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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Por que Flávio Bolsonaro tem o que comemorar na nova pesquisa Genial/Quaest

Da VEJA
charlesnasci@yahoo.com.br

Por trás do recuo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas intenções de voto, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem, quarta-feira, 10 de junho, esconde-se uma boa notícia para o senador: nenhum outro candidato da oposição avançou significativamente junto ao eleitorado. A despeito da queda, o filho "Zero Um" de Jair Bolsonaro mantém a hegemonia na direita como único nome com força para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas, em outubro.

Em relação ao levantamento anterior da Quaest, publicado em maio, Flávio Bolsonaro caiu quatro pontos percentuais no primeiro turno e três pontos em confronto direto contra Lula no segundo turno. O recuo é atribuído tanto ao escândalo "Dark Horse", que revelou mensagens trocadas entre o senador e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, quanto à ameaça de um novo tarifaço pelos Estados Unidos, anunciada dias após uma visita de Flávio e Eduardo Bolsonaro ao presidente Donald Trump, na Casa Branca.

Por outro lado, os principais nomes da direita na corrida presidencial seguem estagnados na pesquisa. Na comparação com maio, Romeu Zema (Novo) recuou dois pontos percentuais, Ronaldo Caiado (PSD) caiu um ponto e Renan Santos (Missão) oscilou um ponto para cima, enquanto Aécio Neves (PSDB) estreou no levantamento de junho com 2% do eleitorado — somados, os presidenciáveis da direita acumulam pífios 10% das intenções de voto.

Mesmo os números de rejeição eleitoral aos presidenciáveis, ranking que Flávio lidera com 56%, trazem alguns sinais positivos para o senador. Zema e Santos aumentaram em rejeição e Aécio estreou com 54%, quase empatado com o "Zero Um". Caiado não variou entre maio e junho.

A avaliação é que a polarização entre petistas e bolsonaristas continua forte no cenário eleitoral: mesmo com a imagem manchada e as intenções de voto reduzidas, Flávio Bolsonaro segue como a aposta do eleitorado de direita para derrotar Lula no pleito. "Os outros nomes da direita não conseguem melhorar seu desempenho contra Lula a ponto de serem mais competitivos que Flávio", diz o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores em 120 municípios brasileiros entre entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é estimada em 2 pontos percentuais (pp), para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado junto à Justiça Eleitoral sob o código BR-07661/2026.