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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Gravações fazem sangrar pré-candidatura de Flávio

Do DIÁRIO DO PODER - Cláudio Humberto
charlesnasci@yahoo.com.br

É devastador para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) o impacto dos áudios em que ele cobra do banqueiro Daniel Vorcaro dinheiro para a produção de filme sobre seu pai, estrelado pelo ator Jim Caviezel. Representa um golpe arrasador. O total de R$ 61 milhões virou munição letal. Os áudios fazem "sangrar" a pré-candidatura de Flávio e podem até mesmo inviabilizar o projeto. Cobrar dinheiro de um tipo como Vorcaro pode fazer dele um fardo tóxico quando se aproximava do eleitorado moderado.

ACESSO AO INFERNO

Nos diálogos, Flávio cobra o cumprimento do contrato de financiamento de um banco de má fama para um projeto familiar de alto custo.

IMAGEM QUE COLA

Os áudios transformam a rejeição ao senador, herdada do ex-presidente, em indignação. Pedir dinheiro a Vorcaro é o tipo de imagem que cola.

NÃO TEM VOLTA

Em um país ansioso por ética pública, senador cobrando R$ 61 milhões de um banqueiro envolvido em corrupção pode ser o fim do caminho.

TRANSPARÊNCIA É A CHAVE

Flávio Bolsonaro demorou a se manifestar sobre Daniel Vorcaro e até a apoiar a CPI do Banco Master. E, ao esconder o contrato de patrocínio do filme, virou alvo fácil dos adversários. Não será fácil se safar.

FLÁVIO NÃO NEGOU

Flávio Bolsonaro confirmou as mensagens a Vorcaro e explicou que era iniciativa de um filho lutando para viabilizar filme sobre o pai "sem um centavo de verba pública ou Lei Rouanet", era financiamento privado.

SERIA SENSATO

Se a direita tivesse juízo, teria feito greve de fome na porta do Palácio dos Bandeirantes até Tarcísio de Freitas topar a candidatura presidencial. Mas juízo anda escasso e agora o governador já não pode ser candidato.