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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Pernambucano Rafael Câmara, de 21 anos, faz história e se torna o primeiro nordestino na Fórmula 1

Da CBN RECIFE
charlesnasci@yahoo.com.br

O pernambucano Rafael Câmara foi anunciado como novo piloto da Haas para a temporada de 2027 da Fórmula 1. Aos 21 anos, o recifense será o primeiro piloto nascido em Pernambuco e o primeiro do Nordeste a integrar o grid da principal categoria do automobilismo mundial. A contratação também marca o retorno de dois brasileiros à competição, ao lado de Gabriel Bortoleto, da Audi, algo que não acontece desde 2016.

Nascido em 5 de maio de 2005, Rafael Câmara cresceu no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Filho do advogado Amaro Câmara e de Paula Câmara, começou a andar de kart indoor aos seis anos, inspirado pelo irmão mais velho. A paixão pelo automobilismo também tem raízes familiares: sua avó, Niege Rossiter, foi pioneira nas corridas no Recife.

A trajetória nas pistas começou em 2011, no kart pernambucano. Aos nove anos, mudou-se para São Paulo para disputar campeonatos locais e nacionais e, posteriormente, passou a competir na Europa. Em 2020, conquistou o bicampeonato brasileiro de kart. No ano seguinte, ingressou na Academia de Pilotos da Ferrari, após se destacar em competições internacionais. Em 2022, estreou nos monopostos, disputando campeonatos de Fórmula 4 nos Emirados Árabes Unidos, na Itália e na Alemanha. Em 2023, avançou para a Fórmula Regional, terminando o campeonato europeu na quinta colocação.

Em 2024, Câmara conquistou o título da Fórmula Regional Europeia, com nove vitórias e 12 pódios. No ano seguinte, estreou na Fórmula 3 pela equipe Trident e venceu o campeonato logo em sua primeira temporada. Em 2026, passou a competir na Fórmula 2 pela Invicta Racing e assumiu a liderança do campeonato. Os resultados, somados ao desempenho em testes com um carro da Haas, abriram caminho para a contratação que o levará à Fórmula 1 em 2027.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Quinteto Violado emociona vaqueiros e público de Surubim durante abertura da 89ª Vaquejada

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

A apresentação do Quinteto Violado marcou a abertura da programação da 89ª Vaquejada de Surubim, no último domingo (13 de setembro), durante a tradicional Benção e Desfile dos Vaqueiros, realizado no Pátio de Eventos da Rua João Batista, no Centro da cidade. O grupo levou ao palco um repertório ligado à cultura nordestina e, especialmente, à história da vaquejada de Surubim.

Realizado há 33 anos, o desfile reúne vaqueiros de diferentes gerações e é um dos momentos tradicionais que antecedem a programação da vaquejada. Nesta edição, a presença do Quinteto Violado acrescentou um componente especial à celebração, justamente por sua ligação histórica com o município.

Veja no vídeo:
Em 1973, o grupo gravou a música "Vaquejada", lançada originalmente no álbum "Berra Boi". A composição tornou-se uma referência cultural de Surubim e permanece associada à identidade da cidade e à tradição da vaquejada. Atualmente, o Quinteto Violado é formado por Marcelo Melo, voz e violão; Dudu Alves, voz e teclado; Roberto Medeiros, voz e bateria; Sandro Lins, contrabaixo; e Deri Santana, na flauta.

Nas redes sociais, o grupo comentou a participação na programação e destacou o reencontro com o público de Surubim. "Foi lindo viver esse momento tão especial em Surubim novamente. Depois de tantas décadas, estar presente em uma celebração tão importante para a cidade e reencontrar esse carinho de tantas gerações tornou tudo ainda mais emocionante. Nosso muito obrigado, Surubim, por nos permitir fazer parte mais uma vez dessa história”, publicou o Quinteto Violado.

A 89ª Vaquejada de Surubim segue até domingo (20), com programação esportiva, cultural e musical no Parque J. Galdino.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Surubim, meu lugar no mundo

Hoje, minha Cidade Mãe completa 98 anos, já caminhando rumo ao seu centenário.

Terra onde nasci, cresci e sigo vivendo meus dias. Tenho por Surubim um amor difícil de explicar. Seu hino sempre me arrebata e emociona, talvez porque nele também exista um pedaço de tudo o que sou.

Que orgulho ser filho da terra de Chacrinha, Capiba e Zé Nivaldo.

Viva Surubim! Minha terra, meu lugar no mundo.

Charles Nascimento,
Administrador do Blog MAIS CASINHAS

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Prefeito Lúcio Silva destaca união e compromisso com o futuro durante celebração dos 31 anos de Casinhas

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O prefeito de Casinhas, Lúcio Silva, participou, nesse domingo (12 de julho), da programação comemorativa pelos 31 anos de emancipação política do município. As celebrações começaram pela manhã com a Missa Solene em Ação de Graças, na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, seguida de homenagens e do tradicional corte do bolo comemorativo, no Pátio de Eventos, ao lado da primeira-dama Mônica Martins e da ex-prefeita e pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral.
Em seu pronunciamento, o gestor destacou a trajetória de crescimento do município e reafirmou o compromisso da administração com o desenvolvimento de Casinhas. "Casinhas celebra mais do que 31 anos de emancipação política. Celebramos a força de um povo que nunca desistiu de sonhar, de trabalhar e de construir uma cidade cada vez melhor. Tenho a honra de fazer parte desta história e de caminhar ao lado de cada casinhense, cuidando da nossa gente com responsabilidade, compromisso e muito amor", afirmou.

Veja no vídeo:
Lúcio ressaltou ainda que cada conquista alcançada ao longo dos últimos anos reforça a certeza de que o município segue no caminho certo. "Cada obra entregue e cada ação realizada fortalecem o nosso compromisso de continuar trabalhando e cuidando das pessoas", destacou.
Encerrando sua mensagem, o prefeito homenageou a população casinhense e desejou prosperidade para o município. "Casinhas é feita de gente humilde, acolhedora, batalhadora e cheia de esperança. Que Deus continue abençoando nossa terra, protegendo cada família e iluminando os nossos caminhos para que os próximos anos sejam de ainda mais desenvolvimento, oportunidades e conquistas", concluiu.
Com imagens de Marcelinho Andrade e Adegilson Barbosa

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Amado Batista faz show hoje à noite em Casinhas pela primeira vez; confira line-up e saiba como acompanhar ao vivo

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

A programação festiva pelos 31 anos de Emancipação Política de Casinhas reserva para a noite desta sexta-feira (10 de julho) um dos momentos mais aguardados das comemorações. A partir das 20h, o Pátio de Eventos, no Centro da cidade, recebe uma sequência de grandes atrações que prometem reunir um grande público de Casinhas e de toda a região.

A abertura da noite será com o artista da terra Marquinhos Show, às 20h. Em seguida, às 21h, sobe ao palco a banda Gatinha Manhosa, um dos maiores nomes do forró romântico. Encerrando a programação, às 23h, o cantor Amado Batista, conhecido como "o mais amado do Brasil", faz sua primeira apresentação em Casinhas, em um show bastante aguardado pelos fãs.

Quem não puder comparecer ao evento poderá acompanhar tudo ao vivo pelo canal Charles Nascimento, no YouTube, em uma transmissão especial realizada em parceria com a MA Produções, da dupla Mário e Marcelinho, grandes parceiros na cobertura dos principais eventos da região. A transmissão também terá retransmissão pelo Blog MAIS CASINHAS, com apoio da Prefeitura de Casinhas.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Começa restauração do painel de Brennand no Parque de Exposições de Surubim

Do CORREIO DO AGRESTE
charlesnasci@yahoo.com.br

Tiveram início na última sexta-feira (3 de julho), os trabalhos de remoção dos azulejos do painel de Brennand, no Parque de Exposições de Animais Antônio Farias, em Surubim. Nesta primeira etapa dos serviços, as peças são enumeradas para serem retiradas posteriormente. O contrato para restauração da obra de arte foi assinado na manhã do dia 17 de junho, em frente à sede da Sociedade dos Criadores.

De acordo com o presidente da Sociedade dos Criadores de Surubim, Fernando Guerra, a iniciativa é resultado de uma mobilização iniciada em 2021 para preservar esse importante patrimônio artístico. "O painel é o único produzido por Brennand no interior de Pernambuco e será reposicionado após a conclusão da intervenção, voltado para a Escola Técnica Estadual, permitindo maior visibilidade ao público", afirmou.

O serviço está sendo executado pela equipe do restaurador Josemir Alves da Fonseca. Ele informou que inicialmente, todos os azulejos serão removidos e transportados para Recife, onde passarão por tratamento especializado. "A intervenção inclui a remoção de fungos, recomposição das peças danificadas, recuperação do suporte e reintegração da camada pictórica nas áreas que sofreram perdas ao longo do tempo. A previsão é que o painel seja reinstalado em cerca de 60 dias após sua retirada".

O mural será recuperado com recursos de uma emenda parlamentar no valor de R$ 100 mil, destinada pelo então deputado estadual e atual prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil). Na ocasião da assinatura do contrato, o prefeito Chaparral lembrou que a verba já estava disponível, o que permitiu o início imediato dos trabalhos de recuperação.

OBRA FOI DETERIORADA PELA AÇÃO DO TEMPO E POR ATOS DE VANDALISMO

Francisco Brennand é considerado um dos ícones das artes plásticas pernambucanas e um dos mais importantes artistas nacionais. O painel que mede 9,45 m x 2,70 m, foi conseguido junto à Deborah Brennand, esposa do artista plástico, pelo então presidente da Sociedade dos Criadores de Surubim, Dr. José Nivaldo Barbosa, em 1970.

Em decorrência das intempéries e dos mais de 17 anos que ficou abandonado, tendo sido, inclusive, alvo de depredações como disparos de arma de fogo, a obra de arte corria sério risco de desmoronar. "A restauração vai garantir que o painel volte a ser apreciado pela população e pelas futuras gerações", finalizou Fernando Guerra.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Juliana de Chaparral prestigia reabertura do MAC de Olinda e destaca investimentos de Raquel Lyra no patrimônio histórico

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

A pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) acompanhou, na última terça-feira (30), a agenda da governadora Raquel Lyra (PSD) no Sítio Histórico de Olinda, marcada por importantes entregas voltadas à preservação do patrimônio cultural de Pernambuco.

A programação incluiu a reabertura do Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco (MAC-PE), a entrega da primeira etapa da restauração do Mosteiro de São Bento e a reabertura da Igreja de São Pedro Mártir de Verona.

Veja no vídeo:
As obras somam investimentos superiores a R$ 21 milhões. O MAC-PE foi totalmente recuperado com recursos do Governo do Estado, enquanto as intervenções no Mosteiro de São Bento e na Igreja de São Pedro Mártir foram executadas pela Fundarpe, com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Novo PAC.

Em publicação nas redes sociais, Juliana destacou a importância da reabertura do museu, fechado há mais de uma década. "Graças ao trabalho incansável da nossa governadora Raquel Lyra, esse importante patrimônio de Pernambuco está novamente de portas abertas, valorizando não apenas a arte, mas também a história e a identidade do nosso povo. O espaço foi renovado e reúne obras de grandes nomes, como Tarsila do Amaral, por quem tenho uma grande admiração", afirmou.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Acervo de Capiba com cerca de 11 mil partituras originais é tombado

Da CBN RECIFE
charlesnasci@yahoo.com.br

O acervo do compositor pernambucano Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba, autor de "Madeira que Cupim não Rói", foi tombado pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco (CEPPC). A decisão foi formizada durante reunião no Recife, nessa quinta-feira (11 de junho).

O tombamento garante proteção legal permanente aos itens do artista, impedindo a venda, dispersão ou descaracterização livre do material. Além disso, o reconhecimento oficial do Estado também estabelece diretrizes técnicas para intervenções de restauro e facilita o acesso a políticas públicas e recursos de editais de fomento.

O acervo de Capiba, agora tombado, conta com cerca de 11 mil partituras originais, 4 mil fotografias, correspondências trocadas com o maestro Guerra-Peixe, um piano alemão da marca C. Bechstein com mais de cem anos, além de 20 quadros pintados pelo próprio Capiba. O conjunto era preservado em Surubim, no Agreste, pela viúva do compositor, Zezita Barbosa, de 94 anos.
Durante o evento, a diretora de acervo do Instituto Capiba, Débora Mendes, e o diretor executivo da instituição, Amaro Filho, falaram sobre o peso histórico da aprovação. "Assumiremos o compromisso de fazer pleno uso desta chancela de proteção patrimonial, colocando-a a serviço da preservação, valorização e difusão do legado de Lourenço da Fonseca Barbosa, o nosso querido Capiba", disseram.

Durante a aprovação, Amaro Filho também creditou o mérito da conservação histórica à viúva do artista: "Sem sua dedicação, seu zelo e sua persistência, provavelmente não estaríamos hoje aqui falando sobre Capiba e celebrando este importante reconhecimento".

Responsável pela gestão da obra, o Instituto Capiba conduz atualmente pelo menos 13 ações voltadas ao acervo. Entre os projetos recentes está a campanha "Numa mulher não se bate nem com uma flor", focada no enfrentamento à violência de gênero e realizada em parceria com o Clube Carnavalesco Homem da Meia-Noite e o Coletivo Mulher Vida.

sábado, 30 de maio de 2026

Festival Dandaras celebra a força da cultura afro neste sábado em João Alfredo

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

Depois de emocionar o público com uma belíssima apresentação na Mostra Cultural Afro – Dança e Identidade, realizada no início deste mês na comunidade quilombola de Brejinhos, o Projeto Dandaras de Brejinhos volta aos palcos neste sábado (30 de maio), desta vez no Centro de João Alfredo. O grupo será a principal atração do Festival Dandaras, marcado para as 19h30, no Bairro da Boa Vista, ao lado da Igreja Matriz.

Promovido pela Associação Quilombola de João Alfredo (Asquija), o evento promete uma noite de muita arte, dança, emoção e valorização da cultura afro-brasileira. O projeto conta com financiamento da Fundação Cultural Palmares, instituição vinculada ao Governo Federal que atua na promoção e preservação dos valores culturais da população negra no Brasil.

A apresentação do Projeto Dandaras de Brejinhos tem se destacado pela sensibilidade artística e pela forma como retrata a força, a ancestralidade e a identidade afro. Por meio da dança, o espetáculo resgata histórias, fortalece o sentimento de pertencimento e reafirma a importância das raízes culturais que ajudam a construir a identidade do povo negro.

Veja no vídeo:
Em tempos em que a valorização da cultura popular e das tradições afro-brasileiras se torna cada vez mais necessária, iniciativas como esta merecem ser reconhecidas e prestigiadas. O Festival Dandaras surge não apenas como uma apresentação artística, mas como um espaço de resistência cultural, memória e celebração.

Faço aqui também um registro especial a uma das idealizadoras e coordenadoras do projeto, a casinhense Ivaneide Lima. Apaixonada pela cultura afro, estudiosa do tema e profundamente comprometida com a valorização das manifestações culturais de matriz africana, Ivaneide tem desempenhado papel fundamental na construção e fortalecimento da iniciativa. Seu envolvimento, dedicação e sensibilidade ajudam a transformar o Projeto Dandaras em uma importante ferramenta de inclusão, representatividade e preservação cultural.

Pelo talento demonstrado, pela relevância social da proposta e pela receptividade que já vem conquistando por onde passa, o Dandaras de Brejinhos mostra que está apenas começando uma trajetória que promete render muitos frutos para a cultura pernambucana. Quem puder, vale a pena conferir e prestigiar.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Fernando Guerra lança livro sobre a história do Boi Surubim

Do CORREIO DO AGRESTE
charlesnasci@yahoo.com.br

O livro "O Boi Surubim" foi lançado na noite do último sábado (23 de maio), no Centro Cultural Dr. José Nivaldo. O evento contou com sessão de autógrafos, explanação sobre a obra e apresentação musical do saxofonista Josivaldo Augusto. Cerca de 40 diretores de escolas públicas do município estiveram presentes, além de amigos do autor. Ao término da programação, exemplares da publicação foram doados para todas as unidades da rede municipal de ensino.
Os autógrafos marcaram o início da cerimônia. Na sequência, Fernando Guerra conduziu uma palestra sobre a verdadeira origem e as características do chamado "Boi Surubim". "Mostramos pelo projetor, as diversas interpretações do boi Surubim, as mais diferentes. São interpretações confusas que passam por raças variadas, holandesa, indubrasil, nelore e nenhuma próxima da que verdadeiramente existia em meados do século XIX", destacou.
Fernando ainda ressaltou que o gado original existente na região, do qual fazia parte o boi Surubim, desapareceu após a chegada da raça Zebuína, considerada mais lucrativa pelos fazendeiros da época. "O gado existente em nossa terra desapareceu após a introdução do gado zebu. Todos os fazendeiros cuidaram de substituir os animais crioulos que eram de pequeno porte pelo gado zebuíno que proporcionava maiores ganhos aos fazendeiros", relatou o autor.
O escritor avaliou que o encontro também serviu como um momento de aprendizado para os profissionais da educação presentes. "Creio que funcionou como uma aula aos nossos professores, uma orientação fundamental para o entendimento do que realmente foi o boi Surubim", afirmou. O evento foi realizado com o apoio da Prefeitura, através da Secretaria de Juventudes, do Sesc Ler e da Associação de Letras e Artes de Surubim (ALAS).

Com imagens de Lucas Giovanne

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Fernando Guerra lança livro sobre o Boi Surubim e detalha pesquisa na Integração FM; veja entrevista

Da REDAÇÃO
charlesnasci@yahoo.com.br

O jornalista, artista plástico, escritor e historiador Fernando Farias Guerra, autor do consagrado livro Memórias das Vaquejadas, concedeu entrevista agora há pouco nos estúdios da Rádio Integração FM, onde apresentou detalhes de sua mais nova obra: "O Boi Surubim – História do boi que deu nome ao município de Surubim". O trabalho mergulha nas origens históricas, culturais e folclóricas daquele que se tornou o maior símbolo da Capital da Vaquejada.

Durante a entrevista, Fernando destacou que o livro nasce de uma extensa pesquisa histórica, construída a partir de documentos, relatos populares, estudos pecuários e cruzamento de informações que buscam revisitar a verdadeira trajetória do lendário boi que deu nome ao município. Segundo ele, a publicação também pretende corrigir algumas datações históricas e apresentar novas interpretações sobre os acontecimentos envolvendo o animal.

Assista entrevista completa no vídeo abaixo:
A obra aborda ainda diferentes versões sobre a morte do boi Surubim, além de propor uma nova leitura sobre as características e a importância histórica do animal, fundamentada em informações consideradas mais precisas e confiáveis. O autor também ressaltou que o projeto faz parte de um objetivo ainda maior: até o centenário de emancipação política de Surubim, em 2028, concluir um amplo levantamento histórico sobre o município, abrangendo fatos e acontecimentos desde os primeiros registros até o ano da emancipação, em 1928.

O lançamento oficial do livro acontecerá neste sábado (23 de maio), a partir das 19h, no Centro Cultural Dr. José Nivaldo Barbosa, no Centro de Surubim. A programação contará com sessão de autógrafos, apresentação musical do saxofonista Josivaldo Augusto, bate-papo com o autor e doação de exemplares para escolas do município. A iniciativa conta com apoio da Prefeitura de Surubim, através da Secretaria de Juventudes, além do Sesc Ler Surubim e da Associação de Letras e Artes de Surubim (ALAS).

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Fernando Guerra lança livro sobre a origem do Boi Surubim

Do PORTAL DA CIDADE SURUBIM
charlesnasci@yahoo.com.br

O historiador Fernando Guerra lançará, no próximo sábado (23 de maio), o livro "O Boi Surubim – História do boi que deu nome ao município de Surubim". O evento será realizado a partir das 19h30, no Centro Cultural Dr. José Nivaldo Barbosa, reunindo noite de autógrafos, apresentação musical e conversa com o autor.

A publicação marca o início de uma sequência de obras que pretendem reconstruir a história de Surubim até o centenário de emancipação política do município, em 2028. Segundo o pesquisador, o objetivo é produzir um levantamento histórico abrangendo fatos e personagens até o ano de 1928.

Neste primeiro volume, Fernando Guerra apresenta uma análise detalhada sobre o Boi Surubim, principal símbolo do município. O autor busca corrigir informações históricas, discutir versões sobre a morte do animal e propor uma nova interpretação sobre como teria sido o boi que deu nome à cidade, com base em estudos pecuários e fontes consideradas confiáveis.

A programação contará ainda com apresentação do saxofonista Josivaldo Augusto, além de uma cerimônia simbólica de doação de livros para escolas do município. O evento conta com apoio da Secretaria de Juventudes de Surubim, do Sesc Ler Surubim e da Associação de Letras e Artes de Surubim.

sábado, 4 de abril de 2026

Por que bredo é tradição na Semana Santa em Pernambuco

Consumo do alimento na Semana Santa atravessa gerações no estado, embora não exista registro histórico preciso da sua origem
Do DIARIO DE PERNAMBUCO
charlesnasci@yahoo.com.br

Presença quase obrigatória nas mesas pernambucanas na Semana Santa, o bredo carrega uma tradição que resiste ao tempo, embora sua origem permaneça sem registro histórico preciso. Apesar de amplamente consumido nesse período, não há documentação que indique quando ou como a planta passou a integrar o cardápio da Páscoa em Pernambuco. A ausência de registros, inclusive, desafia pesquisadores da área.

Segundo o jornalista e antropólogo Bruno Albertim, a dificuldade em rastrear essa origem é comum quando se trata de hábitos alimentares populares. "Não existe documentação precisa. Há apenas citações dispersas. Já procurei isso em várias fontes e nunca encontrei um ponto de partida claro", afirma.

Nem mesmo obras clássicas de referência sobre a alimentação no Brasil, como as de Luís da Câmara Cascudo e Gilberto Freyre, trazem menções diretas ao bredo. Considerados pioneiros na análise da comida como elemento social e cultural, os autores ajudam a compreender o contexto, mas não registram especificamente o alimento.

A explicação, segundo Albertim, está no fato de que os hábitos alimentares só passaram a ser valorizados como patrimônio cultural há relativamente pouco tempo. "Essas práticas do cotidiano não eram vistas como algo digno de registro. Por isso, muitas tradições surgiram e se consolidaram sem documentação formal", explica.

ENTRE A FÉ E O COSTUME

A relação do bredo com a Semana Santa está ligada à tradição cristã de abstinência de carne. Durante o período, fiéis são orientados a abrir mão de alimentos considerados mais "fortes", como forma de penitência e reflexão. Esse contexto favorece o consumo de preparações mais simples, leves e acessíveis. É aí que o bredo ganha espaço. "Ele é um alimento espontâneo, que nasce com facilidade, muitas vezes nos quintais. É simples, nutritivo e acessível a todas as classes sociais", destaca Bruno Albertim.

Ao contrário do peixe, tradicional substituto da carne, mas que costuma ter preços elevados nesse período, o bredo aparece como uma alternativa viável e democrática. Sua presença nas mesas, portanto, também dialoga com questões econômicas. Ainda assim, não há qualquer prescrição oficial da Igreja Católica que recomende o consumo da planta. A tradição foi construída, sobretudo, a partir dos costumes populares.

"Não existe uma orientação religiosa específica para o bredo. Ele foi incorporado ao cardápio por prática cotidiana, pela vivência das pessoas", explica o antropólogo. Registros indiretos ajudam a indicar a antiguidade do hábito. Segundo Bruno, antigos cadernos de receitas familiares de Gilberto Freyre, utilizados para transmitir saberes culinários entre gerações, já apontavam o uso do bredo durante a Semana Santa, ainda que sem detalhar sua origem.

VALOR SIMBÓLICO E IDENTIDADE

Com o passar do tempo, o bredo deixou de ser apenas um alimento comum e passou a carregar um significado mais amplo. Para além do valor nutricional, a planta representa simplicidade, partilha e pertencimento. Elementos que, segundo o especialista, ajudam a explicar sua permanência como tradição. "Ele se torna um elemento simbólico. É consagrado pela cultura, ganha um valor que ultrapassa o alimento em si", afirma Bruno Albertim.

Mesmo sem reconhecimento oficial, o bredo pode ser entendido como um patrimônio cultural imaterial no sentido amplo, aquele que é validado e mantido pela própria comunidade. Essa lógica não é exclusiva do bredo. Outros alimentos típicos da culinária nordestina, como a carne de sol e a charque, também nasceram de necessidades práticas, como a conservação dos alimentos em períodos de seca, e, com o tempo, se transformaram em símbolos culturais valorizados.

"O gosto também é construído socialmente. As pessoas continuam consumindo esses alimentos não apenas por necessidade, mas porque aprenderam a gostar, porque isso faz parte da identidade", pontua o antropólogo.

TRADIÇÃO QUE RESISTE E SE REINVENTA

A permanência do bredo como símbolo da Semana Santa em Pernambuco também reflete transformações mais amplas na sociedade contemporânea. Em um cenário de globalização e padronização dos hábitos alimentares, cresce o interesse por elementos locais e tradicionais. Aquilo que antes era visto como simples ou comum passa a ser valorizado como expressão de identidade cultural. "Hoje existe uma valorização maior das especificidades regionais. Ao mesmo tempo em que o mundo se torna mais uniforme, aumenta o interesse pelo que é único", explica Bruno Albertim.

CEASA-PE REGISTRA MAIS DE 270 TONELADAS DE BREDO NA FEIRA 2026

A força dessa tradição também se reflete nos números. A Feira do Bredo 2026, realizada na madrugada da Quinta-feira Santa, já contabilizava a comercialização de aproximadamente 272 toneladas da hortaliça no Ceasa-PE. Ao todo, foram registradas 73 entradas de veículos com o produto, sendo 30 permissionários fixos e 43 comerciantes da Área Livre, evidenciando a dimensão da feira. A produção segue concentrada na Zona da Mata. Vitória de Santo Antão lidera com 67 cargas, seguida por Chã Grande, com seis.

Segundo o coordenador de mercado do Ceasa-PE, Luiz Otávio, o volume registrado nas primeiras horas já indica crescimento. "Houve aumento no volume transportado, com a entrada de caminhões de maior porte", afirma. Além de refletir o consumo, os números evidenciam a articulação entre produção rural, logística e comércio, intensificada durante a Semana Santa e com impacto direto na economia local.

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Palestra no IAHGP propõe nova leitura da história de Surubim

Palestra será realizada no auditório do IAHGP,
localizado na Rua do Hospício, 130,
bairro da Boa Vista, no Recife
Do CORREIO DO AGRESTE
charlesnasci@yahoo.com.br

O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) promove neste sábado, 11 de outubro, às 10h, mais uma edição do seu tradicional Ciclo de Palestras, com destaque para a apresentação do pesquisador, jornalista e artista plástico Fernando F. Guerra, sócio correspondente da instituição. O evento será realizado no auditório do IAHGP, localizado na Rua do Hospício, 130, bairro da Boa Vista, no Recife. A entrada é gratuita e haverá emissão de certificado para os participantes.

Com o título "Por uma nova história de Surubim", Fernando Guerra propõe uma revisão crítica das narrativas históricas que envolvem o município. A começar pela Vaquejada, o pesquisador apresentará os resultados de mais de uma década de estudos que culminaram na obra "Memória das Vaquejadas de Surubim", livro que, comprova documentalmente que a vaquejada de Surubim é a mais antiga do Brasil. "Mesmo assim, me encontro com informações que desviam a realidade para algum possível favorecimento absolutamente desnecessário", afirma.

Guerra também abordará a origem do nome "Surubim". Ele contesta a popular história de que o nome teria surgido após uma onça entrar na fazenda de Lourenço Ramos da Costa e matar o boi Surubim em 1864, apresentando registros oficiais de 1858/59 que já mencionam o "logar Surubim", anterior ao episódio que virou lenda.

Além da obra sobre a vaquejada, o palestrante tem no currículo um livro de poemas e outros trabalhos como "O Agreste Setentrional e a Confederação do Equador", a "História da Casa Grande da Fazenda Cachoeira do Taépe", e textos sobre a ocupação fundiária do município entre os séculos XVIII e XIX. Ele também pretende lançar em breve o livro O Boi Surubim, aprofundando ainda mais sua pesquisa sobre a identidade local, reforçando que "por ignorância, as distorções se acumulam", citando inclusive o uso equivocado da imagem de um touro zebu no brasão do município — animal que só chegou ao Nordeste no final do século XIX.

SERVIÇO
Evento: Ciclo de Palestras do IAHGP – "Por uma nova história de Surubim"
Palestrante: Fernando F. Guerra
Data: Sábado, 11 de outubro
Horário: 10h
Local: Auditório do IAHGP – Rua do Hospício, 130, Boa Vista, Recife
Entrada: Gratuita
Certificado: Emitido para participantes

domingo, 13 de julho de 2025

Instituto Capiba é fundado para preservar a obra do compositor; conheça a iniciativa

Instituto formado por musicólogos, restauradores, antropólogos e produtores culturais quer captar recursos para salvaguardar acervo de 15 mil itens
Do JORNAL DO COMMERCIO - Emmanuel Bento
charlesnasci@yahoo.com.br

Um dos maiores compositores da música brasileira, o pernambucano Capiba (1904–1997) terá sua obra preservada e difundida por um instituto formado por musicólogos, restauradores, antropólogos, advogados e produtores culturais.

O lançamento do Instituto Capiba (IC) ocorreu na última quinta-feira (10), no Ponto BB, nova agência do Banco do Brasil na Avenida Rio Branco, no Bairro do Recife (local onde o artista trabalhou por anos). A sede da instituição fica no centro de Surubim, cidade natal do músico, em frente à casa de sua viúva, Zezita Barbosa, que há anos guarda o acervo original. Agora, busca-se um local para uma representação no Recife.

CONSERVAÇÃO DE GRANDE ACERVO

O principal objetivo é conservar um vasto acervo, composto por mais de 11 mil partituras, 4 mil fotografias, objetos pessoais, discos, livros, recortes de jornais, além do piano C. Bechstein, com o qual Capiba compôs boa parte de sua obra. "Capiba merece todas essas homenagens. Ele fez muito pela música de Pernambuco", afirma a viúva Zezita Barbosa.

"Queremos transformar a nossa sede em Surubim em um centro de restauro do Agreste. Vamos trazer o acervo, que está na casa bem em frente, e trabalhar com jovens nesse processo, deixando os objetos prontos para exposição e guarda do acervo. Seria um local de educação patrimonial", explica Amaro Filho, diretor executivo do Instituto. "Por enquanto, a agência do Banco do Brasil será um espaço para realizarmos alguns eventos, como no auditório, que é excelente", acrescenta.

Ele explica que o Instituto é diferente da Associação Capiba, que já existe: "Resolvemos criar um instituto porque ele oferece mais liberdade de atuação, possibilitando aprovação em editais, captação de apoios, doações e outras iniciativas".
AÇÕES

A criação do IC também marca o início de uma série de ações comemorativas pelos 120 anos de nascimento do artista, a serem celebrados durante todo o ano de 2025. Entre as primeiras iniciativas estão o lançamento de um site com partituras digitalizadas, a realização de atividades educativas e culturais, além da abertura gradual do acervo ao público.

"A preservação do acervo e a difusão da obra de Capiba ganham, com o Instituto, um novo fôlego institucional. Queremos garantir que as novas gerações conheçam e se conectem com esse legado fundamental para a música brasileira", finaliza Filho.

CASA CAPIBA

Vale lembrar que, em 2024, a governadora Raquel Lyra anunciou o investimento de R$ 1,5 milhão para a reforma e ampliação da Casa Capiba, no bairro do Espinheiro, onde funcionará um memorial ao mestre Capiba e áreas para as atividades do Conservatório Pernambuco de Música.

SERVIÇO
Instituto Capiba – IC
Mais informações: www.projetocapiba.com.br

terça-feira, 1 de julho de 2025

Megalomania pernambucana, um orgulho que incomoda

De O PODER - Zé da Flauta
charlesnasci@yahoo.com.br

Dizem que o pernambucano sofre de megalomania, mas isso é intriga da oposição, geralmente feita por quem nasceu depois da curva do São Francisco. Se o mundo foi criado em sete dias, Pernambuco deve ter sido fundado no oitavo, com um dedo a mais de capricho. Aqui o Capibaribe não encontra o Beberibe: eles conspiram juntos para formar o Oceano Atlântico, como quem junta forças para parir a história. Foi aqui que se ergueu o primeiro engenho de açúcar, que adoçou o mundo e também nossos egos. Não à toa, o nosso sotaque não tem tom de voz, tem timbre de resistência.

OUTRO PLANETA

Somos, sim, pioneiros até no exagero. O primeiro teatro de luxo das Américas? Santa Isabel, claro. O primeiro jornal da América Latina? Diario de Pernambuco, evidente. A primeira rádio? PRA-8, sintonizada direto no coração da cultura. A primeira orquestra sinfônica do Brasil afinou aqui, e se ouvia de Olinda até o Recife Antigo. Tivemos também o primeiro observatório astronômico das Américas, porque olhar pro céu sempre foi da nossa natureza, afinal, desde o início, sabíamos que Pernambuco é coisa de outro planeta.

MARACATUS

Recife foi a primeira cidade cartografada do Novo Mundo porque precisavam entender onde raios estava esse lugar tão avançado. E foi aqui que nasceu a primeira faculdade de direito do Brasil, onde se discutia república antes da república existir. Tivemos revoluções antes de serem moda, enfrentamos impérios e fomos a única província que ousou ser um país. Fomos o único lugar que levou Deus a um tribunal, num evento que chamou a atenção de todo o mundo para a cidade de Surubim. Até os maracatus daqui saem às ruas como se estivessem marchando, é uma pompa de fazer inveja a qualquer monarquia.

ORGULHO

A verdade, meus amigos, é que nos chamam de megalomaníacos porque não conseguem ser como a gente. Pernambuco não é só um estado; é um estado de espírito, de criação, de resistência e de invenção. Aqui, quando não somos os primeiros, somos os melhores. E se ainda não inventamos alguma coisa, é porque estamos esperando o momento certo para surpreender de novo. Pode parecer exagero, mas é só orgulho, um orgulho que brilha mais que a estrela da nossa bandeira. E se isso incomoda, meu bem… é porque funciona.

sábado, 7 de junho de 2025

Preservação da memória cultural: acervo iconográfico de Capiba é digitalizado


Do CORREIO DO AGRESTE
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O legado do surubinense Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba, um dos maiores compositores do país, acaba de ganhar um novo capítulo na preservação de sua história. O trabalho de digitalização de seu acervo iconográfico foi finalizado pela Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), permitindo que aproximadamente 3.500 imagens sejam agora acessíveis no ambiente digital.

A iniciativa abre portas para que esse material histórico integre exposições, componha um memorial e sirva de base para projetos culturais voltados à memória de Capiba. Segundo os responsáveis pela gestão do acervo, Amaro Filho e Lucas Guerra, a digitalização representa um avanço significativo na valorização da obra do compositor, ampliando seu alcance e garantindo que futuras gerações tenham acesso a esse patrimônio.

A equipe da CEPE recebeu agradecimentos especiais pelo profissionalismo e acolhimento durante o processo, com destaque para o diretor Igor Burgos e o presidente João Baltar, que apoiaram entusiasticamente o projeto.

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano faz visita cultural a Surubim


De O PODER
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O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) retomou no último final de semana, as excursões do seu programa Archeotur. Associados e amigos do Arqueológico tiveram a oportunidade de visitar o município de Surubim e desfrutar de momentos de aprendizado e socialização. As informações são do Correio do Agreste.

ASSOCIAÇÃO

O IAHGP é uma associação cultural sem fins lucrativos fundada em 1862. Ao longo de 163 anos de funcionamento ininterrupto, o Arqueológico tem cumprido sua missão de preservar, estudar e divulgar a História e a Cultura do povo pernambucano.

ATENÇÃO

Ao longo dos últimos meses, o Instituto tem dado especial atenção às celebrações do Bicentenário da Confederação do Equador. As atividades incluem contribuições para a Comissão Estadual do Bicentenário e também para a Comissão Temporária do Senado Federal, que têm promovido diversas ações em nível estadual, nacional e internacional. "Ressaltamos ainda a profícua colaboração com o Instituto do Ceará e o Grande Oriente do Brasil na rememoração deste movimento de crucial importância para a História do Brasil", destacou George Cabral , presidente do IAHGP.

A ESCOLHA

A escolha por Surubim para retomar as atividades do Archeotur não foi por acaso, mas por ser uma oportunidade de conhecer a escultura erigida em homenagem ao herói maior de 1824, Frei Caneca. Inaugurada em 13 de janeiro de 2025, exatamente no bicentenário da execução do frade carmelita, a obra foi realizada por Mestre Joel e Severino Iabá e contou com o apoio de Mareval Nascimento.

O MONUMENTO

O monumento se encontra nas proximidades da casa-grande da Fazenda Cachoeira de Taépe, precioso remanescente da arquitetura rural agrestina que remonta em antiguidade ao início do século XVIII. A edificação está em excelente estado de conservação após ter sido cuidadosamente restaurada pelos atuais proprietários.

LOCAL

É um local que todas as pessoas interessadas por História deveriam conhecer, ainda mais porque está na rota histórica percorrida pelos confederados em 1824. No final do mês de setembro daquele ano, as tropas revolucionárias que se retiravam de Pernambuco em direção ao sertão do Ceará, passaram pela área da fazenda ao seguirem pela antiga rota de acesso ao sertão pelo rio Capibaribe.

EMBOSCADA

Nas proximidades da fazenda, houve a emboscada, descrita por Caneca em seu "Itinerário", na qual morreu o intrépido jornalista João Soares Lisboa. Seus restos mortais foram sepultados no álveo do rio Capibaribe, e hoje estão sob as águas da barragem de Jucazinho.

segunda-feira, 28 de abril de 2025

Morre aos 112 anos a moradora mais velha do município de Casinhas


Da REDAÇÃO
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Faleceu na manhã desta segunda-feira (28) Dona Severina Maria do Livramento, considerada a moradora mais velha do município de Casinhas, no Agreste de Pernambuco. Moradora do Sítio Serra Verde, na zona rural da cidade, ela tinha 111 anos e completaria 112 no próximo dia 5 de maio. A morte foi confirmada pelo comunicador Joãozinho de Serra Verde, sobrinho-neto de Dona Severina.

Segundo Joãozinho, Dona Severina morreu por complicações na saúde em razão da idade avançada. "Ela foi uma das quatro moças solteiras da família, que nunca namorou, casou ou teve filhos. Quando meu pai nasceu, foi ela quem o criou. São muitas histórias para contar. Ela nasceu em 1913, atravessou períodos marcantes como a Segunda Guerra Mundial e tantos outros fatos históricos do Século 20 e início do 21. É uma perda muito sentida para todos nós", relatou emocionado.
Dona Severina deixa um legado de simplicidade, força e uma vida marcada pela história e pelas transformações do último século. Sua trajetória é motivo de orgulho para familiares, amigos e para toda a comunidade de Casinhas. O Blog MAIS CASINHAS se solidariza com todos os familiares e amigos neste momento de dor, desejando conforto e força a todos.

A cerimônia de despedida ocorre na residência de Dona Severina, no Sítio Serra Verde. O sepultamento está marcado para esta terça-feira (29), às 15h, no Cemitério de Casinhas.

sexta-feira, 7 de março de 2025

Desfile das Virgens de Surubim 2025 presta homenagem a Capiba e emociona Dona Zezita


Da REDAÇÃO
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O tradicional Desfile das Meninas Virgens de Surubim, no Agreste pernambucano, traz em 2025 uma homenagem especial a Lourenço da Fonseca Barbosa, o eterno Capiba. O compositor, que nasceu em Surubim e deixou um legado imortal para o frevo, será celebrado na folia deste ano, relembrando sua contribuição para a cultura e a música brasileira
. Além de Capiba, o evento também presta uma homenagem a dois foliões históricos do carnaval surubinense: Dé de Passim e Fabrício Brito, vereador falecido em agosto do ano passado.

Com mais de 100 frevos compostos ao longo de sua carreira, Capiba é um dos maiores nomes do gênero e tem sua obra eternizada nas festas de Pernambuco. Para tornar a homenagem ainda mais emocionante, o evento contará com a presença de Dona Zezita, esposa do artista, que se mostrou profundamente tocada com a iniciativa. "Fico muito feliz em saber que Capiba será homenageado. Ele sempre amou sua terra e sua música continua viva nos corações de todos", declarou Dona Zezita, demonstrando sua gratidão pelo reconhecimento ao legado do marido.

A escolha de Capiba como homenageado do desfile reforça a forte ligação do compositor com sua cidade natal e celebra sua importância para a identidade cultural de Pernambuco. O Desfile das Virgens de Surubim, conhecido por sua irreverência e animação, se consolida mais uma vez como um evento que valoriza a tradição e a história local, levando o nome do município aos quatro cantos do país.

Com muita cor, brilho e alegria, os foliões prometem lotar as ruas de Surubim para celebrar o frevo e reviver os clássicos de Capiba, transformando o desfile em um verdadeiro tributo à sua obra. A programação contará com orquestras de frevo, fantasias exuberantes e a energia contagiante que fazem do evento um dos mais esperados do pós-carnaval pernambucano.