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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Rompidas politicamente, Marília não participa de inauguração do comitê de Maria Arraes

Do BLOG DE RICARDO ANTUNES
charlesnasci@yahoo.com.br

A candidata ao senado na chapa de João Campos, Marília Arraes (PDT), não compareceu à inauguração do comitê de campanha da irmã, Maria Arraes (PSB), realizada na noite desta segunda-feira (24), no bairro do Poço da Panela, no Recife. A ausência confirma o que se sabe desde o ano passado. As duas estão rompidas e, aparentemente, sem a menor chance de reconciliação. O evento reuniu aliados de Maria, entre eles o prefeito do Recife, João Campos (PSB), e o senador Humberto Costa (PT), além de outras lideranças políticas. Durante o ato, a candidata destacou sua trajetória e o trabalho realizado durante o mandato de deputada federal.

O distanciamento entre as irmãs ganhou sinais públicos nos últimos meses, quando Marília deixou de seguir Maria nas redes sociais. Nos bastidores, também surgiram divergências relacionadas à construção das candidaturas e à busca por apoios políticos para as eleições deste ano. Um dos pontos de afastamento foi a ida de Maria para o PSB, partido de João Campos. Além disso, ela também se aproximou de Humberto Costa, outro antigo adversário político de Marília. Enquanto a deputada passou a integrar o PSB, Marília seguiu outro caminho partidário e atualmente está no PDT.

E segue com sua fama de desagregadora, que carrega há muito tempo na família Campos/Arraes. Antes de Maria, ela teve brigas homéricas com o próprio primo, o ex-governador Eduardo Campos (PSB), e com o ex-prefeito João Campos, com quem teve uma disputa acirrada pela Prefeitura do Recife em 2020. Na época, ela chegou a disparar críticas ácidas contra o primo de segundo grau, dizendo que "Prefeitura não é pirulito para estar dando de presente para um menino".

O conflito entre os dois remonta a 2014, quando Marília cumpria seu segundo mandato na Câmara de Vereadores do Recife e buscava ampliar seu espaço dentro do PSB para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. A intenção de concorrer a uma vaga em Brasília, porém, esbarrou nos planos de Eduardo Campos, que já articulava o futuro político do filho, João Campos. Naquele período, Eduardo colocou João no comando da Juventude Socialista, até então liderada por Marília. O movimento acirrou as divergências entre os primos e contribuiu para o posterior rompimento de Marília com o PSB e sua migração para o PT.