De O TEMPO
charlesnasci@yahoo.com.br
Uma autoridade do governo iraniano afirmou, ontem (13 de janeiro), à agência de notícias Reuters que cerca de 2 mil pessoas morreram, incluindo integrantes das forças de segurança, ao longo de duas semanas de protestos no Irã. Foi a primeira vez que fontes ligadas ao regime dos aiatolás reconheceram publicamente um número elevado de mortes associadas às manifestações, desencadeadas pela crise inflacionária e reprimidas pelas autoridades.
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Uma autoridade do governo iraniano afirmou, ontem (13 de janeiro), à agência de notícias Reuters que cerca de 2 mil pessoas morreram, incluindo integrantes das forças de segurança, ao longo de duas semanas de protestos no Irã. Foi a primeira vez que fontes ligadas ao regime dos aiatolás reconheceram publicamente um número elevado de mortes associadas às manifestações, desencadeadas pela crise inflacionária e reprimidas pelas autoridades.
No entanto, organizações independentes e veículos de oposição apontam que o número real de mortos pode ser significativamente maior. A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, informou na segunda-feira (12.01) que conseguiu verificar ao menos 648 mortes desde o início dos protestos, incluindo nove menores de idade, além de milhares de feridos. A entidade, contudo, alertou que o total de vítimas pode ultrapassar 6 mil.
Já a emissora Iran International, canal de televisão de oposição sediado em Londres, no Reino Unido, estima que o número de mortos na repressão às manifestações populares contra o regime dos aiatolás pode chegar a 12 mil. Em publicação em seu portal, a emissora afirma que o levantamento se baseia em informações de uma fonte próxima ao Conselho Supremo de Segurança Nacional; de duas fontes do gabinete presidencial; de relatos de integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica nas cidades de Mashhad, Kermanshah e Isfahan; além de depoimentos de testemunhas oculares, familiares das vítimas, médicos e enfermeiros em diversas regiões do país.
De acordo com a Iran International, "o maior massacre da história contemporânea do Irã ocorreu em grande parte ao longo de duas noites consecutivas, quinta e sexta-feira, 8 e 9 de janeiro".
Já a emissora Iran International, canal de televisão de oposição sediado em Londres, no Reino Unido, estima que o número de mortos na repressão às manifestações populares contra o regime dos aiatolás pode chegar a 12 mil. Em publicação em seu portal, a emissora afirma que o levantamento se baseia em informações de uma fonte próxima ao Conselho Supremo de Segurança Nacional; de duas fontes do gabinete presidencial; de relatos de integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica nas cidades de Mashhad, Kermanshah e Isfahan; além de depoimentos de testemunhas oculares, familiares das vítimas, médicos e enfermeiros em diversas regiões do país.
De acordo com a Iran International, "o maior massacre da história contemporânea do Irã ocorreu em grande parte ao longo de duas noites consecutivas, quinta e sexta-feira, 8 e 9 de janeiro".
CORTE DE INTERNET E USO DA STARLINK
Os protestos tiveram início em 28 de dezembro, inicialmente motivados pelo aumento do custo de vida. Com o avanço das manifestações, o movimento passou a incorporar críticas diretas ao regime teocrático que governa o Irã desde a Revolução de 1979. Organizações de direitos humanos alertam para o uso de repressão letal e afirmam que o corte de internet imposto pelas autoridades desde 8 de janeiro tem como objetivo ocultar a dimensão da violência.
Segundo o veículo ativista pró-reformas IranWire, as forças de segurança iranianas têm reprimido o uso da Starlink no país, com batidas em residências e prisões de pessoas que supostamente possuem equipamentos de internet via satélite. A Starlink, pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, fornece banda larga móvel por meio de uma rede de satélites em órbita terrestre baixa. Apesar das restrições impostas pelo governo, o serviço ainda estaria funcionando em algumas regiões do Irã.
Os protestos tiveram início em 28 de dezembro, inicialmente motivados pelo aumento do custo de vida. Com o avanço das manifestações, o movimento passou a incorporar críticas diretas ao regime teocrático que governa o Irã desde a Revolução de 1979. Organizações de direitos humanos alertam para o uso de repressão letal e afirmam que o corte de internet imposto pelas autoridades desde 8 de janeiro tem como objetivo ocultar a dimensão da violência.
Segundo o veículo ativista pró-reformas IranWire, as forças de segurança iranianas têm reprimido o uso da Starlink no país, com batidas em residências e prisões de pessoas que supostamente possuem equipamentos de internet via satélite. A Starlink, pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, fornece banda larga móvel por meio de uma rede de satélites em órbita terrestre baixa. Apesar das restrições impostas pelo governo, o serviço ainda estaria funcionando em algumas regiões do Irã.







