Do METRÓPOLES - Coluna Andreza Matais
charlesnasci@yahoo.com.br
João Campos (PSB-PE) decidiu se manifestar sobre a polêmica envolvendo a nomeação de um candidato para uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD). O caso, que repercutiu após reportagem da Coluna, gerou pedidos de impeachment e de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito do Recife. Em vídeo publicado na quarta-feira (7 de janeiro), Campos classificou a repercussão como "oportunismo político", e citou a síndrome de Down de seu irmão mais novo para afirmar que a "causa da pessoa com deficiência" é, para ele, "uma causa de vida".
No dia 20 de dezembro, o prefeito nomeou Lucas Vieira Silva para o cargo de procurador municipal após o candidato apresentar um laudo de deficiência três anos depois da realização do concurso, ocorrido em dezembro de 2022. Lucas é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, que, 46 dias antes da nomeação, havia arquivado um pedido de investigação sobre uma suposta corrupção envolvendo contratos de R$ 100 milhões com a gestão de João Campos. No vídeo divulgado nesta quarta-feira, o prefeito não menciona a relação familiar do candidato.
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João Campos (PSB-PE) decidiu se manifestar sobre a polêmica envolvendo a nomeação de um candidato para uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD). O caso, que repercutiu após reportagem da Coluna, gerou pedidos de impeachment e de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito do Recife. Em vídeo publicado na quarta-feira (7 de janeiro), Campos classificou a repercussão como "oportunismo político", e citou a síndrome de Down de seu irmão mais novo para afirmar que a "causa da pessoa com deficiência" é, para ele, "uma causa de vida".
No dia 20 de dezembro, o prefeito nomeou Lucas Vieira Silva para o cargo de procurador municipal após o candidato apresentar um laudo de deficiência três anos depois da realização do concurso, ocorrido em dezembro de 2022. Lucas é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, que, 46 dias antes da nomeação, havia arquivado um pedido de investigação sobre uma suposta corrupção envolvendo contratos de R$ 100 milhões com a gestão de João Campos. No vídeo divulgado nesta quarta-feira, o prefeito não menciona a relação familiar do candidato.
"Vocês sabem que a causa da pessoa com deficiência é uma causa de vida para mim. Tenho um irmão com síndrome de Down, a quem amo muito, e sei bem o quanto é importante termos cuidado com esse tema. O que não dá é ver isso sendo tratado como oportunismo eleitoral. Em nenhum momento desse debate se disse que se tratava de uma disputa administrativa entre dois candidatos com deficiência: um com autismo, amparado por laudo da Justiça Federal do Trabalho, e outro com deficiência física", diz João Campos no vídeo
Dez dias após a nomeação de Lucas, o prefeito voltou atrás e concedeu a vaga de procurador ao candidato que havia sido classificado na primeira homologação do concurso, o advogado Marko Venicio dos Santos. Em conversa com a Coluna, Marko afirmou que o questionamento sobre a nomeação de Lucas não se referia à sua deficiência, mas à decisão da banca de homologar um laudo apresentado fora do prazo previsto no edital. O processo seletivo estabelecia que candidatos com deficiência deveriam apresentar, no ato da inscrição, o laudo médico acompanhado de declaração e avaliação biopsicossocial.
"As pessoas com deficiência já enfrentam muitas dificuldades; cada uma tem suas particularidades e suas próprias barreiras de aprendizado. Eu não questiono a deficiência de ninguém, até porque sei muito bem o que é ter a sua diminuída. O que eu questiono é exclusivamente o procedimento administrativo da Prefeitura", afirmou o candidato que havia perdido a vaga.
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