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sábado, 25 de julho de 2026

Dilema de conviver com dois caciques

Do BLOG DANTAS BARRETO
charlesnasci@yahoo.com.br

Desgaste. Essa é uma palavra ouvida nas conversas com aliados da governadora Raquel Lyra (PSD), em virtude do imbróglio envolvendo seu preferido Miguel Coelho (UB) e o presidente da Federação União Progressista e do PP, Eduardo da Fonte. Ninguém sabe para quem pedir votos, enquanto a oposição está na rua a todo vapor. Falta uma semana para a convenção do PSD e continua o moído entre os dois pré-candidatos a só uma vaga de senador na chapa governista. A outra é de Túlio Gadêlha (PSD).

Apesar da vantagem que Eduardo da Fonte tem, justamente pela posição que ocupa e ter maioria na direção estadual da federação, os aliados de Raquel veem ela atiçando o projeto de Miguel. O presidente do União Brasil se mantém grudado na governadora, presente nas agendas administrativas, enquanto Eduardo da Fonte fica naquela do "tô nem aí".

Pelo visto, o único acordo é antecipar a convenção da Federação União Progressista para 2 de agosto. As convenções do PP e União Brasil serão separadas no dia 1º e se encaminham para indicarem seus respectivos dirigentes ao Senado. Será mesmo que a definição ficará para o dia da festa de Raquel no Parador? Se for, quem perder a parada como vai reagir? Será que terá climão?

Bem, a governadora vem fazendo as suas tentativas, espera que a direção nacional interceda, mas, contar com uma federação do tamanho da União Progressista e com dois líderes que não se bicam, tem seu preço.