Da FOLHA DE PERNAMBUCO - Betânia Santana
charlesnasci@yahoo.com.br
O primeiro mês de 2026 ainda não acabou, mas já sinaliza a temperatura do ano eleitoral. Episódios recentes mostram que o ápice da polarização, histórica em Pernambuco, será ultrapassado. Está evidente que os principais atores - a governadora Raquel Lyra (PSD), e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), que até agora não admitiu ser pré-candidato - não poderão nem pensar em cochilar porque os adversários estão bem acordados para qualquer deslize.
Desde ontem, um pedido de impeachment do prefeito tramita na Câmara de Vereadores e deve ser analisado na primeira sessão ordinária, terça-feira. A matéria retoma a polêmica do concurso para procurador do município. O candidato em 63º lugar apresentou atestado de autismo dois anos após o certame ser homologado. O que estava em 102º lugar, mas que desde o início havia declarado ser deficiente físico, recorreu à Justiça para ter a vaga garantida.
É provável que o impeachment não se concretize. O gestor tem maioria na Casa. Mas é um desgaste que ainda deve render. Desgaste também é vivenciado pela governadora. Ontem,em sessão do Ministério Público, o procurador Aguinaldo Fenelon pediu apuração rigorosa da investigação feita pela Polícia Civil.
Sem ordem judicial, o setor de inteligência rastreou o carro usado pelo secretário de Articulação Política, Gustavo Monteiro, suspeito de envolvimento com propina. Grupos de direitos humanos fizeram o mesmo pedido em manifesto. A denúncia não foi comprovada, mas esse é outro assunto que deve ganhar desdobramentos. E as candidaturas ainda nem estão postas. E a campanha ainda nem começou.
É provável que o impeachment não se concretize. O gestor tem maioria na Casa. Mas é um desgaste que ainda deve render. Desgaste também é vivenciado pela governadora. Ontem,em sessão do Ministério Público, o procurador Aguinaldo Fenelon pediu apuração rigorosa da investigação feita pela Polícia Civil.
Sem ordem judicial, o setor de inteligência rastreou o carro usado pelo secretário de Articulação Política, Gustavo Monteiro, suspeito de envolvimento com propina. Grupos de direitos humanos fizeram o mesmo pedido em manifesto. A denúncia não foi comprovada, mas esse é outro assunto que deve ganhar desdobramentos. E as candidaturas ainda nem estão postas. E a campanha ainda nem começou.






