Do CONEXÃO POLÍTICA BRASIL
charlesnasci@yahoo.com.br
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na quinta-feira (17), a 16 dias do primeiro turno, um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. O valor mínimo mensal passará de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio, que considera os adicionais pagos conforme a composição de cada família, subirá de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. O novo valor começará a ser pago em outubro, após o primeiro turno e durante o período que antecede uma eventual segunda votação.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na quinta-feira (17), a 16 dias do primeiro turno, um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. O valor mínimo mensal passará de R$ 600 para R$ 691. O benefício médio, que considera os adicionais pagos conforme a composição de cada família, subirá de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. O novo valor começará a ser pago em outubro, após o primeiro turno e durante o período que antecede uma eventual segunda votação.
Pelo calendário do programa, os pagamentos de outubro estão previstos para começar no dia 19 e terminar no dia 30. Caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro. Isso significa que parte dos beneficiários receberá o valor reajustado antes da votação decisiva.
O anúncio vai de encontro a uma disputa cada vez mais apertada com Flávio Bolsonaro (PL). Levantamentos recentes da AtlasIntel, Futura e PoderData mostram os dois tecnicamente empatados, com Flávio numericamente à frente nas simulações de segundo turno realizadas pelos três institutos.
Conforme o governo, o reajuste corresponde à reposição da inflação acumulada desde a reformulação do Bolsa Família, em 2023. Será o primeiro aumento do piso do programa desde março daquele ano. O reajuste elevará o benefício mínimo para R$ 691 e terá impacto bilionário.
O custo adicional estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027. A equipe econômica afirma que existem recursos disponíveis para bancar a ampliação neste ano sem aumentar a despesa total prevista. Para o próximo exercício, o governo terá de modificar a proposta orçamentária já encaminhada ao Congresso.






