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sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Polícia revela detalhes da investigação contra deputado eleito Emerson Freitas e garante haver prova robusta por extorsão e ligação com traficantes

Do JC PE
charlesnasci@yahoo.com.br

A Polícia Civil detalhou as investigações envolvendo o deputado estadual eleito e influenciador digital Emerson Freitas, investigado por extorsão majorada, exploração de prestígio e lavagem de capitais. Ele responde ao processo em liberdade, mas cumpre medidas cautelares.

Entre as determinações estão o uso de tornozeleira eletrônica, inicialmente pelo período de 30 dias, o comparecimento mensal à Justiça e a proibição de manter contato com vítimas e testemunhas.

Áudios divulgados pela Polícia apontam que Emerson cobrava dinheiro de traficantes para não publicar denúncias contra eles. Ele também afirmava ter influência junto a juízes e promotores do Ministério Público, prometendo impedir transferências de presos para presídios federais fora do estado.

No entanto, o Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE) e o Ministério Público comprovaram que ele não tinha influência sobre a Justiça e blefava para conseguir dinheiro. As investigações identificaram o pagamento de R$ 20 mil em espécie por um dos traficantes.

Além do valor inicial, Emerson e uma prima, apontada como envolvida no esquema, exigiam pagamentos mensais recorrentes. Os pedidos chegavam a R$ 2 mil por mês, de forma vitalícia, para que denúncias contra familiares dos criminosos não fossem publicadas.

"Há uma prova robusta em relação a essa prática extorsiva. A gente tem pelo menos três indicativos muito claros da concretização dessa cobrança. Sabemos que foi pago por uma dessas vítimas R$ 20 mil em espécie em um ato arranjado. E, após esse pagamento inicial, o próprio indiciado solicita um reajuste dos termos do acordo", afirmou o delegado Jorge Pinto.