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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Virada de Flávio Bolsonaro em pesquisa acende o alerta na campanha de Lula

Da VEJA
charlesnasci@yahoo.com.br

A distância que separava Lula de Flávio Bolsonaro na pesquisa BTG/Nexus foi sendo reduzida desde junho até chegar a uma virada numérica do senador. Para o cientista político Elias Tavares, em participação no programa Ponto de Vista, o movimento amplia o sinal de alerta para o presidente. "A gente teve em junho uma distância de seis pontos e ela foi comprimindo, comprimindo, comprimindo", afirmou

Apresentadora do programa, Laísa Dall'Agnol destacou que a nova rodada do levantamento coloca Flávio numericamente à frente de Lula no cenário de segundo turno. Ao analisar o resultado, Tavares chamou atenção menos para a vantagem registrada isoladamente e mais para a trajetória dos dois candidatos ao longo dos últimos meses.

O QUE MUDOU DESDE JUNHO?

Tavares afirmou que a vantagem de seis pontos registrada em junho foi diminuindo sucessivamente até chegar ao atual cenário. Embora tenha classificado a vantagem atual de Flávio como "muito pequena", o especialista ressaltou que a série histórica revela um movimento favorável ao candidato. "A gente tem esse leve crescimento, esse achatamento em favor do Flávio", afirmou.

Na avaliação dele, a trajetória importa justamente porque mostra que não se trata apenas de uma fotografia isolada. Para a campanha de Flávio, o resultado representa uma mudança de patamar. Para Lula, aumenta a necessidade de atenção ao comportamento do eleitorado na reta final.

POR QUE A ELEIÇÃO PODE SER DECIDIDA POR UM PEQUENO ERRO?

Com a redução da distância entre os dois candidatos, Tavares avalia que movimentos aparentemente pequenos podem assumir peso decisivo na reta final. "É uma eleição que de fato será decidida no detalhe, seja um acerto, ou seja, um pequeno erro", afirmou.

O cientista político acrescentou que as questões envolvendo o STF também podem começar a se misturar ao processo eleitoral. Sem cravar qual será o impacto desse novo componente, Tavares concentrou sua análise na tendência revelada pela sequência de pesquisas: a vantagem que Lula tinha em junho desapareceu, e Flávio chegou ao estágio de aparecer numericamente à frente.