Do CORREIO DO AGRESTE
charlesnasci@yahoo.com.br
Dois homicídios foram registrados na tarde da terça-feira (24 de fevereiro), no distrito de Chã do Rocha, zona rural do município de Orobó. Os crimes ocorreram em via pública, na Rua do Cruzeiro, e mobilizaram equipes das Polícias Militar e Civil, além do Instituto de Criminalística. De acordo com informações repassadas por moradores, o agricultor Givanildo de Lima Sousa, de 20 anos, matou com disparos de espingarda, o cozinheiro José Firmino da Silva Neto, de 23 anos. O assassinato ocorreu em frente à residência da vítima.
Após o homicídio, Givanildo foi detido por populares e amarrado a uma árvore, enquanto aguardavam a presença da polícia. Segundo testemunhas, pouco tempo depois, chegaram três homens que passaram a agredir Givanildo com pedaços de madeira e também com a própria espingarda utilizada no crime. A arma foi danificada durante as agressões e recolhida em partes para ser encaminhada à perícia. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Um vídeo gravado por um morador mostra a mãe de Givanildo sendo contida pelo pai de José Firmino. A mulher tentava evitar que o filho fosse espancado, enquanto a ação do genitor do cozinheiro facilitava o linchamento.
Os agressores foram identificados como Andrey da Silva Moura, de 20 anos, Wagner Antônio de Moura, 35 anos, conhecido por Nêgo Lauro e o irmão de José Firmino, João Firmino da Silva Júnior, de 33 anos, o Júnior Galego. Durante a ação policial, Andrey foi localizado nas imediações e preso em flagrante. Em depoimento, ele confirmou que participou das agressões contra Givanildo e apontou a participação dos outros dois envolvidos. Nêgo Lauro e Júnior Galego não foram encontrados e são considerados foragidos.
A área foi isolada por equipes da Polícia Militar até a chegada da perícia. O Instituto de Criminalística realizou os primeiros levantamentos, recolheu vestígios e a arma de fogo utilizada nos crimes. Após os procedimentos periciais, os corpos foram liberados e encaminhados ao Instituto de Medicina Legal para exames.
Ainda segundo informações colhidas pela polícia, o primeiro crime teria ocorrido porque Givanildo acreditava que José Firmino teria envolvimento na morte de seu pai, ocorrida em janeiro. No entanto, não há registro de indícios formais que apontem a participação de José Firmino nesse outro homicídio, conforme consta nos boletins policiais. Tanto familiares de Givanildo quanto de José Firmino acreditam que o jovem "surtou".
A Polícia Civil informou que instaurou inquérito para investigar os dois homicídios, identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias dos crimes. As apurações seguem sob responsabilidade da delegacia de Orobó.
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Dois homicídios foram registrados na tarde da terça-feira (24 de fevereiro), no distrito de Chã do Rocha, zona rural do município de Orobó. Os crimes ocorreram em via pública, na Rua do Cruzeiro, e mobilizaram equipes das Polícias Militar e Civil, além do Instituto de Criminalística. De acordo com informações repassadas por moradores, o agricultor Givanildo de Lima Sousa, de 20 anos, matou com disparos de espingarda, o cozinheiro José Firmino da Silva Neto, de 23 anos. O assassinato ocorreu em frente à residência da vítima.
Após o homicídio, Givanildo foi detido por populares e amarrado a uma árvore, enquanto aguardavam a presença da polícia. Segundo testemunhas, pouco tempo depois, chegaram três homens que passaram a agredir Givanildo com pedaços de madeira e também com a própria espingarda utilizada no crime. A arma foi danificada durante as agressões e recolhida em partes para ser encaminhada à perícia. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Um vídeo gravado por um morador mostra a mãe de Givanildo sendo contida pelo pai de José Firmino. A mulher tentava evitar que o filho fosse espancado, enquanto a ação do genitor do cozinheiro facilitava o linchamento.
Os agressores foram identificados como Andrey da Silva Moura, de 20 anos, Wagner Antônio de Moura, 35 anos, conhecido por Nêgo Lauro e o irmão de José Firmino, João Firmino da Silva Júnior, de 33 anos, o Júnior Galego. Durante a ação policial, Andrey foi localizado nas imediações e preso em flagrante. Em depoimento, ele confirmou que participou das agressões contra Givanildo e apontou a participação dos outros dois envolvidos. Nêgo Lauro e Júnior Galego não foram encontrados e são considerados foragidos.
A área foi isolada por equipes da Polícia Militar até a chegada da perícia. O Instituto de Criminalística realizou os primeiros levantamentos, recolheu vestígios e a arma de fogo utilizada nos crimes. Após os procedimentos periciais, os corpos foram liberados e encaminhados ao Instituto de Medicina Legal para exames.
Ainda segundo informações colhidas pela polícia, o primeiro crime teria ocorrido porque Givanildo acreditava que José Firmino teria envolvimento na morte de seu pai, ocorrida em janeiro. No entanto, não há registro de indícios formais que apontem a participação de José Firmino nesse outro homicídio, conforme consta nos boletins policiais. Tanto familiares de Givanildo quanto de José Firmino acreditam que o jovem "surtou".
A Polícia Civil informou que instaurou inquérito para investigar os dois homicídios, identificar todos os envolvidos e esclarecer as circunstâncias dos crimes. As apurações seguem sob responsabilidade da delegacia de Orobó.






