Do BLOG DO ELIELSON
charlesnasci@yahoo.com.br
A nova composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco, após a janela partidária, escancara o tamanho da rearrumação política no estado e antecipa o tom da eleição de 2026. E mexe diretamente na correlação de forças entre governo e oposição, sobretudo no efeito cascata na montagem das comissões.
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A nova composição da Assembleia Legislativa de Pernambuco, após a janela partidária, escancara o tamanho da rearrumação política no estado e antecipa o tom da eleição de 2026. E mexe diretamente na correlação de forças entre governo e oposição, sobretudo no efeito cascata na montagem das comissões.
A maior força passa a ser a federação União Progressista (PP e União Brasil), com 11 deputados. Mais do que número, o bloco ganha peso estratégico: tempo de TV, capilaridade e poder de barganha. Vira fiel da balança no jogo majoritário e entra na eleição como peça-chave para qualquer projeto competitivo.
Logo atrás, o PSD, partido da governadora Raquel Lyra, chega a 9 deputados e obteve um número expressivo. Saiu praticamente do zero para uma bancada robusta, consolidando musculatura institucional e fortalecendo o palanque governista dentro da Alepe. É crescimento com digital da articulação do Palácio.
Logo atrás, o PSD, partido da governadora Raquel Lyra, chega a 9 deputados e obteve um número expressivo. Saiu praticamente do zero para uma bancada robusta, consolidando musculatura institucional e fortalecendo o palanque governista dentro da Alepe. É crescimento com digital da articulação do Palácio.
O bloco da federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) aparece com 8 deputados. Mantém densidade, mas sem expansão relevante. Continua competitivo, sobretudo pela ligação com o presidente Lula. O PSB, partido de João Campos, também fecha com 8 deputados. Mesmo mantendo uma bancada relevante, perde numericamente, mas terá candidatura própria a governador com João Campos e pode voltar a crescer na próxima legislatura.
O Podemos, com 7 deputados, surge como uma força intermediária importante. Não lidera o jogo, mas pode influenciar decisões e composições, sobretudo em votações estratégicas. Na base mais à direita, o PL fica com 3 deputados, mantendo presença, mas sem expansão. Já MDB, Novo e Republicanos, com um deputado cada, ocupam posições mais periféricas, com atuação pontual. O Solidariedade e PSDB sumiram.
A Alepe, hoje, já reflete o que será a eleição: um cenário menos polarizado por partidos e mais organizado por blocos de poder. A disputa não será apenas de nomes, mas de estruturas.






