De O GLOBO - Lauro Jardim
charlesnasci@yahoo.com.br
Às vésperas do início do São João, o Ministério Público Eleitoral de Pernambuco resolveu entrar no clima, mas para tentar evitar que os arraiais virem palanques antecipados em 2026.
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Às vésperas do início do São João, o Ministério Público Eleitoral de Pernambuco resolveu entrar no clima, mas para tentar evitar que os arraiais virem palanques antecipados em 2026.
Em recomendação publicada no último dia 22, o procurador regional eleitoral Werton Magalhães Costa alertou prefeitos, partidos e pré-candidatos sobre os riscos de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder político durante os festejos juninos no estado. O documento faz um aviso direto aos políticos que costumam circular pelos palcos e camarotes das festas: campanha só pode começar oficialmente em 16 de agosto.
O MP lembra ainda que pedido de voto não precisa ser explícito para configurar irregularidade. Segundo a recomendação, manifestações implícitas, slogans, falas em shows e até performances artísticas com conteúdo eleitoral podem ser enquadradas como propaganda antecipada.
O MP lembra ainda que pedido de voto não precisa ser explícito para configurar irregularidade. Segundo a recomendação, manifestações implícitas, slogans, falas em shows e até performances artísticas com conteúdo eleitoral podem ser enquadradas como propaganda antecipada.
A preocupação do Ministério Público com o tema, aliás, vem desde o início do ano. Em fevereiro, promotorias eleitorais de diversos municípios pernambucanos já haviam publicado recomendações semelhantes com alerta para festas como Carnaval, Semana Santa, São João e comemorações de emancipação política.






