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| Em Surubim, Chaparral viu sua influência chegar ao Congresso com a eleição da esposa, Juliana de Chaparral |
Da FOLHA DE PERNAMBUCO - Anthony Santana
charlesnasci@yahoo.com.br
As eleições para o legislativo estadual e federal serviram para testar a influência política dos prefeitos pernambucanos que foram além do apoio a candidatos ao governo estadual, senado e presidência da República, mas também tentaram garantir a presença de membros dos próprios grupos políticos em espaços importantes, como o Legislativo.
Em Surubim, o prefeito Cléber Chaparral (União Brasil) viu sua influência chegar ao Congresso. A esposa, Juliana de Chaparral (União Brasil), foi eleita deputada federal com 183.089 votos, ficando entre as maiores votações de Pernambuco para a Câmara dos Deputados.
Em Vitória de Santo Antão, o prefeito Paulo Roberto (MDB) conseguiu a reeleição da filha, Iza Arruda (MDB), para a Câmara dos Deputados. Iza já havia conquistado o primeiro mandato em 2022 e manteve a cadeira para a próxima legislatura. Entretanto, o outro filho do prefeito que disputou eleição, Túlio Arruda (MDB), não logou êxito na disputa para a Alepe.
Em Petrolina, o resultado o grupo político ligado ao prefeito Simão Durando (União Brasil) conseguiu eleger Fernando Filho (União Brasil) para mais um mandato na Câmara dos Deputados e Antonio Coelho (União Brasil) para a Alepe. Miguel Coelho (União Brasil), ex-prefeito da cidade e irmão dos dois, porém, não conseguiu ingressar na Câmara.
INSUCESSO
Se de um lado alguns prefeitos conseguiram transformar a força municipal em mandatos no Legislativo, outros não tiveram o mesmo resultado. Em Olinda, a prefeita Mirella Almeida (PSD), que chegou ao cargo em 2024 com o apoio do ex-prefeito Professor Lupércio (PSD), não conseguiu levar o antecessor para a Assembleia Legislativa. Lupércio disputou uma cadeira de deputado estadual depois de dois mandatos à frente da Prefeitura de Olinda e contou com o apoio da atual prefeita durante a campanha. Mesmo assim, ficou fora da lista dos eleitos.
Em Abreu e Lima, o prefeito Flávio Gadelha (PSB) também não conseguiu eleger o filho. Flávio Gadelha Filho (MDB), que disputou uma cadeira no parlamento estadual, mas ficou fora da relação dos eleitos. Situação semelhante ocorreu em Moreno. O prefeito Edmilson Cupertino (PP) não conseguiu eleger o filho, Tierry Cupertino (PP), para a Alepe.
Em Buenos Aires, na Zona da Mata, o prefeito Henrique Queiroz (PP) também não conseguiu manter o filho, Henrique Queiroz Filho (PP), como legislador. O deputado estadual buscava a reeleição, mas não alcançou votos suficientes para permanecer entre os eleitos. Em Caruaru, o prefeito Rodrigo Pinheiro (PSDB) também não conseguiu transformar o apoio à sua gestão em uma cadeira na Assembleia Legislativa. O secretário municipal de Articulação Social, Anderson Luiz (PSD), candidato a deputado estadual, ficou fora da lista dos eleitos.
charlesnasci@yahoo.com.br
As eleições para o legislativo estadual e federal serviram para testar a influência política dos prefeitos pernambucanos que foram além do apoio a candidatos ao governo estadual, senado e presidência da República, mas também tentaram garantir a presença de membros dos próprios grupos políticos em espaços importantes, como o Legislativo.
Em alguns municípios, o resultado confirmou a capacidade dos gestores de transferir votos, caso de Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral de Pernambuco. O prefeito do município, Mano Medeiros (PSD), conseguiu garantir a eleição da esposa, Andréa Medeiros, para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Na primeira disputa eleitoral, Andréa recebeu 49.263 votos, sendo 33 mil apenas no município da Região Metropolitana do Recife governado pelo marido.
Batista Cabral (PSB), irmão do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (SD), também integra a lista dos que ganharam uma vaga no parlamento estadual por influência do familiar. Ele chegou à Alepe com expressivos 73 mil votos.
Em Ipojuca, a estratégia também deu resultado. O prefeito Carlos Santana (Republicanos) elegeu a filha, Lara Santana (PV), deputada estadual. Ela terminou a eleição com 104.652 votos, uma das maiores votações para a Assembleia Legislativa. Ipojuca foi o principal reduto eleitoral, concentrando uma parcela expressiva dos votos obtidos pela candidata em todo o Estado. Lara chega à Casa e Joaquim Nabuco para ocupar a vaga da mãe, Simone Santana (PSB).
No Litoral Norte, o prefeito de Itapissuma, Júnior de Irmã Teca (PSD), apoiou o irmão e ex-prefeito do município, Zé de Irmã Teca (PSD). Ele foi eleito com mais de 43 mil votos e também ocupará uma cadeira na Alepe. Em Serra Talhada, a prefeita Márcia Conrado (PT) também conseguiu eleger o marido, Breno Araújo (PT), para a Alepe. Ele recebeu 47.722 votos, 15 mil apenas no município, e conquistou uma das 49 cadeiras do Legislativo estadual.
Outro caso de transferência de força política para um familiar ocorreu em Petrolândia, no Sertão de Itaparica. O prefeito Fabiano Marques (Republicanos) conseguiu eleger o filho, Bruno Marques (PSB), deputado estadual. A prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PP), conseguiu manter a representação do grupo na Alepe. O deputado estadual Kaio Maniçoba (PP), filho da prefeita, foi reeleito.
Em Ipojuca, a estratégia também deu resultado. O prefeito Carlos Santana (Republicanos) elegeu a filha, Lara Santana (PV), deputada estadual. Ela terminou a eleição com 104.652 votos, uma das maiores votações para a Assembleia Legislativa. Ipojuca foi o principal reduto eleitoral, concentrando uma parcela expressiva dos votos obtidos pela candidata em todo o Estado. Lara chega à Casa e Joaquim Nabuco para ocupar a vaga da mãe, Simone Santana (PSB).
No Litoral Norte, o prefeito de Itapissuma, Júnior de Irmã Teca (PSD), apoiou o irmão e ex-prefeito do município, Zé de Irmã Teca (PSD). Ele foi eleito com mais de 43 mil votos e também ocupará uma cadeira na Alepe. Em Serra Talhada, a prefeita Márcia Conrado (PT) também conseguiu eleger o marido, Breno Araújo (PT), para a Alepe. Ele recebeu 47.722 votos, 15 mil apenas no município, e conquistou uma das 49 cadeiras do Legislativo estadual.
Outro caso de transferência de força política para um familiar ocorreu em Petrolândia, no Sertão de Itaparica. O prefeito Fabiano Marques (Republicanos) conseguiu eleger o filho, Bruno Marques (PSB), deputado estadual. A prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PP), conseguiu manter a representação do grupo na Alepe. O deputado estadual Kaio Maniçoba (PP), filho da prefeita, foi reeleito.
Em Garanhuns, o prefeito Sivaldo Albino (PSB) também saiu fortalecido, após garantir o filho, Cayo Albino (PSB), como deputado estadual com 60.753 votos. Ele chegou a assumir o mandato duas vezes na atual legislatura como suplente e passa a ser titular a partir de 2027.
FEDERAL
FEDERAL
Em Surubim, o prefeito Cléber Chaparral (União Brasil) viu sua influência chegar ao Congresso. A esposa, Juliana de Chaparral (União Brasil), foi eleita deputada federal com 183.089 votos, ficando entre as maiores votações de Pernambuco para a Câmara dos Deputados.
Em Vitória de Santo Antão, o prefeito Paulo Roberto (MDB) conseguiu a reeleição da filha, Iza Arruda (MDB), para a Câmara dos Deputados. Iza já havia conquistado o primeiro mandato em 2022 e manteve a cadeira para a próxima legislatura. Entretanto, o outro filho do prefeito que disputou eleição, Túlio Arruda (MDB), não logou êxito na disputa para a Alepe.
Em Petrolina, o resultado o grupo político ligado ao prefeito Simão Durando (União Brasil) conseguiu eleger Fernando Filho (União Brasil) para mais um mandato na Câmara dos Deputados e Antonio Coelho (União Brasil) para a Alepe. Miguel Coelho (União Brasil), ex-prefeito da cidade e irmão dos dois, porém, não conseguiu ingressar na Câmara.
INSUCESSO
Se de um lado alguns prefeitos conseguiram transformar a força municipal em mandatos no Legislativo, outros não tiveram o mesmo resultado. Em Olinda, a prefeita Mirella Almeida (PSD), que chegou ao cargo em 2024 com o apoio do ex-prefeito Professor Lupércio (PSD), não conseguiu levar o antecessor para a Assembleia Legislativa. Lupércio disputou uma cadeira de deputado estadual depois de dois mandatos à frente da Prefeitura de Olinda e contou com o apoio da atual prefeita durante a campanha. Mesmo assim, ficou fora da lista dos eleitos.
Em Abreu e Lima, o prefeito Flávio Gadelha (PSB) também não conseguiu eleger o filho. Flávio Gadelha Filho (MDB), que disputou uma cadeira no parlamento estadual, mas ficou fora da relação dos eleitos. Situação semelhante ocorreu em Moreno. O prefeito Edmilson Cupertino (PP) não conseguiu eleger o filho, Tierry Cupertino (PP), para a Alepe.
Em Buenos Aires, na Zona da Mata, o prefeito Henrique Queiroz (PP) também não conseguiu manter o filho, Henrique Queiroz Filho (PP), como legislador. O deputado estadual buscava a reeleição, mas não alcançou votos suficientes para permanecer entre os eleitos. Em Caruaru, o prefeito Rodrigo Pinheiro (PSDB) também não conseguiu transformar o apoio à sua gestão em uma cadeira na Assembleia Legislativa. O secretário municipal de Articulação Social, Anderson Luiz (PSD), candidato a deputado estadual, ficou fora da lista dos eleitos.






