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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Nova bancada federal de Pernambuco expõe equilíbrio entre forças políticas e amplia presença feminina

PE elegeu 25 deputados federais para a próxima legislatura; composição terá seis mulheres, diferentes campos ideológicos e equilíbrio entre as principais forças políticas do estado
Do LEIA JÁ - Jamerson Mendes
charlesnasci@yahoo.com.br

Após o fechamento da apuração das urnas neste domingo (4), Pernambuco conheceu os 25 deputados federais que representarão o estado na Câmara dos Deputados a partir de 2027. A nova composição reúne nomes de diferentes regiões do Estado, partidos e campos ideológicos e apresenta uma combinação entre estruturas políticas tradicionais, força eleitoral de sobrenomes conhecidos e o crescimento de candidaturas marcadas por identidade ideológica.

O resultado também expõe uma característica que atravessou a eleição de 2026: a coexistência de diferentes forças dentro do eleitorado pernambucano. Pedro Campos (PSB) foi o mais votado, com 261.555 votos, seguido por Jones Manoel (Psol), que estreará na Câmara com 249.077, e Anderson Ferreira (PL), com 185.429. A lista dos eleitos foi confirmada com 100% das urnas apuradas.

Entre as mulheres, o principal destaque foi Juliana de Chaparral (União), que foi a mais votada em Pernambuco, tendo recebido 183.089 votos. Na sequência, Rosa Amorim (PT) despontou com 144.101 votos. O resultado de Chaparral ocorre em uma bancada feminina que dobrou de tamanho em relação a 2022, passando de três para seis deputadas federais. A nova bancada, porém, não representa apenas um campo político. Ao lado de Juliana e Rosa, estão Clarissa Tércio (PP), Iza Arruda (MDB), Eliane Soares (PSB) e Liana Cirne (PT), formando um grupo ideologicamente diverso.

DISTRIBUIÇÃO DOS PARTIDOS: QUEM GANHOU MAIS ESPAÇO ENTRE JOÃO E RAQUEL?

A distribuição das cadeiras mostra um cenário mais equilibrado do que a simples contagem das maiores bancadas partidárias poderia sugerir. Considerando as coligações formais da disputa pelo governo de Pernambuco, partidos que integraram a Frente Popular de João Campos elegeram 11 deputados federais: quatro do PSB, quatro da Federação Brasil da Esperança, dois do Republicanos e um do MDB.

Já os partidos que compuseram a coligação de Raquel Lyra elegeram dez: quatro da Federação União Progressista – desses, dois são do PP e os outros dois do União Brasil -, três do Podemos, dois do PSD e um do Avante.
O cenário apresenta um equilíbrio entre João e Raquel, observando como ficou o resultado das cadeiras ocupadas entre os aliados de um lado ou de outro. Avaliando esse cenário, o cientista político Bhreno Vieira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), destacou que a diferença entre as duas forças que disputaram o primeiro turno no Estado pode ganhar outra dimensão quando a nova bancada começar a atuar em Brasília.

Isso porque a dinâmica da Câmara dos Deputados é fortemente atravessada pelas negociações partidárias e pela composição nacional da Casa. "O que se propõe a observar é como os deputados federais vão conseguir trazer recursos ao estado, tendo em vista a dinâmica nacional da Câmara dos Deputados, que passa mais por uma lógica partidária do que por uma lógica estadual", afirmou. Segundo ele, os parlamentares alinhados à governadora partem de uma posição favorecida diante da nova configuração do Congresso e da vitória dela ainda no primeiro turno.

O DUELO DE FORÇAS ENTRE DIREITA E ESQUERDA

O resultado das eleições para a Câmara Federal em Pernambuco desenhou um cenário de fragmentação e equilíbrio estratégico, consolidando uma verdadeira 'quebra de braços', no qual nenhum dos blocos ideológicos obteve hegemonia absoluta.

O campo da esquerda e centro-esquerda assegurou nove cadeiras fundamentais, impulsionado pelo protagonismo do tradicional PSB – que elegeu a maior bancada individual com quatros deputados, e pela expressiva expansão da Federação Brasil da Esperança, que somou três parlamentares do PT e um do PV, além do feito histórico do PSOL ao conquistar sua primeira vaga com Jones Manoel.

Em contrapartida, o 'Centrão' demonstrou resiliência ao abocanhar 11 cadeiras, pulverizadas entre o surpreendente avanço do Podemos, que garantiu três vagas, a Federação União Progressista (com dois deputados do PP e dois do União Brasil), o PSD e o Republicanos com dois assentos cada, além de um representante do MDB e um do Avante.

Por fim, a direita conservadora e liberal fincou sua posição com três cadeiras, sustentada pelas duas vagas estratégicas do PL de Anderson Ferreira e a manutenção da pauta liberal com uma vaga conquistada pelo Partido Novo. Na avaliação de Bhreno, o resultado aponta menos para uma divisão do eleitorado em dois blocos de tamanho semelhante e mais para a existência de diferentes ofertas políticas disputando espaço dentro do Estado.

"Eu diria que o resultado revela menos um estado dividido meio a meio e mais uma pluralização das ofertas políticas: uma esquerda tradicional forte, uma esquerda mais ideológica ganhando capacidade eleitoral e uma direita conservadora com um eleitorado minoritário no conjunto estadual, mas suficientemente numeroso e concentrado para eleger representantes bastante competitivos", argumenta.
BANCADA FEMININA DOBRA DE TAMANHO

Outra mudança significativa está na representação das mulheres. Pernambuco elegeu seis deputadas federais em 2026, o dobro das três cadeiras ocupadas por mulheres na composição eleita em 2022. A nova bancada será formada por Juliana de Chaparral (União), Rosa Amorim (PT), Clarissa Tércio (PP), Iza Arruda (MDB), Eliane Soares (PSB) e Liana Cirne (PT). Juliana foi a mulher mais votada, com 183.089 votos. Rosa Amorim veio na sequência, com 144.101. Clarissa Tércio recebeu 110.608 votos; Iza Arruda, 103.758; Eliane Soares, 102.396; e Liana Cirne, 85.039.

Para Bhreno, o crescimento é significativo também porque a bancada não está concentrada em um único campo ideológico. "É particularmente interessante porque não se trata de uma bancada feminina ideologicamente homogênea. Há mulheres da esquerda, do centro e da direita. Isso indica que a presença feminina está se disseminando por diferentes campos políticos, e não ficando restrita a um único segmento partidário", pontua.

Apesar do avanço numérico, o cientista político pondera que uma única eleição não é suficiente para definir uma transformação estrutural na presença feminina na política. "Para caracterizar uma mudança estrutural, seria necessário observar se esse aumento se mantém nas eleições seguintes e, principalmente, se as mulheres passam a ocupar também posições de poder dentro dos partidos: presidências partidárias, direção de bancadas, controle de recursos eleitorais, relatorias importantes e espaços nas mesas diretoras", assevera.
E OS EVANGÉLICOS, AUMENTARAM OU DIMINUÍRAM?

A presença de parlamentares ligados à base evangélica permanece entre os elementos relevantes da nova composição. Nomes como Clarissa Tércio manteve espaço entre os eleitos, enquanto Anderson Ferreira volta ao cargo e Thiago Medina (PL) estreia na Câmara Federal. A comparação com 2022, contudo, exige cuidado com o próprio conceito de bancada evangélica. O fato de um parlamentar ser evangélico não significa, necessariamente, que ele integre formalmente ou represente de maneira uniforme o segmento no Congresso.

Bhreno Vieira ressalta justamente essa diferença e aponta que a atuação parlamentar deve ser considerada para além da identidade religiosa. "Ser evangélico não significa necessariamente representar politicamente todos os evangélicos. Para falar em representação efetiva, é preciso observar também os vínculos com igrejas, as pautas defendidas e o comportamento parlamentar”, pondera.

Segundo o cientista político, a presença desse segmento permanece relevante, mas não deve ser tratada como um bloco eleitoral uniforme. "Em comparação com 2022, há uma continuidade de lideranças religiosas com forte capacidade eleitoral, mais do que uma mudança radical no peso desse segmento. E o voto evangélico continua sendo influenciado também por partido, território, classe, avaliação de governo e identificação ideológica", destaca.

A FOTOGRAFIA APÓS O RESULTADO

A nova bancada federal pernambucana, portanto, chega a Brasília combinando continuidade e renovação. Ao mesmo tempo em que nomes conhecidos mantiveram espaço, novos parlamentares ganharam protagonismo e a representação feminina avançou numericamente. O resultado também deixa evidente que a disputa política no estado não se resume à polarização entre dois campos: diferentes formas de mobilização eleitoral encontraram espaço nas urnas de 2026.

Representando Casinhas, Magda Roberta apresenta práticas da rede municipal em evento nacional em SP

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O município de Casinhas, no Agreste de Pernambuco, esteve representado na última quarta-feira (7 de outubro) em um importante evento realizado no auditório da B3 Social, no centro histórico de São Paulo (SP). Representando a Secretaria Municipal de Educação, a coordenadora de Avaliação Magda Roberta participou das discussões e compartilhou experiências desenvolvidas pela rede municipal de ensino de Casinhas nas áreas de planejamento e acompanhamento pedagógico.

O encontro marcou a apresentação dos resultados da pesquisa "Matemática para a vida: o que experiências nacionais nos ensinam e o que precisamos desenvolver", estudo que mapeou políticas de apoio e práticas pedagógicas adotadas por sete redes municipais brasileiras com resultados consistentes no ensino da disciplina, inclusive entre estudantes de baixo nível socioeconômico. A iniciativa foi promovida pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional) e pela B3 Social, com apoio institucional da Fundação Lemann.
Além de Magda Roberta, participaram do debate Vivian Kely Gomes de Melo, coordenadora pedagógica em Anicuns (GO); Kátia Smole, diretora-executiva do Instituto Reúna; Miguel Ribeiro, professor da Unicamp; Ernesto Martins Faria, diretor-fundador do Iede; e Maria Helena Bravo, gerente de Pesquisas do Iede. Os participantes discutiram como transformar indicadores e evidências estatísticas em estratégias pedagógicas mais efetivas e planos de aula capazes de dar maior significado à aprendizagem da Matemática.

Durante o encontro, também foram debatidos os efeitos positivos do uso de materiais concretos, recursos visuais integrados às aulas e estratégias que estimulem os estudantes a explicar verbalmente o próprio raciocínio lógico. O estudo, porém, ressalta que a utilização desses recursos precisa estar acompanhada de mediação pedagógica e suporte aos professores para que as ferramentas produzam resultados efetivos na aprendizagem.
"Na importante oportunidade, compartilhamos a experiência de Casinhas, apresentando um pouco do trabalho desenvolvido em nossa rede municipal para fortalecer a aprendizagem matemática e transformar resultados em práticas pedagógicas cada vez mais significativas", destacou Magda Roberta.

"Além de ter sido um momento rico de troca de experiências, aprendizados e construção coletiva, ficou evidente que uma educação de qualidade se faz com planejamento, acompanhamento, avaliação, colaboração e compromisso de todos. Casinhas mostrou que, quando a rede trabalha unida, a Matemática ganha sentido e se transforma em ferramenta para a vida", pontuou.

Lula perde trunfo social e não lidera em nenhum tema contra Flávio, aponta Atlas/Bloomberg

Pesquisa indagou em quem o eleitor confia mais para administrar cada área do governo, e até em sobre pobreza, desemprego e desigualdade social o petista conseguiu apenas empate com o adversário
Do ESTADÃO - Roseann Kennedy
charlesnasci@yahoo.com.br

A primeira pesquisa Atlas/Bloomberg após o primeiro turno, divulgada nesta sexta-feira, 9 de outubro, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 5,6 pontos atrás do adversário Flávio Bolsonaro (PL), considerando votos válidos. O resultado abala o ânimo dos petistas, mas já estava precificado na campanha.

Entretanto, o levantamento apresenta um alerta muito maior para o qual os estrategistas não estavam preparados: a perda de espaço do presidente em sua principal pauta histórica. Lula não consegue convencer o eleitor de que é o melhor para gerir no governo as questões relacionadas a pobreza, desemprego e desigualdade social.

"Entre Lula e Flávio Bolsonaro, em quem você confia mais para administrar cada uma das seguintes áreas do governo?" foi a pergunta apresentada aos entrevistados. O petista, que sempre esteve à frente nessa pauta, agora consegue apenas um empate de 48%. Os 4% restantes responderam "não sabe".

A área social representa o principal trunfo de retórica do PT e embasa a estratégia do segundo turno. O foco de Lula agora é pregar que seu adversário, se eleito, pode acabar com programas sociais. E, diante da constatação dessa pesquisa, pode-se apostar que sua campanha vai ampliar a estratégia de causar medo na população sobre seu adversário.

No levantamento geral da Atlas/Bloomberg sobre quem administraria melhor os setores do país, Lula não aparece à frente em nenhum item. Outra pauta em que os candidatos empatam é a proteção ao meio ambiente, com 47% das preferências para cada um. O tema marcou episódios de forte desgaste na gestão de Jair Bolsonaro e era considerado um ponto vulnerável da oposição.

Nas demais áreas pesquisadas, a população aponta maior confiança em Flávio Bolsonaro na área de segurança pública. O candidato registra seu melhor índice quando a pergunta é sobre o combate à criminalidade e ao tráfico de drogas, alcançando 53%. O candidato oposicionista também lidera na agenda econômica, somando 52% em economia e inflação, mesmo índice atingido em equilíbrio fiscal e controle de gastos públicos. Na sequência, Flávio aparece com 51% em geração de empregos, infraestrutura e gestão de impostos e carga tributária.

FLÁVIO TEM 51,1%, LULA 45,7%

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada hoje mostra que Flávio Bolsonaro (PL) lidera a disputa pela Presidência da República no segundo turno. O levantamento aponta que o senador soma hoje 51,1% das intenções de voto totais, contra 45,7% do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 3,2% dos eleitores votariam em branco, nulo ou não sabem. Quando considerados apenas os votos válidos, ou seja, excluindo-se brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro registra 52,8%, contra 47,2% de Lula.

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.026 pessoas entre os dias 3 e 8 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório (pela internet). A margem de erro é de um ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o protocolo BR-03663/2026.

Flávio lidera com 52,8% contra 47,2% de Lula em votos válidos, revela Atlas/Bloomberg

Do UOL
charlesnasci@yahoo.com.br

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada hoje (9 de outubro) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Lula (PT) na disputa do segundo turno. Os questionários foram aplicados pela Internet.

A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. A Atlas/Bloomberg entrevistou 5.026 pessoas por recrutamento digital aleatório entre 3 e 8 de outubro, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-03663/2026.

Segundo turno – votos válidos

Flávio Bolsonaro (PL) – 52,8%
Lula (PT) – 47,2%

Votos válidos são a métrica de contagem do resultado final do pleito pela Justiça Eleitoral. Eles excluem os brancos e nulos no dia do voto.

Segundo turno – votos totais

Flávio Bolsonaro (PL) – 51,1%
Lula (PT) – 45,7%
Branco/Nulo/não sei: 3,2%

Prefeitos de PE testam influência nas urnas e garantem familiares e aliados eleitos para o Legislativo

Em Surubim, Chaparral viu sua influência chegar ao
Congresso com a eleição da esposa, Juliana de Chaparral
Da FOLHA DE PERNAMBUCO - Anthony Santana
charlesnasci@yahoo.com.br

As eleições para o legislativo estadual e federal serviram para testar a influência política dos prefeitos pernambucanos que foram além do apoio a candidatos ao governo estadual, senado e presidência da República, mas também tentaram garantir a presença de membros dos próprios grupos políticos em espaços importantes, como o Legislativo.

Em alguns municípios, o resultado confirmou a capacidade dos gestores de transferir votos, caso de Jaboatão dos Guararapes, segundo maior colégio eleitoral de Pernambuco. O prefeito do município, Mano Medeiros (PSD), conseguiu garantir a eleição da esposa, Andréa Medeiros, para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Na primeira disputa eleitoral, Andréa recebeu 49.263 votos, sendo 33 mil apenas no município da Região Metropolitana do Recife governado pelo marido.

Batista Cabral (PSB), irmão do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (SD), também integra a lista dos que ganharam uma vaga no parlamento estadual por influência do familiar. Ele chegou à Alepe com expressivos 73 mil votos.

Em Ipojuca, a estratégia também deu resultado. O prefeito Carlos Santana (Republicanos) elegeu a filha, Lara Santana (PV), deputada estadual. Ela terminou a eleição com 104.652 votos, uma das maiores votações para a Assembleia Legislativa. Ipojuca foi o principal reduto eleitoral, concentrando uma parcela expressiva dos votos obtidos pela candidata em todo o Estado. Lara chega à Casa e Joaquim Nabuco para ocupar a vaga da mãe, Simone Santana (PSB).

No Litoral Norte, o prefeito de Itapissuma, Júnior de Irmã Teca (PSD), apoiou o irmão e ex-prefeito do município, Zé de Irmã Teca (PSD). Ele foi eleito com mais de 43 mil votos e também ocupará uma cadeira na Alepe. Em Serra Talhada, a prefeita Márcia Conrado (PT) também conseguiu eleger o marido, Breno Araújo (PT), para a Alepe. Ele recebeu 47.722 votos, 15 mil apenas no município, e conquistou uma das 49 cadeiras do Legislativo estadual.

Outro caso de transferência de força política para um familiar ocorreu em Petrolândia, no Sertão de Itaparica. O prefeito Fabiano Marques (Republicanos) conseguiu eleger o filho, Bruno Marques (PSB), deputado estadual. A prefeita de Floresta, Rorró Maniçoba (PP), conseguiu manter a representação do grupo na Alepe. O deputado estadual Kaio Maniçoba (PP), filho da prefeita, foi reeleito.

Em Garanhuns, o prefeito Sivaldo Albino (PSB) também saiu fortalecido, após garantir o filho, Cayo Albino (PSB), como deputado estadual com 60.753 votos. Ele chegou a assumir o mandato duas vezes na atual legislatura como suplente e passa a ser titular a partir de 2027.

FEDERAL

Em Surubim, o prefeito Cléber Chaparral (União Brasil) viu sua influência chegar ao Congresso. A esposa, Juliana de Chaparral (União Brasil), foi eleita deputada federal com 183.089 votos, ficando entre as maiores votações de Pernambuco para a Câmara dos Deputados.

Em Vitória de Santo Antão, o prefeito Paulo Roberto (MDB) conseguiu a reeleição da filha, Iza Arruda (MDB), para a Câmara dos Deputados. Iza já havia conquistado o primeiro mandato em 2022 e manteve a cadeira para a próxima legislatura. Entretanto, o outro filho do prefeito que disputou eleição, Túlio Arruda (MDB), não logou êxito na disputa para a Alepe.

Em Petrolina, o resultado o grupo político ligado ao prefeito Simão Durando (União Brasil) conseguiu eleger Fernando Filho (União Brasil) para mais um mandato na Câmara dos Deputados e Antonio Coelho (União Brasil) para a Alepe. Miguel Coelho (União Brasil), ex-prefeito da cidade e irmão dos dois, porém, não conseguiu ingressar na Câmara.

INSUCESSO

Se de um lado alguns prefeitos conseguiram transformar a força municipal em mandatos no Legislativo, outros não tiveram o mesmo resultado. Em Olinda, a prefeita Mirella Almeida (PSD), que chegou ao cargo em 2024 com o apoio do ex-prefeito Professor Lupércio (PSD), não conseguiu levar o antecessor para a Assembleia Legislativa. Lupércio disputou uma cadeira de deputado estadual depois de dois mandatos à frente da Prefeitura de Olinda e contou com o apoio da atual prefeita durante a campanha. Mesmo assim, ficou fora da lista dos eleitos.

Em Abreu e Lima, o prefeito Flávio Gadelha (PSB) também não conseguiu eleger o filho. Flávio Gadelha Filho (MDB), que disputou uma cadeira no parlamento estadual, mas ficou fora da relação dos eleitos. Situação semelhante ocorreu em Moreno. O prefeito Edmilson Cupertino (PP) não conseguiu eleger o filho, Tierry Cupertino (PP), para a Alepe.

Em Buenos Aires, na Zona da Mata, o prefeito Henrique Queiroz (PP) também não conseguiu manter o filho, Henrique Queiroz Filho (PP), como legislador. O deputado estadual buscava a reeleição, mas não alcançou votos suficientes para permanecer entre os eleitos. Em Caruaru, o prefeito Rodrigo Pinheiro (PSDB) também não conseguiu transformar o apoio à sua gestão em uma cadeira na Assembleia Legislativa. O secretário municipal de Articulação Social, Anderson Luiz (PSD), candidato a deputado estadual, ficou fora da lista dos eleitos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Mulheres avançam na Câmara e deixam nomes tradicionais sem mandato em Pernambuco

Juliana de Chaparral foi a mulher mais votada
de Pernambuco para a Câmara Federal
Do BLOG DO JAMILDO
charlesnasci@yahoo.com.br

A eleição para deputado federal em Pernambuco produziu uma mudança que vai além da renovação de nomes. Mulheres que ainda não integravam a bancada federal conquistaram espaço dentro de partidos e federações e, pela ordem de votação das chapas, contribuíram diretamente para deixar fora da Câmara políticos com maior tradição eleitoral. Os três casos mais claros ocorreram no PSB, na Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, e na Federação União Progressista, que reúne União Brasil e PP.

Numa eleição proporcional, não é tecnicamente correto afirmar que uma candidata individualmente "tirou" o mandato de outro concorrente. As vagas são conquistadas pelo desempenho conjunto do partido ou da federação e depois distribuídas aos candidatos conforme votação e regras do sistema eleitoral. No entanto, dentro de cada chapa, a posição na votação foi decisiva para determinar quem entrou e quem ficou na suplência.

Eliane Soares entra pelo PSB e Lucas Ramos perde o mandato

No PSB, foram conquistadas quatro cadeiras. Os eleitos foram Pedro Campos, com 261.555 votos; Felipe Carreras, com 148.971; Gabriel Porto, com 114.860; e Eliane Soares, com 102.396 votos. Deputado federal desde 2023 e anteriormente deputado estadual por dois mandatos, Lucas Ramos recebeu 71.964 votos e terminou como suplente. Eliane teve 30.432 votos a mais que o parlamentar.

Assim, se Lucas tivesse ultrapassado Eliane na votação interna — mantidas as demais condições do resultado — seria ele, e não ela, quem ocuparia a quarta cadeira socialista. O resultado também reduziu a bancada do PSB: o partido havia conquistado cinco cadeiras em 2022 e ficará com quatro a partir de 2027.

Liana Cirne passa Renildo Calheiros dentro da federação

A disputa mais apertada entre os três casos aconteceu na Federação Brasil da Esperança. O grupo formado por PT, PCdoB e PV conquistou quatro cadeiras. Foram eleitos Rosa Amorim, com 144.101 votos; Carlos Veras, com 133.118; Clodoaldo Magalhães, com 92.229; e Liana Cirne, com 85.039 votos. O deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB) recebeu 74.296 votos e ficou como suplente da mesma federação. A diferença para Liana foi de 10.743 votos.

O caso chama atenção porque Renildo ampliou sua votação em relação a 2022, quando havia sido eleito com 59.686 votos. Mesmo chegando a 74.296 votos em 2026, não conseguiu renovar o mandato porque terminou atrás dos quatro candidatos que ficaram com as cadeiras da federação. Liana, por sua vez, aumentou sua votação para deputada federal de 57.284 votos, em 2022, para 85.039 neste ano.

Juliana de Chaparral deixa Miguel Coelho na primeira suplência

Na Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, também foram conquistadas quatro cadeiras. A federação somou mais de 865 mil votos entre nominais e de legenda. Foram eleitos Juliana de Chaparral (União), com 183.089 votos; Lula da Fonte (PP), com 147.913; Fernando Filho (União), com 124.147; e Clarissa Tércio (PP), com 110.608 votos. O ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, recebeu 102.595 votos. Mesmo ultrapassando a marca dos 100 mil votos, terminou como primeiro suplente da federação.

Juliana obteve 80.494 votos a mais que Miguel e terminou como a candidata mais votada de toda a federação. Mais importante para a definição da última cadeira: Clarissa Tércio, quarta colocada entre os eleitos do grupo, ficou 8.013 votos à frente de Miguel. Portanto, no caso da União Progressista, é mais preciso dizer que a forte votação de Juliana ajudou a construir as quatro cadeiras da federação, mas quem estabeleceu diretamente a linha de corte que deixou Miguel na suplência foi Clarissa Tércio, também mulher.

Bancada feminina dobra em Pernambuco

Os três episódios fazem parte de uma mudança mais ampla. Pernambuco elegeu seis mulheres entre seus 25 deputados federais, contra três mulheres na bancada escolhida em 2022. A participação feminina, portanto, sobe de 12% para 24%. Como mostrou o Blog do Jamildo, as eleitas foram Juliana de Chaparral, Rosa Amorim, Clarissa Tércio, Iza Arruda, Eliane Soares e Liana Cirne. Clarissa e Iza foram reeleitas; as outras quatro não integravam a bancada federal escolhida quatro anos atrás.

O que é fato e o que é leitura política

Eliane Soares terminou à frente de Lucas Ramos dentro do PSB; Liana Cirne superou Renildo Calheiros dentro da Federação Brasil da Esperança; e Juliana de Chaparral teve votação muito superior à de Miguel Coelho na Federação União Progressista. Os três homens ficaram na suplência. A eleição para deputado federal é proporcional. Portanto, votos dados a outros candidatos e à legenda também participam da definição do número de cadeiras conquistadas por cada partido ou federação. Não existe uma disputa individual equivalente a uma eleição majoritária.

O resultado mostra que candidaturas femininas ganharam espaço dentro das próprias chapas e alteraram a composição da bancada. No PSB e na federação PT-PCdoB-PV, Eliane e Liana ficaram diretamente acima de Lucas e Renildo na ordem que definiu os eleitos. Na União Progressista, Juliana liderou a chapa, mas a candidata que ocupou a quarta e última vaga à frente de Miguel foi Clarissa Tércio. O efeito final é objetivo: a representação feminina de Pernambuco na Câmara dobrou, enquanto políticos com mandatos ou trajetória consolidada, como Lucas Ramos, Renildo Calheiros e Miguel Coelho, começarão a próxima legislatura fora das 25 cadeiras titulares do Estado.

Datafolha 2º turno: Flávio tem 52% e Lula, 48% em votos válidos

Do METRÓPOLES
charlesnasci@yahoo.com.br

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (8 de outubro) mostra Flavio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno da eleição presidencial
. O levantamento serve como um termômetro para as campanhas no início do 2º turno.

Na intenção de voto total, Flávio Bolsonaro tem 49%, ante 45% de Lula. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Essa é a primeira pesquisa realizada após o 1º turno, em 4 de outubro, quando o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu na frente, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% do candidato petista.

O Datafolha ouviu 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre de 6 a 8 de outubro. A pesquisa, contratada pela Folha da Manhã, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02949/2026.

Cury adere a Flávio Bolsonaro, que já havia recebido apoios de Caiado, Zema e Clariana

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O escritor e ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante), terceiro colocado no primeiro turno, anunciou nesta quinta-feira (8 de outubro) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

A adesão ocorre após uma conversa de mais de uma hora entre os dois e a assinatura de uma carta de compromissos apresentada por Cury. O movimento amplia a rede de apoios ao candidato do PL na disputa marcada para 25 de outubro.

Cury se soma a Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), que também passaram a apoiar Flávio nos últimos dias, além de Clariana Barão (DC
). As novas adesões movimentam a disputa presidencial na reta final do segundo turno e aproximam do candidato do PL nomes que participaram da primeira etapa da eleição.

Liderando as primeiras pesquisas do segundo tuno, Flávio é o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja influência política permanece como um dos principais elementos da campanha.

Após 36 anos, Surubim ganha nova paróquia; instalação será na próxima terça (13)

Do CORREIO DO AGRESTE
charlesnasci@yahoo.com.br

Na noite da terça-feira, 13 de outubro, data que marca a última aparição de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, será realizada a cerimônia de instalação da Paróquia com o nome da santa, sediada no bairro Baraúnas, em Surubim. A solenidade religiosa será presidida pelo bispo da Diocese de Nazaré, dom Francisco de Assis Dantas de Lucena.

Para viabilizar a criação desta nova comunidade, foi necessária a edificação de toda uma infraestrutura pastoral, que inclui a casa paroquial, a secretaria e salas de atendimento. Surpreendendo a comunidade local, as obras foram executadas em tempo recorde e concluídas em cerca de nove meses.
Além da estrutura física, o comando espiritual da paróquia também já foi definido. Na terça-feira (6), o bispo oficializou o padre Luiz Felipe da Silva como o sacerdote que assumirá as funções de pároco, tomando posse oficialmente durante a cerimônia de instalação. Até então, o religioso atuava como vigário na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Carpina.

Em termos geográficos, a nova paróquia passará a abrigar cerca de 20 das 42 comunidades que atualmente pertencem à Paróquia São Sebastião. Essa nova área territorial compreende um quadrante situado ao sudoeste do município, delimitado pelos eixos da PE-90 e da PE-83, englobando localidades como Lagoa da Vaca, Chéus, Furnas, Bandinha Cachoeira do Taépe, Tatus, Cajá de Tatus e Imbé.

A Paróquia Nossa Senhora de Fátima será a terceira existente no município. A última a ser criada foi a de São Sebastião, há 36 anos.

Inscrições para casamento coletivo em Surubim terminam nesta sexta-feira (9)

Do PORTAL DA CIDADE SURUBIM
charlesnasci@yahoo.com.br

Os casais interessados em oficializar a união por meio do casamento coletivo promovido pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), em Surubim, têm até esta sexta-feira (9 de outubro) para realizar a inscrição. A iniciativa, organizada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), disponibiliza 30 vagas gratuitas para os participantes que atenderem aos requisitos legais.

A cerimônia está marcada para o dia 1º de dezembro de 2026, às 11h30, no auditório da Escola Severino de Farias, localizado na Avenida Severino Clemente de Arruda, nº 307, no Centro de Surubim. Os interessados devem procurar a sede do Cejusc Surubim, que funciona na antiga Casa do Juizado Especial, na Avenida Oscar Loureiro, nº 190, no bairro da Cabaceira. O atendimento acontece das 8h às 14h, e os casais devem apresentar a documentação necessária para dar entrada no processo de habilitação para o casamento civil.

Entre os documentos exigidos estão a certidão de nascimento dos noivos, documento oficial com foto e comprovante de residência. Também será necessária a indicação de duas testemunhas maiores de 18 anos durante o procedimento no cartório. Conforme as orientações do TJPE, os interessados devem comprovar a condição de hipossuficiência para participar gratuitamente da iniciativa.

DIREITOS GARANTIDOS PELO CASAMENTO CIVIL

Além de oficializar a união, o casamento civil assegura direitos e deveres aos cônjuges, incluindo questões relacionadas à sucessão, definição do regime de bens e segurança jurídica nas relações patrimoniais e familiares. Também pode garantir acesso a benefícios previdenciários e inclusão do cônjuge como dependente, desde que atendidos os requisitos legais.

O casamento coletivo integra as ações do TJPE voltadas à ampliação do acesso à Justiça e à regularização das uniões civis. A iniciativa busca facilitar o acesso ao casamento para casais que não possuem condições financeiras de arcar com os custos do procedimento.

Mais informações podem ser obtidas diretamente na sede do Cejusc Surubim ou pelo telefone (81) 9 9790-1446. O prazo de inscrições termina nesta sexta-feira (9), e a orientação é que os interessados procurem o atendimento dentro do horário de funcionamento.

PoderData/Aya: Flávio tem 53% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 47%

Da CNN BRASIL
charlesnasci@yahoo.com.br

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 53% dos votos válidos na disputa de segundo turno contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que soma 47% da preferência.

Os dados são da nova rodada da pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira (8) focada na decisão final do eleitorado. Como a diferença entre os candidatos é de seis pontos percentuais e a margem de erro é de 1,8 ponto, o cenário aponta uma liderança do parlamentar fluminense.

A pesquisa PoderData/Aya entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 5 a 7 de outubro de 2026, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08134/2026.

A estratégia de Raquel para se tornar a mulher mais poderosa da política brasileira

Do BLOG CENÁRIO - Karol Matos
charlesnasci@yahoo.com.br

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), alcançou uma reeleição nada confortável, mas grandiosa. A disputa começou ainda em 2024, logo após a avassaladora reeleição de João Campos (PSB) no Recife, com mais de 78% dos votos válidos no primeiro turno. De lá para cá, ela enfrentou diversos obstáculos causados por manobras da oposição na Alepe, tendo sua governabilidade ameaçada. Mesmo com diversos prefeitos e a máquina na mão, era vista por muitos como já derrotada, pois seria traída pelos aliados.

Para alguns, precisaria de um "milagre" para vencer João no que viria a ser a eleição mais difícil da sua vida. Lutaria não apenas contra o considerado futuro sucessor do presidente Lula (PT), mas contra o herdeiro do legado de dois grandes líderes políticos do estado: Miguel Arraes e Eduardo Campos. Este último, ouso dizer, sendo o ex-governador mais querido de Pernambuco e que deixou uma grande lacuna após uma trágica morte. Seria também uma batalha contra o emocional do eleitorado. E, no meio disso tudo, ainda teria o debate sobre a disputa nacional. Discussão em que ela nunca quis se posicionar.

Quando ainda era prefeita, falava sobre os perigos da polarização para a qual o país estava se encaminhando. Em agosto de 2019, primeiro ano de Jair Bolsonaro enquanto presidente, a então gestora de Caruaru disse, em entrevista a uma rádio local, que se manteria no papel institucional de conquistar recursos como os que vinha recebendo da União, frente às negativas do governo Paulo Câmara. Afirmou que não debateria "cores partidárias", frase que hoje repete também em relação ao presidente Lula, quando fala sobre as parcerias com o Governo Federal.

Enquanto candidata a governadora, na eleição de 2022, Raquel Lyra encarou, ainda, a pulverização de candidaturas opositoras ao PSB e, no segundo turno, duelou diretamente contra a candidata apoiada por Lula, maior cabo eleitoral de Pernambuco. Venceu e conquistou o respeito do líder petista. Frente a todos os desafios que uma mulher atravessa na política, a governadora em Pernambuco foi neste pleito a única eleita entre todos os estados em que a disputa foi encerrada no primeiro turno. Recebeu votos de lulistas e bolsonaristas e impôs a João sua primeira derrota da vida. Isso, sem precisar se ancorar em apadrinhamento político.

Flutuando entre uma gestão com discursos e ações progressistas, mas também medidas liberais, a governadora Raquel não se rotula e vem trabalhando para permanecer longe dos discursos radicais. Quando ela foi declarada matematicamente vitoriosa, integrantes do primeiro escalão que acompanhavam a apuração num hotel do Recife gritaram a plenos pulmões que "vem aí a de presidente". Em maio deste ano, durante um jantar do PSD em Brasília, o Blog Cenário testemunhou o cacique do partido, Gilberto Kassab, afirmar que, ao ser reeleita, Raquel se tornaria a mulher mais poderosa da política no país. "Essa recondução é fundamental para vocês, para Pernambuco e para o Brasil", concluiu ele.

A disputa presidencial de 2030 passa diretamente pelo surgimento de novas lideranças nacionais nesta eleição de 2026. A governadora já busca galgar este caminho para ser uma opção viável de centro, longe da polarização entre a esquerda e a extrema direita, podendo atrair eventuais insatisfeitos com Lula e desiludidos com o bolsonarismo
. O objetivo será, neste novo contexto político, chegar maior no cenário nacional do que Eduardo Campos conseguiu na vez dele. Raquel quer ela mesma ser o próprio milagre.

Culpar o eleitor é mais confortável do que reconhecer os próprios erros

Partidos aplaudem a vontade popular quando vencem e questionam o julgamento do cidadão quando perdem. Respeitar a democracia exige aceitar a recusa
Do JC PE - Igor Maciel
charlesnasci@yahoo.com.br

O eleitor brasileiro é "muito inteligente". Até votar em quem você não queria e aí você fica "decepcionado e preocupado com ele". Na vitória, o povo demonstrou consciência, maturidade e compromisso com o futuro. Na derrota, aparecem as explicações sobre manipulação, ignorância e "incapacidade de compreender o que estava em jogo". A inteligência do brasileiro parece depender de quem ele escolhe. Se confirma a preferência do partido, merece aplausos. Se contraria, precisa de uma aula sobre História. Na prática isso é quase uma celebração da soberba. E é assim que alguns partidos e grupos de eleitores mais apaixonados funcionam.

SABEDORIA

Há uma conveniência evidente nessa maneira de interpretar a democracia, a liberdade ou a História. A vontade popular é soberana enquanto concorda com a vontade de quem pede o voto. Quando as duas se separam, começa a busca por algum defeito no julgamento do eleitor. O candidato fez tudo certo, o projeto era excelente, a campanha explicou o necessário. Foi o brasileiro que não entendeu ou a comunicação que errou. Para alguns partidos, o povo tem todo o direito de escolher, desde que escolha os candidatos da sigla.

É possível discutir as razões de uma votação, questionar propostas e apontar as consequências de uma escolha. Isso faz parte do debate político. Mas há uma arrogância em presumir que milhões de pessoas só discordaram de você "porque foram enganadas". Essa explicação também é confortável para o ego. Dispensa o partido de examinar seus erros e permite que o candidato saia da eleição convencido de que continua certo sobre tudo. É o caso do PT.

RECUSA

Lula e o PT precisam enfrentar uma possibilidade que parece especialmente incômoda para quem se acostumou a dizer que "conhece o povo brasileiro". O eleitor pode ter entendido perfeitamente a mensagem e decidido que não a queria. Dói, mas pode ser a verdade. O eleitor pode conhecer as realizações de um governo, reconhecer algumas delas e, ainda assim, considerar que sua vida exige outra resposta. Pode ouvir o presidente, compreender seus argumentos e concluir que prefere outro candidato.

Se você não admite ouvir que está no caminho errado, o projeto nunca precisa mudar. É suficiente explicar novamente, falar mais alto, encontrar uma propaganda melhor. Fica faltando perguntar se o brasileiro está insatisfeito justamente com aquilo que o governo insiste em oferecer. Quem só admite que houve um problema na estratégia da mensagem evita discutir o conteúdo. E não é por acaso que ao ficar em segundo lugar no primeiro turno o PT tenha partido para dizer que o problema é a comunicação. Mas o Brasil de hoje é o que os brasileiros querem? O Brasil de 2002, de 2006, de 2010, é o que os brasileiros querem em 2027? Porque é isso que o PT está oferecendo em sua "cesta de produtos".

ESCOLHA

O voto reúne preocupações que nem sempre cabem nas prioridades de uma campanha. O eleitor pode estar pensando na renda que não alcança o fim do mês, no medo de voltar para casa, na espera por atendimento ou numa promessa que ouviu tantas vezes que deixou de acreditar. Também pode considerar religião, valores e rejeições. Um partido não ganha o direito de ordenar essas preocupações só porque se apresenta como defensor dos interesses populares.

Receber um benefício público, por exemplo, não cria obrigação de fidelidade eleitoral. O dinheiro é público, o programa é uma política de governo e o voto pertence ao cidadão. O governo pode reivindicar reconhecimento, mas não pode transformar esse reconhecimento em dívida. Um brasileiro pode agradecer por uma ajuda e continuar cobrando emprego, segurança e perspectiva de futuro. Ele não precisa pedir licença para desejar alguma coisa além do que já recebeu. E isso não o torna ingrato. Cobrar é um direito.

ESPELHO

A cobrança vale para a direita também. Quem exige respeito ao eleitor que escolhe um Bolsonaro precisa respeitar o eleitor que escolhe o PT. Chamar o voto alheio de comprado, presumir que todo beneficiário de um programa social está à venda ou tratar uma região inteira como incapaz de decidir reproduz a mesma arrogância fundamental. A liberdade de escolha não muda de valor conforme o candidato que recebe o voto.

Nenhum dos lados precisa abandonar suas convicções ou deixar de criticar o adversário. Precisa aceitar que o outro brasileiro também tem razões, experiências e prioridades. Ele pode fazer uma escolha que você considere ruim. Pode até se arrepender depois. A democracia não exige que o cidadão apresente um atestado de acerto antes de votar. Exige que sua decisão seja respeitada.

RESPOSTA

Antes de perguntar o que há de errado com o brasileiro porque não votou como se imaginava, um partido deveria examinar o governo que fez, a campanha que ofereceu e as preocupações que ignorou. Essa revisão incomoda porque obriga dirigentes a admitir falhas e abandonar certezas. Culpar o eleitor é muito mais fácil. Ele não participa da reunião partidária para responder. Quem quer o voto do brasileiro precisa aceitar que ele pode dizer não para você. E entender que isso também é democracia.

PF abre inquérito para investigar incêndio em prédio da UFPE

Da CNN BRASIL
charlesnasci@yahoo.com.br

A Polícia Federal informou, na manhã desta quinta-feira (8), que instaurou um inquérito policial para investigar as causas do incêndio que atingiu um prédio do Campus Recife da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) na noite de quarta (7), na capital pernambucana.

Em entrevista à Rádio Nova Líder, o reitor da universidade, Alfredo Gomes, afirmou que a instituição teve um prejuízo estimado de R$ 100 milhões. De acordo com a corporação, o fogo atingiu o antigo edifício da Dine (Diretoria de Inovação e Empreendedorismo) da UFPE, onde ficavam armazenados vários equipamentos, e não houve registro de vítimas.

Equipes periciais criminais foram ao local do incêndio e realizaram exames que serão utilizados para auxiliar no curso das investigações. O Corpo dos Bombeiros mobilizou cinco viaturas para combater as chamas.

Em nota, a UFPE informou que o incêndio atingiu o local onde funcionavam vários laboratórios na área de fármacos, informática e genética. A Universidade informou que irá avaliar os danos causados e prestou solidariedade à comunidade acadêmica. À Rádio Nova Líder, o reitor disse que amostras e equipamentos de pesquisa, inclusive máquinas de informática, foram perdidas com o fogo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Lúcio Silva acompanha de perto mutirão de saúde que busca zerar fila de consultas e exames em Casinhas

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

A Prefeitura de Casinhas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta quarta-feira (7 de outubro) um grande mutirão de saúde em parceria com o Instituto Viver Saúde. A mobilização segue até sábado (10) e, logo no primeiro dia, reuniu uma grande movimentação de moradores em busca de consultas, exames e outros serviços de saúde.

A estrutura foi montada no Centro de Casinhas, com o Pátio de Eventos, em frente à Igreja Matriz, transformado em um ponto de atendimento e acolhimento à população. Os serviços funcionam nos períodos da manhã e da tarde, com equipes, profissionais e espaços organizados para receber os pacientes durante os quatro dias de programação.

Pela manhã, o prefeito Lúcio Silva esteve no local acompanhando de perto o início dos atendimentos. Ao lado da secretária municipal de Saúde, Alessandra Soares, o gestor percorreu a estrutura montada, conversou com profissionais e acompanhou a movimentação dos moradores que compareceram ao primeiro dia do mutirão.
Entre os serviços oferecidos estão consultas com cardiologista, neurologista, psiquiatra e ginecologista, além de ultrassonografias, coleta de sangue e outras especialidades e procedimentos. A proposta é atender principalmente a demanda acumulada e reduzir o tempo de espera da população por consultas e exames.

"Nosso objetivo é muito claro: zerar a fila de espera por exames e consultas, garantindo mais agilidade, cuidado e qualidade no atendimento à nossa população. Hoje, estamos contando com atendimentos de cardiologista, neurologista, psiquiatra, ginecologista, além da realização de ultrassonografias, coletas de sangue e diversas outras especialidades", destacou Lúcio Silva.

Veja no vídeo:
O prefeito também ressaltou que a programação foi organizada para alcançar moradores que aguardam atendimento e ampliar o acesso aos serviços de saúde no município. "O mutirão acontece hoje, amanhã, sexta-feira e sábado, levando atendimento para quem mais precisa. Seguimos trabalhando para que a saúde chegue cada vez mais perto de cada cidadão casinhense, vamos juntos zerar essa fila e cuidar da nossa gente", afirmou.

A parceria com o Instituto Viver Saúde amplia a capacidade de atendimento da rede municipal durante a ação. A instituição já é conhecida na região pela realização de mutirões semelhantes, tendo participado de iniciativas em municípios como Orobó e Bom Jardim. Com a grande procura registrada já no primeiro dia, a expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é manter o ritmo de atendimentos até sábado, contemplando pacientes previamente encaminhados e ampliando a oferta de serviços durante a programação.

Raquel Lyra deixa claro que não dará palanque a Lula

Do BLOG DANTAS BARRETO
charlesnasci@yahoo.com.br

Ao declarar que "o presidente Lula já tem palanque em Pernambuco", na entrevista de ontem à Globo News, a governadora Raquel Lyra (PSD) procurou dar um basta à pergunta que ouve, desde domingo passado, se iria declarar apoio a algum candidato à Presidência da República no 2º turno.

O tal palanque no Estado, claro, é comandado pelo ex-prefeito João Campos (PSB), que foi derrotado por Raquel na disputa pelo Governo do Estado. A pessedista voltou a dizer que é grata a Lula por todas as parcerias, contudo seu objetivo é cuidar da gestão que está quase no fim e se preparar visando ao segundo mandato.

Veja no vídeo:
Ontem, a senadora eleita pelo PDT, Marília Arraes, que tanto chamou Raquel Lyra de bolsonarista, admitiu a necessidade de unir forças em prol da reeleição do presidente e colocou a adversária no rol. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que é filiado ao PSD, contou que tentaria convencer a governadora a subir no palanque petista.

Porém, aliados de Raquel colocam que ela pediu para Lula não vir a Pernambuco, no 1º turno. Ele até que relutou, no entanto, veio nas vésperas da eleição para reforçar a chapa da Frente Popular. E isso estaria na memória da governadora. Com Raquel colocando uma pá de cal na possibilidade de apoio, PT, PSB e aliados terão de garantir estrutura para, pelo menos, manter a votação de Lula no Estado.

Direita domina Brasil nas urnas e Lula tem pior votação desde 1998

Da CNN BRASIL - Henrique Sales Barros
charlesnasci@yahoo.com.br

Capitaneada pelo PL de Flávio Bolsonaro, a direita tirou cadeiras do centrão no Senado e fez o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) amargar a sua pior votação em termos de votos válidos em um primeiro turno desde 1998. Lula teve 53,9 milhões de votos no último domingo (4) e ficou atrás de Flávio, com 56,1 milhões de votos.
Em porcentagem, o candidato do PL teve 47% dos votos válidos e o petista, 45,2%.

Em 2022, quando enfrentou Jair Bolsonaro (PL), Lula teve 48,4% dos votos válidos. Em 2006, quando disputava a reeleição, marcou 48,6%. E em 2002, quando chegou à Presidência pela primeira vez, teve 46,4%. A última vez que o petista teve uma porcentagem de votos válidos tão baixa em um primeiro turno foi em 1998, quando enfrentou Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em busca da reeleição e marcou 31,7%. Na ocasião, Lula foi derrotado ainda no primeiro turno.

QUEM PERDE, QUEM GANHA

Lula perdeu cerca de 3,4 milhões de votos entre 2022 e 2026 e saiu derrotado em estados-chave para o resultado eleitoral, como em Minas Gerais, que sempre deu maioria dos votos a todos os presidentes eleitos desde 1989. Na outra ponta, Flávio superou a votação do pai em 2022 em cerca de 5 milhões de votos, saltando de 51,1 milhões (43,2% dos votos válidos) para 56,1 milhões. Os números de Flávio neste domingo se refletem nos resultados do PL nas eleições para o Senado.

O PL elegeu 19 senadores. Somados aos nove que já cumpriam mandatos definidos pelas urnas em 2022, o Partido Liberal tem hoje a previsão de ocupar 28 cadeiras no Senado a partir de 2027. O partido Novo vai ter três senadores. Deste trio, dois abandonaram a campanha do correligionário Zema e apoiaram a candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto ainda no primeiro turno: Marcel van Hattem (RS) e Deltan Dallagnol (PR).

Somados, PL e Novo terão 31 senadores -- quase 40% do Plenário da Casa. E há outros senadores bolsonaristas fora do PL, como Damares Alves (Republicanos-DF) e o recém-eleito Guilherme Derrite (PP-SP). O PT não ganhou cadeiras, mas também não perdeu: seguirá com as dez que já possui. Mas, no saldo, a esquerda vai ficar com três cadeiras a menos: o PSB saiu de sete para três; a Rede foi de zero para uma; e o PDT caiu de duas pra uma. Quem mais teve que ceder espaço foi centrão. O PSD, por exemplo, perdeu nove cadeiras no Senado.

MAIS GOVERNADORES

A onda de direita também foi sentida nas eleições para os governos estaduais. Hoje, o PL comanda apenas um estado: Santa Catarina, com Jorginho Mello. Já em 2027, serão no mínimo cinco, com Paraná (Sergio Moro), Rondônia (Marcos Rogério), Roraima (Arthur Henrique) e Rio Grande do Sul (Zucco). Santa Catarina, com Jorginho Mello reeleito, fecha a lista. Também há dois nomes do PL disputando o segundo turno: Douglas Ruas, no Rio de Janeiro, e a Professora Maria do Carmo, no Amazonas.

No RJ, Ruas teve 49,3% dos votos válidos no primeiro turno e ficou à frente do ex-prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), apoiado por Lula. Ruas precisa de menos de um ponto percentual para ser eleito. Desde 2018, o Rio de Janeiro tem consistentemente dado mais votos à família Bolsonaro e a seus aliados do que ao PT -- tanto para a Presidência, quanto para o governo local. O estado também elegeu dois nomes do PL para o Senado: Carlos Portinho (reeleito) e Carlos Jordy.

Confira entrevista com Juliana de Chaparral na Rádio Cultural FM de Limoeiro

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

Confira, acima, a entrevista completa concedida na manhã desta quarta-feira (7 de outubro) pela deputada federal eleita Juliana de Chaparral (União Brasil) ao comunicador Gonçalves Filho, na Rádio Cultural FM, de Limoeiro, no Agreste.

Juliana obteve a segunda maior votação na cidade, totalizando expressivos 7.674 votos.

Em Limoeiro, votos conquistados por Fagner Russo em 2026 "falam" para 2028

Do BLOG DO AGRESTE - Alfredo Neto
charlesnasci@yahoo.com.br

Candidato a deputado estadual pelo PSB, Fagner Russo conquistou 5.671 votos em Pernambuco. Em Limoeiro, município onde mora e exerce o mandato de vereador, obteve 4.709 votos – sendo o mais votado.

Russo não conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), mas celebrou, nas redes sociais, a votação que alcançou na terra dele. Reunindo apoio de lideranças comunitárias e suplentes de vereador, superou a votação de candidatos apoiados por grupos de maior somatório de forças políticas.

Outro fator que também soma ao momento político vivido por Fagner é a votação da deputada federal eleita Juliana de Chaparral (União), que passou dos 183 mil votos no Estado, sendo 7.674 em Limoeiro. Os dois fizeram "dobradinha" na cidade. Com isso, ele terá um gabinete para bater à porta, entrar, sentar e reivindicar.

Além disso, os mais de 4.700 votos conquistados neste pleito, em Limoeiro, já "falam" para 2028. Se todas as vias de oposição vão se unir ainda é incerto, mas que Russo é nome cotado para disputa majoritária em 2028 já é falado na cidade.

Prefeitura de Casinhas prepara grande festa para celebrar o Dia das Crianças neste domingo

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

A Prefeitura de Casinhas, por meio da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, preparou uma programação especial para celebrar o Dia das Crianças. A festa será realizada neste domingo (11 de outubro), véspera da data comemorativa, a partir das 15h, no Pátio de Eventos, no Centro da cidade.

A programação foi planejada para reunir as crianças do município em uma tarde de lazer, diversão e confraternização. Entre as atrações estão parques de diversão, distribuição de pipoca, sorvete, guloseimas e algodão-doce.

A criançada também poderá acompanhar a apresentação do palhaço Xililique, que promete levar música, brincadeiras e animação para o público infantil durante a tarde.

Para facilitar o deslocamento das famílias que moram nas comunidades e localidades da zona rural, a Prefeitura disponibilizará ônibus para o transporte das crianças. Os veículos começarão a passar pelas localidades a partir das 14h, com o objetivo de garantir que a criançada possa participar da programação no Centro de Casinhas.

Casinhas realiza mutirão de saúde para zerar fila de espera e ampliar atendimentos à população

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

A Prefeitura de Casinhas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta quarta-feira (7 de outubro) um grande mutirão de saúde com o objetivo de reduzir e zerar a fila de espera por atendimentos no município. A programação segue até sábado (10), com ações concentradas no Pátio de Eventos, em frente à Igreja Matriz, nos períodos da manhã e da tarde.

As atividades começaram às 8h e foram organizadas para contemplar crianças, jovens, adultos e idosos. Ao longo dos quatro dias, a população terá acesso a consultas especializadas, exames e outros serviços voltados à prevenção, ao diagnóstico e ao acompanhamento de diferentes condições de saúde.

Entre as especialidades disponibilizadas estão ginecologia, neurologia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria e ortopedia. A programação também inclui coleta de sangue, ultrassonografia e outros atendimentos que serão divulgados pela Secretaria de Saúde ao longo do mutirão.
O prefeito Lúcio Silva destacou que a iniciativa foi planejada para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. "Saúde é prioridade em nosso município e a gente reforça o convite a todos que estão necessitando de atendimento: procure o posto de saúde. A gente segue fazendo vida na vida das pessoas, ofertando tudo de melhor em saúde aos nossos casinhenses", afirmou.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Alessandra Soares, além da redução da demanda acumulada, a gestão busca garantir qualidade no atendimento oferecido durante a ação. "Nossa preocupação não é apenas zerar a fila de espera, é ofertar um atendimento de qualidade para os nossos pacientes", assegurou.

A orientação da Secretaria de Saúde é para que os moradores que aguardam consultas, exames ou outros procedimentos procurem a unidade de saúde de referência para obter informações sobre os serviços disponíveis e a organização dos atendimentos.

Com imagens de Adegilson Barbosa

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Eleito com mais de 67 mil votos, Janjão mira projetos regionais e pede união política

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O deputado estadual eleito Janjão (PSD) fez, nesta terça-feira (6 de outubro), um balanço da votação obtida nas eleições de domingo (4) durante entrevista aos comunicadores Alan Lucena e César Nascimento, na Rádio Integração FM, em Surubim. Eleito com 67.479 votos, o ex-prefeito de Bom Jardim destacou a votação alcançada em diferentes municípios e defendeu a união das forças políticas eleitas na região para a construção de uma agenda conjunta pelo Agreste.

Janjão teve como principal base eleitoral o Agreste Setentrional, de onde saiu com mais de 41 mil votos. Ao longo da eleição, foi votado em 163 municípios pernambucanos e também recebeu um voto no arquipélago de Fernando de Noronha. Ele foi majoritário em cinco cidades: Bom Jardim, Frei Miguelinho, Orobó, Ribeirão e Vertente do Lério.
Em Bom Jardim, onde foi prefeito por dois mandatos, Janjão recebeu 12.754 votos. Em Frei Miguelinho, foram 2.844 votos, resultado que, segundo ele, representou a maior votação já alcançada por um candidato ao cargo no município. Em Orobó, obteve 4.041 votos; em Ribeirão, 2.768; e em Vertente do Lério, 2.352.

O deputado estadual eleito também destacou os resultados alcançados em outros municípios do Agreste. Em Surubim, foram 5.360 votos. Em João Alfredo, 4.162, enquanto em Limoeiro recebeu 3.519 votos. Ao todo, Janjão chegou aos 67.479 votos, alcançando a 16ª maior votação entre os 49 deputados estaduais eleitos em Pernambuco.
Durante a entrevista, Janjão mudou o tom da campanha para o período pós-eleitoral e defendeu a construção de uma agenda regional envolvendo os políticos eleitos. "Terminada a campanha, é momento da gente se unir. Quem votou com a gente, o palanque desarma, e agora começa a construção", afirmou.

Na avaliação do deputado eleito, a união política pode ajudar a viabilizar projetos considerados estratégicos para o Agreste. "Como é importante este mandato e a união das forças políticas que foram eleitas pela nossa região para que a gente possa viabilizar o Hospital do Câncer, um campus universitário, um centro para crianças autistas, a duplicação da PE-90 de Limoeiro até Toritama. Prestem atenção no que estou falando: chegou o momento da grande união em prol do nosso Agreste", declarou.
Janjão também afirmou que pretende ampliar sua atuação para além de Bom Jardim a partir do mandato estadual. "Vamos levar nosso trabalho transformador para além das fronteiras de Bom Jardim", disse.

A entrevista foi acompanhada nos estúdios da Rádio Integração FM pelos prefeitos Arsênio Medeiros, de Bom Jardim, Lindonaldo da Farinha, de Frei Miguelinho, e Dr. Histenio Sales, de Vertente do Lério, todos do PSD. A presença dos três gestores reforçou o caráter regional da conversa e a perspectiva de articulação política em torno de pautas comuns do Agreste.