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| Foto: Aloisio Moreira/Divulgação |
Do Blog de João Alberto
charlesnasci@yahoo.com.br
Diante
de todo o seu secretariado, na reunião de balanço de governo, ontem, no
Cecon, o governador Eduardo Campos (PSB) não deixou dúvidas de que
sairá do governo até o dia 4 abril de 2014, prazo limite da
desincompatibilização para gestores-candidatos. A fala foi contundente:
“Nós não seremos ao final do 1º turno a 3ª via. Nós seremos a 1ª via já
no 1º turno”, declarou Eduardo, sem rodeios. O governador estava
visivelmente emocionado e entusiasmado, revelou ao blog uma fonte
presente no encontro. A primeira-dama, Renata Campos, grávida de quase 7
meses, estava ao lado dele.
A
fala de Eduardo garantindo que o PSB disputará a eleição para
presidente da República no ano que vem foi antecedida por uma análise de
cenário feita pelo próprio governador.
Ele discorreu sobre os
feitos de seu governo e relatou o que ele tem "sentido" nas suas
andanças pelo país. Contou que indentifica, claramente, "um forte
sentimento de mudança no povo brasileiro". Disse também que tem essa
leitura ao ler pesquisas que lhe apresentam.Eduardo também voltou a
falar sobre sua união com Marina Silva. Mas não entrou em detalhes sobre
a cabeça de chapa.
O
PSB está no momento de colheita dessa união e avalia, pesquisa a
pesquisa, o poder de transferência de voto de Marina para Eduardo. Ele
precisa crescer mais. Ainda em sua fala, Eduardo Campos reconheceu os
feitos dos governos dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e
do ex-presidente Lula (PT). Os citou nominalmente, mas não teria citado
a presidente Dilma Roussef (PT), segundo uma fonte.
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| Foto: Aluisio Moreira/Divulgação |
Sobre seu sucessor no governo do estado, Eduardo Campos fez uma análise comparativa, dando a entender que fará a escolha do mesmo jeito que na última eleição para prefeito, quando escolheu Geraldo Julio (PSB). O prefeito, inclusive, é sempre citado para como opção ao governo no ano que vem, embora negue que vá deixar a Prefeitura do Recife para concorrer. "Quando fui tomar a decisão para o Recife (a escolha de Geraldo) foi sentindo esse sentimento de mudança, foi tendo essa leitura de que o povo pernambucano queria renovação na política. Fiz três pesquisas e ouvi todas as pessoas para tomar a decisão (por Geraldo)", teria dito Eduardo Campos.
No encontro de ontem, apenas Eduardo e o vice-governador João Lyra discursaram. O vice, que pleiteia disputar o governo no ano que vem, demonstrou que acompanhará a decisão que Eduardo tomar sobre a escolha. "O governo de Eduardo não se encerrará no prazo constitucional em abril. O governo Eduardo se encerrará em dezembro de 2014. Estaremos juntos independentemente de quem seja o candidato da Frente Popular", teria dito João Lyra.
A reunião começou por volta das 10h30 e terminou às 13h30, sem intervalo. A imprensa não teve acesso. Ao final, a assessoria do governador encaminhou aos jornais fotos e texto informando apenas que o governador reuniu o secretariado para um balanço do ano e para traçar metas para 2014. Além de praticamente todos os secretários – com exceção de Márcio Stefani (Desenvolvimento e Suape), ausente por motivo de viagem -, estava presente também o deputado Waldemar Borges, líder do governo na Assembleia de Pernambuco.
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