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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Oficina ''Documentando'' forma novos olhares para o audiovisual em Surubim

Do PORTAL DA CIDADE SURUBIM
charlesnasci@yahoo.com.br

A cidade de Surubim recebeu, ao longo de cinco dias, a oficina ''Documentando'', promovida pela produtora Eixo, com foco na formação de novos produtores audiovisuais e no fortalecimento da cultura local. A capacitação teve início na segunda-feira (13 de abril) e foi concluída na sexta-feira (17), totalizando 20 horas de atividades teóricas e práticas.

A proposta do curso foi preparar participantes interessados em desenvolver projetos para editais culturais, como os promovidos por órgãos estaduais e federais, a exemplo do Funcultura, Fundarpe e Ministério da Cultura. Durante a formação, os alunos tiveram acesso a conteúdos sobre linguagem documental, roteiro, produção, fotografia e direção de arte.

Além da teoria, a oficina proporcionou uma experiência prática completa, culminando na produção de um documentário sobre o artista surubinense Apolinário de Lucena, reconhecido por sua contribuição às artes visuais. Os participantes atuaram em diferentes funções, desde a construção do roteiro até as gravações e análise do material captado.
ENGAJAMENTO DOS ALUNOS SURUBINENSES

O instrutor da oficina, Marlom Meirelles, avaliou a experiência como positiva e ressaltou a riqueza cultural de Surubim. Ele destacou o engajamento dos participantes e a diversidade de temas sugeridos, como a crise hídrica, a vaquejada e a valorização de artistas locais. ''A ideia é que eles continuem produzindo e trazendo novas reflexões para a sociedade'', afirmou.

Marlon também detalhou a metodologia aplicada ao longo da semana, com divisão entre etapas teóricas e práticas. Segundo ele, após o estudo sobre a linguagem documental, a turma participou de um processo de construção coletiva de ideias, seguido da definição do tema, elaboração de roteiro e organização em equipes de trabalho. ''Cada grupo assumiu funções específicas, como produção, fotografia e direção de arte. Isso permitiu que todos vivenciassem, na prática, o fazer cinematográfico, desde a concepção até a análise do material gravado'', explicou.
PARTICIPANTES DESTACAM CONTEÚDO DA OFICINA

Para a professora e historiadora Núbia Ramos, a experiência foi essencial para ampliar as possibilidades no ensino. Segundo ela, o audiovisual é uma ferramenta importante para tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas, especialmente para as novas gerações. ''É um leque de oportunidades que potencializa o ensino e aproxima os estudantes da realidade'', destacou.

O estudante de Artes Visuais, Nicolas Cunha Andrade, destacou a importância da formação para sua trajetória no cinema e revelou bastidores da escolha do tema do documentário. ''O tema indicado por mim e por minha mãe Gilmara foi sobre o trabalho de Apolinário. Entre doze sugestões, foi escolhido por unanimidade. Levamos banners da Mostra, com biografia, uma obra e fizemos a defesa da ideia. Como o próprio professor Marlon disse ao final da gravação, 'Nicolas e Gilmara sustentaram a ideia''', relatou.

O maestro e produtor cultural Gilberto Souza também destacou o impacto da qualificação para o fortalecimento da produção artística no município. Já a secretária municipal de Juventude, Deborah Duarte, comemorou a adesão do público e o envolvimento dos artistas locais, ressaltando que a iniciativa contribui para a valorização da identidade cultural da cidade. O documentário produzido durante a oficina deverá ser finalizado e lançado em breve, em exibição aberta ao público no Centro Cultural de Surubim.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Projeto Documentando leva oficinas de audiovisual a Surubim e região do Agreste

Iniciativa itinerante pelo Agreste pernambucano oferece formação gratuita e prevê produção de documentários por estudantes
Do PORTAL DA CIDADE SURUBIM
charlesnasci@yahoo.com.br

Em sua sétima edição, o projeto Documentando – Expedição pelo Agreste promove oficinas itinerantes de formação em audiovisual com foco especial no documentário. A iniciativa será realizada entre a segunda-feira (13 de abril) e o dia 30 de maio, contemplando os municípios de Surubim, João Alfredo, Brejo da Madre de Deus, Cachoeirinha e Bezerros.

Em Surubim, a ação tem a participação da Secretaria municipal de Juventude e acontece nesta semana (segunda a sexta-feira), no Polo UAB, das 14h às 17h. Os interessados podem obter mais informações e realizar inscrições pelo WhatsApp: (81) 97336-5559.
Ao todo, 300 estudantes serão beneficiados em todo o estado. Cada oficina possui carga horária de 20 horas, com encontros presenciais e atividades virtuais. Como resultado final, os participantes produzem um documentário com duração média de 10 a 15 minutos, abordando aspectos socioculturais e históricos dos municípios.

Criado em 2009 pelo cineasta Marlom Meirelles, o projeto tem como objetivo fortalecer a produção audiovisual independente no interior de Pernambuco, incentivando o surgimento de novos realizadores. Ao longo de 17 anos, cerca de 100 documentários já foram produzidos nas oficinas, muitos deles premiados e exibidos em festivais nacionais.

A proposta pedagógica busca proporcionar uma experiência prática e criativa, reunindo formação técnica em linguagem audiovisual, captação de som e imagem, roteiro e montagem, além de exercícios de observação, entrevistas e valorização das histórias e da cultura local.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Filme sobre Bolsonaro com ator de 'A Paixão de Cristo' tem data de estreia e pôster divulgados

Do DIÁRIO DO PODER - Juan Araujo
charlesnasci@yahoo.com.br

O filme "Dark Horse", que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro (PL), teve seu pôster oficial e data de estreia divulgados na quarta-feira (8 de abril). O filme está previsto para estrear no circuito comercial no dia 11 de setembro deste ano, precedendo em poucas semanas a realização do primeiro turno eleitoral. A confirmação da data foi feita por meio das plataformas digitais do protagonista Jim Caviezel, ator consagrado por suas atuações em A Paixão de Cristo (onde fez o papel de Jesus Cristo) e O Conde de Monte Cristo.

Caviezel permaneceu em território brasileiro por aproximadamente um trimestre para a filmagem de suas sequências, sob a direção de Cyrus Nowrasteh. O projeto mescla talentos globais e locais, incluindo no elenco Lynn Collins (John Carter – Entre Dois Mundos) e Esai Morales (Missão: Impossível – O Acerto Final), além da participação do brasileiro Felipe Folgosi, que assume o papel de um agente da Polícia Federal.

O material promocional inicial revisita passagens emblemáticas da vida pública de Bolsonaro, abrangendo seu período como parlamentar, a união com Michelle Bolsonaro e a tentativa de assassinato sofrida durante as eleições de 2018. Gravada majoritariamente na cidade de São Paulo e em locações nos Estados Unidos, a obra contou com o acompanhamento do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) em determinados sets de filmagem.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Mostra Orocine abre inscrições e reforça protagonismo do interior no cenário audiovisual

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O cinema independente segue encontrando força no interior de Pernambuco. Prova disso é a realização da V Mostra Orobó de Cinema (Orocine), que acontecerá este ano em Orobó, no Agreste Setentrional do estado, e abriu inscrições com o tema "Cultura Popular: O DNA de um Povo", destacando a valorização das tradições, saberes e manifestações que constroem a identidade brasileira.

Consolidado como uma vitrine para produções fora dos grandes eixos do país, o festival reafirma seu papel ao incentivar realizadores de diferentes regiões e até de outros países a compartilharem suas obras, mantendo, ao mesmo tempo, um olhar especial para o Nordeste.

Podem ser inscritos curtas-metragens de até 20 minutos, nos gêneros ficção, animação, documentário ou experimental, desde que tenham sido concluídos a partir de janeiro de 2025. Cada realizador ou produtora pode submeter até duas obras.

Um dos diferenciais desta edição é o estímulo direto à produção regional. Filmes de Pernambuco e de toda a região Nordeste contam com inscrições gratuitas, realizadas exclusivamente por meio de formulário online. Já produções de outras regiões do Brasil, da América Latina e de outros países devem ser inscritas pela plataforma FilmFreeway, mediante taxas simbólicas.

As inscrições seguem até o dia 5 de maio de 2026, com resultado previsto para 10 de agosto. A programação contará com diversas mostras competitivas, incluindo categorias voltadas ao cinema pernambucano, nordestino, nacional, ambiental, infantil e produções acessíveis, além de sessões especiais que dialogam diretamente com a cultura popular.

Outro ponto de destaque é a exigência de acessibilidade: todos os filmes selecionados deverão contar com legendas para surdos e ensurdecidos (LSE), reforçando o compromisso do festival com a inclusão. Saiba mais no Instagram @mostraorocine.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Brasil perde em todas as categorias e deixa o Oscar de mãos abanando

Do INFOMONEY - Jonathas Costa
charlesnasci@yahoo.com.br

Se no futebol uma derrota por 5 a 0 é uma goleada para se esquecer, a noite deste domingo no Oscar 2026 será celebrada pelo cinema nacional, ainda que de Los Angeles nenhum brasileiro tenha saído com uma estatueta. O país não conseguiu transformar nenhuma das cinco inéditas indicações na edição deste ano na maior cerimônia do cinema mundial em prêmios.

A expectativa era alta, sobretudo após a vitória histórica do Brasil no ano anterior. Em 2025, Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional, tornando-se a primeira produção brasileira a vencer uma categoria competitiva da premiação.

Em 2026, o Brasil chegou novamente forte à disputa. O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, recebeu quatro indicações (Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Direção de Elenco) igualando Cidade de Deus como o longa brasileiro com mais indicações ao Oscar. Ao mesmo tempo, Adolpho Veloso entrou para a história ao se tornar o primeiro brasileiro indicado à categoria de Melhor Fotografia. Mas perdeu em todas.

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GOSTO AMARGO NÃO APAGA ANO HISTÓRICO

Mesmo sem vitórias na cerimônia, a temporada de premiações foi considerada uma das mais bem-sucedidas do cinema brasileiro recente. O destaque internacional de O Agente Secreto ao longo do ano incluiu mais de 60 prêmios em festivais e associações de crítica desde a estreia no Festival de Cannes.

A presença brasileira na principal premiação do cinema mundial também consolidou um momento de visibilidade internacional para a indústria audiovisual do país. Nos últimos anos, produções brasileiras têm ampliado presença em festivais e no mercado global, impulsionadas por investimentos públicos e pela crescente demanda internacional por conteúdos locais. 

Se a noite do Oscar terminou sem troféus, o clima que acompanhou a temporada lembrava a atmosfera de grandes competições esportivas. Tradicionalmente conhecido como o país do futebol, o Brasil chegou à cerimônia embalado pela expectativa de repetir o triunfo do ano anterior. O bicampeonato não veio. Mas, pelo menos neste campo, o Brasil já pode assegurar o título de país do cinema.

sexta-feira, 13 de março de 2026

O "Brasil" de Wagner Moura: Oscar de melhor escândalo

Da GAZETA DO POVO - Guilherme Fiuza
charlesnasci@yahoo.com.br

Wagner Moura é o Brasil no Oscar. Será? Que Brasil? Em entrevista no talk show de Jimmy Kimmel, o ator agradeceu, em inglês, a Bolsonaro pela realização de "O Agente Secreto". Ele diz que, de 2018 a 2022, o Brasil esteve sob um governo fascista — e isso inspirou a realização do filme. O Brasil de Wagner é outro. O eterno Capitão Nascimento é amigo de Lula. Esse é o Brasil dele. Nesse Brasil, Wagner frequenta o palácio do governo. Vorcaro também já esteve lá algumas vezes. Cada um com seus propósitos.

"O Agente Secreto" teve financiamento de várias fontes, inclusive estrangeiras. Tudo correto, proporcional ao prestígio do protagonista. Uma dessas fontes foi o Fundo Setorial do Cinema Brasileiro, administrado pelo poder público.

Wagner obteve 7,5 milhões de reais
. Ele não vê problema em ser um frequentador do palácio, um amigo do presidente e ser escolhido pelo governo para receber uma verba expressiva como essa. Não há ilegalidade. E, se está normalizado cachê para titular de ministério pago por quem tem interesses no governo, ninguém mais haverá de se constranger com nada. Wagner Moura não se constrange de fazer propaganda política para Lula, tratando-o, perante o mundo, como a salvação da democracia brasileira.

Claro que ele não consegue citar ameaças às liberdades entre 2018 e 2022, quando diz que a liderança fascista tomou conta do país. Também não cita as alianças do PT com ditaduras, nem o pedido de Lula para que o presidente da China envie alguém para ajudá-lo a regular as redes no Brasil. Nenhuma palavra sobre o povo massacrado no Irã ou na Venezuela, tiranias sintonizadas com o petismo. Nenhuma palavra também sobre seu próprio filme, que lhe rendeu a indicação ao Oscar — e que, afinal, era o motivo da entrevista. Wagner queria falar de Bolsonaro.

"Ele é anti-gays, anti-mulheres, anti todo mundo", disse Jimmy Kimmel, como se soltasse um panfleto com acusações que lhe deram na telha. O entrevistado aprovou o show de leviandade e completou que Bolsonaro é o Trump brasileiro. Com a diferença de que "o nosso Trump está preso", emendou o ator, morrendo de rir.

O deboche e a zombaria são permitidos em sociedades livres. Já a possibilidade de crítica a regimes como o que hoje governa o Brasil não tem sido algo tão tranquilo e seguro como a pilhéria de Wagner. Qual Brasil irá ao Oscar? Depende de quantos escândalos caibam debaixo do tapete vermelho.

Por que O Agente Secreto não deve ganhar nenhum Oscar, segundo revista

Do METRÓPOLES - Adriana Arcoverde
charlesnasci@yahoo.com.br

Há três dias para a cerimônia do Oscar 2026, a The Hollywood Reporter jogou um banho de água fria na torcida dos fãs de cinema brasileiro. A revista, referência na cobertura de premiação, afirmou no ínicio da semana que O Agente Secreto e Wagner Moura vão terminar a noite sem nenhuma estatueta nas mãos. De acordo com a publicação, a tendência dos votantes da Academia é priorizar as produções norte-americanas.

A afirmação tem como base um levantamento estático realizado pela revista, que reuniu padrões históricos da premiação e consultou 90 integrantes da
Casting Society of America, que votaram na premiação neste ano. Na categoria de Melhor Filme Internacional, por exemplo, o principal critério utilizado foi o número de outras categorias às quais um filme concorre. Segundo a revista, quanto mais indicações técnicas e artísticas, maiores serão as chances de vitória.

Neste contexto, Valor Sentimental, indicado a nove categorias, incluindo Melhor Diretor, tem um favoritismo ainda maior que O Agente Secreto, que concorre a apenas quatro. Já para a aguardada estatueta de Melhor Filme, o divisor de águas seria o número de indicações e prêmios em outras premiações que antecederam o Oscar. Em 56% dos casos analisados, o filme mais nomeado levou a melhor na categoria.

Assim, Uma Batalha Após a Outra é considerado o provável vencedor. Entre os dez concorrentes analisados pela revista, O Agente Secreto encontra-se na berlinda do ranking. As maiores chances de uma vitória do filme dirigido por Kleber Mendonça Filho estariam justamente na inédita indicação de um brasileiro a Melhor Ator. Wagner Moura estaria em terceiro lugar na lista de atores mais bem quistos pelos votantes. Por fim, Adolpho Veloso, indicado a Melhor Fotografia por Sonhos de Trem, aparece em quarto lugar no ranking elaborado pela revista na categoria.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Não tem como "O Agente Secreto" ser melhor do que "Sonhos de Trem"

Da GAZETA DO POVO - Paulo Polzonoff Jr.
charlesnasci@yahoo.com.br

Não vi "O Agente Secreto". Nem pretendo ver. E já sei que vão dizer que, por isso, não posso criticar. (Bocejo). O fato é que decidi não gastar 2h30 do meu precioso e escasso tempo com o que considero peça de propaganda, e não cinema. Estou feliz com essa decisão. Além disso, meu filho viu, amigos viram e todos se disseram no mínimo decepcionados e no máximo "que porcaria!". Por isso achei melhor assistir ao [INSIRA AQUI O ADJETIVO DE ADMIRAÇÃO HIPERBÓLICO DE SUA PREFERÊNCIA] "Sonhos de Trem", disponível na Netflix. Foi a melhor decisão que tomei e explico por quê.

O título é estranho, né? Também achei. E explicá-lo é complicado, mas tem a ver com fluxo de pensamento, com a modernidade e também com as aspirações do homem comum. Apesar do título algo hermético, o filme é uma das melhores coisas que o cinema produziu nos últimos anos. Se bem que a concorrência não é lá essas coisas, eu sei. Mas, vai por mim: é daqueles filmes para se ver e rever. E tresver, sobretudo quando você acha que a sua vida está ruim.

A CRUZ

Falando assim, parece que se trata de um filme de superação. Mas não é nada disso. "Sonhos de Trem" conta a história de um homem que trabalha como lenhador, que vive seus momentos de dificuldade e felicidade, que se vê meio atordoado com a aparente aleatoriedade da vida, que enfrenta uma perda cuja dor é, para mim, inimaginável, e que segue vivendo. Sem política, sem identitarismo, sem proselitismo.

Veja no vídeo:
É um filme sobre a cruz. A cruz invisível, que nos pesa sobre os ombros, e que todos carregamos, às vezes sob o olhar compassivo, mas geralmente sob o escárnio dos outros. É também sobre contemplação e formação da memória. Sobre a evocação da memória. Sobre a inexorável passagem do tempo, o ridículo de tudo que nos parece grandioso no presente (desde uma ponte ferroviária até um passeio no espaço) e o destino que nos aguarda: a morte.

DE NADA

Se você reparar, é sobre outras coisas igualmente importantes: as pessoas que nos ajudam, as pequenas decisões que tomamos, a inutilidade das preocupações. É sobre a luta que cada um de nós estamos travando e sobre a bagagem que cada um de nós carrega pela vida afora. É sobre o Livro de Jó e o Eclesiastes. E, sem falar em Deus, é um filme sobre Deus.

Por fim, "Sonhos de Trem" é um filme que exalta a normalidade. O extraordinário que existe no ordinário. Aí eu pergunto a você, fã de "O Agente Secreto" ou dos abomináveis "Uma Batalha Atrás da Outra" e "Pecadores": por acaso esses filmes badalados têm coragem de mergulhar o dedo mindinho nas águas tempestuosas de uma existência normal? Claro que não. Porque é muito mais fácil falar de política e identidade, com personagens de papelão e roteiros de isopor, para uma plateia escrava das ideologias. Não seja assim. Não se permita escravizar. Assista a "Sonhos de Trem". De nada.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Wagner Moura, Lula e o amor

Da GAZETA DO POVO - Guilherme Fiuza
charlesnasci@yahoo.com.br

O fantasma da ditadura é a instituição mais lucrativa da cultura nacional. Se já rendeu os melhores prêmios internacionais a "Ainda estou aqui" e agora "O Agente Secreto", não há por que mudar a fórmula. Aguardemos o próximo episódio da série para a temporada 2027.

Há um dado curioso na divulgação dessas obras que se apresentam como defensoras da democracia brasileira. A história é sobre a ditadura militar, mas o protagonista da campanha de lançamento é Lula. Foi assim com o filme estrelado por Fernanda Torres e assim é com o sucessor, estrelado por Wagner Moura. Os artistas e o presidente se falam pelo telefone, confraternizam em visitas palacianas, compartilham publicamente elogios mútuos como guerreiros da democracia e são felizes para sempre.

Tanto na campanha de "Ainda estou aqui", de Walter Salles Jr., como na de "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, uma espécie de túnel do tempo providencial conecta os dramas dos anos 60 e 70 ao cotidiano presente de Lula, o homem do passado cristalino. O presidente atual é saudado por Wagner, Waltinho e cia. como aquele que trouxe a democracia de volta ao Brasil. O cineasta deu a entender que nem seria possível lançar seu filme se Lula não tivesse sido eleito em 2022. Claro que isso é uma falsidade, mas ninguém foi acusar o Waltinho de "desinformação".

Wagner foi mais longe: "A ditadura ainda é uma cicatriz aberta em nossa vida brasileira. Aconteceu há apenas 50 anos. Recentemente, tivemos, de 2018 a 2022, um presidente de extrema-direita/fascista no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura. Portanto, a ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro".

Discurso bonito. Naturalmente, nenhum repórter no tapete vermelho seria desagradável a ponto de pedir ao ator, no meio de uma celebração tão emocionante, que desse exemplos da "manifestação física dos ecos da ditadura" de 2018 a 2022. Tipo: que obra cinematográfica ou literária foi embargada nesse período? Ou que instituição foi perseguida? Que veículo de imprensa foi censurado? Que decisão do parlamento foi afrontada? Qual Brasil era mais livre: aquele ou esse?

O repórter que fizesse uma pergunta dessas era capaz de ser vaiado e expulso do recinto. Para aprender a não estragar contos de fadas perfeitos. Wagner não se constrange com o fato de ter obtido mais de 8 milhões de reais via agência nacional de cinema e ficar fazendo propaganda do presidente por aí. Claro, são recursos legítimos. Mas alguém tem que ser escolhido para receber. E esse alguém é frequentador do palácio. Enfim, cada um com os seus limites.

"Eu acho que precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura", disse Wagner Moura após conquistar o prêmio de melhor ator no Globo de Ouro. A seguir a fórmula atual, seria continuar fazendo filmes sobre a ditadura e continuar criando a ficção científica de Lula como salvador da democracia brasileira. Naturalmente, não vem ao caso falar do apoio a ditaduras (verdadeiras, não fantasmagóricas), como a da Venezuela e a da China — esta convidada, inclusive, pelo presidente para trazer ao Brasil um modelo de regulação do meio digital.

Deixa isso pra lá, o momento é de festa.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Documentário "Noé da Ciranda" será exibido no Festival de Cinema de Triunfo

Do PORTAL DA CIDADE SURUBIM
charlesnasci@yahoo.com.br

O documentário "Noé da Ciranda", dirigido por João Marcelo, será exibido nesta sexta-feira (19 de dezembro) durante o 16º Festival de Cinema de Triunfo, um dos principais eventos do audiovisual pernambucano. A produção integra a sessão "Toda Terra Guardará Nossas Vozes", que acontece das 17h30 às 19h, reunindo curtas, médias-metragens e filmes experimentais.

Com 12 minutos de duração, o documentário presta homenagem a Mestre Noé da Ciranda, ícone da cultura popular de Surubim, falecido no último dia 30 de setembro. Agricultor, poeta e cirandeiro, Noé transformou o cotidiano em poesia e música, improvisando versos nas feiras livres do interior e mantendo viva a tradição da ciranda em Pernambuco.

A obra revisita causos, memórias afetivas e a trajetória artística de Noé Souto Maior Barbosa, fundador da Ciranda Rosa Branca, destacando sua importância como símbolo de resistência cultural e identidade popular. O filme apresenta a ciranda em sua essência: coletiva, dançante e profundamente ligada à vida comunitária.

A direção é assinada por João Marcelo, cineasta premiado com o Kikito de Ouro, no Festival de Cinema de Gramado, pelo documentário Cabocolino. Em Noé da Ciranda, o diretor adota uma abordagem sensível para retratar o legado de um mestre que levou o nome de Surubim além das fronteiras do estado. Sobre o festival

O Festival de Cinema de Triunfo teve início no domingo (14) e termina neste sábado (20), no Sertão do Pajeú, promovido pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secult-PE e da Fundarpe. Em sua 16ª edição, o evento reúne mostras de filmes pernambucanos e nacionais, além de ações formativas, oficinas e encontros voltados à valorização do cinema como ferramenta de expressão cultural e transformação social.

Com o tema "No Sertão, o cinema já nasceu encantado", o festival propõe uma programação que destaca narrativas ligadas à memória, à ancestralidade e aos territórios, reafirmando Triunfo como um importante polo de difusão do audiovisual no estado.

Confira mais informações sobre o Festival no
perfil do Instagram

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Ator de "A Paixão de Cristo" vive Jair Bolsonaro em novo filme

Jim Caviezel vai interpretar Jair Bolsonaro no filme "Dark Horse", que deve estrear em 2026
Da CNN BRASIL
charlesnasci@yahoo.com.br

O ator estadunidense Jim Caviezel, 57, famoso por interpretar Jesus no filme "A Paixão de Cristo" (2004), vai representar o ex-presidente Jair Bolsonaro no longa "Dark Horse". A informação foi compartilhada pela nora de Jair Bolsonaro, Heloisa Bolsonaro, neste domingo (7). A esposa de Eduardo Bolsonaro compartilhou um vídeo nos stories do Instagram e escreveu: "Jim Caviezel na sua caracterização ao interpretar Jair Bolsonaro no filme que está sendo gravado sobre sua vida. Estreia em 2026: 'Dark Horse'".

O vídeo mostra Caviezel, que também atua em "O Conde de Monte Cristo" (2002), sentado em uma cadeira com o corte de cabelo idêntico ao do ex-presidente. Segundo informações do Portal Leo Dias, o roteiro teria sido assinado por Mário Frias, deputado federal que também foi Secretário Especial de Cultura no governo Bolsonaro, de 2020 a 2022. A CNN Brasil entrou em contato com Frias para obter a confirmação e aguarda retorno.

O político também compartilhou cenas dos momentos de gravações neste domingo (7). Na publicação, ele agradeceu aos filhos do ex-presidente e ao diretor de cinema Cyrus Nowrasteh. Em 2025, ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses por crimes relacionados a uma tentativa de golpe de Estado.

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Brasileiros invadem redes sociais de ator que vai viver Bolsonaro em filme: "Brasil te ama"

Filme contará "narrativa heroica" sobre as eleições de 2018, com foco no atentado a facada sofrido pelo ex-presidente no mesmo ano
Jim Caviezel é famoso por interpretar Jesus
no filme de Mel Gibson
Da FOLHA DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

Brasileiros começaram a invadir as redes sociais do ator norte-americano Jim Caviezel. Ele vai interpretar o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme "Dark Horse", traduzido livremente como "O Azarão", que tem previsão de lançamento para 2026. De acordo com informações do Estadão, o filme vai contar uma "narrativa heroica" sobre as eleições presidenciais de 2018, como foco no atentado a facada sofrido por Bolsonaro no mesmo ano.

Após as primeiras especulações, já é possível ver reações de brasileiros no perfil de Jim Caviezel no Instagram. Apoiadores de Bolsonaro e fãs do ator comentam, em português e inglês, sobre a notícia. "Assim como eu, todo povo brasileiro fica feliz em saber que você vai fazer o papel do maior presidente que o Brasil já teve: Bolsonaro. Obrigado, e conte com nosso apoio", disse um seguidor.

"Deixo minha gratidão e admiração a este magnífico ator. Brasil te ama", disse outra. O elenco principal do filme já foi revelado. Bolsonaro será interpretado por Jim Caviezel, que além de interpretar Jesus Cristo no filme "A Paixão de Cristo (2014)", também é conhecido por protagonizar o longa "Som da Liberdade (2023)". A família Bolsonaro também será representada no longa. O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) será vivido pelo ator brasileiro Sérgio Barreto; Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo americano Eddie Finlay e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por Marcus Ornellas.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a filha caçula do casal, Laura Bolsonaro, também estarão na história. "Dark Horse" terá uma narrativa heroica, com flashbacks fictícios em que Bolsonaro, ainda enquanto militar do Exército na década de 1980, combate o tráfico de drogas e se torna alvo de conspirações da esquerda e do crime organizado brasileiro.
A produção do filme começou na última quinta-feira (20), mesma semana em que Bolsonaro teve prisão preventiva convertida em definitiva por suposta tentativa de golpe de Estado.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Ator que fez Jesus em 'A Paixão de Cristo' vai interpretar Bolsonaro em novo filme

Astro hollywoodiano Jim Caviezel protagoniza "Dark Horse", longa que será lançado em 2026
De O LIBERAL - Hannah Franco
charlesnasci@yahoo.com.br

O ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson, foi escolhido para viver Jair Bolsonaro no longa-metragem "Dark Horse", produção que revisita episódios da campanha presidencial de 2018. O filme tem estreia prevista para 2026 e está sendo rodado em inglês. Caviezel ganhou notoriedade nos anos 2000 e, mais recentemente, esteve em produções associadas a pautas conservadoras, como Som da Liberdade (2023). Ele também estrelou títulos como O Conde de Monte Cristo (2002), Déjà Vu (2006) e Linhas Cruzadas (2001).

A direção de Dark Horse é assinada pelo norte-americano Cyrus Nowrasteh, cineasta conhecido por obras com forte viés político e religioso, como O Apedrejamento de Soraya M. (2008), O Jovem Messias (2016) e Sequestro Internacional (2019). O roteiro é de autoria do deputado federal Mario Frias (PL-SP).

O longa tem como eixo narrativo a facada sofrida por Jair Bolsonaro em setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG). Segundo informações publicadas pelo Estadão, o roteiro apresenta o ex-presidente como um "vencedor improvável", destacando sua trajetória militar, sua carreira política e ações relacionadas ao combate ao tráfico de drogas. O texto também sugere que outras supostas tentativas de assassinato teriam sido planejadas pelos mesmos mandantes do ataque de 2018. O autor da facada, Adélio Bispo, aparecerá com outro nome.

A produção segue em ritmo acelerado mesmo após Bolsonaro ter sido preso preventivamente no último sábado (22), após condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Entre as reconstituições previstas, estão passagens ambientadas na década de 1980, quando o ex-capitão servia ao Exército e participava de operações contra o tráfico de drogas. O enredo também cita articulações atribuídas a grupos de esquerda e organizações criminosas.

ELENCO REÚNE BRASILEIROS E ESTRANGEIROS

O elenco confirmado inclui atores que interpretarão os filhos de Bolsonaro: Marcus Ornellas será Flávio Bolsonaro; Sérgio Barreto interpretará Carlos Bolsonaro; Eddie Finlay viverá Eduardo Bolsonaro. As intérpretes de Michelle e Laura Bolsonaro ainda não foram anunciadas. O casting também conta com Lynn Collins, Esai Morales, Felipe Folgosi e Biaka Fernandes. As gravações tiveram início em 20 de novembro e devem retratar uma versão idealizada da trajetória de Bolsonaro.

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Capibaribe in Rock 2025 celebra 28 anos como ícone da cultura alternativa no Agreste pernambucano

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

Santa Cruz do Capibaribe volta a ser o epicentro da arte independente no Estado com a realização do 
Capibaribe in Rock 2025, que chega à 28ª edição consolidado como um dos mais longevos e influentes festivais do circuito alternativo de Pernambuco. O evento acontece nos dias 22 e 23 de novembro, no Instituto UESCC, com entrada gratuita e uma programação extensa que inclui música, teatro, oficinas, exposições, audiovisual e debates.

Criado há quase três décadas, o festival tornou-se uma vitrine permanente para artistas, bandas e coletivos culturais do interior, ao mesmo tempo em que promove diálogos entre tradição, experimentação e resistência política. A cada edição, consolida-se como movimento de afirmação da cultura independente no Agreste.

DO ROCK AO POPULAR: A FORÇA DA MÚSICA INDEPENDENTE

A curadoria musical deste ano reforça o caráter plural do festival ao reunir nomes históricos e novas apostas da cena alternativa nordestina. Sobem ao palco grupos de João Pessoa, Frei Miguelinho, Caruaru, Tuparetama, Surubim e Santa Cruz do Capibaribe.

Atrações confirmadas

Zefirina Bomba (João Pessoa/PB)
Vidraça (Frei Miguelinho)
Os Aquamans (Surubim)
Oculto (Tuparetama)
Coroné do Pife & Banda (Santa Cruz do Capibaribe)
Overglory (Santa Cruz do Capibaribe)
Cosmic Dark meets B.Skin (Caruaru/SCCapibaribe)

Os shows começam sempre à noite, a partir das 21h no sábado e das 20h no domingo.

ARTE, CONHECIMENTO E RESISTÊNCIA

Além da programação musical, o festival abriga um circuito de exposições, oficinas, peças teatrais e exibições audiovisuais, reforçando a vocação multidisciplinar do Capibaribe in Rock.

Expositores confirmados

Elivaldo Araújo (Fotografia)
Vanessa Ramos (Artes plásticas)
Phany Nyelz (Artes visuais)
Edson Germinio (Artes visuais)
Amanda Duda (Arte contemporânea)
Eva Marina (Artes plásticas)
Maísa Clemente (Artes plásticas)

As mostras estarão abertas ao público durante todo o festival.
PROGRAMAÇÃO – SÁBADO (22/11)

10h – Palestra: Sistema de Cotas Raciais
Palestrante: Thiago Menezes (professor, licenciado pela UFPE)

14h – Oficina: Comunicação e conteúdo para artistas independentes
Facilitadora: Nayara Silva (cineasta e produtora cultural)

17h – Teatro: "Carolina Maria de Jesus: a favela não venceu"
Texto e direção: Walter Vitti
Atriz: Agnes

Shows – a partir das 21h
21h – Vidraça
22h – Os Aquamans
23h – Zefirina Bomba

PROGRAMAÇÃO – DOMINGO (23/11)

10h – Documentário: "Pesado: Que som é esse que vem de Pernambuco?" (2017)
Direção: Leo Crivellare
Conversa com o roteirista e jornalista Wilfred Gadêlha

14h – Oficina: Café com Arte
Facilitadora: Itamara Vanessa (artista plástica)

17h – Apresentação cultural: Maracatu Capibaribe
Regência: Prof. Alencar Lopes
Participação: Grupo de Dança – Prof. André Dibiasy

Shows – a partir das 20h
20h – Oculto
21h – Coroné do Pife & Banda
22h – Overglory
23h – Cosmic Dark meets B.Skin

UM FESTIVAL QUE CONTA A HISTÓRIA DO INTERIOR PELA ARTE

Ao longo de quase 30 anos, o Capibaribe in Rock criou um ambiente onde bandas independentes, artistas visuais, realizadores, estudantes, pesquisadores e ativistas se encontram e fortalecem a cena cultural da região. A proposta é democratizar o acesso à produção artística e estimular o pensamento crítico, convidando o público a vivenciar experiências que dialogam com questões sociais, políticas e estéticas.

O festival é uma realização do Capibaribe in Rock em parceria com o Instituto UESCC, com produção da Agreste Elétrico, dirigida por André Arcelino.

SERVIÇO

Capibaribe in Rock — 28ª Edição
Local: Instituto UESCC – Rua Antônio Pereira de Abreu, s/n, Centro, Santa Cruz do Capibaribe – PE
Datas: 22 e 23 de novembro de 2025
Entrada: Gratuita
Realização: Capibaribe in Rock e Instituto UESCC
Divulgação e assessoria: Produtora Agreste Elétrico – André Arcelino

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Mostra Orocine encerra 4ª edição com grandes vencedores em Orobó; veja lista

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

Encerrada no último sábado (11 de outubro), em Orobó, no Agreste pernambucano, a IV Mostra Orocine terminou em grande estilo. A noite final foi marcada por emoção, reconhecimento e celebração do audiovisual, com a cerimônia de premiação dos filmes vencedores escolhidos pelo júri, além da exibição especial do longa "Espumas ao Vento", de Taciano Valério, que encerrou a programação com chave de ouro.

O evento contou com a presença de realizadores, produtores, convidados, representantes da cultura local e da secretária de Educação de Orobó, Joseane Abreu, que representou o governo municipal. A Mostra, que movimentou o cenário cultural do Agreste, reforçou o papel transformador do cinema no interior pernambucano.
Em suas redes, o idealizador Carlos Kamara agradeceu a todos os envolvidos. "A Mostra Orocine é sobre encontros, partilhas e o poder transformador do audiovisual. Gratidão à equipe, realizadores, apoiadores e ao público oroboense, que mais uma vez abraçou o projeto. Que venham novas histórias, novas telas e novas emoções", destacou.

Veja no vídeo:
A Mostra teve realização da Ambar Produtora, co-produção da Terra Produção e Vital Cultural, com patrocínio da Prefeitura de Orobó e incentivo do Governo de Pernambuco, por meio da Secult-PE, Funcultura e Fundarpe.

Veja lista vencedores:

MOSTRA COMPETITIVA

Melhor Filme - Mostra Força Interior
"Sertão 2138" 

Melhor Roteiro
"Todas as Memórias que Você fez para Mim", de Eder Deó

Melhor Direção
"Mãe", de Natália Tavares

Melhor Produção
"Umbilina e Sua Grande Rival", de Marlon Meireles e Rosinha Assis

Melhor Montagem
"Carpina, 11 de Setembro", de Caio Sales

Melhor Fotografia
"Mãe", de Rafael Almeida

Melhor Direção de Arte
"Mãe", de Letícia Rodrigues

Melhor Ator
Gilberto Nascimento, por "Todas as Memórias que Você fez para Mim"

Melhor Atriz
Clau Barros, por "Sertão 2138"

Melhor Filme - Mostra Mulheres
"Ana Parideira"

Menção Honrosa
"O Carnaval é de Pelé"

Melhor Filme - Mostra Na Contramão
"Minha Pele Preta em Terra Verde"

Melhor Filme - Mostra Luar do Sertão
"O Medo Tá Foda"

Menção Honrosa
"O Sonho de Anu", de Vanessa Kipá

Menção Honrosa
"PX Origens", de Adalberto Oliveira

Menção Honrosa - Mostra Força Interior
"Jurema - A Peleja do Carcará e da Suçuarana", de Bako Machado

MOSTRA PARALELA

Vencedor da Mostra Serra Verde:
"A Lenda dos Cavaleiros da Água"

Vencedor da Mostra Acessibilidade
"Sutura"

Vencedor da Mostra Brincadeiras de Roda
"Déia e Dete"

1ª Menção Honrosa
"Hélio Melo"

2ª Menção Honrosa
"Bolinho de Chuva e o Bem-Te-Vi"

sábado, 11 de outubro de 2025

Mostra Orocine ganha destaque na TV Globo e reforça importância cultural para Orobó e região

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

Na última quinta-feira (9), o Bom Dia PE, telejornal da Rede Globo Nordeste, exibiu uma reportagem especial sobre a Mostra Orocine, evento que vem transformando o município de Orobó, no Agreste Setentrional, em um polo de cultura e arte. A matéria destacou a relevância do projeto para o fortalecimento da produção audiovisual no interior e as diversas ações promovidas durante a programação.

A Mostra, que teve início no último dia 4 de outubro, segue até este sábado (11), com exibições gratuitas na Praça da Igreja Matriz, no Centro da cidade. O evento reúne sessões de curtas-metragens, debates com realizadores e oficinas formativas, promovendo a democratização do acesso ao cinema e a valorização das produções regionais.

Assista à íntegra da matéria:
Mais do que um festival de cinema, a Orocine tem se consolidado como uma vitrine para o talento local e uma importante ferramenta de educação e memória cultural. Ao longo da semana, centenas de pessoas participaram das atividades, incluindo estudantes, artistas e moradores das comunidades rurais.

O encerramento da mostra acontece neste sábado à noite, com a cerimônia de premiação da Mostra Competitiva de Curtas e a exibição especial de um longa-metragem, a partir das 19h, na Praça da Matriz. Idealizado e coordenado pelo cineasta Carlos Kamara, que é natural de Orobó, o evento reafirma o compromisso da Terra do Frivolité com a cultura e o fortalecimento do audiovisual no interior de Pernambuco.

Encerrando neste sábado, IV Mostra Orocine consolida Orobó como polo de cultura e cinema no Agreste

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O município de Orobó, no Agreste Setentrional de Pernambuco, se transformou em um verdadeiro polo de arte e cultura durante a IV Mostra Orocine, que desde o último fim de semana vem movimentando a cidade com sessões de cinema, oficinas e debates. Segundo o idealizador e coordenador da Orocine, o cineasta Carlos Kamara, o projeto "é uma forma de democratizar o acesso ao cinema e fortalecer o audiovisual produzido fora dos grandes centros".
PROGRAMAÇÃO PARA TODOS OS PÚBLICOS

A intensa programação teve destaques como a Mostra Brincadeiras de Roda, reunindo quatro escolas de Orobó e região para uma sessão dedicada ao público infantil, na manhã da última quinta-feira, no Salão Paroquial (Antigo Cinema). O encontro encantou as crianças e reforçou um dos pilares do projeto: aproximar o cinema das novas gerações, despertando a imaginação e o olhar crítico desde cedo. À noite, a Mostra Contramão, realizada na Praça da Matriz, apresentou curtas de várias regiões do país, em uma celebração à diversidade e à força do cinema nacional.
OFICINAS E DIVERSAS MOSTRAS EM DESTAQUE

A programação também contou com oficinas formativas, como a Oficina de Cinema Ligeiro, ministrada pela produtora e arte-educadora Eva Jofilsan, que compartilhou experiências sobre videopoesia, memória e experimentação audiovisual. Já a Mostra Serra Verde, na comunidade de Chã do Rocha, emocionou o público com exibições e debates sobre produções que abordam temas sociais e ambientais, destacando o papel transformador do cinema nas comunidades rurais.
HOJE É DIA DE ENCERRAMENTO

A Mostra segue até este sábado, dia 11 de outubro. A programação inclui uma ação pedagógica sobre "A importância da produção do documentário para registrar o cotidiano nas comunidades", no Salão Paroquial, a partir das 14h. A noite de encerramento, na Praça da Igreja Matriz, contará com cerimônia de premiação e exibição de um longa-metragem especial, a partir das 19h. O evento reafirma o compromisso de Orobó com a cultura, a educação e o fortalecimento da identidade local. Confere mais destaques no Instagram @mostraorocine e no site da Orocine em mostraorocine.com.br.

quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Mostra Orocine leva cinema gratuito e acessível a Orobó — e agora chega também ao formato online

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O município de Orobó, no Agreste de Pernambuco, está em clima de cinema desde o último dia 4 de outubro, com a realização da IV edição da Orocine – Mostra Orobó de Cinema, que segue até o sábado (11). Este ano, o evento traz o tema "Patrimônio e Memória em Cena", celebrando a força do audiovisual produzido fora dos grandes centros.

Totalmente gratuita, a mostra ocupa ruas, praças e escolas da cidade, com exibição de 48 curtas-metragens selecionados entre 689 inscritos, além de oficinas, debates e rodas de conversa. As exibições acontecem também de forma itinerante, alcançando comunidades como Matinadas, Feira Nova e Chã do Rocha.
Uma excelente novidade é que todo o conteúdo também já pode ser assistido online, no site mostraorocine.com.br, ampliando o acesso ao público em todo o país. "É acesso à cultura de forma acessível e democrática, do jeitinho que a gente acredita. Corre no link e aproveite para viver essa experiência de cinema onde você estiver", destacou Carlos Kamara, idealizador e coordenador da mostra.

O encerramento, no dia 11, trará a exibição especial do longa "Luiz Gonzaga – Légua Tirana" (2025), dirigido por Diogo Fontes e Marcos Carvalho, que revisita a infância e adolescência do Rei do Baião, dialogando com o tema central desta edição.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Projeto "Interioranas" leva arte gratuita e exposições à cidade em outubro

Com agenda diversificada, o projeto oferece cinema, performances e exposição de artistas locais em pontos públicos e no Reduto Coletivo
Do PORTAL DA CIDADE SURUBIM
charlesnasci@yahoo.com.br

O Projeto "Interioranas - Práticas Artísticas de/por Dentro", inicia neste mês uma agenda especial em Surubim. Com a proposta de trazer visibilidade e incentivar a produção artística local, o projeto oferece ações culturais abertas e gratuitas ao público em diversos pontos da cidade, começando já na próxima sexta-feira (10 de outubro).

Sob a coordenação de Luana Andrade, doutoranda em Educação Artística na Universidade do Porto (Portugal), o movimento é realizado em parceria com o Reduto Coletivo e conta com a participação de um time de artistas locais: André Chaves, Igor Lopes, Liz Santos, Lívio Fabrício, Paulo Ricardo da Costa e Tayná Lima.

"O Interioranas é um convite para o público vivenciar a arte de forma direta, ocupando espaços públicos e reforçando a produção artística que existe aqui em Surubim", destaca Luana Andrade, coordenadora do Projeto.
DESTAQUES DA AGENDA DE OUTUBRO

A programação é variada e ocupa diferentes locais, facilitando o acesso da comunidade:

1. Cinema Expandido:

A agenda começa nesta sexta-feira (10), às 19h, com a exibição do filme "11 de Setembro: Nesta/Data/Querida", obra do figurinista e diretor Paulo Ricardo da Costa. Local: Pátio da Usina

2. Performance Urbana - "PROCISSÃO":

No sábado (11 de outubro), às 16h, a cidade será palco de uma peregrinação artística. A "PROCISSÃO" é um momento caminhada e apreciação de obras de arte espalhadas pela cidade. Os trabalhos que costuram o percurso são de autoria de André Chaves, Lívio Fabrício, Liz Santos, Luana Andrade e Tayná Lima. Local: O ponto de saída será em frente ao Bar da Piaba.

3. Exposição e Performance:

O ponto alto do mês será no Reduto Coletivo. Abertura da exposição "Morar (ao) longe" no dia 18 de outubro, às 17h, que contará com a performance "Promessa cénica para o futuro", de Igor Lopes. A exposição ficará aberta ao público até o dia 18 de novembro.

O Projeto "Interioranas" e sua execução são incentivados pelo Fundo Pernambuco de Incentivo à Cultura (FUNCULTURA) e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), reforçando a importância do investimento na produção artística do interior.

Confira, abaixo, uma entrevista do diretor Paulo Ricardo falando sobre a programação do projeto na Rádio Integração FM:

sábado, 4 de outubro de 2025

Agreste recebe mostra de cinema com exibições, debates e oficinas gratuitas em comunidades e áreas rurais

Evento reúne filmes, rodas de conversa e atividades itinerantes em escolas e comunidades rurais do município de Orobó, entre 4 e 11 de outubro
Telão montado na Praça da Matriz, no Centro de Orobó
Do NE10 UOL
charlesnasci@yahoo.com.br

A cidade de Orobó, no Agreste de Pernambuco, será palco da 4ª edição da Orocine – Mostra Orobó de Cinema. Entre os dias 4 e 11 de outubro, o evento leva ao público uma programação gratuita, com exibições de curtas-metragens, oficinas, debates, rodas de conversa e sessões em escolas públicas da região.

CINEMA NO INTERIOR E NAS COMUNIDADES

As atividades acontecem em Orobó e também em áreas rurais como Matinadas, Feira Nova e Chã do Rocha, reforçando o caráter itinerante da mostra. Serão sete mostras competitivas e não competitivas, com produções de Pernambuco e de várias regiões do Brasil.
"A Orocine nasceu com o desejo de descentralizar o cinema e levá-lo para lugares que muitas vezes não têm acesso a esse tipo de programação. É um gesto de valorização da nossa memória e também da potência do nosso povo", destaca Carlos Kamara, idealizador e coordenador da mostra. Ele continua, reforçando que "o cinema é um patrimônio coletivo, e nada mais justo do que compartilhar esse patrimônio de forma gratuita e acessível".
ABERTURA COM CURTA LOCAL

A IV Mostra Orocine abre suas projeções com sessão de curtas, com destaque para um filme feito em Orobó. "Vende-se esta casa", dirigido coletivamente pelos alunos do Projeto Filme na Bitola, traz para a tela a memória e as origens da cidade, refletindo sobre o risco de vê-las desaparecer. A partir das 20h30, na Praça da Matriz.

ENCERRAMENTO COM LUIZ GONZAGA

A cerimônia de encerramento, em 11 de outubro, terá a exibição especial do longa Luiz Gonzaga – Légua Tirana, de Diogo Fontes e Marcos Carvalho. O filme retrata a infância e adolescência do Rei do Baião, em Exu, no Sertão do Araripe, e dialoga diretamente com o tema da edição: "Patrimônio e Memória em Cena".


A IV Orocine tem incentivo do Funcultura, produção da Âmbar Produtora e co-produção da Vital Cultural. A programação completa está disponível no Instagram oficial da mostra: @‌mostraorocine.