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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Wagner Moura, Lula e o amor

Da GAZETA DO POVO - Guilherme Fiuza
charlesnasci@yahoo.com.br

O fantasma da ditadura é a instituição mais lucrativa da cultura nacional. Se já rendeu os melhores prêmios internacionais a "Ainda estou aqui" e agora "O Agente Secreto", não há por que mudar a fórmula. Aguardemos o próximo episódio da série para a temporada 2027.

Há um dado curioso na divulgação dessas obras que se apresentam como defensoras da democracia brasileira. A história é sobre a ditadura militar, mas o protagonista da campanha de lançamento é Lula. Foi assim com o filme estrelado por Fernanda Torres e assim é com o sucessor, estrelado por Wagner Moura. Os artistas e o presidente se falam pelo telefone, confraternizam em visitas palacianas, compartilham publicamente elogios mútuos como guerreiros da democracia e são felizes para sempre.

Tanto na campanha de "Ainda estou aqui", de Walter Salles Jr., como na de "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, uma espécie de túnel do tempo providencial conecta os dramas dos anos 60 e 70 ao cotidiano presente de Lula, o homem do passado cristalino. O presidente atual é saudado por Wagner, Waltinho e cia. como aquele que trouxe a democracia de volta ao Brasil. O cineasta deu a entender que nem seria possível lançar seu filme se Lula não tivesse sido eleito em 2022. Claro que isso é uma falsidade, mas ninguém foi acusar o Waltinho de "desinformação".

Wagner foi mais longe: "A ditadura ainda é uma cicatriz aberta em nossa vida brasileira. Aconteceu há apenas 50 anos. Recentemente, tivemos, de 2018 a 2022, um presidente de extrema-direita/fascista no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura. Portanto, a ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro".

Discurso bonito. Naturalmente, nenhum repórter no tapete vermelho seria desagradável a ponto de pedir ao ator, no meio de uma celebração tão emocionante, que desse exemplos da "manifestação física dos ecos da ditadura" de 2018 a 2022. Tipo: que obra cinematográfica ou literária foi embargada nesse período? Ou que instituição foi perseguida? Que veículo de imprensa foi censurado? Que decisão do parlamento foi afrontada? Qual Brasil era mais livre: aquele ou esse?

O repórter que fizesse uma pergunta dessas era capaz de ser vaiado e expulso do recinto. Para aprender a não estragar contos de fadas perfeitos. Wagner não se constrange com o fato de ter obtido mais de 8 milhões de reais via agência nacional de cinema e ficar fazendo propaganda do presidente por aí. Claro, são recursos legítimos. Mas alguém tem que ser escolhido para receber. E esse alguém é frequentador do palácio. Enfim, cada um com os seus limites.

"Eu acho que precisamos continuar fazendo filmes sobre a ditadura", disse Wagner Moura após conquistar o prêmio de melhor ator no Globo de Ouro. A seguir a fórmula atual, seria continuar fazendo filmes sobre a ditadura e continuar criando a ficção científica de Lula como salvador da democracia brasileira. Naturalmente, não vem ao caso falar do apoio a ditaduras (verdadeiras, não fantasmagóricas), como a da Venezuela e a da China — esta convidada, inclusive, pelo presidente para trazer ao Brasil um modelo de regulação do meio digital.

Deixa isso pra lá, o momento é de festa.

A nota do governo Lula sobre o Irã é deplorável, chega a ser nojenta

Do METRÓPOLES - Mario Sabino
charlesnasci@yahoo.com.br

A nota telegráfica do Itamaraty sobre o horror no Irã é mais uma vergonha proporcionada pelas relações exteriores do governo Lula. É como se houvesse acontecido um acidente fatal por lá, uma avalanche de neve, talvez, sem que ninguém pudesse ser responsabilizado. A nota dedica meia linha a dizer que o Brasil "lamenta as mortes e transmite condolências às famílias afetadas".

"Famílias afetadas" é de uma burocracia raramente alcançável no seu cinismo mesmo por regimes autoritários. Isso é tudo o que o governo Lula tem a dizer sobre milhares de manifestantes terem sido assassinados pelos esbirros de uma teocracia infernal, sanguinária, e naturalmente não há nenhuma palavra sobre a continuação do massacre.

A carnificina é aterradora tanto na contabilidade mínima, como pela máxima. De acordo com a ONG Hrana, 2.403 mortes haviam sido confirmadas até ontem; já segundo a oposição iraniana, o número de mortos é de 12 mil, e contando. Essa nota deplorável do Itamaraty dedica mais espaço a "sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país", uma pretensiosa advertência a Donald Trump, com o acréscimo de que "o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo".

Francamente, chega a ser nojento. Os "atores", no caso, são civis desarmados à mercê do Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana, a SS do regime dos aiatolás, historicamente empenhada em diálogos construtivos.

Número de mortos no Irã pode chegar a 12 mil, diz canal iraniano; balanço do governo é divergente

De O TEMPO
charlesnasci@yahoo.com.br

Uma autoridade do governo iraniano afirmou, ontem (13 de janeiro), à agência de notícias Reuters que cerca de 2 mil pessoas morreram, incluindo integrantes das forças de segurança, ao longo de duas semanas de protestos no Irã. Foi a primeira vez que fontes ligadas ao regime dos aiatolás reconheceram publicamente um número elevado de mortes associadas às manifestações, desencadeadas pela crise inflacionária e reprimidas pelas autoridades.

No entanto, organizações independentes e veículos de oposição apontam que o número real de mortos pode ser significativamente maior. A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, informou na segunda-feira (12.01) que conseguiu verificar ao menos 648 mortes desde o início dos protestos, incluindo nove menores de idade, além de milhares de feridos. A entidade, contudo, alertou que o total de vítimas pode ultrapassar 6 mil.

Já a emissora Iran International, canal de televisão de oposição sediado em Londres, no Reino Unido, estima que o número de mortos na repressão às manifestações populares contra o regime dos aiatolás pode chegar a 12 mil. Em publicação em seu portal, a emissora afirma que o levantamento se baseia em informações de uma fonte próxima ao Conselho Supremo de Segurança Nacional; de duas fontes do gabinete presidencial; de relatos de integrantes da Guarda Revolucionária Islâmica nas cidades de Mashhad, Kermanshah e Isfahan; além de depoimentos de testemunhas oculares, familiares das vítimas, médicos e enfermeiros em diversas regiões do país.

De acordo com a Iran International, "o maior massacre da história contemporânea do Irã ocorreu em grande parte ao longo de duas noites consecutivas, quinta e sexta-feira, 8 e 9 de janeiro".
CORTE DE INTERNET E USO DA STARLINK

Os protestos tiveram início em 28 de dezembro, inicialmente motivados pelo aumento do custo de vida. Com o avanço das manifestações, o movimento passou a incorporar críticas diretas ao regime teocrático que governa o Irã desde a Revolução de 1979. Organizações de direitos humanos alertam para o uso de repressão letal e afirmam que o corte de internet imposto pelas autoridades desde 8 de janeiro tem como objetivo ocultar a dimensão da violência.

Segundo o veículo ativista pró-reformas IranWire, as forças de segurança iranianas têm reprimido o uso da Starlink no país, com batidas em residências e prisões de pessoas que supostamente possuem equipamentos de internet via satélite. A Starlink, pertencente à SpaceX, do bilionário Elon Musk, fornece banda larga móvel por meio de uma rede de satélites em órbita terrestre baixa. Apesar das restrições impostas pelo governo, o serviço ainda estaria funcionando em algumas regiões do Irã.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Venezuela anuncia liberdade para presos políticos neste 8 de janeiro

Movimentos democráticos liberais comemoram que hoje é um grande dia para a Venezuela e para a humanidade
Do BLOG DO MAGNO - Angelo Castello Branco
charlesnasci@yahoo.com.br

Nesta 8 de janeiro de 2026, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou oficialmente a libertação de um "número significativo" de presos políticos venezuelanos e estrangeiros, uma ação que já está em curso e que representa um marco no esforço de pacificação nacional.

Este gesto, descrito pelas autoridades venezuelanas como uma iniciativa para promover a convivência pacífica e reduzir as tensões sociais e políticas no país, ocorre em um momento crucial de transição institucional, após anos de conflitos e críticas constantes sobre detenções por motivos políticos e graves violações de direitos humanos. A medida inclui cidadãos venezuelanos e estrangeiros detidos por razões políticas e é percebida como um passo inicial para restaurar elementos basilares de democracia e respeito às liberdades fundamentais.

Embora os números exatos e os nomes dos libertados ainda não tenham sido divulgados, e parte da opinião pública internacional mantenha cautela quanto às intenções e ao alcance real dessa iniciativa, a libertação de presos políticos constitui um avanço objetivo e pragmático rumo à normalização institucional e ao respeito às normas democráticas. Essa decisão pode concretizar aspirações de reconcilição nacional e abrir espaço para processos de diálogo mais amplos com atores internos e parceiros internacionais.

Além disso, a medida pode contribuir para fortalecer a confiança da comunidade internacional no compromisso venezuelano com a promoção de direitos humanos e na retomada de relações diplomáticas mais estáveis, incluindo com os Estados Unidos e outros países interessados na estabilidade regional
. Em síntese, hoje representa um dia de esperança — um passo concreto em direção à reconstrução da Venezuela como uma nação que valoriza a liberdade, a democracia e o respeito à dignidade humana, oferecendo uma mensagem de renovação não apenas para os venezuelanos, mas também para a comunidade internacional.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Prisão de Maduro dá munição para direita rebater aproximação Lula-Trump

Do METRÓPOLES - Augusto Tenório
charlesnasci@yahoo.com.br

Caciques da direita brasileira avaliam que a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela tira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um dos seus "trunfos" para a eleição de 2026: a aproximação com o presidente norte-americano, Donald Trump. Além de sequestrar o presidente Nicolás Maduro, Washington promete uma longa estadia em Caracas, o que deve prolongar a crise diplomática com governos de esquerda na América do Sul.

A avaliação é compartilhada pelo entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência. Segundo aliados do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Lula não poderá vender na campanha uma "boa relação" com Trump enquanto o condena pela intervenção militar na Venezuela.

No sábado (03.01), logo após os primeiros ataques dos EUA, Lula repreendeu os ataques. "Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional", afirmou o petista.

Líderes da direita também acreditam que a prisão de Maduro permitirá que o governo Trump avance na investigação de ligações internacionais do ditador venezuelano e do antecessor, Hugo Chávez. Uma delação do presidente sequestrado, acreditam, poderia atingir aliados na América Latina. De uma maneira ou de outra, o entorno da pré-campanha de Flávio entende que a Venezuela assumirá papel central na eleição. Caciques já recomendaram o levantamento de documentos, vídeos e fotos que mostrem a proximidade de Lula com Hugo Chávez, fundador do regime em vigor, e seu sucessor.

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Captura de Maduro materializa nova estratégia de Trump e envia sinal ao Brasil

Da GAZETA DO POVO - Leonardo Desideri
charlesnasci@yahoo.com.br

A captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, anunciada na madrugada deste sábado (3), é um ponto de inflexão na política de segurança americana para a América Latina e envia um sinal ao Brasil sobre um novo cenário na região. A operação indica uma disposição inédita de Washington para empregar força direta na América Latina, algo já antecipado no lançamento da nova Estratégia Nacional de Segurança no fim do ano passado. O documento tem sido apontado como uma reinvenção da Doutrina Monroe, princípio do século 19 que afirma a primazia dos Estados Unidos sobre o hemisfério ocidental.

Maduro foi detido em território venezuelano e levado aos Estados Unidos para responder a acusações de narcoterrorismo. A ação ocorreu após semanas de escalada retórica, sanções e movimentações militares na região do Caribe. Em pronunciamento, Trump disse que a operação abre uma nova fase na relação dos EUA com regimes considerados hostis no continente.

CAPTURA DE MADURO CRIA EQUILÍBRIO DELICADO PARA O GOVERNO LULA

No plano diplomático, a captura de Maduro também obriga o governo brasileiro a lidar com um equilíbrio delicado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já condenou publicamente a ação americana, classificando-a como violação da soberania venezuelana. Nos últimos meses, Lula vinha tentando melhorar o contato com Washington em uma série de conversas diretas com Trump. A operação recoloca a América Latina no centro das prioridades de segurança dos Estados Unidos. A nova Estratégia Nacional de Segurança tem foco explícito em crime organizado transnacional, narcotráfico, imigração ilegal e contenção da influência de potências como Rússia e China.

Nesse contexto, Trump tinha começado a tratar a Venezuela oficialmente como um problema de segurança para os EUA, e não só diplomático. Ele enquadrou o regime de Maduro como uma estrutura associada ao narcotráfico internacional, o que abriu o caminho jurídico para a ação militar. Para Luiz Augusto Módolo, doutor em Direito Internacional pela USP, essa lógica pode alcançar outros países da região, mesmo sem o uso direto de força militar. O ataque à Venezuela é, com isso, um alerta potencial para o governo brasileiro, mesmo que não imediato.

"O Lula, se realmente não fizer concessão aos Estados Unidos de mostrar que está combatendo o narcotráfico, que está preocupado com a situação do continente – se deixar o Brasil também ser instrumentalizado pelos narcoterroristas –, pode ter problemas adiante", afirma. O Brasil tem resistido, por exemplo, a designar grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, diferentemente de países vizinhos como Argentina e Paraguai. Além disso, os governos petistas têm histórico de pouca ênfase no combate direto às grandes facções.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Trump diz que vice da Venezuela pode pagar preço maior que Maduro

Da CNN BRASIL
charlesnasci@yahoo.com.br

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um alerta à vice do regime da Venezuela, Delcy Rodríguez, após a captura de Nicolás Maduro. "Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o próprio Maduro", disse Trump à revista The Atlantic neste domingo (4).

A Suprema Corte da Venezuela ordenou que Rodríguez assuma os poderes e deveres de presidente interina após a deposição de Maduro pelos EUA. Também neste domingo, os militares venezuelanos criticaram a operação dos EUA e reafirmaram apoio para que Rodríguez comande o país interinamente.

Trump tem enfrentado críticas de sua base de apoiadores mais fiéis devido à intervenção na Venezuela. Assim, durante a entrevista, ele defendeu a "mudança de regime" no país sul-americano. "Sabe, reconstruir e mudar o regime, chame como quiser, é melhor do que a situação atual. Não pode piorar", afirmou.

NOVA AMEAÇA SOBRE A GROENLÂNDIA

Trump também reiterou acreditar que a aquisição da Groenlândia é necessária para a defesa dos Estados Unidos. "Precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa", disse. Isso ocorre depois que Katie Miller, aliada de Trump e esposa de Stephen Miller, chefe de gabinete adjunto da Casa Branca para políticas, publicar no X uma imagem do mapa da Groenlândia sobreposta à bandeira americana, escrevendo: "EM BREVE".

Michelle: prisão de Maduro é recado a 'ditadores disfarçados de democratas'

Do DIÁRIO DO PODER - Mael Vale
charlesnasci@yahoo.com.br

A ex-primeira-dama e presidente do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, afirmou que a ofensiva dos Estados Unidos à Venezuela representa o "início do fim" do regime autoritário no país vizinho. A investida que resultou na prisão do narcoditador venezuelando Nicolás Maduro, foi classificada por Michelle como "um recado para ditadores disfarçados de democratas e defensores de traficantes".

Michelle também prestou solidariedade à população venezuelana e pediu orações para uma "transição pacífica e legitima de poder por meio das mãos do sofrido povo irmão venezuelano".

sábado, 3 de janeiro de 2026

Após captura de Maduro, Trump manda recado para lideranças de Colômbia e Cuba

Da GAZETA DO POVO
charlesnasci@yahoo.com.br

Durante coletiva realizada neste sábado (3) para falar sobre a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, enviaram um recado claro para as lideranças de Colômbia e Cuba.

Ao ser questionado por jornalistas sobre declarações do presidente colombiano Gustavo Petro sobre a operação em Caracas, o Trump afirmou que o governo colombiano abriga "laboratórios de cocaína" e que a droga produzida no país estaria sendo enviada aos Estados Unidos. "Eles têm fábricas onde produzem cocaína. Estão mandando para os EUA. Então, sim, ele (Petro) tem que ficar esperto", disse o presidente americano.

Por sua vez, Marco Rubio afirmou que a operação contra Maduro representou um golpe direto contra a influência do regime comunista de Cuba na Venezuela. O secretario de Estado disse que, se "estivesse em Havana, estaria preocupado, nem que fosse um pouco".

Rubio citou que a estrutura de segurança venezuelana estava profundamente infiltrada por agentes do regime cubano, incluindo setores responsáveis pela proteção direta de Maduro e órgãos de inteligência do país. "Basicamente, a segurança venezuelana havia sido colonizada por Cuba", disse Rubio, acrescentando que, após a queda de Maduro, a Venezuela deveria "declarar sua independência de Cuba".

Trump também comentou a situação cubana, classificando o regime da ilha como um "caso muito similar" ao da Venezuela. O presidente americano disse que agora pensa em ajudar o povo cubano, que, em sua avaliação, sofre há décadas sob o sistema castrista. Ele afirmou ainda que os Estados Unidos buscam se cercar de "bons vizinhos e estabilidade" na região.

Oposição pede que Edmundo González seja reconhecido presidente da Venezuela

Da CNN BRASIL
charlesnasci@yahoo.com.br

A ativista de oposição Maria Corina Machado publicou neste sábado (3), por meio das redes sociais, que "é o momento" para Edmundo González Urrutia ser reconhecido como presidente legítimo da Venezuela. A publicação se deu horas após os Estados Unidos invadirem a Venezuela e comunicarem que capturaram o ditador Nicolás Maduro.

"Este é o momento para aqueles que arriscaram tudo pela democracia em 28 de julho. Para aqueles que elegeram Edmundo González Urrutia como o legítimo presidente da Venezuela, que deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como Comandante-Chefe das Forças Armadas Nacionais por todos os oficiais e soldados que as compõem".

Maria Corina Machado venceu o Prêmio Nobel da Paz de 2025 e é considerada uma aliada de Donald Trump e dos Estados Unidos na Venezuela. "Hoje estamos preparados para exercer nosso mandato e assumir o poder. Permaneçamos vigilantes, ativos e organizados até que a transição democrática esteja completa. Uma transição que precisa de todos nós", afirmou.

"Aos venezuelanos que estão dentro do nosso país, estejam preparados para implementar o que comunicaremos em breve através dos nossos canais oficiais", comunicou.

Trump diz que EUA vão governar a Venezuela após captura de Maduro

Da CNN BRASIL
charlesnasci@yahoo.com.br

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos irão governar a Venezuela imediatamente após a captura do ditador Nicolás Maduro, neste sábado (3). "Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata", disse ele durante uma coletiva de imprensa em seu clube Mar-a-Lago, na Flórida.

"Não queremos que outra pessoa assuma o poder e que a situação se repita há muitos anos. Portanto, vamos governar o país." Trump não especificou quanto tempo prevê que essa transição de poder levará.

Narcoditador Maduro é preso, algemado e levado da Venezuela para os EUA

Do DIÁRIO DO PODER - Cláudio Humberto
charlesnasci@yahoo.com.br

O presidente norte-americano Donald Trump, anunciou haver capturado o narcoditador da Venezuela, Nicolás Maduro, após ataque militar muito bem sucedido na madrugada deste sábado (3). A ação militar contou também com a participação de policiais norte-americanos, exatamente porque Maduro recebe tratamento de traficante de drogas. Ele foi preso junto com a esposa, Cilia Flores, e levados a Nova York, nos EUA, segundo informa a imprensa americana.

"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, junto com sua esposa, capturado e expulso do país. Essa operação foi realizada em conjunto com as autoridades policiais dos EUA", informou Trump em suas redes sociais, anunciando também que haverá coletiva de imprensa hoje em Mar-a-Lago, sua residência particular na Flórida. A vice presidente da Venezuela confirmou que o ditador Nicolás Maduro foi capturado pelas forças norte-americanas. Ela disse que o tirano foi "raptado" e exigiu "prova de vida", mas a verdade foi é capturado como narcotraficante.

O ministro da Defesa Vladimir Padrino López, cuja casa também foi bombardeada, segundo divulgou a Sky News, conclamou o "povo heróico da Venezuela" a resistir. "A Força Armada Nacional Bolivariana informa ao mundo inteiro que na madrugada de hoje, 03 de janeiro de 2026, o povo venezuelano foi alvo da agressão militar mais criminosa por parte do governo dos EUA", disse.

domingo, 14 de dezembro de 2025

Direita volta ao poder no Chile com vitória de José Antonio Kast, o 'Bolsonaro chileno'

Do DIÁRIO DO PODER, com GAZETA DO POVO
charlesnasci@yahoo.com.br

Confirmando o favoritismo nas pesquisas, o candidato de Direita José Antonio Kast (Partido Republicano) venceu o segundo turno das eleições para presidente do Chile neste domingo, com quase 20 pontos de vantagem sobre a candidata Jeannete Jara (Partido Comunista)
, em derrota contundente do governo do comunista Gabriel Boric.

A vitória de Kast foi apontada pela entidade que promove as eleições, que considera irreversível a vantagem de vinte pontos percentuais pelo candidato de direita, que gosta de ser comparado ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Quando mais de 95% das urnas estava apuradas, Kast aparecia com 58,17% dos votos, contra 41,84% para Jeannette Jara.

O novo presidente chileno tem 59 anos de idade, é católico praticante e tem cinco filhos. Kast foi candidato pelo Partido Republicano, que ele próprio fundou há cinco anos, defendendo abordagem linha-dura contra o crime, além do compromisso de deportar mais de 340 mil imigrantes ilegais, na maioria venezuelanos. O vitorioso deverá governar com maioria no parlamento porque seu partido ganhou mais assentos na Câmara e no Senado e terá apoio de outros partidos de direita.

O presidente eleito agradeceu a Deus pela vitória e pediu "força e temperança", prometendo "restabelecer o respeito à lei no país". A governista Jeannete Jara reconheceu a derrota e telefonou para Kast para parabeniza-lo. Ela fez na campanha um discurso tipicamente socialista, prometendo "colocar o bem-estar do povo no centro, e não os lucros de poucos". Já Kast prometeu menos intromissão do Estado na economia e endurecimento no combate ao crime, além de aumento do controle das fronteiras, para frear a imigração ilegal.

Sob Lula, Brasil encerra 2025 como o 7º país mais perigoso do mundo

Do CONEXÃO POLÍTICA
charlesnasci@yahoo.com.br

Brasil, México, Equador e Haiti estão entre os dez países mais perigosos do mundo em 2025, de acordo com o relatório global de conflitos publicado pela ONG Armed Conflict Location and Event Data Project (ACLED). O índice leva em conta quatro indicadores principais: mortalidade, perigo para civis, abrangência geográfica dos conflitos e número de grupos armados em atividade.

O México ocupa a quarta colocação geral no ranking, mesma posição registrada no ano anterior. O país aparece atrás apenas da Palestina, de Mianmar e da Síria, regiões marcadas por guerras civis ou conflitos internacionais intensos. Segundo a ACLED, a criminalidade organizada continua sendo o principal vetor de instabilidade mexicana.

Na América do Sul, o Equador é o caso mais alarmante. Saltando 36 posições em relação a 2024, o país aparece em sexto lugar, após registrar uma escalada sem precedentes nos níveis de violência. A ONG projeta que a taxa de homicídios no país será a mais alta da América Latina pelo terceiro ano consecutivo. A violência relacionada a gangues já soma mais de 3.600 mortes somente em 2025.

Entre os fatores citados pela ACLED estão o confronto entre os grupos criminosos Los Lobos e Los Choneros, a fragmentação das facções após a prisão ou morte de lideranças e o crescente papel do Equador no tráfico regional e internacional de drogas. O relatório afirma que, com a expansão da produção de cocaína, o país se tornou uma rota estratégica no narcotráfico.

O Brasil aparece na sétima colocação do ranking, em função do controle territorial exercido por facções criminosas. A atuação de grupos armados como o Comando Vermelho é apontada como um dos principais focos de violência no país. Em outubro, uma operação policial no Rio de Janeiro contra a facção resultou em mais de 120 mortes, externando o grau de letalidade e o poder bélico dessas organizações.

A seguir, o ranking completo dos países mais perigosos do mundo em 2025, segundo a ACLED:

1. Palestina
2. Mianmar
3. Síria
4. México
5. Nigéria
6. Equador
7. Brasil
8. Haiti
9. Sudão
10. Paquistão

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Ator que fez Jesus em 'A Paixão de Cristo' vai interpretar Bolsonaro em novo filme

Astro hollywoodiano Jim Caviezel protagoniza "Dark Horse", longa que será lançado em 2026
De O LIBERAL - Hannah Franco
charlesnasci@yahoo.com.br

O ator norte-americano Jim Caviezel, conhecido por interpretar Jesus Cristo no filme A Paixão de Cristo (2004), de Mel Gibson, foi escolhido para viver Jair Bolsonaro no longa-metragem "Dark Horse", produção que revisita episódios da campanha presidencial de 2018. O filme tem estreia prevista para 2026 e está sendo rodado em inglês. Caviezel ganhou notoriedade nos anos 2000 e, mais recentemente, esteve em produções associadas a pautas conservadoras, como Som da Liberdade (2023). Ele também estrelou títulos como O Conde de Monte Cristo (2002), Déjà Vu (2006) e Linhas Cruzadas (2001).

A direção de Dark Horse é assinada pelo norte-americano Cyrus Nowrasteh, cineasta conhecido por obras com forte viés político e religioso, como O Apedrejamento de Soraya M. (2008), O Jovem Messias (2016) e Sequestro Internacional (2019). O roteiro é de autoria do deputado federal Mario Frias (PL-SP).

O longa tem como eixo narrativo a facada sofrida por Jair Bolsonaro em setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG). Segundo informações publicadas pelo Estadão, o roteiro apresenta o ex-presidente como um "vencedor improvável", destacando sua trajetória militar, sua carreira política e ações relacionadas ao combate ao tráfico de drogas. O texto também sugere que outras supostas tentativas de assassinato teriam sido planejadas pelos mesmos mandantes do ataque de 2018. O autor da facada, Adélio Bispo, aparecerá com outro nome.

A produção segue em ritmo acelerado mesmo após Bolsonaro ter sido preso preventivamente no último sábado (22), após condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Entre as reconstituições previstas, estão passagens ambientadas na década de 1980, quando o ex-capitão servia ao Exército e participava de operações contra o tráfico de drogas. O enredo também cita articulações atribuídas a grupos de esquerda e organizações criminosas.

ELENCO REÚNE BRASILEIROS E ESTRANGEIROS

O elenco confirmado inclui atores que interpretarão os filhos de Bolsonaro: Marcus Ornellas será Flávio Bolsonaro; Sérgio Barreto interpretará Carlos Bolsonaro; Eddie Finlay viverá Eduardo Bolsonaro. As intérpretes de Michelle e Laura Bolsonaro ainda não foram anunciadas. O casting também conta com Lynn Collins, Esai Morales, Felipe Folgosi e Biaka Fernandes. As gravações tiveram início em 20 de novembro e devem retratar uma versão idealizada da trajetória de Bolsonaro.

domingo, 23 de novembro de 2025

Governo dos EUA diz que Moraes envergonha e expõe o Brasil ao descrédito internacional

Do DIÁRIO DO PODER
charlesnasci@yahoo.com.br

O vice-secretário de Estado Christopher Laudau manifestou-se oficialmente, em nome do governo dos Estados Unidos, afirmando que o ministro Alexandre de Moraes "expõe o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Brasil à vergonha e ao descrédito internacional", em post publicado na rede social X neste sábado (22).

"O juiz Moraes, um violador de direitos humanos sancionado, expôs o Supremo Tribunal Federal do Brasil à vergonha e ao descrédito internacional ao desrespeitar normas tradicionais de autocontenção judicial e politizar de forma escancarada o processo judicial", escreveu Landau.

"Os Estados Unidos estão profundamente preocupados diante de seu mais recente ataque ao Estado de Direito e à estabilidade política no Brasil: a provocativa e desnecessária prisão do ex-presidente Bolsonaro, que já estava em prisão domiciliar sob forte vigilância e com rígidas restrições de comunicação", continuou a autoridade norte-americana, para concluir: "Não há nada mais perigoso para a democracia do que um juiz que não reconhece limites para seu poder".

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Miguel Coelho celebra retirada de tarifa dos EUA e defende fortalecimento da agricultura no Vale do São Francisco

Do BLOG PONTO DE VISTA
charlesnasci@yahoo.com.br

O pré-candidato ao Senado Federal Miguel Coelho destacou, nesta sexta-feira (21), a importância da fruticultura irrigada para a economia brasileira e, especialmente, para o Vale do São Francisco. Segundo ele, o setor é responsável por gerar milhares de empregos diretos e indiretos, tornando a região uma das mais produtivas e prósperas do país. Miguel comemorou o anúncio da retirada do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, medida que vinha impactando negativamente as exportações, sobretudo durante a safra da manga — uma das principais culturas da região.

"A fruticultura irrigada gera muitos empregos diretos e indiretos em todo o Brasil. No Vale do São Francisco é o nosso grande motor econômico, fazendo da região uma das mais prósperas do país. Ficamos muito felizes com o anúncio da retirada do tarifaço dos EUA, que tanto prejudicou nossa produção, especialmente durante a safra da manga. Foi uma vitória da diplomacia dos dois países e também do setor, que trabalhou para derrubar a taxação", afirmou.

O pré-candidato reforçou ainda seu compromisso em defender políticas que ampliem a competitividade e a segurança do produtor rural: "Vamos seguir lutando para fortalecer a agricultura em Pernambuco, porque é nela que está o sustento para milhares de famílias".

terça-feira, 11 de novembro de 2025

51% dos brasileiros não sabiam que a COP30 aconteceria em Belém e 41% afirma que evento não fará diferença para o país

Do DIÁRIO DO PODER - Luan Carlos
charlesnasci@yahoo.com.br

Um levantamento feito pela Genial/Quaest divulgado nesta terça-feira (11) mostra que 51% dos brasileiros não sabiam da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima, a COP30, e sua realização em Belém (PA). Em contrapartida, 48% das pessoas já sabiam sobre o evento. Outros 1% não sabem ou não responderam.

Entre as regiões do país, o Nordeste apresentou maior percentual dos que não sabiam sobre a COP, sendo 61%. No Sul, 53%, Sudeste 50% e Nordeste registra 37%. Já entre os que sabiam, o Norte e Centro Oeste somam 61%, Sul tem 53%, Sudeste contabiliza 50% e o Nordeste aparece com 37%.

NÃO FARÁ DIFERENÇA PARA 41%

O levantamento mostra ainda que 41% dos brasileiros acreditam que a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima, a COP30, realizada em Belém, não fará diferença para o país. Os resultados da pesquisa mostram uma divisão sobre a importância do evento. Outros 41% consideram que o evento trará resultados positivos para o Brasil. Outros 7% afirmam que a COP30 trará resultados negativos.

A Conferência se iniciou oficialmente na segunda-feira (10) e vai até o próximo dia 21 de novembro, com o objetivo de definir novas metas para o cuidado climático para os próximos anos. A principal iniciativa do governo federal no evento será a arrecadação para o Fundo de Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa que visa captar recursos para preservação florestal. Sendo o país sede, o Brasil anunciou um investimento de US$ 1 bilhão para o projeto.

Foram entrevistados 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, em 120 municípios dos 26 estados do Brasil e Distrito Federal, entre os dias 6 e 9 de novembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Maior e mais brilhante superlua do ano pode ser observada nesta quarta (5)

Superlua poderá ser vista de qualquer lugar do país, sem equipamento. Fenômeno ocorre quando a lua cheia acontece próxima ao perigeu
Do G1
charlesnasci@yahoo.com.br

Nesta quarta-feira (5 de novembro), mais uma superlua poderá ser observada no céu de todo o Brasil e do mundo – se as condições climáticas forem favoráveis. Segundo o Observatório Nacional, é a maior e mais brilhante superlua do ano. Será o segundo e penúltimo fenômeno desse tipo em 2025. Esse é um termo que não é muito utilizado por astrônomos, mas na prática significa que a Lua aparecerá maior e mais reluzente do que o normal, já que ela estará próxima ao seu perigeu, o ponto mais próximo da Terra durante sua órbita.

A melhor visualização será ao anoitecer. De acordo com plataformas especializadas, o horário exato da lua cheia pode variar conforme o fuso de cada região, mas no horário de Brasília ela deve surgir por volta das 18h45 em São Paulo, 18h14 em Belém e 17h28 no Recife, por exemplo. Para observá-la, não é necessário qualquer equipamento. Pelo contrário, a olho nu, a lua aparecerá maior e mais brilhante no céu.

Superluas x luas cheias: qual o critério?

A expressão "superlua" não tem exatamente uma definição astronômica. Um astrólogo inventou essa palavra, que ficou famosa. Foi o Richard Nolle, em 1979. Por causa disso, alguns sites de astronomia começaram a usá-la. No entanto, como esse não é um conceito importante para o campo, sua definição não é aceita por todos e seus critérios de classificação não são um consenso.

Tecnicamente, o ponto em que a Lua está “cheia” dura apenas um instante. A olho nu, porém, a Lua pode parecer cheia por mais de três dias consecutivos. Já uma "superlua" ocorre quando a lua cheia acontece próxima ao perigeu (quando ela está mais próxima da Terra), o que resulta em uma lua cheia ligeiramente maior e mais brilhante do que as demais.

"Se a lua cheia ocorre próximo ao perigeu, ela é chamada de superlua. O quão próximo depende da órbita que a Lua segue naquele momento, mas em termos gerais irá equivaler a uma distância menor do que 360.000 km da Terra", explica Helio J. Rocha-Pinto, diretor do Observatório do Valongo da UFRJ. Esse período é chamado de perigeu porque o nosso satélite natural aparece no céu cerca de 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu (microlua) – quando está mais distante. Assim, nem toda lua cheia é considerada uma superlua.

Segundo o calendário astronômico do Observatório Nacional teremos ao todo três superluas em 2025:

🌕 Uma que ocorreu no dia 6 de outubro
🌕 Outra agora neste 5 de novembro
🌕 E mais uma em 4 de dezembro

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Na Argentina, após vitória surpreendente nas urnas, partido de Milei sai fortalecido para segunda metade do seu mandato

Do BLOG DO MAGNO
charlesnasci@yahoo.com.br

O partido ultraliberal do presidente Javier Milei teve uma vitória contundente nas eleições legislativas do domingo (26) na Argentina, com mais de 40% dos votos, segundo dados do Ministério do Interior. O resultado traz alívio ao governo, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condicionar seu apoio financeiro à Argentina ao desempenho eleitoral.

Segundo os resultados parciais, o A Liberdade Avança (LLA) venceu o peronismo (centro-esquerda), que obteve 31,64% em nível nacional, após a apuração de mais de 90% dos votos. Em terceiro lugar ficou o Províncias Unidas, bloco que busca romper a polarização, que obteve 7,1% dos votos.

Com este resultado provisório, o governismo amplia sua bancada e se aproxima do um terço necessário nas duas câmaras para blindar seus vetos, mas precisará se aliar a outras forças para avançar em reformas estruturais.

"Milei, querido, o povo está contigo", cantavam centenas de apoiadores do presidente em frente ao bunker do LLA em Buenos Aires. "Estou muito animado. Não esperava um número tão alto", disse à AFP o consultor de marketing Facundo Campos, 38. "Gritei como se fosse o gol do último mundial".