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domingo, 26 de julho de 2026

O dilema de Miguel

Do BLOG CENÁRIO
charlesnasci@yahoo.com.br

Embora seja o nome preferido da governadora Raquel Lyra (PSD) para disputar o Senado em sua chapa, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), enfrenta um grande desafio que é o de convencer a ala do PP na Federação União Progressista a aceitar sua indicação.

Não é a primeira vez que Miguel esbarra na falta de controle sobre a estrutura partidária. Em 2018, seu grupo político travou uma disputa pelo comando do MDB com o ex-senador Jarbas Vasconcelos, em meio ao projeto de seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho.

Já em 2022, enfrentou dificuldades com o deputado Luciano Bivar no União e, agora, volta a depender de um entendimento interno na federação para viabilizar seu projeto eleitoral.

Apesar do capital politico conquistado nos últimos anos, Miguel Coelho tem encontrado dificuldades para converter sua liderança em influência nas decisões partidárias. É justamente esse fator que pode definir a disputa pela vaga ao Senado na chapa de Raquel Lyra.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Raquel pretende definir chapa majoritária até sábado (25)

Do BLOG CENÁRIO
charlesnasci@yahoo.com.br

Com a proximidade da convenção do PSD, marcada para 2 de agosto, a governadora Raquel Lyra (PSD) aproveita a reta final para consolidar apoios e concluir as negociações da chapa majoritária. Segundo apuração do 
Blog Cenário, a gestora tem pressa para resolver a disputa pela segunda vaga ao Senado. Fontes palacianas afirmaram ao blog que a intenção é fechar a composição até o próximo sábado (25 de julho), permitindo alinhar os últimos detalhes antes da convenção e garantir que o grupo chegue unido ao início da campanha.

O principal impasse continua na Federação União Progressista. O ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, e o deputado federal Eduardo da Fonte (PP), que preside a federação em Pernambuco, marcaram as convenções de seus partidos para 1º de agosto. Já o da UP ficou para 5 de agosto, último dia do calendário eleitoral para homologação das candidaturas.

Miguel e Eduardo disputam a mesma vaga ao Senado na chapa da governadora. A primeira cadeira, por sua vez, segue reservada ao deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), cenário que, até o momento, permanece inalterado. Nos bastidores, o senador Fernando Dueire (PSD), pré-candidato natural à reeleição, também intensificou as articulações. Fontes relataram ao blog que ele se reuniu em Brasília com o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, em busca de fortalecer sua posição nas negociações.

Caso o impasse na federação resulte em candidaturas avulsas de Miguel e Eduardo, cresce a possibilidade de Dueire ocupar a segunda vaga ao Senado, formando uma chapa inteiramente composta por filiados ao PSD. Ao mesmo tempo, Raquel precisa conduzir as negociações de forma a preservar a permanência da Federação União Progressista em seu palanque. Além de evitar desgastes com aliados estratégicos, a governadora busca assegurar o tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, considerado um ativo importante para a campanha.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Raquel abre diferença de 12 pontos e liga alerta vermelho na campanha de João Campos

Do BLOG DE RICARDO ANTUNES
charlesnasci@yahoo.com.br

A pesquisa Simplex, feita em parceria com o Blog do Elielson, divulgou números aterrorizantes para o ex-prefeito João Campos (PSB). Segundo o instituto, a governadora Raquel Lyra (PSD) abriu uma diferença de 12 pontos percentuais, encaminhando uma vitória já em primeiro turno.

No primeiro cenário, que incluiu o nome do ex-vereador Ivan Moraes (PSOL), a governadora lidera com 48,2% das intenções de voto. João aparece com 36,5%, enquanto Ivan soma 1,1%. Brancos, nulos e nenhum dos candidatos totalizaram 5,9%, e outros 8,3% não souberam ou não responderam. Nos votos válidos, Raquel teria 56,3%, João ficaria com 42,5% e Ivan 1,2%.

No segundo cenário, sem a presença do ex-parlamentar, Raquel chega a 49% e João registra 36,8%. Aqueles que declaram voto branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 6,2%, e outros 8% não souberam ou não responderam.

A última pesquisa do Simplex, divulgada em 8 de abril, apontava empate entre os dois principais candidatos. Naquela ocasião, João tinha 42,6%, enquanto Raquel ficou com 42,3%. A governadora então cresceu 5,6 pontos percentuais nesses três meses, enquanto o ex-prefeito recuou 5,8 pontos percentuais.

Para o atual levantamento, o Simplex ouviu 1.067 pessoas em Pernambuco, por telefone, entre 15 e 20 de julho. A margem de erro é de 3% e o grau de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e acende um verdadeiro "alerta vermelho" na campanha do PSB.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Raquel Lyra prioriza Sertão e João Campos Agreste

Da FOLHA DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

Na véspera do inicio das convençoes partidárias, os principais pré-candidatos ao governo de Pernambuco, segundo as pesquisas de intenção de voto, exploraram territórios diferentes. De olho na reeleição, a governadora Raquel Lyra (PSD) priorizou o Sertão do São Francisco, cumprindo agenda em Petrolina, onde visitou um centro médico especializado em oftalmologia
. Já o pré-candidato da oposição, o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), comandou evento de escuta popular na cidade de Caruaru.

Raquel Lyra registrou, ontem, no Instagram um vídeo ao lado do ex-prefeito petrolinense Júlio Lóssio, diretor-médico da Fundação Banco de Olhos de Pernambuco, comemorando a realização de 18 cirurgias de catarata pela instituição. No dia anterior, percorreu os municípios de Floresta, Itacuruba, Belém do São Francisco e Santa Maria da Boa Vista, no Sertão.

No primeiro, realizou visitas a obras do governo do estado em andamento, incluindo creches, centro de cultura, grupamento de Bombeiros Militares, Complexo de Polícia Científica e requalificação de mercado público. Na agenda foi acompanhada pela prefeita do município Rorró Maniçoba (PP), pelo deputado estadual Kaio Maniçoba (PP) e pelo deputado federal Lula da Fonte (PP), além do vice-presidente do PSD em Pernambuco, André Teixeira Filho.

Em seguida, o ponto de parada foi a rodovia PE-422, que está sendo reconstruída em Itacuruba. "Começamos a arrancar tudo, vem o asfalto novo. Em outubro a gente entrega essa obra. Mas não é uma obra só de 11 km de asfalto, ou R$ 11 milhões, é uma obra que conecta uma cidade, conecta as pessoas que vivem aqui", destacou a governadora.

Depois, em Belém do São Francisco, a governadora visitou, ao lado do prefeito Calby Carvalho (PSD), os canteiros de obras da rodovia PE-460 e de uma creche. Em Santa Maria da Boa Vista, participou da 27ª edição da Serenata da Recordação, ao lado do prefeito George Duarte (PP) e do pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho (UB).

TERRITÓRIO

Já João Campos, que no sábado esteve em Palmares, Água Preta, Quipapá e Garanhuns, finalizou o giro do fim de semana com o Chega Junto, Pernambuco, em Caruaru, que foi governada por Raquel de 2017 a 2022. "Isso aqui não é uma fazenda, um sítio, uma propriedade privada. Não existem donos de cidades pequena, média ou grande. As cidades e o estado são do povo", afirmou Campos em entrevista no bairro de Indianópolis, que recebeu o evento de escuta popular.

No palanque, o pré-candidato não se furtou de criticar o ritmo das entregas do estado, apontando o descompasso entre os anúncios oficiais e a realidade das torneiras e das salas de aula, especialmente das creches. "Não adianta anunciar, prometer, dar ordem de serviço, assinar contrato, licitar obra... Nada disso importa para as pessoas se não estiver funcionando. Não importa ter um discurso maravilhoso de água se abre a torneira e não chega água. Não adianta um compromisso de 250 creches e não fazer cinco ou seis creches", disparou.

Campos aproveitou o encontro para prometer a construção do Hospital da Criança do Agreste e a reabertura do Hospital Jesus Nazareno, fechado pelo governo estadual. Também se comprometeu a construir um anel viário nos arredores de Caruaru e duplicar a BR 232 entre São Caetano e Serra Talhada. A comitiva contou, entre outras presenças, com o ministro da Previdência Social Wolney Queiroz (PDT), a senadora Teresa Leitão (PT), o pré-candidato a vice Carlos Costa (Republicanos) e os pré-candidatos ao senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).

sábado, 18 de julho de 2026

"Precisamos colocar alguns pontos nos 'is'", diz Chaparral sobre relação com Raquel

Do BLOG DO ALBERES XAVIER
charlesnasci@yahoo.com.br

"Existem algumas coisas que precisam ser resolvidas, precisamos colocar alguns pontos nos 'is'. Precisamos ser tratados de acordo com o nosso tamanho". A fala é de Cleber Chaparral, prefeito de Surubim, que, na manhã desta quinta-feira (16), concedeu entrevista ao programa Cidade em Foco, da Rede Pernambuco de Rádios e à coluna
. Chaparral falou sobre sua relação com a governadora Raquel Lyra, do PSD, e sobre a possibilidade de ele não apoiar o projeto de reeleição de Raquel.

"É preciso tirar algumas coisas do papel para que tudo dê certo. Só queremos que as coisas cheguem no município e na região", disse ele, dizendo que já pediu à governadora a pavimentação da estrada que liga Santa Maria do Cambucá às comunidades de Pau Santo e Serrinha, bem como da estrada que liga Surubim ao Sítio Tatus. "São obras que são necessárias. Precisamos ser ouvidos. É necessário que essas obras saiam do papel".

Para finalizar, o prefeito de Surubim falou sobre se o seu apoio a Raquel passa pela candidatura de Miguel Coelho ao Senado Federal.

"Até o final deste mês saberemos de tudo, saberemos o que irá acontecer. Neste momento, posso afirmar que fazemos parte de um partido, que é o União Brasil. Somos liderados, seguimos o nosso líder, que é Miguel Coelho, e tudo faz parte de uma construção. Miguel tem nome e reúne todas as condições de fortalecer o time de Raquel. Ele é uma pessoa que tem um nome forte em todo o estado e que exerce uma forte liderança em uma grande região do estado. Miguel tem ao seu lado o povo, que enxerga nele a renovação política necessária".

O SENADOR DE CHAPARRAL

"Não tem quem segure aquele Galeguinho. Quando Deus quer, não adianta, não adianta colocar pedras no caminho. Pernambuco sabe da liderança que Miguel Coelho tem, sabe da importância de termos um senador novo, defendendo todo o estado de Pernambuco. Esse senador chama-se Miguel Coelho, um jovem determinado e cheio de vontade de trabalhar pelo povo". A fala é de Cleber Chaparral, prefeito de Surubim, que concedeu entrevista à Rede Pernambuco de Rádios.

O PSB DO MAL

Ainda na entrevista, que aconteceu na última quinta-feira, Chaparral disse que não tem nenhum problema com o pré-candidato ao governo, João Campos. No entanto, fez críticas pesadas aos representantes do PSB em Surubim. "Respeito muito João Campos, quando falo (mal) do PSB, falo do PSB de Surubim, pois lá seus representantes fazem política com ódio e perseguindo pessoas".

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Quem ficará com a vaga de senador?

Do BLOG DE ELIELSON
charlesnasci@yahoo.com.br

O imbróglio da Federação União Progressista continua dominando os bastidores da política pernambucana. A pergunta que ronda o meio político é uma só: quem ocupará a segunda vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra? O deputado federal Eduardo da Fonte se apega à decisão da executiva estadual da federação, que referendou seu nome para a disputa. Como presidente da União Progressista em Pernambuco e com maioria na composição do colegiado, aposta no peso político e partidário para consolidar sua pré-candidatura.

Já o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho confia na palavra da própria governadora, que tem defendido seu nome nas negociações conduzidas em Brasília, contando ainda com o respaldo de importantes lideranças nacionais da federação. A reunião desta semana não encerrou o impasse, apenas adiou o desfecho. Agora, todas as atenções se voltam para os próximos dias, quando uma nova rodada de conversas deverá definir quem será o segundo nome ao Senado na chapa de Raquel Lyra.

SEM CHANCE DA VICE

As especulações de que o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, teria aceitado disputar a vice-governadoria na chapa de Raquel Lyra não encontram respaldo. Em recente reunião, a governadora deixou claro que a vaga de vice não está em discussão e reafirmou sua intenção de manter Priscila Krause na composição da chapa.

FIDELIDADE

O copresidente nacional da Federação União Progressista, Ciro Nogueira, demonstrou fidelidade ao presidente estadual da federação, Eduardo da Fonte, durante a reunião com a governadora Raquel Lyra. Companheiros de longa data em Brasília, os dois construíram uma sólida relação política ao longo dos anos. Ciro fez questão de defender o nome de Eduardo para a disputa ao Senado, reforçando o compromisso com a decisão da federação em Pernambuco.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Janjão diz que quer levar experiência de Bom Jardim para Alepe e destaca apoios políticos à pré-candidatura

Do BLOG DE ALBERES XAVIER
charlesnasci@yahoo.com.br

O ex-prefeito de Bom Jardim e pré-candidato a deputado estadual, Janjão, afirmou que tem percorrido todas as regiões de Pernambuco para apresentar seu projeto político com foco na experiência administrativa acumulada à frente do município. Em entrevista exclusiva ao Blog do Alberes Xavier e à Rede Pernambuco de Rádios, ele disse que pretende replicar, em outras cidades, ações desenvolvidas durante sua gestão.

Segundo Janjão, a transformação promovida em Bom Jardim é o principal cartão de visitas de sua pré-candidatura. "Quem conhece a história de Bom Jardim sabe o antes e o depois do prefeito Janjão. A gente levou água, calçamento, asfalto, construiu escolas e postos de saúde. Estou pedindo a Pernambuco uma oportunidade de trabalhar e mostrar o que a gente pode fazer pelos municípios", afirmou.

O ex-prefeito também destacou o fortalecimento de sua base política com novos apoios para a disputa de 2026. Ele citou as adesões dos prefeitos Lindonaldo da Farinha, de Frei Miguelinho, e Dr. Histenio Sales, de Vertente do Lério. Para Janjão, o apoio dos gestores municipais fortalece o projeto e amplia a capacidade de levar investimentos às cidades representadas.

Ao comentar a formação da chapa majoritária para as eleições de 2026, Janjão afirmou confiar na condução da governadora Raquel Lyra na escolha dos candidatos ao Senado. Apesar disso, declarou apoio aos senadores Humberto Costa e Fernando Dueire, destacando que ambos contribuíram com ações para Bom Jardim e, por isso, terão seu empenho durante a campanha eleitoral.

Brasil fora da copa, eleição entra em campo

Do BLOG DO ELIELSON
charlesnasci@yahoo.com.br

A derrota do Brasil para a Noruega encerrou um ciclo que monopolizou as conversas dos brasileiros nas últimas semanas. Primeiro, foram os festejos juninos; depois, a Copa do Mundo. Com o apito final, o calendário nacional começa a mudar de assunto.

A partir de agora, a política tende a ocupar cada vez mais espaço nas rodas de conversa, nas redes sociais e no noticiário. Ainda que a campanha oficial esteja distante, os movimentos de bastidores vosse intensificam, alianças começam a ser consolidadas e os pré-candidatos devem ampliar a presença nas ruas.

Sem São João e sem Seleção em campo, o Brasil volta a olhar para outro grande campeonato: o eleitoral. E, daqui para frente, a tendência é que a disputa pelo voto entre definitivamente na pauta do dia a dia dos brasileiros.

POLITIZAÇÃO DA SELEÇÃO

A eliminação da Seleção Brasileira promete alimentar a polarização política. Enquanto a direita deve reforçar o discurso de que faltou Neymar em campo desde o início da Copa, a esquerda tende a associar o fracasso da Canarinho justamente ao jogador. Nem o futebol ficou imune à disputa política.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

A torcida dos candidatos

Da CBN RECIFE - Blog do Elielson
charlesnasci@yahoo.com.br

Hoje o Brasil entra em campo contra o Japão por uma vaga na sequência da Copa do Mundo. Fora das quatro linhas, porém, há outra disputa que também se aproxima do apito inicial: a corrida eleitoral. Com as convenções batendo à porta e o calendário político prestes a acelerar, futebol e política voltam a dividir o mesmo relógio.

Na política, a Copa nunca foi apenas futebol. Ela ocupa o noticiário, monopoliza as conversas e empurra a agenda eleitoral para o segundo tempo ou até para uma prorrogação. Quanto mais longe a Seleção avança, menos tempo os pré-candidatos têm antes que a campanha entre definitivamente no centro das atenções.

E há um detalhe interessante: quem lidera as pesquisas, em regra, costuma ser beneficiado por esse compasso de espera. Quem está na frente prefere um ambiente de menor exposição e menos confrontos, preservando o patrimônio eleitoral já construído. Uma Copa longa ajuda justamente nisso: adia o aquecimento da campanha e reduz o espaço para ataques e mudanças bruscas no cenário.

Já para quem aparece atrás, o raciocínio costuma ser o inverso. Quanto antes o debate eleitoral dominar o noticiário, maior a oportunidade de crescer, apresentar propostas, confrontar adversários e tentar alterar a fotografia das pesquisas. O tempo, nesse caso, passa a ser um adversário.

Por isso, o resultado de hoje produz efeitos que vão além da classificação esportiva. Se o Brasil vencer e seguir vivo na Copa, o país continuará dividido entre a emoção do futebol e os bastidores da política. Se a eliminação vier, o calendário eleitoral ocupará rapidamente o espaço deixado pela Seleção, antecipando o clima de campanha em um momento decisivo para as articulações.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Datafolha mostra disputa mais dura que em 2022

Do BLOG DE EDMAR LYRA
charlesnasci@yahoo.com.br

Os números do Datafolha ajudam a iluminar duas eleições em contextos bastante diferentes no Brasil recente: 2022 e o cenário projetado para 2026. A comparação não é apenas sobre percentuais, mas sobre a própria natureza da competição política.

Em junho de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva aparecia em posição amplamente favorável nas pesquisas. Em um dos principais cenários, marcava 47% no primeiro turno contra 28% de Jair Bolsonaro — uma diferença de quase 20 pontos. Em simulações de segundo turno, a vantagem era ainda mais expressiva, chegando a algo próximo de 57% a 34%. Era, na superfície, um quadro de domínio claro.

A urna, no entanto, mostrou outra dinâmica. No primeiro turno, Lula terminou com 48% dos votos válidos contra 43% de Bolsonaro. No segundo turno, a disputa se apertou ainda mais: 50,9% a 49,1%. A vantagem larga das pesquisas se reduziu a uma margem mínima na contagem final. O recado político daquele ciclo foi direto: vantagem em pesquisa não é sinônimo de resultado consolidado, especialmente em ambientes polarizados.

Em 2026, o cenário descrito pelo Datafolha já nasce mais equilibrado. Lula aparece com cerca de 41% no primeiro turno contra 31% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, a diferença é de apenas 47% a 43% a favor do atual presidente. A distância que antes era de quase 20 pontos agora se comprime para algo em torno de 4 pontos.

Há ainda um elemento novo nessa equação: a reconfiguração da chamada terceira via. Diferentemente de outros ciclos, os principais nomes alternativos hoje estão mais associados ao campo da direita, o que tende a reduzir a dispersão desse eleitorado e tornar a disputa mais eficiente para o bloco opositor no segundo turno. A comparação entre 2022 e 2026 revela, portanto, uma mudança de escala. Antes, uma vantagem inicial ampla de Lula sobre Bolsonaro acabou se estreitando fortemente na urna.

Agora, o ponto de partida já é uma disputa muito mais apertada, em que pequenas variações podem definir o resultado. Se em 2022 o país saiu de uma fotografia de vantagem larga para uma eleição decidida no detalhe, em 2026 o que se observa desde o início é exatamente esse “detalhe”: uma eleição sem margem confortável, em que o erro de leitura do humor do eleitor pode ser decisivo.

Espriella derrota extrema-esquerda e se elege presidente da Colômbia

Do DIÁRIO DO PODER
charlesnasci@yahoo.com.br

O candidato de direita à presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, foi eleito em segundo turno nesse domingo (21), segundo anunciou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), derrotando o candidato de extrema-esquerda Ivan Cepeda, apoiado pelo presidente radical Gustavo Petro, amigo de Lula (PT), de notórias ligações aos narcoterroristas das Farc ("Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia"), que se notablizaram por atentados que mataram milhares de cidadãos e centenas de sequestros.

Abelardo de la Espriella alcançou 12.901.860 votos, contra a 12.646.859 de Cepeda, com 99,45% das urnas apuradas. Ao votar, mais cedo, Petro prometeu solenemente que respeitaria o resultado das urnas, mas ninguém o levou a sério, por ser conhecido mentiroso. Não deu outra: anunciada a vitória de Espriella, Petro já foi divulgando que não respeitaria o resultado das urnas.

Conhecido pela leviandade, Gustavo Petro teve a ousadia de discursar no Central Park, em Nova York, exortando os militares norte-americanos a se rebelarem contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O fato ocorreu no início da atual gestão do republicano. Esse tipo de apelo em geral é considerado crime em qualquer país, com a consequente prisão do criminoso, mas os EUA respeitam a liberdade de expressão, bem ao contrário das ditaduras de esquerda.

Petro tentou se vender como "anti-Trump" e passou a atribuir o favoritismo de Espriella à lorota de suposta interferência dos EUA no processo eleitoral. Seu governo é acusado de estar por trás de diversos crimes políticos, incluindo o assassinato do senador e pré-candidato à presidência Miguel Uribe Turbay, que, aos 39 anos, foi vítima de atentado a tiros ocorrido em junho de 2025, durante um comício político em Bogotá.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Lula está com Campos. Não disse que só estará com Campos

Vídeo do presidente atendeu a um insistente pedido de João, mas não descartou Raquel, hoje favorita com 67% de aprovação no Datafolha
Do JC PE - Igor Maciel
charlesnasci@yahoo.com.br

O vídeo de Lula (PT) para João Campos não encerrou a disputa pelo palanque presidencial em Pernambuco que vem se arrastando já faz tempo. Ele só encerra a dúvida sobre o que já era óbvio que é o apoio do PT ao PSB. O que o presidente não fez no vídeo, e o PSB prefere que ninguém perceba, é que a declaração não descarta um palanque duplo e não fecha nenhuma porta para Raquel Lyra (PSD). Lula disse que "está com João Campos". Não disse que "só estará com João Campos".

O comportamento recente da própria governadora alimenta essa leitura. Questionada sobre Ronaldo Caiado (PSD), candidato do seu partido à presidência, Raquel elogiou o colega de legenda mas deixou claro que Kassab (PSD) a liberou para decidir sozinha como se posicionar na eleição nacional.

A governadora mantém aberto o caminho para apoiar Lula no primeiro ou no segundo turno presidencial. O cientista político Adriano Oliveira enxerga exatamente esse cálculo por trás da neutralidade de Raquel. "É muito melhor para o presidente Lula ser neutro intensamente nessa disputa em Pernambuco e ter a governadora Raquel Lyra pedindo voto para ele no segundo turno do que fazer uma campanha intensa para o ex-prefeito do Recife, João Campos", disse.

O vídeo que o PSB comemorou como vitória pode, na prática, não ser isso. Lula sinalizou a Campos. Raquel sinaliza a Lula. O segundo turno presidencial, que tende a ser disputado com margem estreita, poderá depender justamente dessa equação que o vídeo embaralhou e, de propósito, não resolveu.

SILÊNCIO

A festa em Gravatá, onde o vídeo foi exibido num evento do PSB, foi real. O entusiasmo dos presentes também. Mas entusiasmo político e efeito eleitoral prático são coisas distintas. Adriano Oliveira foi categórico: "Eleitoralmente não tem nenhum impacto. O ex-prefeito do Recife, João Campos, não irá crescer nas pesquisas em razão da declaração do apoio de Lula."

A razão estaria na estrutura do voto para governador. O eleitor pernambucano não escolhe seu governador pela mesma lógica com que escolhe seu presidente. Avalia obras, percepção de segurança, sensação de melhora de vida. Raquel Lyra tem 67% de aprovação no último Datafolha e construiu esse número independentemente do debate nacional. Parte do eleitorado que vota em Lula para presidente vota em Raquel para governadora simplesmente porque aprova o governo estadual. O vídeo de Lula não muda isso.

CUSTO

Ao consolidar João Campos como um nome de Lula em Pernambuco, o vídeo resolve um problema do PSB e cria outro. Entre 30% e 35% do eleitorado pernambucano rejeita o lulismo. Esse grupo até ainda estava em disputa. Agora não está mais. "João Campos hoje é o candidato de Lula em Pernambuco e consequentemente ele não terá esses 30 a 35% de votos dos eleitores que rejeitam o lulismo", analisou Adriano Oliveira. Campos ganhou o simbolismo de ter Lula ao seu lado e perdeu, em troca, uma fatia do eleitorado que dificilmente votará em quem Lula indica.

Raquel Lyra herda esse eleitorado sem precisar disputá-lo. A neutralidade que ela mantém deixou de ser apenas uma estratégia cautelosa e passou a ser, depois do vídeo, uma vantagem estrutural. Quanto mais Lula se aproxima de Campos, mais o eleitorado antilulista se consolida na governadora.

CÁLCULO

Lula não gravou o vídeo pensando em Pernambuco. Gravou pensando no Brasil. João Campos é presidente nacional do PSB, partido que integra a base do governo federal em múltiplos estados. Ignorar o pedido de Campos seria sinalizar ao PSB que a aliança nacional tem limites inconvenientes. "O presidente Lula tinha que dar uma resposta a João Campos para garantir as negociações políticas em outros estados", explicou Adriano Oliveira. O cientista político chama isso de "apoio corpo mole". Lula aparece no vídeo, aparecerá no guia eleitoral, e dificilmente irá além disso.

Vir a Pernambuco, caminhar com Campos no sertão e desgastar-se numa disputa em que Raquel Lyra larga na frente com 67% de aprovação seria trocar um trunfo por uma briga desnecessária. "Lula hoje está precisando de votos e os votos de Pernambuco servirão muito para ele poder vencer a eleição", avaliou Adriano. Se a eleição presidencial vai ao segundo turno, como tende a ocorrer, quem pedirá voto para Lula em Pernambuco será Raquel Lyra. Esse cálculo pesa mais do que qualquer vídeo.

COLATERAL

O maior prejudicado pelo vídeo não é Raquel Lyra, mas pode ser o senador Humberto Costa (PT), segundo Oliveira. Ele argumenta que enquanto Lula mantivesse neutralidade em Pernambuco, existia espaço para que a governadora fizesse vista grossa à candidatura de Costa ao Senado. "Isso poderá fazer com que a governadora Raquel Lyra peça intensamente aos seus prefeitos que votem nos seus dois senadores, consequentemente prejudicando a candidatura de Humberto Costa", afirma. O vídeo que o PT comemorou pode custar ao PT, em último caso, até a vaga no Senado.

terça-feira, 16 de junho de 2026

São João reforça momento positivo da governadora Raquel Lyra

Do BLOG CENÁRIO
charlesnasci@yahoo.com.br

Embalada pela boa aprovação de sua gestão e pelo crescimento nas pesquisas para o Governo do Estado, a governadora Raquel Lyra (PSD) aproveitou a maratona de agendas do último fim de semana para testar sua popularidade nos polos juninos do Agreste.

Por onde passou, foi abordada por dezenas de pessoas para fotos, cumprimentos e demonstrações espontâneas de apoio, reforçando o momento positivo vivido pela gestora. Além de prestigiar os festejos, Raquel cantou, dançou e experimentou comidas típicas, buscando se integrar ao clima das celebrações.

As agendas também evidenciaram uma característica já conhecida de Raquel em outras campanhas: a facilidade no contato direto com o eleitor. Com desenvoltura nas ruas e boa interação com o público, a governadora possui um ativo que costuma fazer a diferença em períodos eleitorais e que poucos agentes políticos conseguem exercer com naturalidade.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

São João, Copa e pré-campanha num tempo só

Do BLOG DANTAS BARRETO
charlesnasci@yahoo.com.br

A cada quatro anos, dois assuntos se misturam durante o período de 37 dias: São João e Copa do Mundo. Mas outro entra nesse meio, querendo se aproveitar dos dois climas de festa: eleição.

Tudo bem que ainda estamos na pré-campanha dos pretensos candidatos a presidente da República, governos estaduais e para os parlamentos, só que cada um vai buscar as brechas, de hoje até 19 de julho, para ser mais forrozeiro e torcedor do que qualquer outro brasileiro.

Nos dias de jogos da Seleção Brasileira, o ritmo nas ruas tende a diminuir, mas como os jogos serão nos horários de final de tarde e início da noite, sempre vai ter um tempinho para as visitas às bases eleitorais. E se tiver uma festinha junina, melhor ainda. E tem as "ajudinhas" para os arraiais e festas para os torcedores assistirem às partidas da Canarinho, acreditando que que nosso time chegue até à final da Copa.

Assim como as eleições, a Seleção Brasileira não terá uma disputa fácil para avançar, mas não resta outra alternativa, senão torcer pelo hexa. Enquanto isso, os pré-candidatos vão continuar gastando sola de sapato, rodando pelos festejos juninos e onde tiver jogo que junte gente/eleitor.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Durante missa, prefeito exige presença de servidores nos eventos da Prefeitura de Machados e oposição reage

Do BLOG DO AGRESTE - Alfredo Neto
charlesnasci@yahoo.com.br

Durante missa, no encerramento do Mês Mariano, utilizando o sistema de som da igreja, o prefeito de Machados, Juarez Rodrigues (PSD), foi direto ao deixar um recado aos funcionários (contratados e comissionados) da gestão municipal. Juarez disse querer que eles estejam em todos os eventos da prefeitura, inclusive, citando que é lá que eles ganham o "pão".

Mesmo em um ambiente voltado ao cunho religioso, o prefeito de Machados seguiu com o tom político. Em determinado momento, ponderou, mostrando ser ciente de que todos têm compromissos pessoais, ou seja, tem casa, mas, em seguida, afirmou que não abre mão: "Eu quero que todo mundo participe dos eventos, do que se passa na prefeitura".

O vídeo vem gerando grande repercussão na cidade. O ex-prefeito Cido Plácido, que atua no campo de oposição, utilizou as redes sociais para tecer críticas ao comportamento do atual chefe do executivo e classificou a situação de "assédio moral" e de "abuso de poder". "Estamos diante de uma cena lamentável", pontuou.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Trajetória de sucesso fortalece o nome de Janjão para a Alepe

Do BLOG DO ALBERES XAVIER
charlesnasci@yahoo.com.br

Jovem, competente, testado e aprovado. Assim podemos definir o perfil do Janjão, que até bem pouco tempo ocupava o posto de prefeito da cidade de Bom Jardim, mas que no início do mês renunciou ao cargo para disputar um mandato de deputado estadual. Janjão está filiado ao PSD, da governadora Raquel Lyra, que tem incentivado e apoiado o seu novo voo eleitoral.

Janjão passou pouco mais de cinco anos e três meses como prefeito de Bom Jardim, período no qual se dedicou a reconstruir a cidade, colocando-a como destaque em toda a região Agreste. Recentemente ele recebeu a notícia de que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) havia aprovado suas contas de governo referentes ao ano de 2024.

Para Janjão, a aprovação por parte do TCE é uma prova incontestável de que o trabalho da sua gestão foi feito com planejamento, responsabilidade e compromisso com a população. "A Prefeitura de Bom Jardim vai bem, com uma gestão pública organizada, transparente e voltada para o desenvolvimento do nosso município", disse ele à Coluna, deixando evidente o orgulho de ter feito uma gestão de ponta.

Sobre o desafio de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, o prefeito afirmou que está preparado para a missão e que o seu projeto tem sido bem recebido pela população. "O compromisso com o nosso povo é o que nos trouxe até aqui e o que nos dá fôlego para buscar muito mais agora por todo Pernambuco. Seguimos juntos, firmes e com esperança, acreditando que é possível construir um futuro melhor, com trabalho, união e compromisso de verdade".

Janjão troca a segurança da prefeitura pelo desafio da Alepe e consolida nome como nova força política de PE

Do BLOG DO EDNEY
charlesnasci@yahoo.com.br

Poucos nomes da nova geração política pernambucana chegam a 2026 reunindo tantos atributos quanto o do Professor Janjão. Jovem, preparado, experiente na gestão pública e respaldado por resultados concretos, o ex-prefeito de Bom Jardim inicia uma nova etapa de sua trajetória ao deixar o comando do município para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A decisão, longe de representar um salto no escuro, surge como consequência natural de uma caminhada construída com trabalho, planejamento e forte aprovação popular.

Filiado ao PSD, partido da governadora Raquel Lyra, Janjão encerrou um ciclo de pouco mais de cinco anos e três meses à frente da Prefeitura de Bom Jardim. Durante esse período, protagonizou uma profunda transformação administrativa que colocou o município em evidência no Agreste pernambucano. A cidade passou a ser citada como referência em organização, investimentos públicos, modernização administrativa e recuperação da capacidade de gestão, conquistando reconhecimento dentro e fora da região.

A solidez desse legado ganhou mais um importante capítulo recentemente com a aprovação, pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), das contas de governo referentes ao exercício de 2024. A decisão representa mais do que um parecer técnico favorável. Trata-se de uma chancela institucional ao modelo administrativo adotado pelo ex-prefeito, marcado pelo equilíbrio fiscal, responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e compromisso com a transparência.

Ao comentar a aprovação, Janjão destacou que o resultado confirma o compromisso assumido desde o primeiro dia de gestão. Segundo ele, a Prefeitura de Bom Jardim construiu uma administração organizada, transparente e voltada para o desenvolvimento do município. A declaração reflete o sentimento de quem encerra um ciclo administrativo com a sensação de dever cumprido e com a confiança de ter deixado uma estrutura sólida para a continuidade do crescimento local.

Mas talvez o aspecto mais significativo de sua decisão política tenha sido justamente abrir mão de uma posição confortável para enfrentar um novo desafio. Reeleito para governar Bom Jardim até 2028, Janjão poderia permanecer no cargo e concluir seu mandato sem sobressaltos. Optou, porém, por um caminho mais desafiador. Renunciou à prefeitura para ampliar sua atuação política e buscar representar não apenas os moradores de sua cidade, mas os pernambucanos de todas as regiões do estado.

Aos 39 anos, Janjão representa uma geração de gestores públicos que chegou à política trazendo uma combinação cada vez mais valorizada pelo eleitorado: juventude aliada à experiência administrativa. Diferentemente de muitos que ainda buscam construir uma identidade política, ele chega à disputa estadual carregando a marca de quem já administrou uma cidade, enfrentou desafios reais, tomou decisões difíceis e entregou resultados mensuráveis.


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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Integrante da campanha de Lula confirma palanque duplo com Raquel e João

Do JC PE - Igor Maciel
charlesnasci@yahoo.com.br

Pela primeira vez, um nome de peso da coordenação da campanha de Lula no Nordeste afirmou diretamente que o presidente terá dois candidatos em Pernambuco. A declaração é de Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento Social e ex-governador do Piauí, em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta segunda-feira (8). Senador licenciado, Dias foi escalado pelo próprio Lula para articular a estratégia eleitoral na região e deve se afastar do ministério a partir de julho, durante o período das convenções.

Confirmação

A afirmação de Dias não deixa margem para ambiguidade. "Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra", disse ao Globo, listando Pernambuco ao lado de Maranhão e Paraíba como estados onde a estratégia do duplo palanque está em curso. O ministro ainda contextualizou a relação do PT com a governadora: Lyra se colocou como oposição em 2022, adotou neutralidade no segundo turno, mas parte considerável do campo petista permaneceu ao seu lado. O enquadramento é de cooptação progressiva, não de aliança consolidada.
A declaração tem peso político específico porque vem de quem vai coordenar a campanha. Não é mais leitura de bastidores nem sinalização difusa. É posição oficial de quem responde pela estratégia eleitoral de Lula no Nordeste.

Contexto

A confirmação chega em momento particular da disputa pelo Governo de Pernambuco. A pesquisa Datafolha divulgada em 28 de maio mostrou Raquel Lyra (PSD) com 48% das intenções de voto no primeiro turno, contra 43% de João Campos (PSB). É a primeira vez que a governadora aparece numericamente à frente do ex-prefeito do Recife em levantamento do instituto.

O dado é relevante porque antecede justamente o período em que o PSB apostava numa virada de cenário. As principais apostas estratégicas do campo socialista não produziram os resultados esperados. A migração em massa de prefeitos para o palanque de Campos nunca aconteceu. A governadora mantém influência sobre a esmagadora maioria dos gestores municipais do estado. O desgaste da máquina estadual, alvo de ofensiva parlamentar e discursiva do PSB nos últimos meses, também não apareceu nas pesquisas. Pelo contrário: a aprovação da gestão Lyra avançou de 60% para 67% no mesmo levantamento.

Variável

Restava, então, a terceira frente. O apoio exclusivo de Lula era tratado internamente no PSB como a única carta com potencial real de alterar o equilíbrio da disputa. Era a variável capaz de compensar as demais, de dar ao ex-prefeito do Recife o impulso necessário para superar uma governadora sentada na cadeira, com aprovação crescente e cobertura de prefeitos. A viagem de Campos a Brasília, em 28 de maio, foi lida nos bastidores exatamente como uma tentativa de pressionar Lula a definir posição.

O que circulou depois foi que nada havia mudado. E agora, com a declaração de Wellington Dias ao Globo, o cenário está formalmente posto: Lula manterá os dois palanques. A lógica do presidente é clara. Pernambuco é estado relevante para a disputa presidencial, Lyra administra um governo bem avaliado, e o PT não tem interesse em escolher entre dois aliados quando pode tentar abraçar os dois.

Pressão

A sequência dos últimos dias ajuda a entender o timing da declaração. Na semana passada, a Coluna do Estadão revelou que dirigentes do PSB, irritados com o que chamam de fogo amigo do PT, já descartam apoiar um nome petista à Presidência em 2030. A nota citou diretamente o cenário indefinido em Pernambuco como um dos motivos do mal-estar. Segundo o Estadão, após a reunião de Campos com Lula no Planalto, o presidente teria se comprometido a declarar palanque único no estado. O anúncio nunca veio. A declaração de Wellington Dias ao Globo, publicada dias depois, é a resposta que chegou, mas não era a que o PSB esperava.

Afunilamento

A eleição em Pernambuco ainda está longe de ser decidida. O estado tem histórico de campanhas que mudam de direção com velocidade. João Campos é um político com capital eleitoral real, construído na Prefeitura do Recife, e tende a fazer uma disputa acirrada contra Lyra. Mas o quadro atual é de estreitamento de opções para o ex-prefeito. Os prefeitos não migraram. O desgaste da gestão estadual não apareceu nas pesquisas. O apoio exclusivo de Lula não vai acontecer. As dificuldades, hoje, são maiores para ele do que para a governadora.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Tendência de vitória no primeiro turno muda de lado

Do BLOG CENÁRIO
charlesnasci@yahoo.com.br

Um dado relevante da mais recente pesquisa Datafolha para o Governo de Pernambuco passou despercebido no debate público até o momento. Embora o instituto divulgue tradicionalmente os percentuais de intenção de voto sobre o total da amostra, a legislação eleitoral considera os votos válidos para definir o vencedor de uma eleição majoritária.

No levantamento realizado entre os dias 25 e 27 de maio, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 48% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 43% do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), e 2% de Ivan Moraes (PSOL). A pesquisa registra ainda 4% de votos brancos, nulos ou em ninguém, além de 2% de eleitores que não souberam responder.

Quando esses percentuais são retirados da conta, como ocorre na apuração oficial das eleições, o cenário muda de forma significativa. Considerando apenas os dados relacionados aos candidatos, o universo dos votos válidos soma 93%. O recálculo aponta Raquel com 51,6%, João com 46,2% e Ivan com 2,2%, percentual suficiente para garantir uma vitória da governadora no primeiro turno.

O dado ganha ainda mais relevância quando comparado ao cenário observado nos meses anteriores. Até pouco tempo, eram os aliados de João Campos que comemoravam a possibilidade de uma definição da disputa ainda no primeiro turno, impulsionados pelo desempenho do socialista nas pesquisas. Agora, com Raquel Lyra aparecendo à frente e alcançando, nos votos válidos, a marca necessária para liquidar a eleição já na primeira etapa, a perspectiva se inverteu.

Cultura pernambucana perde Alfredo Bertini, idealizador do Cine PE

Com Alfredo Bertini, no festival de 2011, no
Centro de Convenções, Olinda
Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

Recebi com tristeza a notícia da morte de Alfredo Bertini, idealizador do Festival Cine PE, ocorrida na noite de ontem. Pernambuco perde um grande incentivador da cultura, um homem que dedicou boa parte da sua vida ao fortalecimento do cinema brasileiro.

Tive o prazer de conhecê-lo no início dos anos 2000, quando o Cine PE já havia se tornado um dos festivais mais prestigiados do país. Em uma conversa rápida, mas muito especial, ele se surpreendeu ao encontrar um apaixonado por cinema vindo do interior, que acompanhava de perto tudo o que acontecia no festival através dos jornais da época. Foi ali que recebi dele o convite para participar do evento.

Estive no Cine PE em três oportunidades, duas delas em 2011 e 2012, no Centro de Convenções, em Olinda. Sempre fui recebido com atenção, simpatia e generosidade por Bertini, características que ajudaram a transformá-lo em uma figura tão querida no meio cultural.

Ao completar 30 anos em 2026, o Cine PE perde seu criador, mas preserva um legado que continuará inspirando novas gerações. Alfredo Bertini deixa sua marca na história da cultura pernambucana e na memória de todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele.

Alfredo Bertini faleceu aos 65 anos, em decorrência de complicações após uma cirurgia de transplante de fígado. Além de deixar um legado marcante para a cultura pernambucana através do Cine PE, ele também era economista e figura bastante conhecida no Sport Club do Recife, clube pelo qual nutria grande paixão.

O velório acontece hoje, a partir das 10h, na sede social do Sport, na Ilha do Retiro, enquanto a cerimônia de cremação está marcada para as 16h, no Memorial Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes. Como forma de homenagem, a organização do Cine PE anunciou um tributo especial durante as sessões do festival nesta sexta.