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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Clima pesado

Do DIARIO DE PERNAMBUCO - Blog Dantas Barreto
charlesnasci@yahoo.com.br

O clima pesado foi sentido, ontem, tanto na reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, quanto na posse da nova direção do TJPE. Na Alepe, apesar do abraço entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o deputado Álvaro Porto (PSDB), a animosidade estava a olhos vistos.
Principalmente, no momento em que o presidente da Assembleia foi à tribuna para fazer um discurso nada amistoso.

"Temos acompanhado com muita preocupação a ocorrência de ataques à imagem dos legislativos e dos legisladores, campanha que visa incutir na população uma imagem distorcida e mesquinha das nossas atividades, enquanto representantes do povo e como cidadãos". Essa foi uma das frases citadas por Álvaro.

Raquel fez um discurso mais brando, com fala mansa, mas disse aos parlamentares que estava ali "com coragem para enfrentar temas desafiadores". "O povo espera de nós não é barulho, distração, coisas pequenas. Espera trabalho", enfatizou em outro trecho do discurso.

Na posse do desembargador Francisco Bandeira de Mello na presidência do TJPE, além de Raquel Lyra e Álvaro Porto, estava o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Foi a primeira vez que ele e futura concorrente na disputa pelo Governo do Estado se encontraram, depois das denúncias de parte a parte.

O prefeito não discursou e teve que ouvir Raquel citar os problemas que herdou das gestões do PSB. Ao final, ela foi aplaudida… Menos por ele. Pelo menos, houve um cumprimento formal quando a governadora voltou à mesa.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Juizado Especial Cível de Surubim encerra atividades nesta segunda (2)

Do CORREIO DO AGRESTE
charlesnasci@yahoo.com.br

Nesta segunda-feira (2), o Juizado Especial Cível de Surubim encerra definitivamente suas atividades após dois anos e sete meses de funcionamento. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), que aprovou, de forma unânime, a Resolução nº 591/2026 durante sessão ordinária do Tribunal Pleno, realizada no dia 26 de janeiro. De acordo com a resolução, a unidade será transformada na 2ª Vara Criminal da Comarca de Gravatá.

A extinção do Juizado Especial Cível de Surubim altera a tramitação dos processos. As ações cíveis que estavam em andamento na unidade serão redistribuídas para o Juizado Cível e das Relações de Consumo da Comarca de Limoeiro. Já os processos de natureza criminal ficarão sob a competência da Vara Criminal da Comarca de Surubim. Na justificativa apresentada, o TJPE aponta o princípio constitucional da eficiência, além da necessidade de racionalização econômica, com melhor distribuição de recursos e da força de trabalho no âmbito do Judiciário estadual.

A decisão é contestada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção Surubim. A entidade questiona os dados utilizados pelo tribunal para embasar a medida e também o argumento de redução de despesas. A subseção informou que acionou a OAB Pernambuco, que encaminhou manifestação ao TJPE solicitando a suspensão da decisão, além de preparar estudos técnicos e um parecer para eventual questionamento junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Um dos pontos apresentados pela OAB é a limitação territorial da jurisdição do Juizado Especial Cível de Surubim, que abrangia apenas três municípios: Surubim, Casinhas e Vertente do Lério. De acordo com a entidade, o Juizado de Limoeiro possui jurisdição sobre 18 municípios. A OAB avalia que o número reduzido de cidades atendidas em Surubim impactou diretamente na quantidade de demandas, que poderia ser maior caso a unidade atendesse a um território mais amplo.

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Dias Toffoli zomba do país

Da GAZETA DO POVO
charlesnasci@yahoo.com.br

Diante da bem-vinda pressão da sociedade sobre o STF após as sucessivas revelações da imprensa sobre o caso Banco Master, Dias Toffoli, relator do caso, resolveu se pronunciar. Mas a nota oficial divulgada pelo ministro na última quinta-feira (29 de janeiro) soa menos como explicação – e há muito a ser explicado – e mais como escárnio: uma tentativa deliberada de normalizar o que jamais poderia ser aceito como normal em uma democracia funcional.

Há anos, o Supremo vem esticando os limites da Constituição até o ponto da ruptura. Avocação de processos sem critério objetivo, decisões monocráticas com efeitos sistêmicos, inquéritos criados de ofício e prolongados indefinidamente, concentração de funções incompatíveis entre si – tudo isso deixou de ser exceção e passou a compor um método. O recente caso Master não inaugura esse padrão. Ele o sintetiza.

Toffoli se apresenta como vítima de seu próprio zelo, quase como um guardião solitário do Sistema Financeiro Nacional. É a mesma retórica que já se consolidou no Supremo nos últimos anos: ministros que se autoproclamam defensores da República enquanto corroem, por dentro, o devido processo legal e o Estado de Direito.

Nesse contexto, soa quase ofensiva a afirmação de Toffoli de que teria atuado como "mero supervisor" das investigações. Não supervisiona quem avoca processos, redefine competências, determina diligências urgentes, conduz oitivas sensíveis, determina acareações antes de depoimentos e passa a ditar o ritmo e o alcance da apuração, como fez o ministro. Toffoli nunca se contentou em apenas acompanhar o caso, mas o conduziu da forma como bem entendeu, interferindo diretamente nas investigações, contrariando inclusive a Polícia Federal, esta sim, responsável por investigar.

A nota insiste em classificar esse percurso como "normal" e "regular". Eis o ponto central do problema. A maior perversão institucional não está apenas nos atos praticados, mas na tentativa deliberada de tratá-los como rotineiros. Não há normalidade quando o próprio tribunal redefine sua competência para preservar o controle do caso. Não há regularidade quando o Supremo se converte em instância investigadora, supervisora e julgadora ao mesmo tempo – ainda que, na história recente da corte, isso tenha se tornado habitual com Alexandre de Moraes. Chamar isso de procedimento ordinário é um insulto à legalidade.

Mas a nota silencia sobre o ponto mais sensível de todos: a proximidade entre Toffoli e o Banco Master. O ministro omite qualquer referência à relação de parentes próximos com o Master, fato amplamente noticiado e que, por si só, já seria suficiente para caracterizar um conflito de interesses manifesto. Não se trata de ilação, mas de prudência institucional elementar: diante de vínculos dessa natureza, o afastamento do relator por meio da abertura de um processo de impeachment não seria um favor ao país, mas uma obrigação ética mínima, como já defendemos.

A promessa de que o caso poderá, ao final, retornar à primeira instância tampouco resolve o problema. Trata-se de um argumento cínico. A eventual devolução dos autos não apaga o histórico de interferências, nem desfaz os constrangimentos já impostos ao sistema de Justiça. Não se corrige um abuso institucional jogando-o para debaixo do tapete após consumado.

O tom da nota revela, ainda, uma inversão perturbadora. Toffoli se apresenta como vítima de seu próprio zelo, quase como um guardião solitário do Sistema Financeiro Nacional. É a mesma retórica que já se consolidou no Supremo nos últimos anos: ministros que se autoproclamam defensores da República enquanto corroem, por dentro, o devido processo legal e o Estado de Direito. Foi assim com Alexandre de Moraes, alçado a símbolo da defesa da democracia enquanto concentrava poderes incompatíveis com qualquer ordem constitucional saudável. Agora, não surpreenderia que o mesmo roteiro acabasse se repetindo no campo financeiro.

A nota de Toffoli não é um episódio isolado de má comunicação. Ela é a expressão cristalina de uma corte que perdeu o senso de limite, de autocrítica e de responsabilidade institucional e que se vê como impermeável a qualquer crítica ou controle externo. Diante desse quadro, não há mais espaço para complacência nem para silêncio cúmplice. Cabe às instituições da República – em especial ao Senado, guardião constitucional do controle sobre o Supremo – cumprir o dever que vem sendo sistematicamente adiado.

O país já não suporta mais notas evasivas, versões autocongratulatórias, nem a normalização do abuso. As instituições ainda comprometidas com os valores republicamos precisam reagir, com firmeza e coragem, exigindo a saída de Toffoli e a investigação profunda e serena sobre o Banco Master e sua rede de influências.. Toffoli não pode continuar agindo livremente, zombando do país.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Prefeitura de Surubim e MPPE firmam TAC com regras de segurança e proteção social para o Carnaval 2026

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

A Prefeitura de Surubim, em conjunto com as forças de segurança pública e o Conselho Tutelar, firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) com o objetivo de garantir a segurança dos foliões, a ordem pública, a proteção de crianças e adolescentes e a valorização das manifestações culturais durante o Carnaval de Surubim 2026. As informações são da Assessoria de Imprensa do MPPE.

O acordo foi celebrado por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Surubim e tem como compromissários o 22º Batalhão da Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar, o Conselho Tutelar e diversas secretarias municipais. As festividades ocorrerão no período pós-carnavalesco, nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 2026, com horários previamente definidos para o funcionamento dos polos e do policiamento. De acordo com o TAC, na sexta-feira (20) a programação poderá ocorrer das 19h às 2h; no sábado (21), das 14h às 2h; e no domingo (22), das 8h à meia-noite, já incluído o período de dispersão do público.

Entre as medidas previstas está a proibição da venda e do porte de bebidas em recipientes de vidro ao longo do percurso da festa, sendo permitido apenas o uso de vasilhames plásticos. Também ficou estabelecida a obrigatoriedade de segurança privada nos trios elétricos, com isolamento mínimo para evitar acidentes, além da proibição do uso de fogos de artifício com estampido, em respeito a pessoas com hipersensibilidade auditiva e aos animais.

O termo reforça ainda a proteção integral de crianças e adolescentes, com a proibição expressa da venda, fornecimento ou entrega de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos, sob pena de prisão em flagrante, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O Conselho Tutelar e a rede de assistência social atuarão em regime de plantão, promovendo ações educativas e de conscientização contra o trabalho infantil, a exploração sexual e outras violações de direitos.

No campo da segurança pública, o TAC define o dimensionamento mínimo dos efetivos da Guarda Municipal, da segurança privada e o reforço do policiamento ostensivo da Polícia Militar, especialmente nos dias de maior concentração de foliões. A Polícia Civil manterá plantão durante todo o evento, inclusive para coibir o fornecimento de álcool ou drogas a menores e o comércio de cigarros eletrônicos.

O acordo também estabelece exigências relacionadas à saúde, acessibilidade e infraestrutura. Trios, palcos e camarotes deverão apresentar Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), sob pena de interdição imediata. O Município deverá garantir rampas de acesso, banheiros adaptados, áreas reservadas para idosos e pessoas com deficiência, além da instalação de posto médico com equipe multidisciplinar e ambulância de suporte avançado.

No que se refere à salvaguarda cultural, o TAC assegura prioridade às orquestras de frevo, exigindo repertório mínimo da manifestação nos trios elétricos. O uso de paredões de som foi disciplinado, com restrições de horário, local e volume, para evitar poluição sonora e conflitos. Em caso de descumprimento, os equipamentos poderão ser desligados e apreendidos.

O não cumprimento das cláusulas do Termo poderá resultar em multa de R$ 20 mil por infração, sem prejuízo de outras medidas administrativas, civis ou penais. Os valores arrecadados serão destinados ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente de Surubim. A íntegra do TAC, celebrado pelo promotor de Justiça Garibaldi Cavalcanti Gomes da Silva, está disponível na edição do Diário Oficial Eletrônico do MPPE, publicada em 29 de janeiro de 2026.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Governo Lula assinou R$ 303 milhões em contratos com empresa de Vorcaro

Do BLOG DO MAGNO
charlesnasci@yahoo.com.br

A Biomm, empresa de biotecnologia que tem o banqueiro Daniel Vorcaro como principal acionista, firmou ao menos R$ 303,65 milhões em contratos com o governo do presidente Lula (PT) em 2025 para o fornecimento de insulina ao Ministério da Saúde. Os acordos foram divulgados por meio de fatos relevantes e envolvem parcerias de desenvolvimento produtivo com duração estimada de até 10 anos.

O primeiro contrato foi assinado em 30 de junho de 2025, no valor de R$ 142 milhões, para a compra de insulina humana destinada ao SUS (Sistema Único de Saúde), com fornecimento previsto para um ano. Nesse projeto, a Biomm atua em parceria com a farmacêutica indiana Wockhardt e a Fundação Ezequiel Dias.

O segundo contrato, firmado em 3 de novembro de 2025, prevê o fornecimento de insulina glargina, com valor inicial de aproximadamente R$ 131 milhões. O acordo integra uma parceria de desenvolvimento produtivo entre a Biomm, a Gan&Lee Pharmaceuticals e Bio-Manguinhos/Fiocruz.

Campanha para o governo de Pernambuco nem começou, mas ânimos já estão acirrados

Episódios mostram que o ápice da polarização, histórica no estado, deve ser ultrapassado
Da FOLHA DE PERNAMBUCO - Betânia Santana
charlesnasci@yahoo.com.br

O primeiro mês de 2026 ainda não acabou, mas já sinaliza a temperatura do ano eleitoral. Episódios recentes mostram que o ápice da polarização, histórica em Pernambuco, será ultrapassado. Está evidente que os principais atores - a governadora Raquel Lyra (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que até agora não admitiu ser pré-candidato - não poderão nem pensar em cochilar porque os adversários estão bem acordados para qualquer deslize.

Desde ontem, um pedido de impeachment do prefeito tramita na Câmara de Vereadores e deve ser analisado na primeira sessão ordinária, terça-feira. A matéria retoma a polêmica do concurso para procurador do município. O candidato em 63º lugar apresentou atestado de autismo dois anos após o certame ser homologado. O que estava em 102º lugar, mas que desde o início havia declarado ser deficiente físico, recorreu à Justiça para ter a vaga garantida.

É provável que o impeachment não se concretize. O gestor tem maioria na Casa. Mas é um desgaste que ainda deve render. Desgaste também é vivenciado pela governadora. Ontem,em sessão do Ministério Público, o procurador Aguinaldo Fenelon pediu apuração rigorosa da investigação feita pela Polícia Civil.

Sem ordem judicial, o setor de inteligência rastreou o carro usado pelo secretário de Articulação Política, Gustavo Monteiro, suspeito de envolvimento com propina. Grupos de direitos humanos fizeram o mesmo pedido em manifesto. A denúncia não foi comprovada, mas esse é outro assunto que deve ganhar desdobramentos. E as candidaturas ainda nem estão postas. E a campanha ainda nem começou.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Vorcaro com Lula, Lewandowski na folha do Master: governo metido até o pescoço

Do DIÁRIO DO PODER - Cláudio Humberto
charlesnasci@yahoo.com.br

Lula (PT) e seu governo parecem enrolados até o pescoço no caso do Banco Master, cujo dono, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Uma das revelações mais devastadores sobre esse escândalo, até agora, mostrou que o presidente da República e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, reuniram-se com Vorcaro para tratar do Master. E que, no cargo, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski ganhou R$5,25 milhões como consultor do Master.

LOBBY BEM SUCEDIDO

A reunião de Lula com Vorcaro ocorreu a pedido do ex-ministro petista Guido Mantega, contratado como "consultor" por R$1 milhão mensais.

TENTATIVA DE BLINDAGEM

O vazamento da reunião, "controlado", incluiu o detalhe de que Lula achou que o tema deveria ser tratado pela "área técnica" do governo.

R$250 MIL MENSAIS

Ricardo Lewandowski recebeu R$6,5 milhões em um contrato de serviço de "consultoria", mediante pagamento de R$250 mil mensais.

CONTRATO MANTIDO

Mesmo ministro, Lewandowski não cancelou o contrato do escritório de advocacia que mantém com os filhos, segundo a denúncia.

Escândalo piora

Do DIARIO DE PERNAMBUCO - Blog Dantas Barreto
charlesnasci@yahoo.com.br

A cada dia que se mexe no caso do Banco Master, mais se arregala os olhos. Tudo começou com um escândalo financeiro envolvendo uma instituição nova e com um dono que enriqueceu de forma muito rápida. As revelações chegaram ao STF. Ontem, o portal Metrópoles chegou a publicar a informação de que o ministro Alexandre de Moraes teria se reunido duas vezes com o banqueiro Daniel Vorcaro para tratar sobre a venda do Master ao BRB, em 2025. Mas o Supremo divulgou nota negando a notícia.

Quem está no olho do furacão é Dias Toffoli. Ele é responsável pelo processo e, apesar das ligações familiares e encontros indevidos, não quer largar e vem suportando a pressão, inclusive interna. Agora a crise bate na porta do Palácio do Planalto, com o fato de que o escritório de advocacia da família de Ricardo Levandowski prestou consultoria e recebeu R$ 5 milhões do Banco Master. Levandowski é ex-ministro do STF e, na época, estava no pasta da Justiça e Segurança Pública do Governo Lula. Isso causou preocupação no Governo.

Para acrescentar mais um ingrediente nessa receita, o presidente Lula (PT) teve reunião com Vorcaro que não constava na agenda oficial. Isso aconteceu pouco antes de acertos para o BRB comprar o Master. O Banco Central mandou desfazer o negócio. Tudo está gerando suspeitas sobre integrantes dos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, em pleno ano eleitoral.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

O que a direita pode e deve (mas será que vai?) aprender com a caminhada do Nikolas

Da GAZETA DO POVO - Paulo Polzonoff Jr.
charlesnasci@yahoo.com.br

Se fiquei chateado com a leitura transversal e azeda que alguns fizeram do texto em que traçava um paralelo entre a Coluna Prestes e a caminhada promovida pelo deputado Nikolas Ferreira? Um pouco. Nah. Bastante. Mas o negócio é me acostumar, eu sei. Ou então mudar. O que já não sei se consigo. Porque, apesar de um ou outro mal-entendido, há algo de profundamente espiritual em tudo o que escrevo. Busco a verdade e não sei se estou disposto a abdicar disso. Minto. Sei que não estou.

O fato é que observei todos os dias da caminhada liderada por Nikolas Ferreira e que percorreu 240km, entre Paracatu (MG) e Brasília. Desde os primeiros passos expostos nas redes sociais, passando pela adesão cada vez maior de populares e personalidades da direita, até o fatídico raio que atingiu os manifestantes concentrados na capital federal. Um acontecimento, aliás, perturbador em vários níveis. Talvez eu volte a esse assunto num outro texto.

CARNE, OSSO E ALMA

Mas vai ter que ficar para um texto futuro mesmo, porque neste quero falar de algumas lições que a direita pode e talvez até deva (mas não vai) aprender com a caminhada liderada por Nikolas Ferreira, doravante chamada apenas de Caminhada do Nikolas. E a primeira dela é esta: política se faz com gente. No meio de gente. No mundo real. Nada substitui o contato com o outro. Aquele ser de carne, osso e alma, principalmente alma, e que chamamos de "nosso semelhante".

Digo isso porque tenho a impressão de que muita gente se entusiasmou com o papel das redes sociais nas eleições de 2018 e substituiu a percepção do mundo real pelo que vê no Instagram. Ou pior, no Twitter. Sem dizer que é muito mais cômodo e fácil, quando não prazeroso, ficar brigando com @seilaquem ou com aquele sujeito que, lá do outro lado do mundo, vive de criar intrigas. Mas é um erro. Porque se tem uma coisa que aprendi é que, apesar da promessa de proximidade e pertencimento, as redes sociais só afastam as pessoas e distorcem a realidade.

OPORTUNISTAS

Não quero, porém, que você ache que estou dando lição de moral aqui. Não é meu objetivo. Quem sou eu? Só acho que os fatos estão aí para a gente aprender alguma coisa com eles. E também para a gente conversar. Lembrando que propor uma conversa sempre animada é a minha missão de vida. De vida! E eis aqui uma lição dura (mas necessária) de aprender com a caminhada do Nikolas: é na política que os oportunistas se realizam.

Não adianta. É da natureza do negócio. Por isso, não há nem por que se revoltar. A despeito de um ou outro abnegado, quiçá até vocacionado para o bem comum, a política só atrai gente interessada em poder. Em influência. Em moldar o mundo conforme sua vontade. Sem falar no dinheiro, mas realmente acho que o dinheiro é secundário. Oportunistas gostam de coisas como "estar participando de um ato histórico". Da aparência, só aparência, de estar contribuindo. Os oportunistas (e nem todos são!) que se juntaram a Nikolas na caminhada são um clássico.

CHUVA, BOLHAS, CÂIMBRAS

Outra lição importante. Talvez a mais importante. Tão importante que, pensando bem, eu deveria ter começado o texto com ela. Mas agora já era: o cidadão comum gostamos de ver político se sacrificando. Tomando chuva. Com bolhas nos pés. Andando com dificuldade por causa das câimbras. Exposto ao escárnio dos petistas que certamente passavam pela estrada. Tomando o sol do meio-dia na cara. Gostamos. Nem que esse sacrifício seja simbólico.

Só não pode ser um sacrifício falso. Um golpe de marketing. E, sinceramente, não acho que a caminhada do Nikolas tenha sido isso. Espero que não. Aliás, a diferença na percepção do sacrifício político é o que explica a imagem de Jair Bolsonaro (“o homem que levou uma facada pelo Brasil”) da imagem do filho, Eduardo, em seu razoavelmente confortável autoexílio nos Estados Unidos. No fundo, é por meio dessa percepção que as pessoas, às vezes inconscientemente, decidem seu apoio e voto.

A VIDA É FEITA DE ESCOLHAS

Outra lição (a penúltima) interessante que se pode tirar da caminhada do Nikolas é que a direita tem que ter a coragem de perder. De sair derrotada das urnas, sim, mas com a cabeça erguida. Temos que voltar a pensar na política como uma expressão da honra, por mais idealista que isso soe. Precisamos estar dispostos a fazer o certo, sem ter certeza do sucesso. Afinal, nem tudo tem que ter um ROI! Repare que a caminhada do Nikolas não resultou em nada de concreto, exatamente. (Até agora). Mas não dá para negar: ela reavivou alguma coisa boa em muita gente que andava borocoxô, muitas vezes dando ouvidos ao seu lado mais cínico.

Por fim, uma lição triste, daquelas que mostram que a direita insiste nos mesmos erros. É que, cá entre nós, e sem querer menosprezar a liderança do deputado Nikolas Ferreira, longe disso!... Mas quem deveria estar liderando a caminhada, unindo a direita e até atraindo os oportunistas era o pré-candidato Flávio Bolsonaro. Era ele quem deveria estar "atravessando o deserto", se sacrificando simbólica e fisicamente. Mas Flávio Bolsonaro, por algum motivo, achou melhor rezar no Muro das Lamentações. E tudo bem. A vida é assim mesmo: feita de escolhas.

Nikolas desafia Moraes em discurso após caminhada: 'O Brasil não tem medo de você'

Do DIÁRIO DO PODER - Mael Vale
charlesnasci@yahoo.com.br

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) discursou neste domingo (25) para uma multidão de manifestantes reunidos na Praça do Cruzeiro, no centro de Brasília, ao final da chamada "Caminhada pela Liberdade", que durou sete dias e mobilizou participantes de diferentes regiões do país. Em sua fala, o parlamentar defendeu uma mudança no rumo político do Brasil, negou qualquer intenção de ruptura institucional e fez críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF).

"Não estamos aqui para tomar o poder, mas o Brasil acordou", declarou Nikolas do alto de um carro de som. Segundo o parlamentar, o objetivo do ato foi despertar a população para o que classificou como um momento crítico vivido pelo país. "O que vamos fazer amanhã são duas coisas. Vamos agora ter a missão de acordar as outras pessoas e essa missão é sua", afirmou, dirigindo-se aos manifestantes.

Em outro momento, Nikolas fez críticas diretas ao ministro do STF, Alexandre de Moraes: "Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você", afirmou, sob aplausos e gritos da multidão. Durante o discurso, o deputado destacou pautas como saúde e educação públicas, afirmando que a oposição luta por serviços de qualidade nessas áreas. Em tom crítico, fez um apelo aos professores: "Professores desse país, acordem e se livrem da ideologia da esquerda".
Nikolas também orientou os manifestantes a deixarem a Praça do Cruzeiro de forma pacífica e a retornarem para suas casas, pedindo que não seguissem até a Praça dos Três Poderes, localizada a cerca de seis quilômetros do local. Ao final do ato, conduziu uma oração coletiva com os participantes.

"Meu Deus, nós não aguentamos tanta corrupção, maldade aqui no Brasil. Por favor, perdoe os nossos pecados, as nossas falhas e tenha misericórdia dessa nação", disse o parlamentar, que pediu ainda perdão aos "inimigos" e força para enfrentar aqueles que, segundo ele, estariam "contra o bem".

O deputado disse ainda que estava "desesperançoso" e que acreditava que não veria novas grandes manifestações na capital federal: "Mas eu tenho certeza de que essa foi a maior caminhada da história desse país". Para Nikolas, o Brasil vive "um pesadelo terrível" e a mobilização teria como objetivo "despertar o país".

domingo, 18 de janeiro de 2026

Delegados da PF criticam atuação do STF em investigação do Banco Master

Da CNN BRASIL - Leonardo Ribbeiro
charlesnasci@yahoo.com.br

A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) divulgou, neste sábado (17), nota pública em que manifesta preocupação com o andamento das investigações relacionadas ao Banco Master. Segundo a entidade, há indícios de que prerrogativas legais dos delegados responsáveis pelo caso estariam sendo "indevidamente mitigadas" por decisões judiciais do STF (Supremo Tribunal Federal).
No comunicado, a ADPF reconhece que a atuação conjunta entre Polícia Federal e STF é prática consolidada, especialmente em investigações que envolvem autoridades com foro por prerrogativa de função.

A entidade destaca que essa interação institucional produziu resultados relevantes ao longo dos anos, mas ressalta que tais êxitos sempre dependeram do respeito às atribuições constitucionais de cada órgão. De acordo com a associação, compete aos ministros do STF o exercício da jurisdição constitucional, enquanto aos delegados cabe a condução técnica das investigações criminais, conforme previsto na Constituição. A ADPF sustenta que os inquéritos conduzidos pela PF seguem metodologia própria, baseada em protocolos técnicos, planejamento estratégico e amadurecimento progressivo das provas.

A nota, no entanto, aponta que, no caso específico do Banco Master, decisões judiciais recentes estariam determinando a realização de acareações, buscas e apreensões e oitivas em prazos considerados exíguos, além de outras providências que fugiriam ao planejamento estabelecido pela autoridade policial. Entre as medidas questionadas estão determinações para lacração de objetos apreendidos, envio de materiais a outros órgãos e até a escolha nominal de peritos para a realização de exames técnicos. Segundo a ADPF, tais procedimentos destoam dos protocolos internos da Polícia Federal e não encontram paralelo nem mesmo na rotina administrativa da instituição.

Para a entidade, esse cenário é "manifestamente atípico" e compromete a autonomia técnica dos delegados, podendo prejudicar a eficiência e a imparcialidade da investigação criminal. A associação afirma que a interferência externa na condução do inquérito coloca em risco a adequada elucidação dos fatos em apuração. Ao final do documento, a ADPF defende o restabelecimento de uma relação institucional harmônica entre a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal, com respeito às competências legais de cada órgão. A entidade afirma esperar que a cooperação seja retomada "com a brevidade necessária" e dentro dos limites do ordenamento jurídico.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

João Campos se manifesta após nomeação polêmica: "oportunismo"

Do METRÓPOLES - Coluna Andreza Matais
charlesnasci@yahoo.com.br

João Campos (PSB-PE) decidiu se manifestar sobre a polêmica envolvendo a nomeação de um candidato para uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD). O caso, que repercutiu após reportagem da Coluna, gerou pedidos de impeachment e de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o prefeito do Recife. Em vídeo publicado na quarta-feira (7 de janeiro), Campos classificou a repercussão como "oportunismo político", e citou a síndrome de Down de seu irmão mais novo para afirmar que a "causa da pessoa com deficiência" é, para ele, "uma causa de vida".

No dia 20 de dezembro, o prefeito nomeou Lucas Vieira Silva para o cargo de procurador municipal após o candidato apresentar um laudo de deficiência três anos depois da realização do concurso, ocorrido em dezembro de 2022. Lucas é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, que, 46 dias antes da nomeação, havia arquivado um pedido de investigação sobre uma suposta corrupção envolvendo contratos de R$ 100 milhões com a gestão de João Campos. No vídeo divulgado nesta quarta-feira, o prefeito não menciona a relação familiar do candidato.

"Vocês sabem que a causa da pessoa com deficiência é uma causa de vida para mim. Tenho um irmão com síndrome de Down, a quem amo muito, e sei bem o quanto é importante termos cuidado com esse tema. O que não dá é ver isso sendo tratado como oportunismo eleitoral. Em nenhum momento desse debate se disse que se tratava de uma disputa administrativa entre dois candidatos com deficiência: um com autismo, amparado por laudo da Justiça Federal do Trabalho, e outro com deficiência física", diz João Campos no vídeo

Dez dias após a nomeação de Lucas, o prefeito voltou atrás e concedeu a vaga de procurador ao candidato que havia sido classificado na primeira homologação do concurso, o advogado Marko Venicio dos Santos. Em conversa com a Coluna, Marko afirmou que o questionamento sobre a nomeação de Lucas não se referia à sua deficiência, mas à decisão da banca de homologar um laudo apresentado fora do prazo previsto no edital. O processo seletivo estabelecia que candidatos com deficiência deveriam apresentar, no ato da inscrição, o laudo médico acompanhado de declaração e avaliação biopsicossocial.

"As pessoas com deficiência já enfrentam muitas dificuldades; cada uma tem suas particularidades e suas próprias barreiras de aprendizado. Eu não questiono a deficiência de ninguém, até porque sei muito bem o que é ter a sua diminuída. O que eu questiono é exclusivamente o procedimento administrativo da Prefeitura", afirmou o candidato que havia perdido a vaga.

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Portal de maior audiência do Brasil, Metrópoles repercute polêmica em concurso da Prefeitura do Recife; veja vídeo

Do PORTAL DE PREFEITURA
charlesnasci@yahoo.com.br

O site Metrópoles, atualmente maior portal de notícias do Brasil, segue repercutindo o escândalo do concurso público para Procuradoria do Município do Recife. Veja no vídeo:
A história do candidato nomeado pelo prefeito do Recife, João Campos, para uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD) ganhou um novo capítulo. Lucas Vieira Silva é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, que 46 dias antes da nomeação havia arquivado um pedido de investigação sobre suposta corrupção envolvendo contratos de R$ 100 milhões com a gestão de Campos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

PF apura citações a Lulinha como "sócio oculto" de careca do INSS

Da CNN BRASIL
charlesnasci@yahoo.com.br

A PF (Polícia Federal) está apurando as citações a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no âmbito das investigações sobre desvios bilionários do salário de aposentados pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social). Menções diretas e indiretas ao nome de Lulinha foram colhidas pelos investigadores por meio de depoimento e material apreendido em busca e apreensão ao longo das apurações que ainda seguem em curso.

A informação foi antecipada pelo jornal "O Estado de S.Paulo" e confirmada pela CNN. Ao ser questionado pela CNN sobre quando começaram as apurações envolvendo Lulinha, um dos policiais que atuam diretamente no inquérito afirmou que o nome de Lulinha apareceu nas operações de busca e apreensão contra a empresária Roberta Luchsinger, realizada em meados de dezembro do ano passado.

A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta por meio de Roberta com o Antonio Camilo Antunes, o Careca do INSS. O material apreendido nos endereços de Roberta ainda está sob análise da PF. A defesa da empresária nega que ela tenha atuado como intermediária entre o filho de Lula e o Careca do INSS.

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Nomeação de João Campos envolve filho de juiz que barrou investigação

Candidato nomeado por João Campos em concurso é filho de juiz que arquivou caso de corrupção contra a Prefeitura do Recife
Do METRÓPOLES - Andreza Matais
charlesnasci@yahoo.com.br

A história do candidato nomeado pelo prefeito do Recife, João Campos, para uma vaga destinada a pessoas com deficiência (PCD) ganhou um novo capítulo. Lucas Vieira Silva é filho do juiz Rildo Vieira da Silva, que 46 dias antes da nomeação havia arquivado um pedido de investigação sobre suposta corrupção envolvendo contratos de R$ 100 milhões com a gestão de Campos.

O caso ganhou ampla repercussão nacional após a imprensa revelar que o prefeito aceitou nomear Lucas mesmo ele não tendo se inscrito no concurso para disputar uma vaga destinada a PCD. O laudo médico que atesta autismo só foi apresentado três anos depois da prova. Com isso, Lucas saltou da 63ª posição para a 1ª na lista de candidatos com deficiência. O candidato que já havia sido convocado perdeu a vaga para ele.

A oposição defende a instalação de uma CPI para investigar a coincidência de datas. O juiz arquivou o caso em 4 de novembro. Em 20 de dezembro, o seu filho foi nomeado para o cargo de procurador. A reportagem teve acesso à decisão na qual ele arquivou a investigação do Ministério Público de Pernambuco sobre um suposto esquema de desvio de verbas públicas em contratos administrativos da Prefeitura do Recife. Rildo tomou a decisão um dia após assumir a Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife.

De acordo com o
Gaeco, servidores públicos fraudavam licitações para beneficiar empresas responsáveis por obras e serviços de engenharia na capital pernambucana. "Além da irregularidade da ‘barriga de aluguel’, estratégia criminosa que milita contra a obtenção de contratações mais vantajosas para o ente público, a investigação revelou fundadas suspeitas da prática do ‘sombreamento’ de serviços de engenharia. A hipótese investigada é a de um mesmo serviço de engenharia ter sido pago mais de uma vez", escreveu o Gaeco de Pernambuco sobre a operação deflagrada em agosto de 2025.

No centro das investigações do Gaeco estão a Associação dos Municípios do Médio São Francisco e o Consórcio Intermunicipal para o Desenvolvimento Ambiental Sustentável do Norte de Minas (Codarnorte), que possuem contratos com a Prefeitura do Recife. No entanto, o juiz Rildo Vieira da Silva entendeu que não havia irregularidades nesses acordos.
"O fato de a existência de ilícito nos procedimentos licitatórios da Prefeitura de Ipojuca, celebrado com a Associação dos Municípios do Médio São Francisco de Minas Gerais, necessariamente não macula o procedimento licitatório da Prefeitura do Recife. O instituto de adesão à Ata de Registro de Preço, adotado pela Prefeitura do Recife, possui previsão legal (Lei n. 14.133/2021), e o objeto revela-se lícito", escreveu Rildo na decisão.

A reoportagem buscou contato com o juiz Rildo Vieira da Silva por meio da assessoria ddo Tribunal de Justiça do Pernambuco, mas não obteve resposta. Já a
Prefeitura do Recife negou irregularidades na nomeação de Lucas, e disse que "não houve privilégio, favorecimento ou irregularidade, mas sim o cumprimento do dever legal de assegurar tratamento isonômico às pessoas com deficiência, preservando o interesse público e a lisura do concurso".

ENTENDA O CASO PASSO A PASSO


Pouco mais de um mês após o arquivamento das investigações contra a Prefeitura, João Campos nomeou Lucas Vieira Silva para o cargo efetivo de procurador judicial do município, em uma vaga reservada a pessoas com deficiência (PCD). Lucas também é filho de Maria Nilda Silva, procuradora do Ministério Público de Contas, vinculado ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.

Embora tenha se inscrito na ampla concorrência, Lucas solicitou, três anos após o concurso, a mudança de modalidade, depois de ter ficado na 63ª posição. O pedido foi feito à Prefeitura em maio deste ano. Para justificar a alteração, Lucas apresentou um laudo médico que apontava Transtorno do Espectro Autista (TEA), condição que teria sido confirmada pelo Tribunal Regional do Trabalho.

A mudança foi aceita pelo procurador-geral do município, Pedro Pontes, que publicou uma nova homologação em 19 de dezembro, colocando Lucas em primeiro lugar entre os candidatos com deficiência. No dia 20 de dezembro, o prefeito autorizou a nomeação de Lucas,
mas recuou dez dias depois, após o caso ser revelado pela coluna.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Fraude: João Campos á alvo no Recife de pedido de impeachment

Prefeito é acusado de fazer protegido em concurso "furar a fila"
Do DIÁRIO DO PODER - Mael Vale
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O vereador de Recife, Eduardo Moura (Novo), protocolou um pedido de impeachment contra o prefeito recifense João Campos (PSB), após a repercussão de um caso envolvendo a nomeação considerada irregular de um candidato aprovado em concurso público para o cargo de procurador do município. Para Moura, líder do Novo na Câmara Municipal, o ato configura infrações legais graves. "Houve uma clara 'furada de fila' em um concurso público, com o aval do chefe do Executivo, o que caracteriza crime de responsabilidade e infração político-administrativa", declarou o vereador do Novo.

O pedido de impeachment tem como base a nomeação de Lucas Vieira da Silva para uma vaga reservada a Pessoas com Deficiência (PCD), em desacordo com o próprio edital do concurso e em prejuízo de outro candidato que teria direito à vaga. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Município em 23 de dezembro de 2025, apesar de o candidato ter ficado na 63ª colocação. A nomeação ocorreu após um pedido de reclassificação de Lucas, que foi feito mais de três anos após o concurso.

O concurso foi realizado em 2022 e homologado em junho de 2023. Em 29 de maio de 2025, Lucas Vieira solicitou a requalificação para concorrer como PCD, pedido que foi negado por três procuradoras concursadas do município em decisões técnicas sucessivas. Mesmo assim, quando o caso foi encaminhado ao procurador-geral do município, Pedro Pontes, cargo comissionado indicado pelo prefeito, reverteu as decisões em 20 de dezembro de 2025 e três dias depois, João Campos oficializou a nomeação. Diante da repercussão negativa do caso e da pressão popular, a gestão municipal decidiu revogar a nomeação.

"Quando o prefeito descumpre o edital, ele pratica um ato contra a expressa disposição legal", enfatizou Moura. O vereador do Novo destacou ainda que o prefeito está "infringindo dispositivos" da Lei Orgânica do Município, da Lei de Improbidade Administrativa, do Decreto de Lei 201, e até do Código Penal. "Os atos atentam contra a probidade administrativa e contra o cumprimento das leis, o que configura crime de responsabilidade", justificou. O vereador também questionou o momento da nomeação, destacando que a vaga deveria ter sido preenchida pelo candidato classificado desde outubro de 2025, mas permaneceu aberta até dezembro de 2025, quando Lucas foi nomeado.

Além disso, alertou para suspeita de possível favorecimento, uma vez que Lucas Vieira é filho de uma procuradora do Tribunal de Contas do Estado e de um juiz que atua na vara de crimes contra a administração pública da capital, e que em novembro de 2025, um mês antes da nomeação de Lucas, anulou os atos da operação "Barriga de Aluguel", que investigava a gestão João Campos por possível desvio de verbas no valor de R$500 milhões.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Narcoditador Maduro é preso, algemado e levado da Venezuela para os EUA

Do DIÁRIO DO PODER - Cláudio Humberto
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O presidente norte-americano Donald Trump, anunciou haver capturado o narcoditador da Venezuela, Nicolás Maduro, após ataque militar muito bem sucedido na madrugada deste sábado (3). A ação militar contou também com a participação de policiais norte-americanos, exatamente porque Maduro recebe tratamento de traficante de drogas. Ele foi preso junto com a esposa, Cilia Flores, e levados a Nova York, nos EUA, segundo informa a imprensa americana.

"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, junto com sua esposa, capturado e expulso do país. Essa operação foi realizada em conjunto com as autoridades policiais dos EUA", informou Trump em suas redes sociais, anunciando também que haverá coletiva de imprensa hoje em Mar-a-Lago, sua residência particular na Flórida. A vice presidente da Venezuela confirmou que o ditador Nicolás Maduro foi capturado pelas forças norte-americanas. Ela disse que o tirano foi "raptado" e exigiu "prova de vida", mas a verdade foi é capturado como narcotraficante.

O ministro da Defesa Vladimir Padrino López, cuja casa também foi bombardeada, segundo divulgou a Sky News, conclamou o "povo heróico da Venezuela" a resistir. "A Força Armada Nacional Bolivariana informa ao mundo inteiro que na madrugada de hoje, 03 de janeiro de 2026, o povo venezuelano foi alvo da agressão militar mais criminosa por parte do governo dos EUA", disse.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Conexão Política, Estadão, Metrópoles e Pleno News foram as únicas mídias nacionais que noticiaram escândalo envolvendo João Campos

Do CONEXÃO POLÍTICA
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O escândalo envolvendo a nomeação e posterior recuo administrativo da Prefeitura do Recife, relacionado ao concurso da Procuradoria-Geral do Município, repercutiu exclusivamente em quatro veículos de alcance nacional: Conexão Política, Estadão, Metrópoles e Pleno News. Essas redações foram as únicas a registrar os desdobramentos oficiais, incluindo a apresentação do laudo tardio, a reclassificação, a revisão administrativa e a reversão da decisão que alterava o resultado final do certame.

A situação se desenrolou com publicações em edições extras do Diário Oficial do Recife, atos administrativos de anulação e portarias confirmando o retorno do candidato originalmente classificado na vaga destinada a pessoas com deficiência. Mesmo diante das atualizações formais, o caso permaneceu ausente dos principais veículos pernambucanos, como Diario de Pernambuco, Folha de Pernambuco, Jornal do Commercio e G1 Pernambuco, que até a manhã da quarta-feira (31 de dezemgro) não haviam registrado nota, reportagem ou referência ao caso.

Enquanto isso, no plano nacional, as quatro mídias que optaram por cobrir o assunto acompanharam a movimentação institucional que resultou na publicação de três portarias centrais: a Portaria nº 1786/2025, que confirma a continuidade do procedimento de posse de Marko Venicio dos Santos Batista; a Portaria nº 22/2025, que revoga o edital utilizado na justificativa da reclassificação; e a Portaria nº 1823/2025, que anula o ato anterior responsável pela mudança na convocação.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

MPPE funciona em regime de plantão até 6 de janeiro em todo o estado

Do PORTAL DA CIDADE SURUBIM
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No período de 20 de dezembro de 2025 a 6 de janeiro de 2026, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE funcionará em regime de plantão em todo o estado, em razão do recesso de fim de ano. A medida tem como objetivo assegurar a continuidade do atendimento às demandas consideradas urgentes, mesmo durante a suspensão do expediente regular.

De acordo com o MPPE, o plantão garantirá a análise e o encaminhamento de casos que não podem aguardar o retorno das atividades normais, preservando o interesse público e a atuação institucional do órgão. O atendimento ao público ocorrerá, em regra, das 13h às 17h, nas unidades previamente designadas para o período de recesso.

Na região do Agreste Setentrional, os municípios de Surubim, Casinhas e Vertente do Lério integram a Comarca de Surubim. Durante o recesso, o plantão do Ministério Público para essas cidades será realizado em Limoeiro, sede da 11ª Circunscrição Ministerial do Estado de Pernambuco.

Para contato direto durante o plantão regional, o MPPE disponibiliza o e-mail
plantao11a@mppe.mp.br, por meio do qual podem ser encaminhadas as demandas urgentes. Informações adicionais sobre locais de atendimento, telefones e orientações específicas podem ser consultadas no portal oficial do Ministério Público de Pernambuco ou em seus canais institucionais. O expediente normal do MPPE em todas as unidades será retomado a partir do dia 7 de janeiro de 2026, com funcionamento em horário habitual.

sábado, 20 de dezembro de 2025

Careca do INSS era dono de entidade que arrecadou R$ 221 milhões, afirma Polícia Federal

Do METRÓPOLES
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A Polícia Federal (PF) afirma que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, era o "dono de fato" de uma das principais entidades associativas da Farra do INSS, esquema bilionário de descontos indevidos contra aposentados, revelado pelo Metrópoles.
Segundo o Portal da Transparência do governo federal, a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca (CBPA), investigada por fraudar os descontos de mensalidade nas aposentadorias do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), já arrecadou R$ 221 milhões. Investigações da PF mostram que a CBPA pagou R$ 400 mil à Federação das Colônias dos Pescadores do Estado do Maranhão, entidade que era presidida pelo deputado estadual maranhense Edson Araújo (PSB). O parlamentar também recebeu R$ 5,4 milhões da CBPA.
De acordo com a PF, o Careca do INSS, que está preso desde setembro, comandava a entidade com outros dois investigados: Gabriel Negreiros e Tiago Schettini. "As evidências reunidas na investigação demonstram, de forma clara e consistente, que Gabriel Negreiros, Antonio [Carlos] Camilo Antunes e Tiago Schettini atuam como donos de fato da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA)", diz a PF.
Negreiros é suspeito de ser o braço operacional na CBPA, gerenciando empresas "utilizadas para dar aparência de legalidade às movimentações financeiras ilícitas". A entidade era representada por ele em contratos envolvendo transferências para a ACCA Consultoria, empresa do Careca do INSS. "Sua atuação, demonstrada pelos intercâmbios de mensagens e pelo material apreendido, o situa como um dos responsáveis pela administração da CBPA com atuação voltada para a prática de fraudes contra beneficiários do INSS", afirma a investigação da PF.

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