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domingo, 16 de agosto de 2026

Quaest mostra avanço de Flávio e perda de espaço de Lula entre independentes, eleitores decisivos na escolha do presidente

De O GLOBO
charlesnasci@yahoo.com.br

Dados da nova pesquisa Quaest — a primeira contratada pela TV Globo e pelo jornal O GLOBO, divulgada na última sexta-feira (14 de agosto) — mostram que os eleitores independentes, grupo com potencial para decidir as eleições presidenciais deste ano, ficaram mais longe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se aproximaram do senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento aponta que uma fatia maior desse segmento passou a declarar voto no candidato de oposição no segundo turno e a avaliar negativamente o governo.

Os independentes correspondem a um terço dos eleitores do Brasil e são considerados fundamentais para decidirem o pleito, já que, sem eles, nem Lula nem Flávio conseguem alcançar uma maioria de eleitores. Além disso, como são voláteis, podem pender para qualquer um dos dois lados da polarização. No entanto, é o grupo de identificação política, neste momento, com mais pessoas nada interessadas nas eleições (33%) ou pouco interessadas (47%, nesse caso empatado com a esquerda não lulista).

A pesquisa indica que a intenção de voto dos independentes no segundo turno em Flávio avançou de 30% para 35% em menos de dez dias. Já a de Lula foi de 33% para 29% nesse mesmo período. Embora todas as movimentações estejam dentro da margem de erro para o grupo, que é de quatro pontos percentuais, todas as oscilações favoreceram o bolsonarista. O grupo também registra os maiores percentuais de brancos, nulo e de quem não vai votar (27%) e de indecisos (9%).

Além disso, é a primeira vez desde maio de 2026, entre os independentes, que a fatia dos que avaliam negativamente o governo (36%) superou a dos que o veem como regular (34%), contra 26% de positivo. Outro sinal de dificuldades para o petista é que entre junho e essa sexta-feira avançou de 45% para 48% a quantidade desses eleitores que desaprova a gestão de Lula. Por fim, 58% desse recorte enxergam que o Brasil está indo na direção errada, ante apenas 28% que entendem estar na correta.