 6 milhões. Os custos abrangeram hospedagem no hotel The Peninsula, apresentações musicais de artistas como o cantor Seal e os DJs Hugel e Keinemusik, além de logística para até 70 pessoas. No dia posterior à degustação, um grupo reduzido participou de um jantar e happy hour no clube Annabel’s.

Questionado sobre o episódio durante a sessão do tribunal, o ministro Alexandre de Moraes confirmou sua ida ao evento, mas descartou que a participação gerasse qualquer tipo de impedimento legal. "Nesse encontro, vários estávamos lá", disse, minimizando o evento. "Eu estava lá. Andrei Rodrigues estava lá. Depois fomos todos juntos a um pub, tomamos Macallan".

A investigação também destacou vínculos profissionais entre familiares dos magistrados e o grupo econômico de Vorcaro. À época dos fatos, Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, já atuava como advogada para o Banco Master. Da mesma forma, o escritório da família de Ricardo Lewandowski manteve contrato com o empresário entre agosto de 2023 e setembro de 2025, período que coincidiu com sua gestão à frente do Ministério da Justiça no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

sábado, 7 de março de 2026

Moraes apagando mensagens: triste fim do xerife das milícias digitais

Da GAZETA DO POVO
charlesnasci@yahoo.com.br

Não tem como ignorar a ironia. O ministro do STF Alexandre de Moraes, que nos últimos anos adotou linha duríssima contra o apagamento de mensagens em redes sociais, agora se vê pressionado a explicar justamente isso: conversas de WhatsApp trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro que eram apagadas após a leitura, pelos dois, para não deixar rastros.

Quem deve estar com um sorriso no rosto com tudo isso é a cabeleireira Débora Rodrigues, presa e condenada por pichar com batom a frase "Perdeu Mané" na estátua da Justiça durante os eventos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Na decisão condenatória, Moraes afirmou que ela teria apagado conteúdos do celular, o que demonstraria "desprezo ao Poder Judiciário e à ordem pública". Na prática, porém, a polícia não concluiu que ela apagou mensagens relacionadas aos atos, apenas constatou que o aparelho ficou quase dois meses sem registros.

O mundo deu suas voltas. Quem cobrava explicações rigorosas sobre mensagens apagadas precisa explicar as próprias conversas que desapareceram. Terá Moraes demonstrado desprezo ao Poder Judiciário e à ordem pública? O argumento que condenou Débora não servirá para condená-lo, e de forma ainda mais grave, por suspeita de tráfico de influência e corrupção passiva em um dos mais altos cargos da República?

VIROU MEME: "CONSEGUIU BLOQUEAR?"

Agora se sabe que Moraes e Vorcaro fizeram intensa troca de mensagens no dia em que o banqueiro foi preso pela primeira vez, em novembro do ano passado. Nos diálogos, o banqueiro demonstrava urgência e perguntava repetidamente ao ministro se havia conseguido "bloquear" algo importante. "Conseguiu bloquear?", "Alguma novidade?", insistia.

Por que Vorcaro recorreu ao ministro? Que tipo de ligações os dois tinham? Teria alguma coisa a ver com o contrato de 129 milhões de reais do Banco Master com o escritório da esposa de Moraes?

Como diz aquela frase antiga, frequentemente atribuída a Abraham Lincoln e a Winston Churchill: "Você pode enganar algumas pessoas o tempo todo, ou todas por algum tempo. Mas não pode enganar todas as pessoas o tempo todo." Por certo, a opinião pública brasileira saberá julgar os fatos. E pressionará o Senado para que cumpra seu dever constitucional de votar o impeachment de ministros do STF, em caso de crimes comprovados.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Pai milionário: Lulinha movimentou R$19,5 milhões em 4 anos, diz relatório

Documentos vazados explicam por que Lula não queria sigilo quebrado
Do DIÁRIO DO PODER - Juan Araujo
charlesnasci@yahoo.com.br

Um levantamento detalhado de dados bancários e fiscais revelou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, empresário e filho do presidente da República, registrou um fluxo financeiro de R$ 19,5 milhões ao longo de quatro anos. As informações, obtidas por meio de quebra de sigilo autorizada pela CPMI do INSS, abrangem o intervalo entre 3 de janeiro de 2022 e 30 de janeiro de 2026. No montante analisado, constam repasses que somam R$ 721,3 mil efetuados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao filho.

As transações foram processadas em uma conta no Banco do Brasil e dividem-se de forma equilibrada entre entradas e saídas: o total de créditos somou R$ 9,774 milhões, enquanto os débitos atingiram a marca de R$ 9,758 milhões. Diante da exposição desses dados, o corpo jurídico que representa Fábio Luís nega a existência de ilícitos e acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de anular a quebra de seus sigilos.

De acordo com o relatório, o grosso da atividade financeira está concentrado em aplicações financeiras e transações entre duas entidades das quais Lulinha é titular: a G4 Entretenimento e Tecnologia e a LLF Tech Participações. Ambas as empresas atuam em frentes como consultoria de gestão, marketing e serviços tecnológicos. Especificamente, a G4 gerou movimentações de R$ 772 mil, ao passo que a LLF contabilizou registros de R$ 2,3 milhões.

Quanto aos repasses diretos do pai, os documentos listam três operações distintas. O valor mais expressivo, de R$ 384 mil, foi transferido pelo petista em 22 de julho de 2022. As outras duas remessas que completam o total de R$ 721,3 mil ocorreram em 27 de dezembro de 2023. O relatório também mapeia o destino de recursos enviados por Fábio Luís a antigos parceiros de negócios da desativada Gamecorp. Os registros indicam que Kallil Bittar foi beneficiário de R$ 750 mil, enquanto Jonas Suassuna recebeu transferências que totalizaram R$ 704 mil.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Miguel Coelho aponta “ação espalhafatosa” da PF em ano eleitoral

Do DIARIO DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

Um dos investigados pela Operação Vassalos, da Polícia Federal, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) vê "ação espalhafatosa", em pleno ano eleitoral. Ele se pronunciou através das redes sociais, afirmando que seu grupo político conseguiu, ao longo dos últimos anos, buscar recursos para garantir o desenvolvimento do município sertanejo. Miguel é pré-candidato a senador e garante que a suspeita de desvio de recursos que tentam lhe imputar não o intimidará.

Além dele, são investigados seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Filho (União Brasil), o prefeito Simão Durando (União Brasil) e pessoas ligadas à família e ao grupo político. As suspeitas envolvem desvios de recursos federais provenientes de emendas parlamentares de autoria de Bezerra Coelho e Fernando Filho, além de convênios com a Codevasf.

Veja no vídeo:
"Não vamos nos intimidar por aqueles que querem manter Pernambuco no atraso. Vamos continuar trabalhando e lutando para trazer investimentos para o nosso Estado. Durante a última década, transformamos Petrolina na cidade que mais cresce no Nordeste. Trabalhamos com diferentes governos, sempre com transparência, fiscalização dos órgãos competentes, contas aprovadas e obras entregues à população. Mesmo assim, em ano eleitoral, criaram uma ação espalhafatosa para tentar manchar nosso mérito", diz Miguel.

O ex-prefeito lembra que sua família já foi alvo de outras operações investigadas e nada foi comprovado. "Não é a primeira vez que enfrentamos ataques. Se acham que vão nos intimidar, estão enganados. Eles não conhecem a força do Sertão. Aqui nada cai do céu. Aqui a gente trabalha e faz acontecer. Vivemos do trabalho e nada, e nem ninguém, vai nos parar", conclui Miguel Coelho.

MPPE alerta gestores para evitar promoção pessoal e propaganda antecipada

Do BLOG DO AGRESTE
charlesnasci@yahoo.com.br

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) publicou recomendações direcionadas aos prefeitos, secretários, vereadores e agentes públicos envolvidos nas festividades financiadas ou apoiadas pelo poder público em 2026.

O objetivo é garantir a igualdade de oportunidades no período de pré-campanha e evitar práticas consideradas irregulares. As recomendações orientam as autoridades a se absterem de condutas que possam caracterizar promoção pessoal, propaganda antecipada ou uso indevido da máquina pública.

A realização de eventos com finalidade político-eleitoral e uso promocional de programas sociais estão entre os alertas. Os documentos reforçam que apresentações artísticas e festejos, como o Carnaval, a Semana Santa, o São João e a Emancipação Política não podem ser utilizados para favorecer candidaturas.

As promotorias alertam ainda para possíveis penalidades em caso de descumprimento das normas, incluindo multas, cassação de registros e mandatos, declaração de inelegibilidade e responsabilização por improbidade administrativa.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Miguel Coelho e Fernando Filho garantem estar tranquilos em relação à operação da PF. Eles apontam viés político

Do DIARIO DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

Presidentes estadual do União Brasil, pré-candidato a senador e ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho divulgou nota conjunta com o deputado federal Fernando Filho (União Brasil), afirmando que foi surpreendido com a Operação Vassalos, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (25 de fevereiro). Considera que o "alvo principal é o crescimento da cidade de Petrolina", devido aos investimentos realizados por seu grupo político no município. Além de Miguel e Fernando Filho, a PF fez buscas e apreensões em endereços ligados ao pai, ex- senador Fernando Bezerra Coelho.

"A petição do STF para tudo o que vimos hoje, apresenta como motivação emendas parlamentares destinadas durante o mandato de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, para a nossa terra, emendas estas que transformaram o município, que foi o que mais cresceu no Nordeste na última década, com a melhor qualidade de vida, indicadores educacionais e desenvolvimento humano. Com a convicção que nossa força política é fundamental neste processo, reafirmamos que iremos continuar lutando para que mais recursos cheguem à cidade. Petrolina não vai parar de crescer e nem voltar ao passado", diz o texto.

"Por meio da decisão do Ministro Flávio Dino, constatou-se que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). Segundo consta na decisão do Ministro, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal", acrescentam Miguel Coelho e Fernando Filho.

Segundo eles, é "impossível não destacar o viés político desse tipo de operação, uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle, sejam estaduais ou federais". "As contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas. Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira. Nossa luta política não será abalada por perseguições de onde quer que elas venham", concluem os irmãos Coelho.

Miguel Coelho e Fernando Filho criticam operação sobre emendas em Petrolina

Da FOLHA DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), e o deputado federal Fernando Filho (União Brasil) se manifestaram nesta quarta-feira (25 de fevereiro) contra uma operação que investiga as emendas parlamentares destinadas durante o mandato do ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) e Fernando Filho. Em nota conjunta, os irmãos destacaram o viés político da operação, afirmando que nunca deixaram de prestar informações aos órgãos de controle.

Ainda segundo a nota, O STF já apurou alguns dos fatos e por meio da decisão do ministro Flávio Dino arquivou o processo. Na decisão do ministro consta que a Procuradoria Geral da República (PGR) manifestou-se contra a atitude da polícia federal. Eles também reafirmaram que as contas de Petrolina estão reguladas e aprovadas.

Confira abaixo a nota completa:

Na manhã desta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, o Estado de Pernambuco foi surpreendido com uma operação cujo alvo principal é o crescimento da cidade de Petrolina.

A petição do STF para tudo o que vimos hoje, apresenta como motivação emendas parlamentares destinadas durante o mandato de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, para a nossa terra, emendas estas que transformaram o município, que foi o que mais cresceu no Nordeste na última década, com a melhor qualidade de vida, indicadores educacionais e desenvolvimento humano.

Com a convicção que nossa força política é fundamental neste processo, reafirmamos que iremos continuar lutando para que mais recursos cheguem à cidade. Petrolina não vai parar de crescer e nem voltar ao passado.

Por meio da decisão do Ministro Flávio Dino, constatou-se que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). Segundo consta na decisão do Ministro, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal.

Impossível não destacar o viés político desse tipo de operação, uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle, sejam estaduais ou federais. As contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas.

Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira. Nossa luta política não será abalada por perseguições de onde quer que elas venham.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Mico: desfile eleitoral debochado de Lula na Sapucaí rebaixa escola, que ficou em último lugar

Do DIÁRIO DO PODER
charlesnasci@yahoo.com.br

A Acadêmicos de Niterói, escola de samba responsável pelo polêmico desfile-bajulação a Lula (PT), foi rebaixada do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026. Antes mesmo do encerramento da votação, nesta Quarta-feira de Cinzas (18), a escola já ocupava a última colocação e volta para a "série B" do Carnaval da cidade no ano que vem.

A distância na pontuação foi grande para o penúltimo colocado, Mocidade. A nona colocada Tuiuti obteve 268,5 pontos, a décima, Portela, 267,9, a penúltima 267,4, distâncias apertadas por décimos de pontos, enquanto a escola que bajulou Lula conquistou apenas 264,6 pontos.

Primeira a desfilar no domingo (15), na Marquês de Sapucaí, a escola recebeu apenas duas notas 10 nos nove quesitos avaliados. O desfile concentrou-se na trajetória política de Lula e provocou grande polêmica, acusada de servir apenas como propaganda eleitoral antecipada em pleno ano eleitoral.

Desfile sobre Lula no Carnaval ataca famílias e evangélicos

De O TEMPO - Alexander Barroso
charlesnasci@yahoo.com.br

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, apresentado na Marquês de Sapucaí no domingo (15 de fevereiro), provocou forte reação ao exibir alas que colocavam evangélicos e a chamada "família tradicional" dentro de latas de conserva, gesto interpretado como desrespeito à fé cristã e um ataque direto a valores religiosos. As fantasias traziam rótulos como "Evangélico de Conserva", "Crente Conservador", "Suco de Ódio" e "Falso Moralista", acentuando o tom pejorativo percebido por lideranças e fiéis.
Ofensa em território decisivo — e para um público decisivo

A repercussão se tornou ainda mais significativa porque o episódio ocorreu justamente no Rio de Janeiro, um dos estados mais politicamente disputados do país e onde o voto do público evangélico — numeroso, organizado e altamente mobilizado — costuma ser decisivo em eleições nacionais e locais. Embora as fontes jornalísticas não tratem diretamente desse aspecto eleitoral, elas confirmam que o alvo da sátira foram os evangélicos, um grupo que reagiu fortemente ao ocorrido.

Ao atacar simbolicamente um segmento tão expressivo e sensível, o desfile acabou sendo interpretado como um tiro no pé, sobretudo em um cenário de alta polarização, no qual qualquer gesto percebido como ofensivo a uma comunidade religiosa pode gerar custos políticos significativos.

REAÇÕES IMEDIATAS: LÍDERES CRISTÃOS E POLÍTICOS FALAM EM PRECONCEITO RELIGIOSO

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, denunciou o caso como "preconceito religioso" e anunciou intenção de acionar a Justiça, destacando que "ridicularizar a fé de milhões de brasileiros é preconceito religioso". A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que a "fé cristã foi exposta ao escárnio". A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional (FPE) emitiu uma Nota de Repúdio.

"A Frente Parlamentar Evangélica manifesta seu mais veemente repúdio à Escola de Samba Acadêmicos de Niterói pela conduta desrespeitosa e afrontosa apresentada neste Carnaval. É inadmissível que o direito à manifestação cultural seja distorcido para promover o escárnio contra a fé cristã e o deboche aberto aos valores conservadores que sustentam a nossa sociedade. A liberdade de expressão não é um salvo-conduto para o vilipêndio religioso nem para a perseguição ideológica institucionalizada."

Lideranças cristãs e juristas evangélicos reforçaram a acusação de "cristofobia", alegando que a encenação desumanizava milhões de fiéis ao retratá-los como mercadoria.

SÁTIRA QUE VIROU CRISE: QUANDO A ARTE ULTRAPASSA OS LIMITES

A Acadêmicos de Niterói justificou a ala como crítica ao "aprisionamento ideológico", mas o efeito foi amplamente negativo. A metáfora da lata de conserva — inicialmente proposta como sátira social — foi percebida como ataque direto à espiritualidade e à identidade de uma comunidade religiosa numerosa e influente.

A controvérsia acabou obscurecendo o enredo em homenagem ao presidente Lula, transformando o que deveria ser uma celebração artística em um episódio de forte desgaste público. Críticas destacam que a escola, ao tentar produzir impacto, acabou provocando divisão, sobretudo por atacar um grupo que representa força cultural e eleitoral expressiva no país.

E SE FOSSE COM OUTRAS RELIGIÕES?

A polêmica também levantou um questionamento recorrente entre líderes religiosos e comentaristas: como seria a reação se o mesmo tipo de sátira fosse direcionado a outras religiões, como judaísmo, islamismo, religiões de matriz africana ou mesmo espiritualista
s? No caso concreto, a ala das "latas de conserva" mirou especialmente evangélicos, conforme amplamente registrado nas reportagens que descreveram fantasias rotuladas como "Evangélico de Conserva" e "Crente Conservador".

A comparação hipotética reforça o argumento de que o desfile teria ultrapassado o limite do humor carnavalesco ao personificar um grupo religioso específico como objeto de desprezo, e que o tratamento seria considerado inaceitável se dirigido a minorias religiosas historicamente protegidas contra intolerância. Diversas autoridades políticas classificaram o episódio como "preconceito religioso" e "escárnio à fé cristã", destacando justamente essa discrepância.

Essa pergunta — "e se fosse com outra religião?" — tornou-se central na reação pública, usada para ilustrar que, quando se trata de crença, o respeito deveria ser uniforme, independentemente de qual grupo esteja no alvo.

CONCLUSÃO: UM TIRO NO PÉ EM PLENA SAPUCAÍ

O caso deixa lições claras: em um estado politicamente estratégico como o Rio de Janeiro e atingindo um público altamente relevante como o dos evangélicos, uma sátira mal calibrada pode transformar arte em crise.
O desfile, que pretendia provocar reflexão, acabou reforçando tensões e sendo lido como uma ofensa gratuita, ampliando o desgaste e sendo visto por analistas e lideranças cristãs como um erro estratégico com consequências políticas.

Além da forte reação de lideranças cristãs e conservadoras ao episódio das "latas de conserva", a polêmica ganhou ainda mais peso após declarações do ex-marqueteiro do PT, João Santana, um dos nomes mais influentes das campanhas presidenciais de Lula no passado.

Em entrevista em vídeo publicada em seu perfil oficial no Instagram, Santana criticou a decisão de Lula e sua equipe de participar ativamente do Carnaval no Rio de Janeiro, classificando a estratégia como arriscada e potencialmente danosa. Segundo ele, a presença do presidente e da primeira-dama na Sapucaí — especialmente diante da polêmica envolvendo evangélicos, um público eleitoralmente sensível — poderia "sair pela culatra", gerando prejuízo político em vez de ganhos.

Santana enfatizou que o Carnaval, por sua natureza irreverente e crítica, costuma desconstruir mais do que construir imagens públicas, alertando que essa exposição tende a provocar desgaste em regiões onde Lula enfrenta maior resistência, inclusive entre o eleitorado evangélico.

Esculacho de Lula na Sapucaí fez pouco do dinheiro público, da lei e do TSE

Do DIÁRIO DO PODER - Cláudio Humberto
charlesnasci@yahoo.com.br

No Carnaval do Rio destaca este ano a face sombria da politicagem mais rastaquera. Escola de samba irrelevante, regiamente paga com dinheiro público (R$ 10,3milhões), degenerou uma celebração cultural em propaganda eleitoral, violando abertamente a Lei e com isso expondo ao deboche à Justiça Eleitoral. E o Tribunal Superior Eleitoral em particular, que, mais uma vez, inclina-se a fechar os olhos à esquerda. Como a lembrar que, se a lei eleitoral é para todos, parece valer só para alguns.

CARNAVALIZANDO O ÓDIO

O carnaval dos marqueteiros se dedicou a tripudiar sobre adversários e a bajular o governo, ignorando os escândalos de corrupção da era Lula.

COVARDIA ALEGÓRICA

O esculacho lulista incluiu até os evangélicos, até porque sabia que, por convicção religiosa e assepsia, eles não estariam lá para reagir.

LADO ESTÁ DEFINIDO

Ao ignorar alertas de abuso de poder político e econômico, a Justiça Eleitoral pareceu sugerir de que lado está, e estará em outubro.

PAGUE A CONTA, CIDADÃO

Como alegoria final do deboche, Lula fechou o desfile na avenida como se quisesse destacar: isto aqui é mesmo promoção pessoal, mas e daí?

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Culto na Sapucaí a Lula: deboche do TSE e obsessão com Bolsonaro

Da GAZETA DO POVO - Marcos Tosi
charlesnasci@yahoo.com.br

Um recorde foi batido na abertura do desfile do Grupo Especial das Escolas de Samba do Carnaval do Rio de Janeiro: a Acadêmicos de Niterói emplacou 79 minutos de propaganda política ininterrupta para Lula em rede nacional de TV, algo nunca visto na história do horário eleitoral do país. Nas eleições de 2022, por exemplo, o então candidato Lula teve cerca de 7 minutos diários de televisão em três dias da semana, no primeiro turno, e 10 minutos no segundo turno.

Dividindo o tempo de desfile pela duração do samba-enredo, os puxadores da escola cantaram a letra completa doze vezes repetidas; a cada volta da música, o refrão "olê, olê, olá, Lula, Lula" era entoado seis vezes. Ou seja, no total, o slogan eleitoral do petista foi repetido 72 vezes para as milhares de pessoas na Sapucaí e milhões de brasileiros em rede nacional de TV.

Não houve surpresa na cantoria chapa-branca e na bajulação explícita, pois desde logo essa intenção estava anunciada na letra do samba-enredo, recheado de slogans de campanha ("o amor venceu o medo", "olê, olê, olá, Lula, Lula") e referências ao número do partido ("por ironia, treze noites, treze dias"), além de um punhado de outras louvações ao grande líder ("meu sobrenome é Brasil da Silva", "no choro de Luiz, a luz de Garanhuns") típicas de regimes de caudilhos populistas.
OBSESSÃO COM JAIR BOLSONARO

Por coincidência, como se Lula fosse um predestinado, a marchinha do carnaval de 1945, ano em que ele nasceu, já antevia os dias de hoje, com a letra: "Lá vem o cordão dos puxa-sacos dando vida aos seus maiorais; quem está na frente é passado para trás, e o cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais".

O que causou algum espanto, em carros alegóricos e representações, foi a intensidade da obsessão em atacar o ex-presidente Jair Bolsonaro. O deboche começou já no carro alegórico que abriu o desfile. Sem demérito para crianças e adolescentes, lembrou peça colegial de 5ª série: os petistas encenaram um teatrinho em que Lula passava a faixa presidencial para Dilma Roussef, e depois essa faixa era roubada por Michel Temer, que, por fim, a colocava no pescoço do palhaço Bozo, representando Bolsonaro.

O ex-presidente foi achincalhado em vários momentos; quase no fim do desfile, ele apareceu como um boneco gigante, atrás das grades, novamente com cara de palhaço, mas desta vez com roupa de presidiário e tornozeleira eletrônica.
ATAQUE À FAMÍLIA, À BÍBLIA E AO AGRO

Não bastava zombar de Bolsonaro, era preciso espezinhar também seus apoiadores. No carro alegórico "Conservadores em Conserva", além de Bolsonaro retratado com trajes do Exército e nariz de palhaço, a escola atacou a Direita, com componentes fantasiados de latas e xícaras ridicularizando a Bíblia, os evangélicos e o agronegócio. Em linha com o samba-enredo que berrava "sem temer tarifas e sanções", a escola cutucou a um só tempo a Direita brasileira e o presidente americano Donald Trump, com uma ala de foliões vestidos nas cores da bandeira americana, com estampas e orelhas do Mickey e o boné MAGA ("Make America Great Again", slogan do republicano).

Lula, claro, estava onipresente. Apareceu numa coleção de fotos em telões de LED (um dos recursos artísticos mais pobres do desfile), foi representado pelo mestre-sala com chapéu de cangaceiro, e virou até músico, em bonecos gigantes com a cara dele, tocando acordeão e viola.
POSE DE TIRANO, COM PUNHO CERRADO

Contudo, a imagem que sintetizou a "Republiqueta das Bananas do Brasil" ficou mesmo para o último carro alegórico: um bonecão de Lula sozinho, com a mão direita levantada e o punho cerrado. Impossível não lembrar as estátuas de tiranos contemporâneos, como Saddam Hussein e Kim Jon-un, ou de décadas atrás, como Joseph Stalin e Benito Mussolini, ou mais antigos ainda, como Nabucodonozor, da Babilônia.

Cúmplice e senhor da festa, Lula fez pouco caso do conselho de seus auxiliares para não descer do camarote a fim de evitar complicações eleitorais: ao final do desfile, ele foi até a pista trocar sorrisos e abraços com os diretores da escola. Em toda essa festa paga com dinheiro público, há quem diga que os carnavalescos mandaram uma mensagem subliminar ao reproduzirem um grande lagarto balançando a língua para as arquibancadas. Até um sapo apareceu no zoológico petista da Sapucaí, tornando impossível não recordar o apelido dado por Leonel Brizola ao homenageado: "sapo barbudo".
DIRETOR DA BATERIA FAZ O "L" EM REDE NACIONAL

É mais provável que a reprodução do lagarto linguarudo e do sapo gordo tenham sido um deslize, um ato falho. Nas alegorias dos petistas, afinal, tudo estava muito explícito. Teve ala de passistas com roupa toda vermelha e estrela do PT no peito; para não deixar dúvidas, o diretor da bateria, Mestre Branco Ribeiro, fez o L em rede nacional, ao receber um "close" da câmera que transmitia o evento pela TV.

"Não há como dourar a pílula, nós estamos diante de abuso de poder econômico ou político manifesto, em que a gravidade das circunstâncias é palmar. É a maior festa popular do Brasil, veiculada por concessões públicas fazendo propaganda eleitoral antecipada com recursos públicos. Mais absurdo do que isso, impossível", aponta o jurista Adriano Soares da Costa.

No carro "O Brasil mudou de cara", faltou coragem aos carnavalescos de levar para a avenida uma das principais promessas do petista. Numa mesa de jantar, estavam um porco e um frango sobre bandejas. Nada de picanha, essa, afinal, é produzida em pouca escala e só chega ao pessoal dos camarotes VIPs. A propósito dos camarotes, Lula encheu com 500 convidados dois camarotes cedidos pela prefeitura do Rio de Janeiro, em um claro uso político-partidário de uma estrutura pública mantida com dinheiro do contribuinte.
LULA FRANKENSTEIN, O PIOR CARRO ALEGÓRICO

Neste desfile escatológico, o título de pior carro alegórico iria facilmente para um dos últimos a cruzar a passarela, que retratou Bolsonaro com cara de palhaço, vestes de presidiário e tornozeleira eletrônica. Mas um outro talvez tenha sintetizado de forma melhor todo o espírito da noite de bajulação, desprezo e zombaria. Nele aparece um Lula feito de lata, com cabeça cheia de parafusos, faixa de presidente ao peito e os dois braços estendidos para frente, como o próprio Frankenstein. Abaixo dele, caldeiras derretem algum metal, em cor dourada. A tradução perfeita do vampirismo de Lula e do PT sobre o Brasil, seu povo e suas riquezas.

"Isso pode ter um efeito rebote na eleição municipal. Os prefeitos vão ter passe livre em ano de eleição, nas festividades do município com carnaval, para despejar dinheiro do orçamento municipal em showmícios antecipados? Se o Lula pode, por que o resto não pode? Há uma violação expressa dos princípios da moralidade, impessoalidade e desvio de finalidade", avalia Adriano Soares da Costa, ex-juiz de Direito e autor do livro "Instituições do Direito Eleitoral".

Com a palavra, o TSE.

Desfile em homenagem a Lula gera repercussão negativa nas redes e nova ofensiva judicial da oposição

De O GLOBO - Luis Felipe Azevedo, Sarah Teófilo e Fabio Graner
charlesnasci@yahoo.com.br

O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo, provocou uma nova ofensiva da oposição sob alegação de que o petista cometeu ilícitos eleitorais que o favorecem na corrida à reeleição em outubro. O partido Novo e o senador Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato à Presidência, anunciaram que vão acionar a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade de Lula, sob argumento de campanha antecipada na Sapucaí.


A sigla do presidente refuta as acusações e juristas e advogados eleitorais ouvidos pelo GLOBO divergem sobre a ocorrência de ilicitude na avenida. Nas redes, posts críticos superaram as menções positivas, segundo dados da consultoria Bites.

Na última quinta-feira, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, dois pedidos para que o desfile não ocorresse por configurar propaganda eleitoral antecipada. Os ministros da Corte afirmaram que a proibição antes do desfile configuraria censura prévia, mas ressaltaram que poderá haver punição caso ocorressem infrações às regras na avenida.

Na rede social X, a hipótese de irregularidades e as críticas ao gasto de dinheiro público turbinaram as 222 mil mensagens negativas ante 126 mil positivas, segundo a Bites. O movimento foi puxado por parlamentares de oposição. O desfile teve mais de 5,8 milhões de interações em todas as redes monitoradas.
VISÕES DISTINTAS

A ocorrência de ilicitude divide especialistas. Para o advogado eleitoral Eduardo Damian Duarte, o samba-enredo e o desfile trataram sobre a trajetória política de Lula, sem mencionar eleições futuras ou pedir votos. Na avaliação dele, isso impede que haja o entendimento de que ocorreu propaganda antecipada, cuja pena é de multa.

"Exaltar qualidades de uma figura pública não qualifica propaganda eleitoral antecipada. Por mais que o desfile tenha pontos de críticas mais ácidas a adversários políticos de Lula, não houve indicativo de irregularidade. A redação atual do artigo 36-A da lei das eleições é muito mais flexível, prestigiando a liberdade de expressão".

Já o advogado eleitoral Guilherme Barcelos entende que a propaganda antecipada "está configurada" no samba, e o desfile foi "cereja do bolo".

"O desfile veio como reforço, com uma ala inteira caracterizada com o símbolo máximo do partido do presidente (estrela), com símbolos típicos de campanha, com louvores a plataformas eleitorais, como as questões da tributação e da jornada de trabalho, críticas diretas a adversários", afirma Barcelos, que também considera que pode ter havido abuso de poder, cuja responsabilização seria mais severa.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Clima pesado

Do DIARIO DE PERNAMBUCO - Blog Dantas Barreto
charlesnasci@yahoo.com.br

O clima pesado foi sentido, ontem, tanto na reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, quanto na posse da nova direção do TJPE. Na Alepe, apesar do abraço entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o deputado Álvaro Porto (PSDB), a animosidade estava a olhos vistos.
Principalmente, no momento em que o presidente da Assembleia foi à tribuna para fazer um discurso nada amistoso.

"Temos acompanhado com muita preocupação a ocorrência de ataques à imagem dos legislativos e dos legisladores, campanha que visa incutir na população uma imagem distorcida e mesquinha das nossas atividades, enquanto representantes do povo e como cidadãos". Essa foi uma das frases citadas por Álvaro.

Raquel fez um discurso mais brando, com fala mansa, mas disse aos parlamentares que estava ali "com coragem para enfrentar temas desafiadores". "O povo espera de nós não é barulho, distração, coisas pequenas. Espera trabalho", enfatizou em outro trecho do discurso.

Na posse do desembargador Francisco Bandeira de Mello na presidência do TJPE, além de Raquel Lyra e Álvaro Porto, estava o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Foi a primeira vez que ele e futura concorrente na disputa pelo Governo do Estado se encontraram, depois das denúncias de parte a parte.

O prefeito não discursou e teve que ouvir Raquel citar os problemas que herdou das gestões do PSB. Ao final, ela foi aplaudida… Menos por ele. Pelo menos, houve um cumprimento formal quando a governadora voltou à mesa.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Juizado Especial Cível de Surubim encerra atividades nesta segunda (2)

Do CORREIO DO AGRESTE
charlesnasci@yahoo.com.br

Nesta segunda-feira (2), o Juizado Especial Cível de Surubim encerra definitivamente suas atividades após dois anos e sete meses de funcionamento. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que aprovou, de forma unânime, a Resolução nº 591/2026 durante sessão ordinária do Tribunal Pleno, realizada no dia 26 de janeiro. De acordo com a resolução, a unidade será transformada na 2ª Vara Criminal da Comarca de Gravatá.

A extinção do Juizado Especial Cível de Surubim altera a tramitação dos processos. As ações cíveis que estavam em andamento na unidade serão redistribuídas para o Juizado Cível e das Relações de Consumo da Comarca de Limoeiro. Já os processos de natureza criminal ficarão sob a competência da Vara Criminal da Comarca de Surubim. Na justificativa apresentada, o TJPE aponta o princípio constitucional da eficiência, além da necessidade de racionalização econômica, com melhor distribuição de recursos e da força de trabalho no âmbito do Judiciário estadual.

A decisão é contestada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção Surubim. A entidade questiona os dados utilizados pelo tribunal para embasar a medida e também o argumento de redução de despesas. A subseção informou que acionou a OAB Pernambuco, que encaminhou manifestação ao TJPE solicitando a suspensão da decisão, além de preparar estudos técnicos e um parecer para eventual questionamento junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Um dos pontos apresentados pela OAB é a limitação territorial da jurisdição do Juizado Especial Cível de Surubim, que abrangia apenas três municípios: Surubim, Casinhas e Vertente do Lério. De acordo com a entidade, o Juizado de Limoeiro possui jurisdição sobre 18 municípios. A OAB avalia que o número reduzido de cidades atendidas em Surubim impactou diretamente na quantidade de demandas, que poderia ser maior caso a unidade atendesse a um território mais amplo.

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Dias Toffoli zomba do país

Da GAZETA DO POVO
charlesnasci@yahoo.com.br

Diante da bem-vinda pressão da sociedade sobre o STF após as sucessivas revelações da imprensa sobre o caso Banco Master, Dias Toffoli, relator do caso, resolveu se pronunciar. Mas a nota oficial divulgada pelo ministro na última quinta-feira (29 de janeiro) soa menos como explicação – e há muito a ser explicado – e mais como escárnio: uma tentativa deliberada de normalizar o que jamais poderia ser aceito como normal em uma democracia funcional.

Há anos, o Supremo vem esticando os limites da Constituição até o ponto da ruptura. Avocação de processos sem critério objetivo, decisões monocráticas com efeitos sistêmicos, inquéritos criados de ofício e prolongados indefinidamente, concentração de funções incompatíveis entre si – tudo isso deixou de ser exceção e passou a compor um método. O recente caso Master não inaugura esse padrão. Ele o sintetiza.

Toffoli se apresenta como vítima de seu próprio zelo, quase como um guardião solitário do Sistema Financeiro Nacional. É a mesma retórica que já se consolidou no Supremo nos últimos anos: ministros que se autoproclamam defensores da República enquanto corroem, por dentro, o devido processo legal e o Estado de Direito.

Nesse contexto, soa quase ofensiva a afirmação de Toffoli de que teria atuado como "mero supervisor" das investigações. Não supervisiona quem avoca processos, redefine competências, determina diligências urgentes, conduz oitivas sensíveis, determina acareações antes de depoimentos e passa a ditar o ritmo e o alcance da apuração, como fez o ministro. Toffoli nunca se contentou em apenas acompanhar o caso, mas o conduziu da forma como bem entendeu, interferindo diretamente nas investigações, contrariando inclusive a Polícia Federal, esta sim, responsável por investigar.

A nota insiste em classificar esse percurso como "normal" e "regular". Eis o ponto central do problema. A maior perversão institucional não está apenas nos atos praticados, mas na tentativa deliberada de tratá-los como rotineiros. Não há normalidade quando o próprio tribunal redefine sua competência para preservar o controle do caso. Não há regularidade quando o Supremo se converte em instância investigadora, supervisora e julgadora ao mesmo tempo – ainda que, na história recente da corte, isso tenha se tornado habitual com Alexandre de Moraes. Chamar isso de procedimento ordinário é um insulto à legalidade.

Mas a nota silencia sobre o ponto mais sensível de todos: a proximidade entre Toffoli e o Banco Master. O ministro omite qualquer referência à relação de parentes próximos com o Master, fato amplamente noticiado e que, por si só, já seria suficiente para caracterizar um conflito de interesses manifesto. Não se trata de ilação, mas de prudência institucional elementar: diante de vínculos dessa natureza, o afastamento do relator por meio da abertura de um processo de impeachment não seria um favor ao país, mas uma obrigação ética mínima, como já defendemos.

A promessa de que o caso poderá, ao final, retornar à primeira instância tampouco resolve o problema. Trata-se de um argumento cínico. A eventual devolução dos autos não apaga o histórico de interferências, nem desfaz os constrangimentos já impostos ao sistema de Justiça. Não se corrige um abuso institucional jogando-o para debaixo do tapete após consumado.

O tom da nota revela, ainda, uma inversão perturbadora. Toffoli se apresenta como vítima de seu próprio zelo, quase como um guardião solitário do Sistema Financeiro Nacional. É a mesma retórica que já se consolidou no Supremo nos últimos anos: ministros que se autoproclamam defensores da República enquanto corroem, por dentro, o devido processo legal e o Estado de Direito. Foi assim com Alexandre de Moraes, alçado a símbolo da defesa da democracia enquanto concentrava poderes incompatíveis com qualquer ordem constitucional saudável. Agora, não surpreenderia que o mesmo roteiro acabasse se repetindo no campo financeiro.

A nota de Toffoli não é um episódio isolado de má comunicação. Ela é a expressão cristalina de uma corte que perdeu o senso de limite, de autocrítica e de responsabilidade institucional e que se vê como impermeável a qualquer crítica ou controle externo. Diante desse quadro, não há mais espaço para complacência nem para silêncio cúmplice. Cabe às instituições da República – em especial ao Senado, guardião constitucional do controle sobre o Supremo – cumprir o dever que vem sendo sistematicamente adiado.

O país já não suporta mais notas evasivas, versões autocongratulatórias, nem a normalização do abuso. As instituições ainda comprometidas com os valores republicamos precisam reagir, com firmeza e coragem, exigindo a saída de Toffoli e a investigação profunda e serena sobre o Banco Master e sua rede de influências.. Toffoli não pode continuar agindo livremente, zombando do país.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Prefeitura de Surubim e MPPE firmam TAC com regras de segurança e proteção social para o Carnaval 2026

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

A Prefeitura de Surubim, em conjunto com as forças de segurança pública e o Conselho Tutelar, firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) com o objetivo de garantir a segurança dos foliões, a ordem pública, a proteção de crianças e adolescentes e a valorização das manifestações culturais durante o Carnaval de Surubim 2026. As informações são da Assessoria de Imprensa do MPPE.

O acordo foi celebrado por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Surubim e tem como compromissários o 22º Batalhão da Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar, o Conselho Tutelar e diversas secretarias municipais. As festividades ocorrerão no período pós-carnavalesco, nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 2026, com horários previamente definidos para o funcionamento dos polos e do policiamento. De acordo com o TAC, na sexta-feira (20) a programação poderá ocorrer das 19h às 2h; no sábado (21), das 14h às 2h; e no domingo (22), das 8h à meia-noite, já incluído o período de dispersão do público.

Entre as medidas previstas está a proibição da venda e do porte de bebidas em recipientes de vidro ao longo do percurso da festa, sendo permitido apenas o uso de vasilhames plásticos. Também ficou estabelecida a obrigatoriedade de segurança privada nos trios elétricos, com isolamento mínimo para evitar acidentes, além da proibição do uso de fogos de artifício com estampido, em respeito a pessoas com hipersensibilidade auditiva e aos animais.

O termo reforça ainda a proteção integral de crianças e adolescentes, com a proibição expressa da venda, fornecimento ou entrega de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos, sob pena de prisão em flagrante, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Conselho Tutelar e a rede de assistência social atuarão em regime de plantão, promovendo ações educativas e de conscientização contra o trabalho infantil, a exploração sexual e outras violações de direitos.

No campo da segurança pública, o TAC define o dimensionamento mínimo dos efetivos da Guarda Municipal, da segurança privada e o reforço do policiamento ostensivo da Polícia Militar, especialmente nos dias de maior concentração de foliões. A Polícia Civil manterá plantão durante todo o evento, inclusive para coibir o fornecimento de álcool ou drogas a menores e o comércio de cigarros eletrônicos.

O acordo também estabelece exigências relacionadas à saúde, acessibilidade e infraestrutura. Trios, palcos e camarotes deverão apresentar Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), sob pena de interdição imediata. O Município deverá garantir rampas de acesso, banheiros adaptados, áreas reservadas para idosos e pessoas com deficiência, além da instalação de posto médico com equipe multidisciplinar e ambulância de suporte avançado.

No que se refere à salvaguarda cultural, o TAC assegura prioridade às orquestras de frevo, exigindo repertório mínimo da manifestação nos trios elétricos. O uso de paredões de som foi disciplinado, com restrições de horário, local e volume, para evitar poluição sonora e conflitos. Em caso de descumprimento, os equipamentos poderão ser desligados e apreendidos.

O não cumprimento das cláusulas do Termo poderá resultar em multa de R$ 20 mil por infração, sem prejuízo de outras medidas administrativas, civis ou penais. Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente de Surubim. A íntegra do TAC, celebrado pelo promotor de Justiça Garibaldi Cavalcanti Gomes da Silva, está disponível na edição do Diário Oficial Eletrônico do MPPE, publicada em 29 de janeiro de 2026.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Governo Lula assinou R$ 303 milhões em contratos com empresa de Vorcaro

Do BLOG DO MAGNO
charlesnasci@yahoo.com.br

A Biomm, empresa de biotecnologia que tem o banqueiro Daniel Vorcaro como principal acionista, firmou ao menos R$ 303,65 milhões em contratos com o governo do presidente Lula (PT) em 2025 para o fornecimento de insulina ao Ministério da Saúde. Os acordos foram divulgados por meio de fatos relevantes e envolvem parcerias de desenvolvimento produtivo com duração estimada de até 10 anos.

O primeiro contrato foi assinado em 30 de junho de 2025, no valor de R$ 142 milhões, para a compra de insulina humana destinada ao SUS (Sistema Único de Saúde), com fornecimento previsto para um ano. Nesse projeto, a Biomm atua em parceria com a farmacêutica indiana Wockhardt e a Fundação Ezequiel Dias.

O segundo contrato, firmado em 3 de novembro de 2025, prevê o fornecimento de insulina glargina, com valor inicial de aproximadamente R$ 131 milhões. O acordo integra uma parceria de desenvolvimento produtivo entre a Biomm, a Gan&Lee Pharmaceuticals e Bio-Manguinhos/Fiocruz.

Campanha para o governo de Pernambuco nem começou, mas ânimos já estão acirrados

Episódios mostram que o ápice da polarização, histórica no estado, deve ser ultrapassado
Da FOLHA DE PERNAMBUCO - Betânia Santana
charlesnasci@yahoo.com.br

O primeiro mês de 2026 ainda não acabou, mas já sinaliza a temperatura do ano eleitoral. Episódios recentes mostram que o ápice da polarização, histórica em Pernambuco, será ultrapassado. Está evidente que os principais atores - a governadora Raquel Lyra (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que até agora não admitiu ser pré-candidato - não poderão nem pensar em cochilar porque os adversários estão bem acordados para qualquer deslize.

Desde ontem, um pedido de impeachment do prefeito tramita na Câmara de Vereadores e deve ser analisado na primeira sessão ordinária, terça-feira. A matéria retoma a polêmica do concurso para procurador do município. O candidato em 63º lugar apresentou atestado de autismo dois anos após o certame ser homologado. O que estava em 102º lugar, mas que desde o início havia declarado ser deficiente físico, recorreu à Justiça para ter a vaga garantida.

É provável que o impeachment não se concretize. O gestor tem maioria na Casa. Mas é um desgaste que ainda deve render. Desgaste também é vivenciado pela governadora. Ontem,em sessão do Ministério Público, o procurador Aguinaldo Fenelon pediu apuração rigorosa da investigação feita pela Polícia Civil.

Sem ordem judicial, o setor de inteligência rastreou o carro usado pelo secretário de Articulação Política, Gustavo Monteiro, suspeito de envolvimento com propina. Grupos de direitos humanos fizeram o mesmo pedido em manifesto. A denúncia não foi comprovada, mas esse é outro assunto que deve ganhar desdobramentos. E as candidaturas ainda nem estão postas. E a campanha ainda nem começou.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Vorcaro com Lula, Lewandowski na folha do Master: governo metido até o pescoço

Do DIÁRIO DO PODER - Cláudio Humberto
charlesnasci@yahoo.com.br

Lula (PT) e seu governo parecem enrolados até o pescoço no caso do Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Uma das revelações mais devastadores sobre esse escândalo, até agora, mostrou que o presidente da República e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reuniram-se com Vorcaro para tratar do Master. E que, no cargo, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski ganhou R$5,25 milhões como consultor do Master.

LOBBY BEM SUCEDIDO

A reunião de Lula com Vorcaro ocorreu a pedido do ex-ministro petista Guido Mantega, contratado como "consultor" por R$1 milhão mensais.

TENTATIVA DE BLINDAGEM

O vazamento da reunião, "controlado", incluiu o detalhe de que Lula achou que o tema deveria ser tratado pela "área técnica" do governo.

R$250 MIL MENSAIS

Ricardo Lewandowski recebeu R$6,5 milhões em um contrato de serviço de "consultoria", mediante pagamento de R$250 mil mensais.

CONTRATO MANTIDO

Mesmo ministro, Lewandowski não cancelou o contrato do escritório de advocacia que mantém com os filhos, segundo a denúncia.