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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Miguel Coelho: "Quem monta a chapa não é partido, é a governadora"

Do BLOG DANTAS BARRETO
charlesnasci@yahoo.com.br

Apesar de a maioria do diretório pernambucano da Federação União Progressista ter definido que o deputado Eduardo da Fonte (PP) como pré-candidato ao Senado, o presidente do União Brasil, Miguel Coelho, garantiu que nada está decidido. Na entrevista concedida ao Podcast Dose Dupla, ele afirmou que a governadora Raquel Lyra (PSD) tem o direito de escolher quem estará na chapa majoritária.

"Quem lidera esse processo é a governadora, quem monta a chapa não é partido, é a governadora. Então, de novo essa é uma decisão que cabe única e exclusivamente a Raquel poder escolher quem serão os seus companheiros de chapa", enfatizou Miguel. Ele e o deputado federal Fernando Filho são os representantes do União Brasil no diretório estadual, contudo optaram pela abstenção e os cinco votos do PP foram todos para Eduardo da Fonte, na reunião dessa segunda-feira (29).

Miguel Coelho justificou a decisão, alegando que o próprio Eduardo disse que a reunião não era deliberativa. O pré-candidato garantiu que continuará a agenda e defendeu que a Federação União Progressista possa até ocupar as duas vagas na chapa de Raquel. Mas disse ter estranhado que o PP não deliberou sobre o apoio à reeleição da governadora.

Veja no vídeo:
"Foi dito pelo próprio Eduardo que ali era uma reunião que não iria produzir efeitos jurídicos legais nenhum. Era uma mera deliberação interna da federação, até porque tiveram outras pautas como liderança de Assembleia Legislativa, liderança na Câmara do Recife, enfim o funcionamento administrativo da federação. Eu até pedi para constar em ata que o União Brasil já anunciou que vai apoiar a governadora Raquel Lyra, mas o PP preferiu não deixar isso em ata por enquanto. Por qual razão não sei, mas nós vamos defender a reeleição de Raquel", relatou.

"E aí foi dito que nessa reunião as deliberações de coligação e das pré-candidaturas ao Senado não iriam produzir nenhum efeito jurídico legal. Então, já que não vai decidir nada, era mero simbolismo do que estava ali sendo deliberado, a gente preferiu por não participar, até porque não surte efeito prático nenhum", completou Miguel Coelho.