Do ESTADÃO - Célia Froufe e Gabriel Hirabahase
charlesnasci@yahoo.com.br
A pesquisa de intenção de votos Quaest divulgada na manhã desta segunda-feira, 14, caiu como uma bomba na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dedos são apontados para "atuação analógica" até aqui. O que mais assustou o entorno foi a subida de dez pontos para Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores que recebem de dois a cinco salários mínimos, e que foram os beneficiados com o fim do pagamento de impostos. O eleitorado feminino também tem flertado um pouco mais com o candidato do PL.
No segundo turno, segue o empate técnico, com números absolutos favoráveis a Bolsonaro. A campanha petista tem sido feita ainda muito "à antiga", na avaliação de alguns agentes do governo ou até próximos da campanha. O formato tradicional é "do gosto do presidente Lula", mas a Quaest hoje - a primeira a trazer os impactos das novas informações sobre o Banco Master - mostrou que não tem tido o efeito esperado. Não é uma questão de procurar culpados, segundo algumas fontes, mas de tentar uma guinada nos dias que antecedem a votação.
O quadro atual, de acordo com alguns interlocutores, está muito similar ao de 2018, quando Jair Bolsonaro (PL) ganhou a eleição. Até hoje, há a avaliação de que o PL soube usar as redes sociais muito além das habilidades do PT. A grande diferença entre as práticas, de acordo com uma autoridade, é que o governo vem procurando mostrar fatos e dados, enquanto a oposição tem explorado mais as narrativas.
Há um entendimento entre alguns petistas e aliados do presidente da República de que o discurso focado no tema "soberania" nos programas eleitorais não tem rendido dividendos eleitorais como esperado. Essa linha de discurso é atribuída principalmente ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Por fim, a maior preocupação do eleitorado, de acordo com a Quaest de hoje, é a violência - tema que não é atribuição da Presidência da República. A corrupção subiu para a segunda preocupação após os desdobramentos da crise do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não cola no candidato do PL, como esperavam alguns petistas.
charlesnasci@yahoo.com.br
A pesquisa de intenção de votos Quaest divulgada na manhã desta segunda-feira, 14, caiu como uma bomba na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dedos são apontados para "atuação analógica" até aqui. O que mais assustou o entorno foi a subida de dez pontos para Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores que recebem de dois a cinco salários mínimos, e que foram os beneficiados com o fim do pagamento de impostos. O eleitorado feminino também tem flertado um pouco mais com o candidato do PL.
No segundo turno, segue o empate técnico, com números absolutos favoráveis a Bolsonaro. A campanha petista tem sido feita ainda muito "à antiga", na avaliação de alguns agentes do governo ou até próximos da campanha. O formato tradicional é "do gosto do presidente Lula", mas a Quaest hoje - a primeira a trazer os impactos das novas informações sobre o Banco Master - mostrou que não tem tido o efeito esperado. Não é uma questão de procurar culpados, segundo algumas fontes, mas de tentar uma guinada nos dias que antecedem a votação.
O quadro atual, de acordo com alguns interlocutores, está muito similar ao de 2018, quando Jair Bolsonaro (PL) ganhou a eleição. Até hoje, há a avaliação de que o PL soube usar as redes sociais muito além das habilidades do PT. A grande diferença entre as práticas, de acordo com uma autoridade, é que o governo vem procurando mostrar fatos e dados, enquanto a oposição tem explorado mais as narrativas.
Há um entendimento entre alguns petistas e aliados do presidente da República de que o discurso focado no tema "soberania" nos programas eleitorais não tem rendido dividendos eleitorais como esperado. Essa linha de discurso é atribuída principalmente ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. Por fim, a maior preocupação do eleitorado, de acordo com a Quaest de hoje, é a violência - tema que não é atribuição da Presidência da República. A corrupção subiu para a segunda preocupação após os desdobramentos da crise do Supremo Tribunal Federal (STF), mas não cola no candidato do PL, como esperavam alguns petistas.






