Da ISTOÉ
charlesnasci@yahoo.com.br
A Argentina e a Espanha se enfrentam neste domingo, 19 de julho, em Nova Jersey, na tão aguardada final da Copa do Mundo. Este embate representa mais do que uma simples disputa por um troféu simbólico. É a América do Sul contra a Europa, a paixão contra a precisão.
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A Argentina e a Espanha se enfrentam neste domingo, 19 de julho, em Nova Jersey, na tão aguardada final da Copa do Mundo. Este embate representa mais do que uma simples disputa por um troféu simbólico. É a América do Sul contra a Europa, a paixão contra a precisão.
A Argentina, com seu elenco que mantém 17 dos 26 jogadores do triunfo de 2022, chegou à final pelo caminho mais difícil. A equipe de Lionel Scaloni superou adversários como Cabo Verde na prorrogação e sobreviveu a confrontos emocionantes contra Egito, Suíça e Inglaterra.
Em diversos momentos, os argentinos jogaram com muita garra e paixão, impulsionados pelos gols, assistências e lampejos de magia de Lionel Messi. Cada intervenção do camisa 10 adiciona mais uma página ao debate sobre se ele ou o brasileiro Pelé é o maior jogador de futebol da história.
Como a Espanha se prepara para o confronto?
Se a Argentina tem dado a impressão de um Rocky Balboa cambaleando por mais um round, a Espanha chegou à final parecendo um grupo de profissionais frios que sabem exatamente como se comportar. Invicta há 37 partidas, a Espanha pode conquistar sua segunda Copa do Mundo, depois de 2010, e quebrar o recorde internacional de invencibilidade estabelecido pela Itália entre 2018 e 2021.
A equipe chegou à América do Norte como favorita das casas de apostas após vencer o Campeonato Europeu e, em grande parte, comportou-se como um time que vê a pressão não como um perigo, mas como um compromisso já agendado. Seu caminho parece ter sido cuidadosamente traçado, como se tudo antes da semifinal fosse parte do aquecimento.
Sob o comando de Luis de la Fuente, que treinou muitos dos jogadores desde a adolescência nas categorias de base da Espanha, a equipe desenvolveu um nível de entrosamento coletivo capaz de fazer os adversários se sentirem presos em uma sala lindamente iluminada, mas sem portas. A França conhece bem essa sensação.
A curiosa conexão entre Messi e Yamal
O jogo posicional e de passes da Espanha pode ser sufocante, mas dentro dessa máquina há também uma criatividade desenfreada, e a maior parte dela vem de Lamine Yamal. O ponta, que encantou o Campeonato Europeu aos 16 anos, passou sua curta carreira quebrando recordes de idade e superando expectativas.
Em diversos momentos, os argentinos jogaram com muita garra e paixão, impulsionados pelos gols, assistências e lampejos de magia de Lionel Messi. Cada intervenção do camisa 10 adiciona mais uma página ao debate sobre se ele ou o brasileiro Pelé é o maior jogador de futebol da história.
Como a Espanha se prepara para o confronto?
Se a Argentina tem dado a impressão de um Rocky Balboa cambaleando por mais um round, a Espanha chegou à final parecendo um grupo de profissionais frios que sabem exatamente como se comportar. Invicta há 37 partidas, a Espanha pode conquistar sua segunda Copa do Mundo, depois de 2010, e quebrar o recorde internacional de invencibilidade estabelecido pela Itália entre 2018 e 2021.
A equipe chegou à América do Norte como favorita das casas de apostas após vencer o Campeonato Europeu e, em grande parte, comportou-se como um time que vê a pressão não como um perigo, mas como um compromisso já agendado. Seu caminho parece ter sido cuidadosamente traçado, como se tudo antes da semifinal fosse parte do aquecimento.
Sob o comando de Luis de la Fuente, que treinou muitos dos jogadores desde a adolescência nas categorias de base da Espanha, a equipe desenvolveu um nível de entrosamento coletivo capaz de fazer os adversários se sentirem presos em uma sala lindamente iluminada, mas sem portas. A França conhece bem essa sensação.
A curiosa conexão entre Messi e Yamal
O jogo posicional e de passes da Espanha pode ser sufocante, mas dentro dessa máquina há também uma criatividade desenfreada, e a maior parte dela vem de Lamine Yamal. O ponta, que encantou o Campeonato Europeu aos 16 anos, passou sua curta carreira quebrando recordes de idade e superando expectativas.
Desde que estreou pelo Barcelona aos 15 anos, ele tem sido comparado ao produto mais famoso da La Masia: o homem que enfrentará neste domingo, Lionel Messi. Messi e Lamine Yamal também estão ligados por uma das imagens virais mais estranhas do futebol: Messi, quando era um jovem jogador do Barcelona, fotografado dando banho no bebê Lamine. O que antes parecia uma curiosidade pitoresca, agora se assemelha a um presságio elaborado por um roteirista particularmente brincalhão.
Quando questionado se o talento de Messi havia sido transmitido a Lamine naquele dia, como o toque de Midas, o pai de Lamine Yamal respondeu: "Quem pode dizer que não foi o contrário?". As conexões continuam no banco de reservas, com Lionel Scaloni enfrentando Luis de la Fuente, seu ex-tutor no curso de treinadores da Federação Espanhola de Futebol há quase uma década. O aluno agora enfrenta o professor com a Copa do Mundo em jogo.
Quais fatores podem influenciar a grande final?
A final também pode ser influenciada pelas condições do campo. O gramado de Nova Jersey não tem sido favorável às seleções que buscam a posse de bola, com técnicos e jogadores reclamando de sua qualidade durante o torneio. Isso pode atrapalhar o ritmo da Espanha e levar a Argentina a um tipo de disputa acirrada e cheia de emoção, que ela adora.
O clima pode adicionar mais um elemento de intriga. A previsão é de um dia quente e úmido, com temperaturas em torno de 30 graus Celsius, e será apenas a segunda partida da Espanha em um estádio ao ar livre nesta Copa do Mundo. A fumaça dos incêndios florestais no Canadá também cobriu partes do Meio-Oeste e do Nordeste dos EUA com ar tóxico, gerando preocupações, já que mais de 80 mil torcedores são esperados na final.
Para a Espanha, a tarefa é manter a partida limpa, controlada e jogada de acordo com seus padrões. Para a Argentina, é transformar o desconforto em espetáculo mais uma vez. No centro de tudo isso está Lionel Messi, tentando garantir que o que pode ser sua última partida na Copa do Mundo não termine como uma despedida, mas como um último ato de maestria.
Quando questionado se o talento de Messi havia sido transmitido a Lamine naquele dia, como o toque de Midas, o pai de Lamine Yamal respondeu: "Quem pode dizer que não foi o contrário?". As conexões continuam no banco de reservas, com Lionel Scaloni enfrentando Luis de la Fuente, seu ex-tutor no curso de treinadores da Federação Espanhola de Futebol há quase uma década. O aluno agora enfrenta o professor com a Copa do Mundo em jogo.
Quais fatores podem influenciar a grande final?
A final também pode ser influenciada pelas condições do campo. O gramado de Nova Jersey não tem sido favorável às seleções que buscam a posse de bola, com técnicos e jogadores reclamando de sua qualidade durante o torneio. Isso pode atrapalhar o ritmo da Espanha e levar a Argentina a um tipo de disputa acirrada e cheia de emoção, que ela adora.
O clima pode adicionar mais um elemento de intriga. A previsão é de um dia quente e úmido, com temperaturas em torno de 30 graus Celsius, e será apenas a segunda partida da Espanha em um estádio ao ar livre nesta Copa do Mundo. A fumaça dos incêndios florestais no Canadá também cobriu partes do Meio-Oeste e do Nordeste dos EUA com ar tóxico, gerando preocupações, já que mais de 80 mil torcedores são esperados na final.
Para a Espanha, a tarefa é manter a partida limpa, controlada e jogada de acordo com seus padrões. Para a Argentina, é transformar o desconforto em espetáculo mais uma vez. No centro de tudo isso está Lionel Messi, tentando garantir que o que pode ser sua última partida na Copa do Mundo não termine como uma despedida, mas como um último ato de maestria.






